in maisfutebol
EUROSONDAGEM
Há 1 hora
Vou tentar exprimir tudo o que me vai na alma portista... "FAZEM FALTA PESSOAS COM LIBERDADE PARA DIZER O QUE PENSAM." Rui Madeira
«Essa questão já não será um drama, nem uma tragédia. Há muitos portugueses que sofrem tanto hoje em dia com o desemprego, seria mais um. Dormirei hoje sem tomar nada, sem pedir nada ao médico»
«Não preciso também de colocar o meu lugar à disposição, porque a federação tem uma cláusula, desde o início, que pode fazê-lo quando o objetivo não estiver concretizado. Espero que vocês durmam completamente tranquilos como eu vou dormir, que me deixem chegar a Portugal tranquilo, dormir também, logo resolveremos»
«Deve ser para nós mais um factor de motivação Num momento difícil para o nosso país, não que o futebol vá resolver todos os problemas, mas pode ajudar num determinado momento a que as pessoas estejam mais alegres.»
Izmailov vai voltar. Paulo Barbosa não sabe é quando.
"É difícil dizer quando, mas estou certo de que, mais cedo ou mais tarde, ele se vai juntar à equipa outra vez", disse Paulo Barbosa ao jornal russo "Sport Express".
in ojogo
Arteriosclerose não preocupa Pinto da Costa
Ontem mesmo esteve em contacto com outros responsáveis portistas e, bem-disposto, recebeu alguns familiares.
O presidente do FC Porto está melhor e em repouso depois de ter sido sujeito a um cateterismo cardíaco para corrigir problemas em duas artérias. Ontem mesmo voltou para a ala normal da unidade de cardiologia do Hospital de São João, onde ficará em repouso pelo menos até amanhã, dia em que será reavaliado.
Pinto da Costa sofre de arteriosclerose, processo degenerativo normal que acompanha o envelhecimento e que nem pode ser considerado exatamente uma doença, mas apenas o espessamento progressivo da parede das artérias, o que aumenta a pressão cardíaca. O presidente está tranquilo e terá alta em breve.
Ontem mesmo esteve em contacto com outros responsáveis portistas e, bem-disposto, recebeu alguns familiares. A esposa, Fernanda Miranda, esteve sempre a seu lado.
in ojogo
1- Em oito dias, o FC Porto disputou três partidas fora de casa, de dificuldades diversas mas todas de importância maior. Em três competições diferentes, jogou no Restelo a manutenção da confortável vantagem de cinco pontos no campeonato; em S. Petersburgo, disputou três pontos decisivos para a passagem à segunda fase da Champions; e, em Guimarães, jogou a manutenção na Taça, contra o detentor do troféu. Eis um comentário aos três jogos, em sequência.
No jogo do Restelo, o comentário é fácil: foi uma prestação miserável. Individual e colectivamente, foi o pior FC Porto que se viu esta época, sem sombra de ideias, de vontade, de futebol. A única desculpa aceitável (mas que não desculpa tudo e, sobretudo, a atitude), foi o estado inacreditável do relvado. Nunca me cansarei de dizer que acho intolerável que se permita jogar partidas da primeira Liga em relvados destes ou em campos com a dimensão mínima, como se estivéssemos ainda nos anos sessenta do século passado. A menos que se adopte a filosofia anunciada domingo por Sérgio Conceição de que «jogar bem é ganhar. O espectáculo é no teatro ou no cinema.» Pois se assim é, então que se tenha a coerência de não cobrar dinheiro aos espectadores por um espectáculo que não existe. Ainda este fim-de-semana, tive ocasião de ver grande parte de dois jogos do campeonato espanhol, entre equipas do meio e do fim da tabela: o Osasuna-Almeria e o Granada-Málaga (fabulosa a dupla magrebina atacante do Málaga, composta pelo argelino Brahimi, um misto de nº 10 e 11, e o marroquino El Arabi, um nº 9 letal). Em ambos os jogos, campos de dimensão máxima, relvados impecáveis, equipas a jogarem aberto,
sem dez jogadores a defenderem atrás da linha da bola. Resultado: um dos estádios cheio, o outro a dois terços. Pois, continuem a defender e a praticar que quem vai a um estádio e paga não tem direito a espectáculo algum...
Em S. Petersburgo, tivemos, inversamente, o melhor FC Porto da época, ao nível do gue já se tinha visto no jogo do Dragão e contra o Atlético de Madrid, confirmando que, apesar das indefinições ideológicas do seu treinador, o espírito europeu remanescente na equipa renasce sempre nas grandes ocasiões. Infelizmente, e uma vez mais, um golo oferecido pela defesa (e, de novo, com tremendas responsabilidades de Helton), roubou-nos uma vitória que teria sido justa. Assim é difícil fazer caminho numa Champions, quando a equipa tem quase sempre de contar com o handicap de um golo oferecido.
Finalmente, em Guimarães, foi uma vitória tranquila, definida na primeira parte e bem gerida na segunda, onde o cansaço do jogo longínquo a meio da semana não deixou de pesar. Rui Vitória tem razão, o resultado não foi justo: pelo que jogaram e pelas oportunidades criadas, justo teria sido um 0-3.
Entretanto, saliento algumas notas, recolhidas destes três jogos e confirmando muito do que já se tinha visto. Em primeiro lugar, dou a mão à palmatória para várias reguadas, no que diz respeito a Fernando: está numa forma extraordinária, chegando a parecer outro jogador, um jogador que eu desconhecia. Pena que só agora, em final de contrato e aparentemente com o destino já traçado para outros horizontes, esteja a mostrar todo o potencial que afinal tinha. Inversamente, confirmei e reconfirmei, se dúvidas ainda tivesse, a absoluta inutilidade de Defour e Varela, que apenas Paulo Fonseca não enxerga. São casos diferentes: Defour é um jogador banalíssimo, ao nível de uma equipe do meio da tabela da segunda Liga, que nunca irá evoluir porque lhe falta talento para tal; Varela, que fez uma excelente primeira época ao serviço do FC Porto, já vai em quatro anos consecutivos de total frustração: não corre, não luta, não cruza, não finta, não abre espaços, arrasta-se em campo, em passo miudinho, totalmente alheio e desinteressa do no que se passa. É extraordinário pensar que, para proteger Varela, ou confiante nele, o FC Porto deitou fora nos últimos anos, e, em especial, com Vítor Pereira e Paulo Fonseca, um naipe incrível de extremos de qualidade atesta da ou futuro promissor. James e Hulk foram perdas da responsabilidade da direcção; Iturbe e Atsu - o primeiro a deslumbrar a Itália, o segundo um fora-de-série nas mãos de um bom treinador
foram também despachados a patacos, depois de desprezados por Vítor Pereira e Paulo Fonseca; outros, como Candeias, Djalma, Sebá ou Hélder Barbosa, partiram, tapados que estavam por Varela; e Kelvin tem lugar no museu do Dragão, mas não na equipa de Paulo Fonseca. Feita a razia, só com sorriso de comiseração se pode olhar o trio de extremos em que Paulo Fonseca confia para atacar o campeonato e a Champions: Varela, Licá e Ricardo. É obra!
Aliás, também é notável pensar que, com a lesão de Quintero que, embora Paulo Fonseca o não perceba, é o mais dotado jogador do plantel -, mais o castigo de Herrera, o afastamento de Fucile, o desaparecimento de Izmailov e a não inscrição de Kelvin, Paulo Fonseca tinha 17 jogadores para S. Petersburgo. Num clube que só este ano comprou 12 e gastou 20 milhões nisso, eis o que eu chamo uma perfeita gestão do plantei. É uma sorte que o FC Porto ainda esteja na luta em todas as frentes.
2- Em minha opinião, o Benfica ganhou bem o derby de Lisboa: jogou mais, teve melhores ocasiões e esteve sempre por cima no resultado. Para além disso, teve um super-Cardozo - que, de há muito, eu considero, não o melhor jogador da equipa (esse é Gaitán), mas o mais valioso. Sorri irónicamente quando, no começo da época, se escreveram inúmeros textos a anunciar a sua iminente saída por desrespeito público ao treinador e aqui mesmo grandes benfiquistas explicaram veementemente que, com a sua continuação, estava em causa a dignidade da «instituição». E sorri, porque, infelizmente, nunca acreditei nesse hara-kiri, por parte da direcção. Como seria de esperar, Cardozo ficou e começou a marcar, como sabe: todos meteram a viola no saco e a Jorge Jesus até só faltou agora reivindicar a autoria dos três golos de Cardozo ao Sporting. Diz que foi o seu «instinto» que foi determinante para meter o Cardozo a jogar como se todos nós, a começar por Leonardo Jardim, não soubéssemos que a alternativa não passou de um bluff pífio, pois que o «insubordinado» Oscar Cardozo é o ganha-pão de Jorge Jesus e de toda a equipa.
Quanto ao Sporting, jogou tudo o que tinha e indiscutivelmente melhor do que desde há muito. Mas, como já sucedera no Dragão, o que tinha não chegou e não foi capaz, mais uma vez, de tirar partido do cansaço europeu dos seus rivais. Como seria de esperar também, mandaram as culpas da derrota para cima do árbitro, porque a cultura de Calimero não desaparece facilmente (e, no dia em que desaparecer, o Sporting começa a ganhar). Eu achei a arbitragem de Duarte Gomes excelente, não tenho dúvidas de que o primeiro penalty reclamado não existe (o Moreno vem por trás, interpor-se entre o pontapé de Luisão e a bola, só podendo ser atingido), e, quanto ao segundo, é daqueles que umas vezes são marcados, outras não. Os meus leitores habituais sabem que eu abomino estes penalties, em que praticamente se exige aos defesas que joguem sem braços, como se fossem decepados, e, sobretudo, acho que é próprio das equipas fracas reclamarem penalties destes, que, a serem marcados, caem quase sempre do céu, sem qualquer correspondência com as jogadas e como mérito dos ataques. Mas já se sabe que o clube que anunciou ao mundo em comunicado que é dotado de uma «nobreza de carácter» de saber ganhar e saber perder, que não está ao alcance dos outros, terá sempre de encontrar um bode expiatório para os seus desaires. Desta vez, pelo menos, não foi a falta de cadeiras na cabina dos treinadores nem as bolas enviadas para a bancada que não foram devolvidas pelo público...
in abola
«Os anos vão passando e tenho a expectativa de, algum dia, fazer uma boa transferência. Isso depende, naturalmente, do clube que se caracteriza por vender muito bem os seus jogadores. Mas o facto de ficar ou sair depende da decisão do FC Porto. Se ficar e aumentar o contrato, abre-me a possibilidade de ficar mais tempo. A saída é só se houver algo de concreto. Seguramente, falar-se-á nisso...», afirmou esta segunda-feira à noite na partida para a Bélgica.
«É errado dizer-se que não estou a render em campo como na época passada por não ter renovado com o FC Porto. Em cada jogo dou tudo pela equipa», frisou. «Se não estivesse bem já teria manifestado publicamente, mas não tenho nenhuma queixa contra o FC Porto. As coisas devem falar-se no interior de um clube e não trazê-las cá para fora. Não ter ainda renovado nada tem a ver com o momento. Se houver renovação, tudo bem; se não houver, seguirei contente no clube. Continuarei com vontade e a dar tudo de mim para ajudar o FC Porto»
in sapo
Enquanto todos os olhares se concentram no meio-campo, o FC Porto fracassa no ataque e surpreende ao fraquejar também, sistematicamente, na defesa, que se julgava ser a âncora da equipa. Dos erros trágicos do jogo com o Atlético de Madrid à paragem cerebral de Mangala no Restelo, já houve de tudo, distribuído de maneira bastante equitativa pelos dois centrais e por Helton. Se o francês se distinguiu pela notoriedade de duas ou três asneiras, Otamendi adianta-se na reincidência e na insegurança que passou a irradiar.
Pela quarta vez esta época, o FC Porto desaproveita pontos depois de marcar golos antes do adversário e, quase sempre, deixando-se capturar em lances evitáveis ou fáceis de resolver. Os resultados com Atlético de Madrid (1-2), Belenenses (1-1) e, agora, Zenit (1-1) não nasceram do “mínimo deslize", como ontem lhes chamou Paulo Fonseca, mas de grandes deslizes, daqueles que poucas vezes se apanha em equipas deste arcaboiço e que não era costume verem-se no FC Porto.
Para cúmulo, os erros arruinaram jogos em que o previsivelmente mais difícil foi conseguido. Mais difícil não só porque adversários finórios do calibre de Atlético e Zenit, em posição de se remeterem à defesa, são do pior que há, mas sobretudo porque o FC Porto está desarmado: falta-lhe gente no ataque para desequilibrar, gente de Liga dos Campeões. Sem ela, o recurso era agarrar-se aos pontos fortes - ou seja, a defesa - para segurar o que fosse conseguindo lá na frente. Está a sair ao contrário.
"O At. Madrid apurou-se já com a goleada ao Áustria Viena. Do segundo ao quarto, todos se podem ainda qualificar para os oitavos de final, embora o Zenit parta com um ponto de vantagem e superioridade no confronto direto com o FC Porto. O Áustria matematicamente ainda está na corrida, mas não deverá passar disso. Os russos têm também melhor calendário que os portugueses: recebem o Atlético Madrid e vão a Viena, enquanto os dragões recebem os austríacos e fecham no Vicente Calderón. As contas são complicadas para os dragões, mas o apuramento é ainda possível. "
Já passaram dez dias desde então, mas o manto de silêncio, hipocrisia e encobrimento que caiu sobre os graves incidentes ocorridos do Dragão, antes do FC Porto-Sporting, exigem-me que volte ao assunto, pois que é para isso também que aqui escrevo. Recapitulemos então, ponto por ponto.
a) - Um comando de cerca de uma centena de betinhos fascistas, ignorantemente vestidos de camisas negras e saloiamente designados por Sporting Casuais, desceram toda a alameda do Dragão agredindo e apedrejando toda a gente que encontraram à passagem e que pacificamente se dirigia para o estádio, numa operação montada e planeada ao pormenor, de modo a colherem a polícia de surpresa. Espalhados o terror a violência no exterior do estádio, tentaram depois invadi-lo, entrando pela porta de acesso das claques leoninas tradicionais, tendo porém sido travados pela actuação firme e decidida dos stewards de serviço. Se tem conseguido entrar, é muito provável que tivessem suscitado um movimento de pânico colectivo entre uma multidão encerrada dentro de um recinto fechado. Foi assim que começou Heysel...
b) - Mais tarde, e dentro do tristemente habitual, foram as outras claques do Sporting que se envolveram em cenas de violência com os stewards no interior do estádio e procederam ao ritual de arrancar as cadeiras, porque preferiram ver o jogo de pé.
c) -No dia seguinte, segunda-feira, a direcção do Sporting Clube de Portugal, fazia publicar um dos seus inúmeros comunicados - talvez o 76/2013- em que acusava o FC Porto de uma série de «episódios extra-espectáculo, que em nada dignificam o futebol e a sua promoção...» tais como «agressões a adeptos sportinguistas e acontecimentos mais graves em que apenas se conseguem identificar adeptos do FC Porto». Posto o que, os gentlemen de serviço ao futebol português se ocupavam em dar uma lição de moral e boas maneiras aos portistas: «Há coisas na vida que nunca mudam, a nobreza de carácter é uma delas, ou se tem, ou não» (a pontuação é deles). «A grandeza - prosseguiam os cavalheiros leoninos - é vencer, saber vencer, saber perder, saber estar, algo que não está ao alcance de todos».
d) Dois dias depois, terça-feira, sem que a PSP tivesse ainda divulgado os dados indentificativos referentes ao bando desordeiro, a imprensa desportiva lisboeta esforçava-se por semear a confusão e a desinformação, sugerindo que as responsabilidades pelo sucedido se dividiam. Por todos, o Record foi o que ousou mais longe: por baixo da título garrafal «Vergonha», o jornal escrevia: «líder dos super-dragões nos centro dos confrontos» - socorrendo-se para tal de uma fotografia onde Fernando Madureira aparece no meio de um aglomerado de gente. Aqui e ali, escreviam-se os habituais textos censurando a violência, em geral e em abstracto, com um cuidado extremo de evitar a atribuição de responsabilidades.
e) Ao final desse mesmo dia, a PSP divulgava a identificação de 94 indivíduos do comando de camisas negras detidos no local: eram todos adeptos do Sporting, com tatuagens e equipamentos que os denunciavam por baixos das camisas negras, e integrantes do tal Sporting Casuais.
f) No dia seguinte, quarta-feira, na sua habitual coluna aqui na Bola, Eduardo Barroso (confessando nada ter visto e ouvido, apenas «sentido» e tomado conhecimento por SMS), dizia ser necessário condenar e responsabilizar os protagonistas, «mas, mais lamentável ainda, é tentar responsabilizar o nosso presidente por esses factos» (como ninguém o havia feito, a afirmação de Eduardo Barroso não deixou de parecer estranha...). E, adiante, afirmando que a Liga devia investigar os acontecimentos fora do estádio, acrescentava, porém, que devia também «investigar a maneira como o FC Porto recebeu o grande Sporting Clube de Portugal. Não pode valer tudo, da parte de uns senhores que se habituaram longos anos a uma impunidade total».
Ora, a «maneira como o FC Porto recebeu» o Sporting foi esta: não houve, antes ou depois do jogo, e por contraste, qualquer declaração de dirigentes ou responsáveis portistas ou qualquer comunicado da sua direcção, nem sequer sobre os incidentes ocorridos ou em resposta ao comunicado do Sporting e às ofensas dele constantes. Nada, nem uma palavra: um silêncio total. Não houve - antes, durante ou depois do jogo - qualquer incidente, provocado por dirigentes, jogadores ou adeptos, envolvendo o autocarro do clube, o hotel onde dormiram, a comitiva, os adeptos leoninos, as deslocações de e para o estádio: nada.
E o «vale tudo» de que Eduardo Barroso terá tido conhecimento por SMS, vem detalhado no comunicado do Sporting e vale a pena reter; na sala de treinadores só ha via três cadeiras (mas quantos treinadores levou o Sporting ao Dragão?); bolas que os jogadores leoninos enviaram para a banca da durante o aquecimento, não foram devolvidas pelo público; o staff do Sporting foi impedido de verificar se as cadeiras da zona das claques leoninas estavam bem presas ao chão, não podendo depois contestar que elas tinham sido arrancadas por eles (ou seja : o Sporting reclama competência para, a par da Liga, dos Bombeiros e da PSP, poder também verificar previamente as condições dos estádios onde vai jogar, incluindo as cadeiras); e, finalmente, «foram facilitadas as condições» (?!) para que o presidente do Sporting ouvisse «bocas» vindas da bancada (coitadinho!), e fosse alvo de «ar remesso de objectos» (coisa que nenhuma imagem documentou e nenhum testemunho referiu).
«Impunidade»? «Vale tudo»? «Falta de nobreza de carácter»? «Complexo de inferioridade»? Sabem o que vos digo? Na atitude de espalha ódios, no confronto deliberado e gratuito com o FC Porto, no populismo, na demagogia, na facilidade de mentir sem pudor e na protecção de que goza na imprensa, este novo Sporting está a ficar cada vez mais parecido com o Benfica de Vale e Azevedo. Depois não digam que não adivinhavam.
g) - Identificados, sem margem para qualquer disfarce, os responsáveis pela cena jamais vista num estádio português, foi como se o assunto estivesse morto e enterrado. A «vergonha» de que falava o Record deu lugar a um silêncio absoluto na imprensa desportiva de Lisboa. A mesma imprensa que, por causa de uma arruaçazinha no túnel da Luz, longe da vista de todos e jamais esclarecida, gastou o tempo e o espaço necessários para retirar o Hulk do campeonato (e o conseguiu durante quatro determinantes meses), passou a achar que o aparecimento de um comando proto-fascista num estádio, com o objectivo de espalhar o terror e, a prazo, afastar do futebol o público que não é arruaceiro, afinal não merecia nem mais uma linha de meditação.
O governo, que é o responsável último pela segurança pública e que emitiu uma solene declaração do conselho de ministros contra o «Sr. Blatter» por ter gozado com a bandeira nacional, perdão, com o Cristiano Ronaldo, não teve uma palavra sequer acerca do ocorrido no Dragão. Nem o sr. ministro da Administração Interna nem o que tutela o Desporto, acharam politicamente conveniente indispor o eleitorado sportinguista. E, assim procedendo, deram à PSP um recado que a fará seguramente meditar, no futuro: em certas ocasiões, não vale a pena incomodarem-se em reprimir arruaças e deter e identificar arruaceiros, porque não terão a cobertura politica do governo. Estão por sua conta e risco.
E a Liga de Clubes - cujo presidente anda muito interessado no dinheiro das transmissões televisivas, mas que não se dá a qualquer incómodo para melhorar o espectáculo do futebol em Portugal, designadamente, impedindo que, ao menos na primeira Liga, se possa jogar em relvados como o do Restelo resolveu o assunto à boa e velha maneira salomónica: 320 euros de multa ao Sporting e 260 ao F.C. Porto, «por mau comportamento do público».
Daria vontade de rir, se a coisa não fosse séria e não pudesse ter acabado por ser trágica. Deixem-se de hipocrisias: sempre aqui defendi que arruaceiros há em todos os clubes e que os clubes não podem ser directamente responsabilizados pelo comportamento dos seus adeptos, que não controlam. Mas, alto! Desde que: a) não colaborem, directa ou disfarçadamente com as actividades à margem da lei das claques; e b) não ocultem, não neguem e finjam não ver os actos criminosos destas.
O que aconteceu no Dragão pode ser o prenúncio de tempos muito feios para o futebol português. E os que calam, que disfarçam, que mentem, são cúmplices do mais que vier a acontecer.
in abola
«Continuo feliz no FC Porto. Aqui tornei-me outro jogador, evoluí em todos os aspetos. Sinto-me mais rápido na execução e aprendi a gerir melhor a pressão, que é imensa aqui», começou por dizer Defour ao canal belga RTBF.
«Não me afeta o facto de não jogar tanto nos últimos tempos, porque há muita concorrência no grupo e o treinador está a gerir a minha condição física, depois dos pequenos problemas que tive recentemente», acrescento sobre a sua condição de suplente no Dragão.
«Quero jogar ao mais alto nível, mas não podemos esquecer que o FC Porto é um dos maiores clubes europeus e estará seguramente no top 10 europeu. Não tenho razões de queixa, mas se deixar de jogar até janeiro, terei de procurar uma solução para mim», admitiu Defour.
in sapo