terça-feira, outubro 10, 2006

Scolari, o zangado

Carlos Pereira Santos na Abola:


Saí do Estádio do Bessa encantado com o bonito jogo que Portugal fez. As bancadas não estavam lotadas, mas nem era de esperar outra coisa. Quando o seleccionador nacional admite até empatar com o Azerbaijão, e ganhar depois na Polónia, está tudo dito. Não é assim que se motiva um adepto de futebol. Não sei o que se passa na cabeça de Luiz Felipe Scolari.

Não percebo a agressividade com que ataca cada pergunta que um jornalista lhe faz. 0 senhor seleccionador deve entender que é o mais perfeito dos humanos. Acha-se no direito de dar lições de contabilidade futebolística aos portugueses, talvez porque tenha engolido a história de que Pedro Álvares Cabral se enganou na rota quando descobriu que havia o Brasil para lá do nosso horizonte. Talvez porque nos veja a todos como os Manuéis das anedotas que contam lá no Brasil.

Não somos. No futebol, temos o Crístiano Ronaldo, o Deco, o Maníche, o Miguel, o Costinha, o Ricardo Carvalho... Se eu fosse seleccionador desta malta endiabrada havia de aparecer sempre com um sorriso nas conferências de Imprensa. Ainda que perdesse. E quem dirige jogadores com esta qualidade não pode dar-se por satisfeito se empatar na Polónia. Tem de entrar em campo e atacar. Ninguém o levará a mal por isso, mesmo que perca.

Scolari é um indivíduo de mal com o mundo dos jornalistas portugueses. Não aceita uma crítica negativa. A cara de maldisposto contrasta com as entrevistas cor-de-rosa que dá, a dizer que adora Portugal. Oh, senhor, se está tão mal por cá que não lhe permite sequer ser delicado, faça as malinhas que, acredite, vai dar uma alegria enorme a muita gente.

segunda-feira, outubro 09, 2006

PINTO DA COSTA

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Pinto da Costa não gostou da atitude de alguns jogadores, mas está tranquilo

"Braga não se repetirá de certeza absoluta"

O actual momentos dos campeões nacionais foi apenas o ponto de partida para uma entrevista em que o presidente portista fala de tudo. Da saída de Adriaanse, à entrada de Jesualdo passando pelas propostas para a venda de jogadores, pela hipótese de recandidatura e pela inevitável resposta aos ataques de que tem sido alvo.


A poucas semanas de completar 25 anos à frente do clube, Pinto da Costa ainda tem projectos para cumprir. Até ao final do actual mandato, o presidente portista pretende reforçar a marca FC Porto e reestruturar todo o edifício do futebol portista sem descurar por um instante os resultados desportivos até porque, como diz, não vive "da gestão dos êxitos do passado". Numa longa entrevista, fala do futuro, da hipótese de recandidatura a um novo mandato, da construção de um novo pavilhão gimnodesportivo e da consolidação de uma equipa que devolva o clube ao papel principal nos palcos nacionais e europeus. E fala do presente para fazer algumas revelações inéditas, como a de garantir que Jesualdo Ferreira tem futuro no FC Porto muito para além do contrato de um ano que assinou, ou que Anderson não está à venda, muito pelo contrário. Tudo sem deixar de lançar um olhar crítico sobre as mais recentes polémicas do futebol português, nem se esquecer de devolver à procedência os ataques de que tem sido alvo. Um discurso optmista, mas que não esconde o facto de nem tudo serem rosas. Como, por exemplo, as últimas derrotas da equipa principal. O ponto de partida.

Depois de uma excelente arranque, com a conquista da Supertaça e quatro vitórias no campeonato, o FC Porto sofreu duas derrotas consecutivas. São resultados que o trazem preocupado?
Não, de todo, até porque nos temos que enquadrar na realidade. E a realidade é que a equipa jogou no ano passado sob um determinado sistema totalmente diferente do actual, que começou a temporada sob o princípio de que seria esse o sistema e preparando-se para ele e que, de repente, sem que nada o fizesse prever, o técnico desapareceu - nem se pode dizer que se demitiu porque saiu porta fora e não falou com ninguém responsável - portanto tivemos, nessa emergência, que encontrar um técnico dentro do perfil que idealizamos. Como é natural, esse técnico tem as suas opções, tem as suas regras e sua forma de preparar a equipa que é diferente do antecessor. Isso levou-nos a establecer um período de transição que terminava agora, com a paragem do campeonato à quinta jornada para os compromissos das selecções. Creio que apesar de termos perdido em Braga o saldo é positivo dentro das nossas expectativas. Tinhamos três saídas em cinco jogos. Vencer duas delas, uma das quais tinhamos perdido no ano passado, é positivo. Agora, como é evidente, tanto eu, como o técnico e certamente os jogadores, queremos mais e exigimos mais.

Mas foram duas derrotas claras e isso certamente não pode ser considerado normal...
A derrota no Arsenal tem que ser considerada, não normal, porque uma derrota nunca é normal, mas compreensível, na medida em que o Arsenal foi finalista vencido da Liga dos Campeões, é uma equipa poderosíssima e fez um grande jogo, o que elimina qualquer hipótese de falar em escândalo. Agora, em Braga, perder até pode não ser muito anormal, mas houve uma forma de encarar a partida por parte de alguns jogadores que levou a que, no final do encontro, tenhamos que reconhecer que o Braga venceu bem, porque todos os que estiveram em campo deram o máximo e quando assim acontece, se não houver o mesmo empenho do outro lado, ganha-se. Já reflectimos todos, técnicos e equipa incluídos, sobre o que se passou e tenho a certeza absoluta que não se vai voltar a repetir.

Essa derrota em Braga aconteceu no início de um ciclo particularmente complicado para o FC Porto, com dois clássicos na agenda. Isso é motivo para preocupações especiais?
Não. O campeonato é uma prova de regularidade na qual temos que jogar contra todos os adversários. Se os clássicos acontecem em Março ou em Janeiro é indiferente, porque no final é que se fazem as contas e não vejo aí nenhum motivos especial de preocupação. A equipa tem que reagir a estas duas derrotas e estou certo que já no próximo jogo, com o Marítimo, a atitude vai ser totalmente diferente daquela que vimos em Braga.

A sucessão de lesões em jogadores importantes também pode ajudar a explicar as dificuldades sentidas?
Temos sido muito infelizes a esse nível. O Pedro Emanuel, que é fundamental para a coesão defensiva da equipa, lesionou-se com gravidade ainda antes da época se iniciar. O Ibson, que estava em excelente forma, também se lesionou e isso para não falar de outros que estão há mais tempo, mas felizmente em vias de recuperação como o Bruno Moraes ou o Sokota. Conseguir resistir a todas essas baixas, a perdas pontuais como as de Raul Meireles, Cech, João Paulo ou Ibson e manter-se, apesar de tudo, a primeira posição do campeonato em parceria com o Sporting, é a prova de que, de facto, temos uma grande plantel.

"Infelizmente, não podemos recuperar Hugo Almeida"

Já disse que não concordou com algumas decisões de Co Adriaanse relativas ao plantel, nomeadamente ao nível das dispensas, em particular nos casos de Hugo Almeida, Hélder Postiga e Diego...
É verdade, não concordei. Não é a primeira vez que não concordo com os técnicos, mas a minha discordância fica comigo. Como presidente, se confio no treinador, tenho que procurar fazer o plantel que ele considera melhor. Não é primeira vez que tomo decisões com as quais não concordo. Por exempplo, o Jardel não veio para o FC Porto quando foi para o Sporting porque os técnicos da altura entenderam que ele não era necessário. Eu discordei e, como sabem, ele chegou ao aeroporto como o cachecol do FC Porto e até comprou casa na Foz para vir morar para aqui, mas quando foi apresentada a questão aos treinadores, eles entenderam que não e eu não contrato jogadores que os técnicos não querem. Isso aconteceu com o Hélder Postiga, mas felizmente ainda fomos a tempo de o recuperar, e aconteceu com o Hugo Almeida, que já estava emprestado ao Werder Bremen e que não pudemos recuperar.

Já sentiu que alguns desses jogadores podia ser úteis no plantel actual?
Não vale a pena estar a especular, na medida em que tudo é subjectivo. Mas de forma muito concreta, na última temporada, como o mesmo treinador que este ano o dispensou, o Hugo Almeida foi muito importante. Houve vários jogos que vencemos com golos dele, como aconteceu por exemplo no Nacional da Madeira. Agora, o treinador decidiu dispensá-lo e eu não podia ir contra ele. Infelizmente o treinador foi embora e talvez o Hugo nos desse jeito, como nos está a dar o Hélder Postiga.


"Nada justifica a saída de Adriaanse"

Já disse que a mudança de treinador influenciou a preparação da temporada. A saída de Adriaanse apanhou de surpresa meio Mundo. E a si?
Acho que a saída dele apanhou toda a gente de surpresa, sem excepções. Tinha ido ao estágio, no dia do seu aniversário, para o poder festejar com ele. Confraternizamos amigavelmente e tudo se estava a processar normalmente, nada fazendo prever que isto pudesse suceder. A verdade é que fomos surpreendidos com esse facto e houve que encará-lo. O treinador abandonou o trabalho, considerou-se afastado e temos o problema para resolução na FIFA, o que me parece ser a única via possível. Se quando um clube não cumpre o contrato com o seu treinador até ao final tem que lhe pagar, é óbvio que, quando um treinador, sem qualquer justificação, sem falar com ninguém, sai porta fora e abandona a equipa no estágio em vésperas de um jogo importante como era o que tinhamos em Inglaterra, é óbvio, dizia, que também temos que ser ressarcidos por isso. Até porque o seu abandono levou a que, para garantirmos a contratação de Jesualdo Ferreira, tivessemos que pagar uma indemnização ao Boavista.

Mesmo nos momentos de maior contestação da última temporada, manteve sempre o apoio incondicional a Co Adriaanse. Sentiu a sua saída de forma pessoal?
É preciso conhecer o homem por detrás do técnico. Se ele fosse português e tivesse esse comportamento, se fosse o professor Jesualdo Ferreira ou um dos treinadores que aqui passaram como o Fernando Santos e outros, é evidente que ficaria magoado pessoalmente. Agora, sempre tive consciência que Co Adriaanse via o FC Porto estritamente como entidade patronal, embora tivesse comigo um relacionamento que posso classificar de agradável. Aliás, pessoalmente, aquilo que lhe desejo é muitas felicidades. Agora, como presidente do FC Porto não posso permitir que uma pessoa que tinha as obrigações e responsabildades dele tomasse a atitude que tomou sem nenhuma razão, e não posso deixar de agir no sentido da protecção dos melhores interesses do clube.

O FC Porto está disposto a ir até às últimas consequências para resolver este caso?
Naturalmente. O FC Porto já entregou o caso à FIFA com o respectivo pedido de indemnização e aguarda serenamente a resolução do caso com a consciência da razão que lhe assiste.

"Jesualdo não vai ficar só um ano, nem dois"

Depois da forma como aconteceu a saída de Adriaanse, Jesualdo Ferreira foi a escolha possível?
Não, foi claramente a primeira escolha. Com a condição de se chegar a um entendimento com o Boavista, foi a primeira escolha. O professor sabe-o bem; o Boavista também, mas tínhamos alternativas para o caso de não ser possível esse acordo.

O facto ter assinado apenas um ano de contrato, pelo menos para já, foi uma forma de precaução depois da experiência com Adriaanse?
Não, quem conhece o professor Jesualdo Ferreira - e eu conheço-o há muitos anos - sabe que ele seria incapaz de tomar uma atitude dessas. Para mim, o professor Jesualdo até podia nem ter contrato que eu continuaria descansado. Estou seguro de que vai ficar não só este ano, nem dois; estou convencido de que vai ficar muitos mais.

Vai propor-lhe isso?
Sim, sim. Ele sabe. Temos conversado sobre o que pretendo para o futuro, e também sei o que ele pensa. Estou tranquilo a esse respeito.

Na altura em que se falou de Jesualdo Ferreira para o FC Porto apontou-se como factor determinante o conhecimento que tinha do futebol português. O facto de ele não ter experiência nas competições europeias não jogou contra?
Não, o professor Jesualdo Ferreira já esteve no Benfica, no Braga europeu e, hoje, qualquer treinador sabe perfeitamente o que é estar nas provas europeias. Pergunto que experiência europeia tinha Mourinho, Fernando Santos ou Artur Jorge quando chegaram ao FC Porto? Não tinham nenhuma. Um treinador ou tem plantel e capacidade para o gerir, e tanto faz ser aqui ou lá fora, ou não tem. Isso nunca foi um óbice em relação ao professor Jesualdo Ferreira, nem a ninguém.

A propósito do plantel ao dispor de Jesualdo Ferreira, este é muito jovem...
Sim, há dois terços do plantel que tem menos de 24 anos, o que traz vantagens em termos de progressão, mas é óbvio que tem como óbice alguma inexperiência. Por isso, confiamos na experiência e na capacidade do professor Jesualdo Ferreira para, o mais rapidamente possível, transmitir maturidade a jogadores que não a podem ter aos 18 anos, como é natural.

Sabendo-se que os adeptos são mais sensíveis a estas coisas do que os dirigentes, sentiu reacções negativas por causa destes dois últimos resultados?
Não senti, mas espero que os adeptos estejam tristes. Mal do clube que não tenha adeptos tristes depois de duas derrotas, ainda que uma delas tenha sido contra o Arsenal. Isso é que seria uma catástrofe. Estar triste é uma coisa, e incluo-me nos adeptos que ficam tristes sempre que o clube perde, mas temos confiança e sabemos o que queremos.


"Não vendi o Anderson, comprei mais 15 por cento"

Os adeptos do FC Porto ficam apreensivos a cada passe certo e a cada golo do Anderson. Temem que esteja mais próxima a separação. Pode sossegá-los?
Acho que os adeptos são levados a pensar isso por alguma comunicação social. Se um jogador faz um golo mais bonito ou um drible mais espectacular, no dia seguinte já se diz que estão os olheiros de todo o Mundo em cima dele. Isso é o que vende. Ainda há dias vi que um jogador do Sporting, que apareceu neste momento e que está muito bem, já tinha o Real Madrid e o Atlético de Madrid doidos por ele. Isso é muito prejudicial para o evoluir da carreira de um jovem, que tem de estar com os pés bem assentes no chão. O mal dos jogadores portugueses, e por isso muitos falham, é saírem prematuramente do país. Foi o caso do Hélder Postiga, por exemplo. Deixem os jogadores amadurecer, não lhes ponham coisas na cabeça. Quando chegar a hora, os clubes mais ricos aparecerão.

E sobre Anderson, os adeptos do FC Porto podem ou não estar tranquilos depois das notícias sobre um eventual negócio com o Barcelona?
Olhe, o doutor Miguel Sousa Tavares, por exemplo, escreveu que constava que Pinto da Costa tinha vendido dez por cento do Anderson. Curiosamente, nesse mesmo dia, não só não vendi como comprei mais 15. O FC Porto tinha só 65 por cento e passou a ter 80. Mas, dito e escrito por ele, as pessoas são levadas a acreditar no contrário. Optámos por comprar, sacrificando os resultados imediatos em termos de exercício financeiro, dando preferência a um património desportivo mais valioso com um activo que nos possa tranquilizar em relação aos resultados negativos que, por opção, apresentaremos nas contas.

Mas perante a qualidade indiscutível do Anderson, será difícil mantê-lo no futebol português, não acha?
Não sei. Por exemplo, o Lucho, que não estará no seu melhor, fruto também de uma lesão na pré-temporada, é um jogador feito e de grande qualidade internacional. Houve propostas para o vender, mas optámos por mantê-lo e o próprio jogador já declarou publicamente que não quis sair. Se um jogador está bem no FC Porto, vai sair para quê? É óbvio que há casos que envolvem loucuras, levando o clube e o jogador a ter de dizer que sim, mas não é do nosso interesse desfazermo-nos desses jogadores. O Lucho é uma prova concreta disso. Não quisemos que ele saísse e ele também não quis. Ainda não vi nenhuma manifestação do Anderson a dizer que queria sair.


"Tive propostas para Lucho, Quaresma e Helton"

Admite que, se surgir uma proposta louca por Anderson, ele possa sair?
Admito que todos podem sair. Não vejo é por que razão há-de surgir para o Anderson e não para outros. Neste defeso, se tivesse optado por vender os quatro jogadores que nos quiseram comprar, não apresentaríamos os prejuízos que vamos apresentar. Teríamos lucro. Fizemos uma opção, à semelhança do que aconteceu com o Deco depois de vencermos a Taça UEFA. Também recusámos vendê-lo. Havendo vários anos de contrato e tendo os jogadores ainda muito para dar ao clube, vamos ter calma. Quando chegar a hora, em que seja bom para todos, encararemos a situação.

E quais foram os jogadores que quiseram comprar?
O Anderson, o Lucho, o Helton e o Quaresma. Se os tivessemos vendido, em vez do prejuízo que temos apresentaríamos os mesmos números, mas de lucro. Não estou preocupado com esse resultado porque podemos invertê-lo; a tendência é que os jogadores se valorizem. Há o caso concreto do Helton, que se valorizou exponencialmente com a chamada à selecção do Brasil. Esta semana vai-se falar dele em todo o Mundo. Além disso, desportivamente, a saída de qualquer um desses quatro jogadores, nuns casos mais noutros menos, reduziria a possibilidade de vencermos jogos e provas.

Entretanto, parece evidente que há, neste momento, um défice no ataque. Isso é uma preocupação para ser corrigida na reabertura do mercado?
A preocupação do treinador é recuperar os jogadores lesionados. Ainda há dias, ele dizia-me que esperava que os grandes reforços fossem o Bruno Moraes e o Pedro Emanuel. Se calhar, com esses dois, mais o Ibson, em Braga a história teria sido diferente. Já não haveria necessidade, como aconteceu com o próprio Braga, de jogar a mesma equipa da jornada europeia.

"Objectivo mínimo é acesso à Taça UEFA"

O comportamento nas competições europeias é fundamental para o equilíbrio financeiro das equipas portuguesas. Depois de dois resultados comprometedores, os objectivos do FC Porto mantêm-se intactos?
Houve um resultado anormal, em que a sorte foi fundamental, tal como foi reconhecido por toda a gente, que foi o empate em casa com o CSKA. Não é por ter perdido em Londres com o Arsenal que o FC Porto não será apurado para a fase seguinte, mesmo que perder nunca seja normal para o FC Porto. Estamos confiantes que vamos conseguir o apuramento. Já estavamos conscientes que este grupo não seria fácil mas é este que temos que encarar. Não vale a pena estarmos a pensar que dava mais jeito ir a Copenhaga do que ir à Rússia. É este, é com este que temos que nos bater e é ao Hamburgo que vamos ter que bater no próximo jogo.

O acesso aos oitavos-de-final é o objectivo mínimo?
O objectivo mínimo seria o que não conseguimos na última temporada, que foi o apuramento para a UEFA. A UEFA também pode ser muito rentável, como foi há poucos anos para o FC Porto, aliás, mais rentável que muitas participações na Liga dos Campeões. Esse é o objectivo mínimo. O objectivo que traçámos é de facto o acesso aos oitavos-de-final, com a consciência que a partir daí tudo pode acontecer, mas que é uma prova muito difícil.


"Contas são negativas por opção consciente"

O FC Porto vai apresentar contas negativas nos próximos dias. Há razões para preocupações?
As contas são negativas mas por opção consciente. Se quisessemos apresentar contas positivas, bastava vender talvez um jogador e dois chegava de certeza absoluta. Foi uma opção não o fazer e ter esse resultado negativo e não estar demasiado preocupado com isso, na medida que é um património que se está a valorizar aquele que mantivemos em desfavor dos resultados.

E qual é o valor desse prejuízo?
Não vou revelar o número, porque isso será feito em apresentação de contas, mas é um prejuizo algo elevado, até porque há uma série de factores que o influenciam. O Dínamo de Moscovo, por exemplo, deve alguns milhões de euros que não pagou dos negócios que fizemos e que entraram no resultado do exercício. De qualquer forma acreditamos que esse crédito será recuperável, dado que o Dínamo não se extinguiu e até temos uma queixa na FIFA que, acreditámos, será julgada no final deste mês de forma favorável aos nossos interesses.


"Não me surpreendem as escutas ao presidente do Benfica"

Numa entrevista recente, o presidente do Benfica revelou que o seu nome e o de Valentim Loureiro constavam de um dossier anónimo que lhe deixaram à porta e que entregou à Polícia Judiciária...
É natural. Dossiers anónimos, deixados à porta de pessoas que ninguém sabe onde moram, como ele próprio já garantiu, é natural que falem de mim e para dizer mal. Porque só quem é cobarde é que me ataca anonimamente e só quem é cobarde é que dá cobertura a esses ataques anónimos e lhes dá seguimento. Eu, sempre que recebo qualquer coisa anónima, rasgo e meto no cesto dos papéis porque tive uma educação de princípios. A outros talvez dê jeito invocar coisas anónimas para sujar o nome de terceiros. Mas isso não me preocupa nada. Rigorosamente nada.

Entretanto, têm-se registado algumas evoluções no processo Apito Dourado...
Não posso falar sobre o processo, mas posso dizer que foram emitidas onze certidões em meu nome e nove já foram arquivadas e nem sequer fui ouvido. Há só duas coisas que quero referir a propósito desse assunto. A primeira, para sublinhar a isenção da Justiça, que está a funcionar. Desde a primeira hora, em que vi em alguns jornais as coisas mais absurdas. Segundo um jornal, um dos processo dever-se-ia ao facto de eu ter falsificado a assinatura de um jogador. Nunca apareceu nenhum processo, porque isso simplesmente não era verdade. Foi dito que eu falava com árbitros. Nunca telefonei a nenhum árbitro, nenhum pode dizer que alguma vez lhe liguei, nem que fosse para dar os parabéns no aniversário. O que alguns jornais fizeram, foi uma pressão enorme e miserável sobre a própria justiça, publicando falsidades. Só que, felizmente, a Justiça tem sabido decidir pelos factos e não pelas mentiras publicadas em alguma comunicação social.

A comunicação social também deu conta de novas escutas, envolvendo outros dirigentes. Ficou surpreendido?
Não, não me surpreendo nada que apareçam registos de escutas a telefonemas do presidente do Benfica. Aliás, o que me surpreende é que não apareçam mais coisas, como por exemplo os telefonemas feitos pelo senhor Veiga ao senhor Pinto de Sousa a pedir que determinado árbitro favoreça o Estoril. Não foi a dizer que tudo lhe corra bem, foi a pedir declaradamente que favoreça o Estoril. Curiosamente, sobre isso não foi tirada nenhuma certidão.

"Luís Filipe Vieira quis regenerar a Liga que ele próprio fez"

Hermínio Loureiro tomou recentemente posse como presidente da Liga. Como viu críticas que lhe foram dirigidas, ainda antes de tomar posse?
Quando foi da última eleição do Major Valentim Loureiro e do Doutor Cunha Leal para direcção da Liga, eu estive, como é público, na oposição. Tínhamos um candidato, que era o Doutor José Guilherme Aguiar, que não conseguiu sequer ir a votos por não ter as assinaturas necessarias, que eram 20 por cento dos votos. Disse na altura que, a partir desse momento, não teria nenhum relacionamento com a Liga. Limitei-me ao longo dos últimos anos, a pagar as multas com que era periodicamente brindado, e não tive nenhum relacionamento com a Liga. Em contrapartida, ficou célebre a frase do presidente do Benfica na altura quando, a propósito da nossa contratação do Jankauskas, afirmou que não estava preocupado com jogadores mas em ganhar lugares na Liga. Foi ele que impôs, segundo me contou o Major Valentim Loureiro, o nome de Cunha Leal para Director Executivo. Fê-lo como condição para manter o apoio ao Major que tinha já convidado o Eng. Paulo Carvalho, presidente do Rio Ave, para o cargo. O que acho interessante é que, quem escolheu o Director Executivo, quem apoiou o presidente, quem nomeou os detentores dos mais diversos cargos, quem disse que seria a APAF a indicar o presidente do Conselho de Arbitragem - sabendo-se exactamente quem a APAF indicaria - foi precisamente o presidente do Benfica. E também foi ele que, no final de uma mandato particularmente nocivo para o futebol português, veio dizer que era preciso renegenerar a Liga que ele próprio tinha feito e patrocionado.

Parece-lhe que esta mudança da Liga era inevitável?
Acho que era necessária uma mudança, até por vontade do próprio Major Valentim Loureiro, e acho que Hermínio Loureiro foi de facto o escolhido para a liderar, mas não pelo FC Porto. Quando fui contactado pessoalmente por Hermínio Loureiro, disse-lhe que o FC Porto não se envolvia em qualquer luta eleitoral, não apoiaria ninguém, nem teria ninguém indicado por si em qualquer orgão da Liga. A nossa posição é não fazer obstrução e apoiar todas as medidas que sejam boas para o futebol. Estivemos foi em oposição clara à Liga que o Benfica patrocionou e que foi agora embora.

E tem expectativas em relação a esta nova Liga?
Tenho. Hermínio Loureiro é uma pessoa com passado que dá garantias e que teve uma acção como Secretário de Estado decisiva na forma como enfrentava os problemas e os resolvia. Espero dele, neste cargo, que cumpra aquilo que constava do seu discurso de tomada de posse.


"Caso Mateus foi a cereja em cima do bolo do Benfica"

Ainda antes da tomada de posse da nova Liga, o início do campeonato chegou a estar em causa em virtude do "Caso Mateus". Como viu todo esse processo?
Caso Mateus que tem foros de rídiculo. É um caso de começa em Janeiro e que vai afectar o início de um campeonato em Agosto precisamente por incapacidade das pessoas da Liga de tomarem decisões. O assunto protelou-se, estava tudo à espera que o Gil Vicente descesse de divisão desportivamente e já não havia problemas, mas já se sabia que quem descesse e não quisesse aceitar os resultados dentro do campo podia agarrar-se a isso. É triste, mas o reflexo do comportamento de algumas pessoas na Liga. Foi uma espécie de cereja, bem encarnada, em cima do bolo cozinhado pelo Benfica na Liga.


"Se vir que posso fazer mais, pode ser que me recandidate"

Apesar de ser alvo de críticas, disse recentemente que sairia apenas quando os sócios do FC Porto quisessem ou quando já não pudesse continuar...
O que disse foi que não serão os jornais ou os comentadores televisivos, que mais não são do que recadeiros, a definir isso. Há um comentador televisivo, que até vai ser mandatário da recandidatura de Luís Felipe Vieira [ n.d.r Fernando Seara], que tem almoços no Hotel Altis e não devem ser para falar de pneus ou negócios em Sintra. Esse senhor, com aparente ar de candura, é um veneno permanente em relação ao FC Porto. Não sei se é um recalcamento por causa do Deco, onde conheceu uma das suas maiores derrotas em termos desportivos. O que disse, e repito, é que não são esses senhores que mandam nos clubes, mas sim os sócios. Só estes é que sabem se os dirigentes estão há muito ou pouco tempo. No meu caso, não tomei o poder de assalto, foi por eleição. Sempre fui a votos e só numa ocasião apareceu um opositor. Não saio por vontade dos cronistas, que podem continuar a insultar-me e a mentir a meu respeito. Saio em duas situações: se não quiser continuar e se os sócios não quiserem que continue.

E quer continuar?
Ainda falta muito. Estamos em Outubro e ainda faltam mais de seis meses para tomar essa decisão. Não posso dizer uma coisa concreta, porque não sou pessoa de gerir êxitos do passado. Quero sempre mais. Se vir que podemos fazer mais e coisas que gostava de deixar no FC Porto, é óbvio que, se tiver saúde, recandidato-me. Vamos ver se é possível levar a cabo o projecto com o qual gostaria de terminar a minha careira de presidente do FC Porto, concretamente o pavilhão gimnodesportivo, em frente ao Dragão. Esse é o meu objectivo prioritário, porque é uma necessidade premente para as modalidades. Se vir que há condições para avançar, é possível que me recandidate; de contrário, pode ser que não me recandidate.

Um pavilhão à escala do Dragão?
Exactamente. Será um pavilhão como o estádio, um orgulho do FC Porto e da cidade. Com o mesmo autor, o arquitecto Manuel Salgado.


Termina o contrato no final da época

"Não será inédito Baía continuar a jogar"

É uma questão inevitável, agora ou no final do ano: o que vai acontecer a Vítor Baía, que termina contrato esta época? "O Vítor Baía está cá porque o treinador continua a achar que é um grande guarda-redes, talvez ainda o melhor guarda-redes português, mas tem na baliza um jogador de tal valor que foi chamado à selecção do Brasil, que é só o país com mais títulos mundiais conquistados". Dito isto, uma abordagem mais concreta ao que pode acontecer. "Se no final da época vão manter, tanto o Vítor Baía como o treinador, a mesma intenção, isso é outra questão. Baía faz 37 anos este mês. Não será inédito se continuar a jogar, mas também já não é exactamente um jovem. Por outro lado, se não puder contar com Helton, não vejo nenhum outro guarda-redes que me pudesse dar garantias". O sentimento especial que une o presidente portista ao guarda-redes continua intocável, mas terá de ser Baía a esclarecer o que pretende fazer.


Fim de carreira foi atitude inteligente

"Jorge Costa não podia arrastar-se nos campos"

Património humano do FC Porto, Jorge Costa anunciou esta semana o fim da carreira. Pinto da Costa continua a achar que o jogador se precipitou na forma como deixou o clube. "Saiu contra a minha vontade e continuo a dizer que foi uma má opção ter ido para a Bélgica. Desportivamente, não lhe acrescentou nada: não lhe prorrogou a carreira por mais um ano, um dos argumentos que usou para sair". O presidente portista recordou que o jogador teve "total liberdade" para decidir, com a garantia de que "não seria prejudicado". O fim não o surpreendeu. "Acabar agora a carreira foi uma atitude inteligente, porque um jogador que conseguiu o que ele conseguiu não podia andar a arrastar-se nos campos ou vestir uma camisola qualquer". E deu até um exemplo concreto: "Por muito respeito que tenha pelo Leça, é uma mágoa que tenho a de ter visto o Jaime Magalhães, que teve uma carreira brilhante no FC Porto, sair para acabar no Leça de forma inglória".

domingo, outubro 08, 2006

PINTO DA COSTA: AMANHÃ EXCLUSIVO no OJOGO


Pinto da Costa em Grande Entrevista


"Mal do clube que não tenha adeptos tristes depois de duas derrotas, ainda que uma delas tenha sido contra o Arsenal"

"O Caso Mateus foi uma espécie de cereja, bem encarnada, em cima do bolo cozinhado pelo Benfica na Liga"

"Há quem tenha o hábito de invocar coisas anónimas para sujar o nome de terceiros. Mas isso não me preocupa nada"

"Posso dizer que [no Apito Dourado] foram emitidas onze certidões em meu nome e nove já foram arquivadas... e nem sequer fui ouvido"

"Neste defeso, se tivesse optado por vender os quatro jogadores que nos quiseram comprar, não apresentaríamos os prejuízos que vamos apresentar. Teríamos lucro"

"Se vir que podemos fazer mais coisas que gostava de deixar no FC Porto, é óbvio que, se tiver saúde, recandidato-me"

"[Nas escutas] O que me surpreende é que não apareçam mais coisas, como por exemplo os telefonemas feitos pelo senhor Veiga ao senhor Pinto de Sousa"

Grandes males

Jorge Maia no OJOGO:


Se há males que vêm por bem, o mais provável é que haja alguns bens que vêm por mal. Assim como aqueles rojões de sarrabulho que nos sabem pela vida, mas nos deixam dois dias a sais de frutos. De certa forma, se os adeptos do FC Porto não tivessem enchido a barriga durante as primeiras quatro jornadas, não lhes tinha custado tanto a engolir a derrota com o Braga na última ronda. O facto é que as quatro vitórias que marcaram o arranque dos portistas no campeonato - cinco, se contarmos o triunfo sobre o Setúbal em Leiria que valeu a conquista de mais uma Supertaça - bem como a eficácia demonstrada pelo ataque e a segurança revelada pela defesa nesses jogos, acabou por fazer esquecer que o FC Porto atravessava, e ainda atravessa, uma fase de transição. Mais do que a mudança de treinador, que seria sempre difícil de gerir no arranque de uma temporada, as mudanças de filosofia e sistema táctico, especialmente quando são tão radicais como aquelas que Jesualdo Ferreira operou na equipa construída por Co Adriaanse, exigem um período de quarentena antes de poderem sair à rua. A facilidade com que os portistas ultrapassaram os primeiros obstáculos que lhes surgiram ao caminho fizeram esquecer que esta equipa foi originalmente desenhada e treinada para jogar num sistema diferente, tão diferente que Adriaanse se deu ao luxo de dispensar alguns jogadores que Jesualdo certamente não desdenharia agora. Acrescente-se a isso uma sucessão de lesões de elementos cruciais e a juventude de um plantel com uma média de idades próxima dos 24 anos e ninguém estranharia que o FC Porto perdesse em Braga se o jogo tivesse acontecido na primeira jornada. Mas à quinta e depois de quatro vitórias consecutivas, uma derrota é sempre mais difícil de digerir. Por outro lado, como a minha avó costumava dizer, ainda a propósito dos rojões de sarrabulho, barriga que lá os tem, lá os governa.

Mais 15% do passe de Anderson


No OJOGO:

Clube detém agora 80 por cento do passe

Anderson mais portista

Os campeões nacionais reagiram às notícias do interesse de alguns clubes europeus no jovem médio brasileiro reforçando a sua posição com mais 15 por cento

O FC Porto comprou mais 15 por cento do passe de Anderson, sendo agora detentor de 80 por cento. A operação, já concluída, permite ao clube proteger melhor uma das mais-valias indiscutíveis do plantel, ganhando com isso uma considerável margem de manobra para lidar de forma confortável com o assédio de outros clubes, que, como O JOGO noticiou oportunamente, têm andado de olho na evolução do brasileiro. Os portistas - que começaram por ser donos de apenas 35 por cento, parcela idêntica à que foi adquirida pela Gestifute, empresa de Jorge Mendes, no primeiro acordo de transferência alinhavado com o Grémio de Porto Alegre, numa operação avaliada em 5,5 milhões de euros - tinham comprado recentemente os 30 por cento que o clube brasileiro mantivera em sua posse, cedendo Léo Lima e uma verba estimada em qualquer coisa como de 2,5 milhões de euros. A nova fatia de 15 por cento foi subtraída à parte do empresário, juntando-se aos 65 que já pertenciam ao FC Porto.

Depois de meio ano a adaptar-se ao futebol europeu, ainda debaixo da supervisão de Adriaanse, Anderson explodiu em definitivo no arranque desta temporada. Figura nuclear da manobra atacante dos portistas, o brasileiro mereceu rasgados elogios depois da estreia na Liga dos Campeões. O director-desportivo do Barcelona, Txiki Beguiristain, reconheceu publicamente que o clube catalão tem o nome sublinhado na agenda de potenciais reforços e o Chelsea, através de Frank Arnesen, esteve também no Porto a recolher apontamentos para juntar aos ficheiros. Estes são apenas dois dos clubes atentos. Pinto da Costa disse recentemente que não equaciona vendê-lo a curto prazo e Jesualdo Ferreira reconheceu também que o jogador valerá ainda mais dentro de pouco tempo. Esta compra de mais 15 por cento do passe, além de uma prova inequívoca de confiança nas capacidades do jogador, permitirá aos portistas aumentar exponencialmente os lucros de uma futura venda. Além disso, é preciso não esquecer que Dunga, seleccionador brasileiro, reconheceu que o jogador deverá ter uma oportunidade em breve para mostrar valor na selecção principal do Brasil, um carimbo que elevará ainda mais a cotação de mercado.

quarta-feira, outubro 04, 2006

terça-feira, outubro 03, 2006

O CHOQUE DA EUROPA

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O CHOQUE DA EUROPA

Diga-se de passagem que ontem, em Braga, o FC Porto confirmou o que já em patente para quem tivesse estado atento, independentemente dos primeiros resultados positivos: que esta equipa do FC Porto, até ver, tem mais estatuto que qualidade.

O futebol português, a nível de clubes, viveu este ano uma conjuntura altamente favorável na participação europeia, fruto do 6.Q lugar que ocupamos no ranking da UEFA e que é ainda e em grande parte herança dos dois anos dourados de Mourinho à frente do FC Porto, acrescentados de uma boa prestação do Sporting na Taça UEFA em 2005 e de uma razoável prestação do Benfica na Liga dos Campeões da época passada.

Por esse facto, temos três equipes na Liga dos Campeões da edição corrente e três na Taça UEFA. O risco deste excesso de representação é o inverso da razão de estarmos nesta posição: com mais equipas em competição na Europa, a probabilidade dos maus resultados acentua-se. E, com eles, o ranking recua e vão ser necessários outros anos de ouro de dois ou três emblemas para nos puxar de novo para cima. Porque, anos e anos passados, o essencial da nossa participação europeia mantém-se: um tremendo défice de competitividade e um antiquíssimo e inultrapassável espírito provinciano quando chegamos aos grandes palcos europeus.

Na semana que passou, esta realidade e esta atitude foram particularmente evidentes, a um ponto que só nos pode deixar deprimidos e pensativos, Vejamos, caso a caso:

O Vitória de Setúbal ficou feliz por não repetir a derrota frente ao Hereven e por fechar a eliminatória conseguindo um empate, embora tenha conseguido zero golos em 180 minutos de futebol. Como, mesmo assim, o esforço parece ter sido imenso, o seu treinador logo veio declarar, em vésperas de regresso às competições internas, que a equipa estava cansada. Há 200 equipas profissionais em competição na Europa e ninguém se lembra se tiveram um jogo a meio da semana, quando chega a altura de jogarem internamente. É um choradinho que já não tem lugar em equipas profissionais, até porque não se percebe a razão pela qual uma equipa de clube pequeno há-de acusar mais o cansaço que uma de clube grande. Se não têm capacidade física para aguentar um ou dois jogos extra a meio da semana, mais vale que desistam da Europa e se confinem aos seus horizontes de ambição e preparação.

O Nacional da Madeira entrou bem no seu jogo e conseguiu anular a desvantagem de 1-0 antes do intervalo. Mas, a partir daí, a equipa encostou-se, passou a jogar para a sorte, para o prolongamento e os penalties~e foi muito justamente eliminada por um adversário que mostrou ter muito mais ambição e categoria para estar na Europa.

O Sporting de Braga - muito saudado pelo marco histórico de, pela primeira vez, ter passado à fase de grupos da Taça UEFA, fez, em minha opinião, um jogo miserável contra o Chievo, em que só depois de estar a perder 0-2 e a jogar contra dez, é que se atreveu a fazer mais qualquer coisa do que ver o tempo a passar e o adversário a ter todas as des-pesas do jogo. Tiveram sorte e voltaram felizes, mas não sei se mereciam. E, ontem à noite, em Braga, contra o FC Porto, voltaram a ser felizes, mas beneficiando de uma exibição do FC Porto tão miserável quanto a do Braga em Verona.

O mesmo se diga do Sporting, no seu jogo de Moscovo, a seguir ao brilharete contra um Inter em crise. A tão explorada desculpa do relvado sintético (igual para ambos) serviu às mil maravilhas para desculpar uma exibição totalmente falha de coragem e vontade de vencer e serviu também para fazer esquecer que o problema de defrontar as equipas russas na sua terra não é o de jogar em relvados sintéticos em Setembro, mas o de jogar em relvados queimados pela neve e com temperaturas negativas, em Dezembro. Apenas a sorte, também, (e o génio de Nani), permitiu ao Sporting sair de Moscovo com um empate bem melhor que a exibição.

O Benfica fez o que pode e o mais que pode, na primeira parte do jogo contra um Manchester que ainda está longe de voltar a ser a temível equipa que era antes de José Mourinho ter chegado a Inglaterra. A estratégia passava também por desestabilizar o Cristiano Ronaldo a partir das bancadas, mas o tiro saiu pela culatra e ele mostrou porque é um grande jogador: porque aparece nos grandes momentos e tem a faculdade de, por si só, resolver um jogo. O Benfica foi até onde pode e esse ponto mostra bem a diferença que há entre um candidato ao título em Portugal e um em Inglaterra.

A mesmíssima coisa aconteceu FC Porto, no seu embate erante essa multinacional que dá pelo nome de Arsenal. Tal como aqui escrevi, no próprio dia do jogo, a minha crença num bom resultado era diminuta, porque entendo que os portistas não têm equipa para competir ao nível mais allto da Europa. Mas chegou a ser confrangedora â diferença de classe, de atitude e de capacidade técnica entre uma equipa que caça com um Thierry Henry e outra que caça com um Hélder Postiga. Que o FC Porto iria naturalmente perder eu já sabia. Não esperava é que Jesualdo Ferreira, também ele, cometesse o eterno crime dos treinadores portugueses frente aos grandes jogos: entrar em jogo a medo, mudando a estrutura rotinada da equipa para introduzir corpos estranhos e malabarismos tácticos, cujo único sentido é sempre o de reforçar a capacidade defensiva. Como seria de esperar, Ricardo Costa só atrapalhou, Postiga foi totalmente inócuo e Lucho González assinou mais uma exibição de valor zero, mas com direito divino a manter-se sempre em campo. E, como era também de temer, a mensagem assim dada pelo treinador passou à equipa: o FC Porto entrou em campo borrado de medo, aproveitando o pontapé de saída para gastar minuto e meio a passar a bola de uns defesas para os outros, muito contentes porque o Arsenal ainda não tinha criado perigo. Não admira que, ao fim de dois jogos europeus, ainda não tenha conseguido sequer marcar um golo. Ora, quem tem medo compra um cão, não vai à Liga dos Campeões. Diga-se de passagem que ontem, em Braga, o FC Porto confirmou o que já era patente para quem tivesse estado atento, independentemente dos primeiros resultados positivos: que esta equipa do FC Porto, até ver, tem mais estatuto do que qualidade.

PS: O director de informação da RTP, Luís Marinho, entendeu desmentir o que aqui escrevi a semana passada sobre as influências movidas pela FPFpara afastar o jornalista Carlos Daniel dos relatos dos jogos da Selecção, por não gostarem do seu espírito crítico nem do programa Trio de Ataque, que ele apresenta. Para além da confirmação da veracidade de parte das minhas afirmações já feita pelo próprio Carlos Daniel, na edição seguinte de A BOLA, quero expressamente dizer aos leitores que tudo o que eu escrevi é rigorosamente verdade, como o Luís Marinho bem sabe. Não retiro nem uma vírgula ao que escrevi, pois, como é óbvio, não o escrevi sem confirmação nem fundamento. Passo por cima das restantes considerações feitas por Luís Marinho que, além de despropositadas e absurdas, nos levariam a uma desagradável lavagem de roupa suja a que não desejo submetê-lo.






5ª Jornada: BRAGA 2 - FCPORTO 1

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Jeusaldo Ferreira:

"Senti que a equipa acusou as críticas feitas depois do jogo com o Arsenal."

Pronto. Vamos lá animar a malta. Vocês são fantásticos, jogam como ó caraças, o Lucho está um espectáculo, mesmo não jogando a ponta de um corno fica sempre em campo para manter o estatuto, a defesa é soberba e o ataque nem há palavras, é dos melhores da Europa. Chega?


MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 2 golos
ADRIANO 1 golo
QUARESMA 1 golo
RAÚL MEIRELES 1golo
LUCHO 1 golo
CECH 1 golo
LISANDRO 1 golo
TARIK 1 golo

INDISCIPLINA:

PEPE 2 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
PAULO ASSUNÇÃO 1 amarelo
QUARESMA 1 amarelo
LUCHO 1 amarelo
LISANDRO 1 amarelo

ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 Espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores

domingo, outubro 01, 2006

Ainda há saudosistas de Co

Álvaro Magalhães, escritor no JN:


Fechados para obras


Onde está o F. C. Porto de Mourinho, que assombrou a Europa? Na terça-feira, os ingleses apenas vislumbraram a sua desfalecida imagem. Nós já tínhamos dado por isso há algum tempo.

Este F.C.Porto, com Adriaanse ou Jesualdo, ou qualquer outro, chega para o consumo interno. A nível europeu, porém, passou a ser uma daquelas equipas simpáticas que animam a primeira fase, onde os grandes vão aquecendo os seus motores.

O que se passou, então? A equipa campeã foi vendida para se abrir espaço a nova construção. E, como se sabe, não faltava dinheiro para tal. Ora, o que tem falhado é essa reconstrução. Não há Nanis ou Moutinhos, isto é, formação, nem imaginação, como queria Adriaanse, sequer boa política de compras (só este ano chegaram sete reforços e nem um só aparece na equipa). E mesmo a política de vendas e dispensas (Diego, Hugo Almeida, McCarthy) dá que pensar. Até porque nos disseram logo a seguir que não havia dinheiro para um indispensável matador (só para pagar os impostos, o que parece ser o grande objectivo da época).

Por sua vez, os treinadores sucedem-se, o que muito atrasa a reconstrução. E é assim que estamos agora entre as ruínas de Adriaaanse e os andaimes do projecto de Jesualdo. Ou seja, outra vez fechados (na Europa) para obras. Mas há diferenças, é claro. No ano passado, a equipa jogava bem, marcava, e perdia. Agora joga mal, não marca, e perde também. Foi, pois, de mal a pior. E Jesualdo tem a sua dose de culpa, já que a equipa de Londres foi o reflexo do seu acanhamento e confusão. O que não admira. Na nossa Liga, onde é tratado por professor, pode ser um mestre, mas na terça-feira era apenas um caloiro no seu segundo dia de aulas. Está apto para o "Arsenal" de Braga, não para o de Londres.

Por isso, se pôs a inventar, o que, em futebol, é um pecado capital. Embora esteja sempre a falar em rotinas, montou uma equipa inédita, talvez irrepetível, logo, sem rotinas. Quando chegou ao onze recomendável, o jogo estava decidido. E ainda foi a tempo de retirar Anderson e liquidar a esperança de um acontecimento fulgurante.

Se o jovem brasileiro não estava nos seus dias, ele também não. Embora também esteja sempre a falar em equilíbrio, limitou-se a inverter o pendor da inclinação da equipa da dianteira para a retaguarda. Com Adriaanse, ainda havia excitação e golos, agora é uma secura total. Houve momentos, na terça-feira, em que sentimos saudades da equipa aventureira e insensata do holandês, o que diz muito sobre o atraso da construção de Jesualdo.

Esperemos pois que o professor, já que perdeu um jogo que tinha de perder, não tenha perdido a lição. Se assim for, pelo menos já terá ficado a saber que as experiências e invenções se fazem em casa, quer dizer, nos treinos, ou, quando muito, nos jogos com a Naval e o Aves, e não nos jogos mais difíceis da Liga dos Campeões.

quinta-feira, setembro 28, 2006

PARABÉNS!!! 113 ANOS DE SUCESSOS!!!






O FC Porto celebra hoje o 113º aniversário. O FC Porto foi fundado no dia 28 de Setembro de 1893 por António Nicolau d'Almeida. Na qualidade de presidente do clube, convidou o FC Lisbonense para um jogo, sendo essa a primeira aparição pública do FC Porto.

quarta-feira, setembro 27, 2006

LC: 2ªJornada: ARSENAL 2 - FCPORTO 0





Continuo a ouvir risadas da Holanda...É como eu sempre disse: se formos à UEFA já é muito bom, mas mesmo isso dúvido que consigamos. Não estou a ver este FCP a ganhar na Alemanha, nem na Rússia.

terça-feira, setembro 26, 2006

Interessante



Carlos Pereira Santos na Abola:

D. Sebastião

QUANDO Marcello Caetano estava por cima do quadro de ardósia, com um sorriso cínico, mais Américo Thomaz com a taixa à campeão, e o crucifixo ao meio (disto gosto e respeito), acreditava que o D. Sebastião era um herói, que perdeu o tino no meio do nevoeiro, embora com o passar dos anos começasse a duvidar do sentido de orientação do jovem rei, porque cresci nas manhãs de nevoeiro de Leça e sempre consegui encontrar o caminho para casa. Mas o D. Sebastião foi o meu herói. E não se escandalizem que em aldeias onde a água potável ainda não chegou e a música dos Beatles tem a mesma força que na Coreia do Norte, ainda há quem acredite que o desejado há-de chegar a cavalo e fazer da esperança nacional a certeza de grandes conquistas. O mundo rolou, como uma bola, e o futebol passou a ser a feira das vaidades, das necessidades, já ganhou eleições em clubes, já ganhou eleições para o Governo do pais (vide Vilarinho), e é a montra mais apetecível deste país rendido a espanhóis. Na passada semana, por momentos, num canal pago pelos portugueses, pensei que tinha no meu televisor o D. Sebastião, o salvador da pátria, o salvador do futebol português. O impoluto. 0 homem capaz de vencer o nevoeiro, o homem que em miúdo agarrava as moedas que os elefantes do Zoológico rejeitavam com a mesma vontade com que irrequietos romanos agarravam as moedas atiradas para a esplendorosa Fonte de Trevi. Acredito que Filipe Vieira seja o D. Sebastião. Deixem-no ser o Presidente da República, da UE, da ONU, deixem-no ser qualquer coisa, mas levem-no daqui ou, pelo menos, não façam dele o santo que não é.






Manuel Martins de Sá, de Itália na Abola:

O apito da discórdia

1- Confesso que nunca acreditei que o Apito Dourado pudesse vir a ter quaisquer consequências no plano desportivo. Não porque soubesse que a lei anti-corrupção é ou poderá ser inconstitucional; não porque tivesse conhecimento de que as escutas não estavam previamente autorizadas por qualquer juiz(a); não porque imaginasse que a gravação de algumas das conversas era ininteligível; não porque estivesse à espera de que a juíza titular do processo não viesse a ter tempo para ouvir as gravações em tempo útil; não porque me passasse pela cabeça que haveria desavenças pessoais insanáveis entre o procurador-instrutor e o presidente da Liga. Por outro lado, sabia que os arguidos, patrocinados por advogados hábeis e experientes, iriam remover montanhas para obstruir o andamento do processo e esvaziar o conteúdo das acusações; tinha conhecimento de que a justiça não funciona em Portugal; imaginava que, através de recursos e incidentes processuais capciosamente suscitados, toda a acusação se iria arrastar por anos, com prováveis ou inevitáveis prescrições pelo meio, como acontece a cada passo; estava à espera, dada a sua írrelevância acusatória, que vários dos ilícitos praticados, viessem a cair por si mesmos. Em suma, por isto e por muito mais, nunca acreditei que o Apito Dourado viesse a ter resultados práticos. E espanta-me que muitos, perante a iminência desta confirmação, levantem vozes de protesto, revolta e indignação, porque este é dos tais casos que «antes de o serem já eram». Espanta-me, mas compreendo que não se resignem.

2- Sejamos honestos. Alguém acredita que um «Apito Dourado» que tem como berço a comarca de Gondomar e como epicentro o clube da terra - que, pelos vistos, ocupa 80 ou 90 por cento dos telefonemas registados -representa uma amostra significativa do fenómeno da corrupção no futebol português?

Onde só mais 4 ou 5 clubes são marginalmente referidos como tendo pisado terrenos minados? Em especial em jogos da Taça, a prova menor?

Quem é que, nessa recolha de dados, tinha o telemóvel «grampeado»?

Todos os dirigentes da Liga, todos os dirigentes dos árbitros, todos os presidentes dos clubes, todos os árbitros ou apenas uma pequena parte desta gente toda?

Se era apenas uma parte, a quem coube o critério da escolha? Porquê?

Poderia continuar indefinidamente com estas perguntas, mas é inútil. Se prosseguisse, não estaria de boa-fé nem no meu perfeito juízo. E eu estou.

3- Nesta matéria, o que eu penso é muito simples. Se se quisesse ter uma ideia aproximada da real dimensão da corrupção no futebol em Portugal, não se teriam posto sob escuta apenas meia ou uma dúzia de telemóveis de pessoas escolhidas a dedo, mas sim os de toda a gente que acima referi. E sabem porquê?

Por eu estou plenamente convencido de que em questões de ligações perigosas com árbitros, directas ou indirectas, não há nenhum clube das duas Ligas profissionais que tenha as mãos absolutamente limpas. Repito: nenhum, agora ou antes.

Nada de diferente do que se passa em todos os outros sectores de actividade, porque a sociedade (esta nossa sociedade) é intrinsecamente corrupta sem excepção e o futebol não poderia nunca fugir à regra. E quanto mais dinheiro ele movimentar, mais corrupto será. Infalivelmente.

E não me venham com o tão elogiado exemplo de Itália (que conheço melhor que ninguém) que, afinal, está a degenerar numa pantomina. Também eu, de início, caí no logro de acreditar na depuração. Começou bem mas, depois, descambou e ainda promete descambar mais.

ONDE ACABA A LIBERDADE

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ONDE ACABA A LIBERDADE


Que fique estabelecido para todos os prudentes:a Seiecção é sagrada, Madail é um génio, Scolari é infalível e a Pátria não se discute. Como dizia o outro.


1- Parece que Scolari, ou Madail, ou alguém da «família da Selecção», não gosta da forma excessivamente livre ou independente do jornalista da RTP Carlos Daniel relatar e comentar os jogos da Selecção (suponho que não se possa dizer, por exemplo, que o Ricardo sofreu três golos por entre as pernas, contra a Dinamarca, porque o Ricardo é o melhor guarda-redes do mundo e está acima de qualquer critica). Parece que também não gostam do programa da RTP "Trio de Ataque», apresentado igualmente por Carlos Daniel e que é, a milhas de distância, o melhor programa do género na televisão portuguesa, em que três homens cultos, inteligentes e independentes, falam livremente sobre futebol sem ter de falar «futobo-lês» nem prestar vassalagem aos senhores feudais do nosso futebol.

Demasiados contras para certas sensibilidades, saudosas dos tempos em que Suas Excelências falavam e os outros calavam e Oíjedeciam. Vai daí, e ao contrário do que foi oficialmente desmentido, a Federação pressionou a RTP (que tem o exclusivo da transmissão dos jogos da Selecção), e a RTP calou o Carlos Daniel, sem lhe dar sequer conhecimento prévio. Deve ser agora uma questão de tempo até calar também o «Trio de Ataque». Eis-nos de volta aos bons velhos tempos da «Pátria somos nós» — para utilizar o ridículo título do «livro» daquele pobre pateta chamado Afonso Melo, que, tendo-se prestado a tudo (fazer de «gauleuter» nas conferências de imprensa da Selecção, sabujar Scolari e insultar, a mando, os «anti-patrióticos críticos» da Selecção) conseguiu, mesmo assim, ver dispensados os seus obsequiosos serviços.

Que fique estabelecido para todos os prudentes: a Selecção é sagrada, Madail é um génio, Scolari é infalível e a Pátria não se discute. Como dizia o outro.

2- Se fosse eu a escolher, o FC.Porto entraria hoje no Estádio dos Emirates, contra o Arsenal, em 4x2x2x2, com a seguinte composição: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pepe e Cech; Paulo Assunção e Raul Meireles; Lucho e Anderson; Quaresma e Lisandro.

Mas, com esta ou outra escolha, confesso a minha falta de optimismo para este jogo. Em minha opinião, o FC Porto tem equipa que chegue e baste para Portugal, não a tem para a Europa — como se viu bem contra o CSKA. Esta equipa tem cinco grandes jogadores e um génio; depois, tem mais uns três jogadores razoáveis e todos os restantes são banais. É uma equipa desequilibrada, com falta de bons jogadores em lugares fulcrais e falta de um banco à altura. A este propósito, mais uma vez constato, .e contesto, uma política de aquisições (apesar de tudo, este ano, comedida, em comparação com os anos anteriores), em que se compram sete ou oito jogadores novos e nenhum deles é titular. Não seria melhor política comprar só dois que fossem mesmo reforços?

Por mais que Jesualdo Ferreira insista em contrariar a ideia de que a equipa está crescentemente dependente do génio e inspiração do miúdo Anderson (e nem ele pode fazer outra coisa...), a verdade é que, como ainda este fim-de-semana se viu, sem o Anderson em campo, o FC.Porto pode estar horas a tentar marcar um golo a um Beira-Mar, sem o conseguir.

Nas bancadas do Dragão comenta-se que o miúdo não vai ficar ali muito tempo, até porque o FC.Porto já não terá nem metade do seu passe, tendo vendido recentemente 10% a um daqueles «empresários» que por lá parasitam. Não sei se será verdade ou não, mas obviamente não tenho grandes dúvidas que este génio que está a despontar na relva do Dragão não ficará lá tempo suficiente para chegarmos a ter saudades: está condenado a passar por nós como um cometa, em direcção ao céu infinito. Espero, ao menos, que, quando for vendido o que nos restar do seu passe, seja bem vendido e o dinheiro não sirva para ser desbaratado na compra de um cabaz de jogadores de segunda ou terceira linha.

3- Quando vi as imagens do presidente do Gil Vicente a ser levado em ombros na assembleia-geral do clube, vieram-me à memória idênticas imagens dos sócios do Benfica em êxtase com Vale e Azevedo, naquelas célebres assembleias-gerais com «jagunços» contratados para intimidarem os discordantes. Sabe-se como acabou Vale e Azevedo e os benefícios que trouxe ao Benfica. Esperem agora para ver o que António Fiúza vai fazer ao Gil, por teimosia e vaidade. Infelizmente, a democracia tem limitações: garante que a maioria elege quem quer, mas não garante que elege quem deve. Do clube e do seu presidente não tenho pena — escolheram a cama em que se quiseram deitar. Tenho pena é dos jogadores que irão para o desemprego, dos miúdos das escolas do clube que ficarão sem poder competir e da Câmara de Barcelos, que construiu um estádio novo, com dinheiros públicos, para o Gil Vicente e agora fica com mais um dos elefantes brancos do futebol em braços. Ainda há mais uma hipótese, a última, de haver juízo e sentido das realidades. Mas não sei se os advogados deixam e se o presidente não temerá perder protagonismo, recuando.

4- Não viram, não ouviram, não leram. Continuam todos em funções, sem sequer sentirem o incómodo de consciência ou a reacção de pudor de prestarem explicações públicas. Como se nada se tivesse passado, acobertados atrás da tal «legitimidade democrática». O que distingue um cavalheiro dos demais é que ele não precisa de ir a votos para ser sério, nem precisa dos votos para poder não ser sério: ou é ou não é. E o que mais falta no nosso futebol são cavalheiros: gente de honra, de palavra e de vergonha.

MODALIDADES

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HÓQUEI EM PATINS

MUNDIAL DE CLUBES

GRUPO B
1ªJornada: FC Porto 5 - Juventude Viana 2
2ªJornada: FC Porto 7 - Olímpia San Juan 1

CLASSIFICAÇÃO

1ºFC Porto 6
2ºJuv. Viana 0 (-1 jogo)
3ºOlímpia 0 (-1 jogo)


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ANDEBOL

1ªJornada: FC Porto 24 - Ginásio do Sul 23
2ªJornada: ISAVE 22 - FC Porto 33
3ªJornada: FC Porto 26 - Vitória de Setúbal 24


CLASSIFICAÇÃO

1º FC Porto 9
2º ABC 9
3º Belenenses 9

segunda-feira, setembro 25, 2006

o único de TOP

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É assim que eles nos vêem lá fora...cá só confirmam...

Roland Linz, avançado do Boavista, voltou a estar em destaque, apontando um dos golos da sua equipa. Desta vez não foi suficiente para vencer, por isso não está totalmente satisfeito. De resto, fica uma comparação initeressante:

"Queríamos ganhar e a equipa deu 100 por cento, mas sofremos dois golos estúpidos. Depois conseguimos reagir e empatámos. Penso que no próximo jogo podemos ganhar. Considero que nesta Liga o Porto é de top, no resto todos podem ganhar a todos. O nível não é o mesmo, mas é igualizado. É difícil para todos. Portugal tem uma das melhores ligas da Europa, porque todos gostam de jogar futebol. Para o meu estilo é melhor".

sábado, setembro 23, 2006

4ªJornada: FCPORTO 3 - BEIRA-MAR 0






Não vi o jogo, mas para ter uma ideia deixo o título da crónica no site do FCPORTO:

De ver, rever e chorar por mais


MARCADORES:

ADRIANO 1 golo
QUARESMA 1 golo
RAÚL MEIRELES 1golo
LUCHO 1 golo
CECH 1 golo
HÉLDER POSTIGA 1 golo
LISANDRO 1 golo
TARIK 1 golo

INDISCIPLINA:

PEPE 1 amarelo
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BOSINGWA 1 amarelo
PAULO ASSUNÇÃO 1 amarelo

ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 Espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores

sexta-feira, setembro 22, 2006

Um lampião contra o Traficante

Jacinto Lucas Pires no DN:


Agora, sim, é oficial: Luís Filipe Vieira é, outra vez, candidato à presidência do Benfica. A "revelação" estava reservada para o programa Grande Entrevista na RTP1 (ontem à noite), mas já todos sabiam o que ia sair dali. A encenação já estava mais do que montada.Primeiro, o presidente vem dizer que não está agarrado ao lugar, que "ninguém é eterno", etc, no que soa a desesperado pedido por uma "vaga de fundo". Passado pouco tempo, mil e quinhentos "notáveis" fazem-lhe o favor e aí está ela, a tal "vaga", implorando ao salvador Vieira que fique mais um mandato. Depois, vende-se a ideia de que o ex-presidente do Alverca é o único benfiquista capaz de dar garantias à banca. E, por fim, tenta-se insuflar um mini-suspense aproveitando uma entrevista televisiva em horário nobre e formato "de estadão"...

E, no entanto, é óbvio que Vieira não está à altura do cargo que ocupa numa instituição com a grandeza do Benfica. Será, com certeza, um empresário de sucesso e alguém com boas ligações aos bancos, e só de má-fé se pode dizer que o seu mandato não teve aspectos positivos, mas, sejamos francos, falta-lhe tudo o resto: o discernimento, a estrutura e a visão exigíveis a um presidente do Glorioso. Já para não falar da sua escolha para o futebol, o director Veiga, que, sentado no banco dos suplentes, só dá azar.

Assim, venho propor outro candidato: Rui Costa. Lanço o nome como provocação, claro, porque tenho tendência para desconfiar de unanimismos moles de última hora, mas também como sério desafio. Acho sinceramente que, vaidades e politiquices à parte, era o melhor que podia acontecer ao nosso clube. Rui Costa, como todos sabemos, não é apenas um benfiquista de coração e provas dadas, mas alguém que junta carácter e inteligência, sabe muito de futebol, tem bons contactos e uma experiência internacional do máximo prestígio. É, além disso, uma figura unificadora entre os benfiquistas e um verdadeiro líder, dentro e fora do campo. A vaga de fundo desejável agora era uma vaga das "bases" a favor de Rui Costa. Um movimento de grande expressão que conseguisse convencer o nosso 10 a tornar-se presidente-jogador. Porque também fora dos relvados são necessárias mudanças essenciais, esta devia ser a hora do maestro.


Super Mário





É um prazer ver-te de novo no clube onde foste e fizeste muita gente feliz... e que a tua recuperação como grande goleador seja adiada por mais 8 dias:-)))

HELTON na Selecção Brasileira

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Se há jogadores que merecem sem dúvida que Helton é um deles...depois de uma pré-epoca onde deu mais frangos do que a época passada inteira, nos jogos a sério voltou a estar ao mesmo nivel do ano passado.Soberbo!!! Ainda estou para compreender quais os critérios que levam o desconchavado Luisão a fazer parte das convocatórias...

O Corrupto Mourão






O maior corrupto do Conselho de Indisciplina da Liga lampiónica , o tal Pedro Mourão, o tipo que fazia parte da corja que o Traficante jagunço Luis Filipe Vieira colocou na Comissão disciplinar da Liga, para instaurar processos sumaríssimos aos jogadores do FCPORTO, o tipo que se demitiu quando as decisões fossem contrárias à sua opinião e depois voltou atrás num processo vergonhoso para fazer a cabala no caso Mateus e fez mil e uma tropelias, tráfego de influências, julgou em causa própria, etc,etc corrupção até não poder mais, mesmo sem poderes para tal mas a toque de caixa do traficante que o colocou lá instaurou um processo disciplinar ao tal dossiê do corrupto traficante lampião. Só dá vontade de rir...ou chorar...são juizes senhores!!!!


Acrescenta Valentim:


Valentim contra quebra no segredo de justiça

O major frisou ainda que, neste momento, a Comissão Disciplinar (CD) da Liga, presidida por Pedro Mourão, não está a funcionar e disse estranhar que o despacho do presidente, no sentido de a CD também averiguar o caso "Apito Dourado", tenha surgido na imprensa.

"No dia seguinte vinha escarrapachado nos jornais e tratando-se de um magistrado é lamentável que o segredo de justiça não seja respeitado por quem exerce essas funções", disse Valentim Loureiro.

O dirigente disse ainda que as quebras do segredo de justiça fazem Portugal parecer nos últimos tempos uma "república das bananas" e disse esperar que tudo entre na normalidade e que se "alguém tiver culpas, será punido, se for o caso disso".

Circo em horário nobre




Não tive oportunidade de ver...mas já li em alguns blogs e nos jornais diários que a RTP estreou um novo programa de humor em horário nobre, conduzido pela grande portista Judite e onde o convidado de ontem foi de ir às lágrimas...perco sempre estes programas de Stand-up comedy...

terça-feira, setembro 19, 2006

O SILÊNCIO DOS CULPADOS

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O SILÊNCIO DOS CULPADOS


Que o governo tome posse administrativa da liga e da Federação, e que, nomeando gente séria e fora do futebol, instrua os processos que forem necessários e corra com todos os implicados de uma vez para sempre.

1- Como já se percebeu, em termos penais, o Apito Dourado vai dar em nada: vai dar em apito encalhado, como eu escrevi logo de início. Uma vez mais, sucedeu o que já se vem tornando uma regra nos chamados processos mediáticos: a justiça avança com todo o espalhafato possível, querendo mostrar ao pagode que não recua perante os poderosos. Escudados no secretismo das investigações e no desconhecimento que os suspeitos têm sobre o valor real das suspeitas que sobre eles, os responsáveis pela instrução dos processos vivem dias de glória no seu papel de incorruptíveis justiceiros, tratando aos poucos de ir promovendo a condenação dos seus alvos junto da opinião pública, através de judiciosas fugas de informação - mais tarde investigadas pelo senhor Procurador-Geral da República, sempre para concluir que não há responsáveis, apenas os irresponsáveis dos jornalistas. Assim se vão consumindo os suspeitos em lume brando, sem possibilidade efectiva de defesa e tidos já como bandidos aos olhos da opinião pública. Mas eis que chega o momento da verdade: a instrução chega ao fim e entram em cena os advogados de defesa e os mestres especializados em vendas de pareceres jurídicos. Em breve se conclui que não há matéria efectiva para condenação em juízo e os processos são arquivados, sem que as pessoas percebam como. E este o destino mais do que provável do Apito Dourado.

Mas sobra, entretanto, o foro desportivo-disciplinar. Se as escutas não são válidas ou suficientes para obter uma condenação criminal dos implicados, ou se as provas recolhidas nada provam, resta que há, no que vem sendo divulgado, matéria mais do que suficiente para acusar disciplinarmente todos os implicados nas escutas e varrê-los a todos, sem excepção, iniciando uma vasta operação de higiene e limpeza, verdadeiro acto refundador do futebol português. Mas, como é óbvio, tal operação não será nem poderá ser levada a cabo pelos órgãos da Liga e da Federação actualmente em funções e que são, eles próprios, os principais implicados nesta geral porcaria.

Pelo que, sugiro medidas de excepção: que o governo tome posse administrativa da Liga e da Federação, que as regenere se for possível, que as extinga se for inevitável, mas que, nomeando gente séria e fora do futebol, instrua os processos que forem necessários e corra com todos os implicados de uma vez para sempre: dirigentes associativos, dirigentes de clubes, agentes, árbitros, treinadores e intermediários.

O que não é possível é continuar a escutar o silêncio ensurdecedor deste bando de cavalheiros e continuar a vê-los, impávidos, em funções, como se nada tivesse sucedido e nada tivéssemos sabido. A ver se o pau vai e vem e as costas folgam.

2- Agora, o futebol, propriamente dito. O Sporting pagou o preço da sua brilhante vitória sobre o Inter e da falta de maturidade competitiva da sua jovem equipa - tal qual como José Mourinho tinha previsto que poderia suceder e como Paulo Bento tinha também avisadamente temido. É verdade que perdeu contra o Paços de Ferreira com um golo falso e irregular, mas no jogo anterior tinha também ganho com um golo irregular. Contas feitas, perdeu um ponto em Alvalade e ganhou dois na Madeira: o saldo ainda é positivo.

O Benfica ganhou como habitualmente, quando ganha: sem talento e sem garra. Na Dinamarca, jogando para a Champions contra uma equipa menor, Fernando Santos cometeu o erro de declarar previamente que o empate já não era mau. E os jogadores tomaram-no à letra, com uma exibição confrangedora de falta de ambição e coragem. Ficaram todos muito aliviados por não terem perdido, mas, ou muito me engano, ou vão pagar caro este empate.

O FC Porto de Jesualdo vai em três vitórias tranquilas nos três jogos feitos para o campeonato e um empate comprometedor no mais importante dos desafios: o da Champions, contra o CSKA. Teve azar neste jogo, desperdiçando suficientes oportunidades para ter ganho, mas não disfarçou nunca a falta que faz McCarthy ou um ponta-de-lança para jogos a sério, e deu sempre a sensação de ser uma equipa vulgar arrastada por um génio, o miúdo Anderson.

A meu ver, Jesualdo Ferreira é um homem sério, inteligente e que sabe de futebol. Gosto da atitude dele fora do campo, incluindo o mau humor que lhe atribuem. Mas falta-lhe o teste de fogo de ganhar com um grande. E, quando digo ganhar, não é ganhar o campeonato nacional, porque isso qualquer um pode conseguir à frente do FC Porto. Ganhar é ganhar o respeito da Europa, ultrapassar a fase de grupos da Champions, pôr a equipa a jogar um futebol que leve gente ao estádio, estar atento aos novos valores e dar à equipa uma verdadeira atitude de campeão. Compreendo e acho inteiramente legítimo que ele ainda esteja na fase de conhecer os jogadores e só por isso não é urgente tentar dizer-lhe desde já que, por exemplo, ele não vai a lado nenhum na Europa com o Bruno Alves a central e o Hélder Postiga na frente: a seu tempo, sem dúvida que o perceberá por si. Para já, o mais preocupante é a estranha onda de lesões que já pôs no estaleiro jogadores importantes como o Pedro Emanuel, o Ib-son, o Raul Meireles ou o Bruno Morais, e a extrema dificuldade, que já vem de Adriaanse, de a equipa conseguir chegar ao golo contra adversários que se fecham e defendem bem.

3- Jogo após jogo, vou cimentando a minha opinião, manifestada logo após o primeiro jogo que lhe vi fazer: este gauchinho do Anderson, a menos que alguma coisa de muito má e muito estranha lhe aconteça, está destinado a vir a ser um dos melhores jogadores do Mundo, não tarda nem um par de anos. E, se dúvidas houvesse, aí está já o baile dos vampiros voando sobre a sua cabeça para ficarmos esclarecidos. E lá vamos nós, portistas, viver a habitual saga que já conhecemos do Jorge Andrade, do Ricardo Carvalho, do McCarthy ou do Deco: cada vez que há um fora de série na equipa, ninguém nos dá tréguas, no desejo expresso de o ver rapidamente pelas costas, exportado à primeira oferta. Mas, neste caso, ficaria bem um pouco de pudor: o miúdo tem só 18 anos, chegou há apenas um ano e foi preciso esperar seis meses para que começasse a jogar. Dêem-lhe ao menos tempo de aquecer a camisola e não o queiram ensinar já a transformar-se num mercenário!

3ªJORNADA: NAVAL 0 - FCPORTO 2

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NAVAL 0 - FCPORTO 2

Não vi...não ouvi...e pouco li sobre o jogo, por isso pouco posso dizer sobre o jogo... mas gostei do resultado e acima de tudo 3 jogos, 3 vitórias...1ºLugar...melhor ataque , melhor defesa...venha o próximo...


MARCADORES:

ADRIANO 1 golo
QUARESMA 1 golo
RAÚL MEIRELES 1golo
LUCHO 1 golo
CECH 1 golo

INDISCIPLINA:

PEPE 1 amarelo
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BOSINGWA 1 amarelo







segunda-feira, setembro 18, 2006

HUMILHAÇÃO HISTÓRICA

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Foi há 10 anos, a 18 de Setembro de 1996 que os lampiões sofreram em plena lampiolândia a maior das humilhações. O FCPORTO venceu a Supertaça e fez história humilhando-os em pleno Estádio da Luz com uma goleada de 0-5...Bravo!!! Vendo a equipa do Fernando Santinho jogar é de esperar uma repetição da proeza :-)))

Os Heróis:

Benfica: Preud'Homme; Calado (Tahar, 75m.), Hélder, Bermudez e Dimas (Iliev, 52m.); Jamir, Bruno Caires, Valdo e Gustavo; João Pinto e Donizete
Treinador: Paulo Autuori


FC Porto: Wozniak; Sérgio Conceição, João Manuel Pinto, Lula, Jorge Costa e Fernando Mendes; Paulinho Santos, Wetl (Rui Barros, 70m.) , Zahovic e Edmilson (Jardel, 60m.); Artur (Drulovic, 52m.)
Treinador: António Oliveira
Golos: Artur (3m.), Edmilson (43m.), Jorge Costa (46m.), Wetl (66m.) e Drulovic (85m.)



Vejam:




Blogs aderentes à Operação "Malha 5 no Lampião":

Pobo do Norte

O Dragão

Portogal

Blog do Lucho

Apre

Curva

Blog do Gil

Barbeiros

Bibó Porto Carago

Dragalhadas do Dragão

Tapirus

Azul e Branco

Sou Portista com Orgulho

O Cafajeste

Óculos Azuis e Brancos

domingo, setembro 17, 2006

É preciso ter lata!!!

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Já estava à espera...é apanágio dos viscondes falidos...Já sei que eles gostaram muito das arbitragens do Lucílio Calabote Baptista e do Paulo Paraty...

Sporting 3 - Boavista 2

Aos 25 minutos o Sporting já devia ter dois jogadores expulsos e depois o Boavista fou empurrado até não poder mais até à derrota final...3 pontos oferecidos pelo amigo Lucílio...ninguém se queixou...

Conclusão da corja: São os jovens dos Sporting , estúpido!!!

Nacional 0 - Sporting 1

Golo irregular do Sporting....3 pontos roubados....não vi nenhuma contestação, não abriram telejornais...

Conclusão da corja: São os jovens do Sporting, estúpido!!!

Sporting 0 - Paços de Ferreira 1

Golo marcado com o braço, num lance muito rápido...errou o árbitro...queixam-se tb de um alegado penálti arrancado pelo cai-cai quando é o próprio que o provoca. Cai o carmo e a Trindade...Os Viscondes Falidos vão processar o árbitro???? Não percam a embalagem e processem os árbitros contra o Boavista e Nacional que lhes oferecem 6 pontos...palhaçada

Conclusão da corja: Já não são os jovens do Sporting, estúpido????

sábado, setembro 16, 2006

" Só saio quando quiser "

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"Enquanto tiver vontade e os sócios quiserem não haverá mudanças na presidência".


Pinto da Costa esteve ontem à noite em Santa Maria da Feira para inaugurar mais uma delegação do FC Porto e aproveitou o seu discurso para atacar o poder central e os críticos do campeão nacional, defender a regionalização e assegurar que não cederá a pressões de ninguém para abandonar a presidência do clube. Durante uma breve visita ao bonito castelo da cidade, o líder portista reconheceu o valor dos autarcas, de cujo trabalho se confessou admirador, e deixou algumas críticas ao poder central. Num local carregado de simbolismo histórico - o salão nobre do Castelo da Feira, cidade onde alguns dizem ter nascido Portugal - Pinto da Costa recordou os êxitos e o crescimento do FC Porto, sobretudo nos últimos 25 anos, usando-os como exemplo para outras batalhas.
"Se um dia voltarmos a ter uma luta pela regionalização, espero que o FC Porto sirva como exemplo para se saber que não é preciso depender directamente de Lisboa, não é preciso ter o apoio dos governos centralistas, ser-se subsidiado pela Caixa Geral de Depósitos, com os nossos impostos, mas trabalhar, amar a região, ser sério e coerente e ter orgulho no que se faz. E eu tenho orgulho em ser presidente do FC Porto",
sublinhou perante a aprovação do público.


Mantendo um discurso corrosivo, Pinto da Costa mudou de sentido para os críticos do FC Porto e da sua pessoa.
"Quando ouço dizer que há quem esteja há muito tempo no desporto, quero lembrar que não sou eleito por esses senhores que há muito já não deviam escrever porque só sabem vomitar ódio. Estou o tempo que quiser e que os sócios do FC Porto quiserem. Nunca fui eleito pela Comunicação Social e sou um alvo preferencial dela. A esses cronistas deixo-os falar enquanto a caravana gloriosa do FC Porto vai passando de vitória em vitória e não lhes reconheço o direito de dizer quando devo sair do FC Porto",
atirou, dizendo que o sucesso do FC Porto é medida pela quantidade de críticas que recebe.
"Que tenham espaço para vomitar o seu ódio ao FC Porto porque isso é sinal que continuamos a ser respeitados e grandes em Portugal e na Europa",
atirou perante mais uma manifestação de regozijo dos presentes.

in OJogo