in zerozero
...é o único sossego que vamos ter dos egos inchados e sapiências futebolísticas à posteriri...:-)
Vou tentar exprimir tudo o que me vai na alma portista... "FAZEM FALTA PESSOAS COM LIBERDADE PARA DIZER O QUE PENSAM." Rui Madeira

O sorteio dos quartos de final da Taça de Portugal ditou os seguintes jogos:
FC PORTO- ESTORILPenafiel-BenficaSp. Braga-AvesRio Ave-Académica
As partidas estão agendadas para 5 de fevereiro, uma quarta-feira.
As meias-finais ditaram que pode haver clássico entre FC Porto e Benfica, com os dragões a receberem as águias na primeira mão, caso as duas equipas passem os quartos de final.
Meias-finais:
FC PORTO/Estoril-Penafiel/BENFICASp. Braga/Aves-Rio Ave/Académica
A primeira mão joga-se a 26 de março e a segunda a 16 de abril.
in maisfutebol

«Sempre que me encontro com adeptos do FC Porto, eles fazem-me sentir admirado, dizem que têm saudades de me ver com aquela camisola e que gostariam que eu voltasse. É um orgulho sentir o carinho que têm por mim, mas creio que também sabem que, por agora, a minha vida se fará fora de Portugal e que tinha de ter dado o passo que dei. O que lhes digo sempre é que, mesmo distante, estou a apoiar o FC Porto, tal como eles. E também lhes lembro que, no fundo, eles são adeptos do FC Porto, não do João Moutinho. O clube é maior do que os jogadores que por lá vão passando»
JOÃO MOUTINHO
1- Não sei quantas vezes Eusébio terá sido operado ao seu fatal joelho esquerdo: umas seis ou sete, talvez. Eram cirurgias que, quando comparadas com as de hoje, mais pareciam de soldados da 1.ª Guerra Mundial do que de profissionais de desporto, mesmo há cinquenta anos atrás. Nesse tempo, os jornais escreviam invariavelmente que, no dia seguinte aos jogos, recuperavam-se os atletas com «banhos e massagens» - e Luciano, jogador do Benfica, morreu electrocutado num desses banhos para relaxar. O futebol tirava os jogadores da miséria, antes de os devolver, em muitos casos, à miséria - depois de anos em que tinham dado tudo o que tinham por domingos de glória, mais do que por salários dignos. Não podiam mudar de clube, travados pela chamada «lei de opção» (que permitia a um clube manter ao seu serviço um jogador em fim de contrato, pagando apenas 10% da oferta concorrente que ele tivesse recebido) e, se pensavam em emigrar, com o acordo do clube e aceitando uma proposta milionária para ambas as partes, podia-lhes acontecer o mesmo que a Eusébio: ser chamado ao Professor Salazar para ouvi-lo declarar que era considerado «património nacional» e estava proibido de emigrar. Na década e meia de ouro de Eusébio da Silva Ferreira ao serviço do futebol português, não havia salários de mil vezes o ordenado mínimo, não havia direitos de imagem, não havia jactos privados ao serviço das suas conveniências, nem havia agentes ou empresários a gerir as suas carreiras, pois que não havia o que negociar nem carreiras propriamente ditas. Jogavam por amor ao jogo e à camisola - fosse este genuíno ou conformado. E, foram estes jogadores, esta geração de Eusébio, que conquistaram para os clubes a fidelidade dos adeptos, passada de pais para filhas, de que eles hoje ainda beneficiam. Nenhum outro, porém, conseguiu, corno Eusébio, ultrapassar as fronteiras do seu clube e do seu país: no auge dos anos de Eusébio, na década de sessenta, todos éramos, de uma maneira ou de outra, adeptos do Benfica e da Selecção dos Magriços. Não vale a pena procurar comparações, porque isso nunca mais existiu e nunca mais existirá. O futebol hoje é um negócio de jogadores, empresários e dirigentes e o que resta de paixão está apenas nos adeptos e cada vez menos. Por isso é que a noticia da morte de Eusébio, independentemente de todo o habitual e triste contágio de massas, conseguiu genuinamente unir na tristeza uma nação inteira - os que testemunharam o seu génio e o seu desumano talento com uma bola nos pés e os que apenas ouviram contar; os que sabem o que a sua morte significa e os que difusamente compreendem que este é também o luto por um tempo que o futebol não conhecerá nunca mais.
Acontece-me às vezes, quando vejo os campos de relva sintética que abundam em tantas escolas C+S,e tantas vezes sem ocupação,ou quando oiço pais, professores e alunos queixarem-se de que falhou o aquecimento central nas aulas, lembrar-me da minha primeira escola primária, numa aldeola da Serra do Marão, com todos os alunos da primeira à quarta classe juntos na mesma sala, encostados uns aos outros para não morrermos de frio, com uma só professora para todos, que não faltava a uma aula o ano inteiro, e lembrar-me do recreio, invariavelmente passado a jogar à bola, na lama e no frio, com uma bola feita de uma meia enrolando trapos ou, na ausência dela, jogando com pedras a fazer de bola (sim, pedras!). Ou então, quando lá fora nevava ou chovia tanto que não se podia jogar nada de semelhante a futebol, jogávamos ao pião debaixo do telheiro, pagando as partidas com cromos de jogadores, que saíam embrulhados nos rebuçados de tostão a dúzia (e com a certeza de que os cromos do nosso clube não apareceriam, na época seguinte, com as cores de outro). Nessas alturas, quando vejo tanto dinheiro público investido em tão pouco talento e gratidão, lembro-me também daquilo que o grande, o inesquecível Eusébio dos 5-3 à Coreia do Norte, que nasceu a jogar futebol num musseque poeirento de Lourenço Marques, disse um dia numa entrevista: «Não nos faltava nada.»
Voltei a ver o Eusébio, a entrevê-lo, há cerca de dois meses, na sala de espera de um hospital, «partido como o uyombe, reclinado sobre os joelhos», sozinho e adormecido. Pela enésima vez, não consegui impedir-me de pensar que, tivesse ele nascido vinte ou trinta anos mais tarde, para chegar a glória no tempo em que os génios do futebol se tornaram, por acréscimo, vedetas multimédia e milionários sem preço, a sua vida pós-futebol teria sido outra e bem mais agradável. Nos últimos anos, com Luís Filipe Viera, o Benfica tomou Eusébio a seu cargo e deu-lhe o mínimo de dignidade e bem-estar exigível perante quem deu ao clube mais do que qualquer outro. E isso, pelo menos, resgatou a ingratidão chocante que tinha sido o fim da carreira de Eusébio ao serviço do Benfica, depois de ter dado ao seu clube os maiores anos de glória de toda a sua existência: uma lesão mal curada e mesmo assim obrigado a jogar, infiltrado, anestesiado contra as dores, para que o Benfica não perdesse o dinheiro dos jogos de exibição, contratados com a condição de o Eusébio jogar; uma carreira assim terminada antes do tempo, seguida do exílio nos Estados Unidos, de terra em terra e de clube em clube qual artista de circo em digressão de fim de carreira, e depois a impossível ressurreição... pelo Beira-Mar! E, depois ainda, novo exílio americano e novo regresso para jogar pelo União de Tomar. Mas, nem então, nesses penosos e tristes anos, quando os benfiquistas viram o Eusébio jogar equipado de amarelo e preto, nem depois disso, alguma vez se ouviu a Eusébio uma palavra que fosse de recriminação sobre o tratamento que o seu clube e o seu país lhe deram.
Desejo que no próximo dia 20, quando Cristiano Ronaldo receber do Presidente da República a condecoração que lhe foi outorgada por serviços prestados ao país, se lembre do grande Eusébio da Silva Ferreira e da sua lição de humildade. Toda a juventude é efémera, toda a glória é passageira, todas as honrarias são traiçoeiras, toda a riqueza é perdida perante a miséria da morte. No fim de tudo, aquilo que resta é dizerem, de boca em boca: «Foi um homem bom.» E Eusébio foi isso também.
2- E porque os deuses não dormem em serviço, ou não seriam deuses, coincide que na próxima jornada do campeonato - domingo, no Estádio da Luz o Benfica receba o FC Porto, no primeiro dos dois jogos do título. Os mais antigos lembrar-se-ão de outros Benfica-Porto ali jogados, quando as forças em presença eram então completamente diversas e desequilibradas e muitas vezes tudo se decidia num duelo a dois entre o bombardeio incessante de Eusébio à baliza portista e os inacreditáveis voos do grande Américo, defendendo sozinho e sem luvas, a honra dos rapazes vindos da margem norte do Douro. O Benfica (L.F.Vieira empenhar-se-á pessoalmente nisso) irá prestar a Eusébio a última grande homenagem da sua vida. E o FC Porto (Pinto da Costa não falhará) encontrará maneira de, apesar das relações cortadas, apesar do ambiente de alta tensão do jogo, juntar o nome do FC Porto a essa homenagem. Outra coisa eu não espero. E outra coisa não seria digna de Eusébio.
in abola
Luís Filipe Vieira quer luto por um ano em memória e honra de Eusébio e apela à mobilização dos benfiquistas este domingo, pedindo estádio cheio na receção ao FC Porto.
«O Benfica estará de luto durante um ano com todas as nossas equipas a jogar com um fumo preto. É bom que todos olhem para a camisola e sintam o que ela representa e o que aquele homem significa para o Benfica»
O Al Ahli, comandado por Vítor Pereira, foi afastado nos quartos-de-final da Taça do Príncipe da Arábia Saudita, esta segunda-feira. A equipa orientada pelo ex-técnico do FC Porto perdeu em casa com o Al Fateh (2-0).
Élton (82') e Salomo Fuakuputu (94') apontaram os golos da equipa forasteira.
Luís Leal e Márcio Mossoró, que acabaria por ser expulso, aos 85', foram titulares no onze elaborado por Vítor Pereira.
in rr
1- Leonardo Jardim tem razão: em Alvalade, anteontem, viu-se uma coisa raramente vista nos últimos anos, a nível nacional: um FC Porto recolhido, à defesa e dominado - não em todo o jogo, como disse o treinador do Sporting, mas em grande parte dele: dos 20 aos 35 minutos da primeira parte e dos 20 até final da segunda parte. O FC Porto teve uma oportunidade real de golo, logo a abrir, o Sporting teve quatro ou cinco, todas paradas por Fabiano Freitas. Não direi que o Sporting mereceu ganhar porque Fabiano não mereceu perder e o guarda-redes também faz parte da equipa. Mas, como costuma dizer-se, a haver um vencedor, só podia ser o Sporting. Houve até momentos do jogo em que me senti transportado às funestas décadas de 60 e 70, quando o FC Porto vinha a Lisboa servir de bombo da festa. E claro que não fiquei mais descansado ao ouvir o treinador do meu clube afirmar que um empate em Alvalade é um bom resultado. Até pode selo, mas não com o espírito e o futebol dos anos sessenta do século XX. Espero bem que não tenhamos de nos habituar a regressar ao passado.
Isto, porém, não tira o mérito a Leonardo Jardim, que, com um elenco de jogadores bem mais fraco, mostrou ter uma equipa bem mais preparada, inteligente e combativa. O Sporting fez o melhor jogo que lhe vi fazer esta época e, por mais que me custe reconhecê-lo, encostou o Porto às cordas em longos períodos do jogo. É certo que ainda não foi à quarta tentativa que conseguiu derrotar um dos seus outros dois rivais e que, numa poule em que o sorteio o beneficiou largamente, não tirou partido da vantagem de jogar em casa com o rival directo, nem tirou partido do menor cansaço acumulado pelos seus jogadores. Mas fez o que se lhe exigia: tirando a entra da inicial em cada uma das metades do jogo, jogou para ganhar e não teve medo de o fazer.
Já Paulo Fonseca, satisfeito com o resultado, reconheceu as «cautelas» que tinha lido e a «inoperância ofensiva» de que a sua equipa deu mostras todo o tempo. De facto, não há como desmentir o que todos viram: as «cautelas» manifestaram-se no regresso ao tal de triângulo invertido, com o qual Paulo Fonseca espera importar com sucesso para o bicampeão nacional a escola Paços de Ferreira. E só não resultaram em pleno porque Herrera — a carta surpresa que ele trazia preparada - se revelou um permanente susto a errar passes na zona proibida do terreno, assistindo persistentemente o contra-ataque do Sporting. Quanto à «inoperância ofensiva», outra coisa não era de esperar quando se insiste em franqueadores tão inoperantes, tão irrelevantes, como Licá e Varela. Espero que o Pai Natal tenha dado dois sistemas de DVD à equipa do FC Porto: um, para Paulo Fonseca, para ele poder rever a fantástica inutilidade de Varela (caramba, até na ajuda à defesa ele só atrapalhou e assustou!); e outro para Defour, para que ele, depois de se rever em jogo, diga que atributos é que acha que o qualificam para ser titular e quem, em sua opinião, deveria sair para dar lugar ao seu ofuscante brilho.
Mas nem tudo foi negro para o azul e branco. Confirmámos que está mais do que na hora de Fabiano substituir Helton na baliza: por muito menos do que se vê agora, Helton substituiu Vítor Baía, no reinado de um holandês louco. Mas, ao escrever isto, sei muito bem que isso não vai acontecer com Paulo Fonseca: jogador suplente que desafia um titular, apenas confirma um lugar no banco de suplentes. Foge dos esquemas, das escolhas e das estratégias do treinador e, portanto, está condenado ao degredo. Também a defesa e Fernando estiveram muito bem, aguentando sozinhos o peso de uma equipa que mudou toda a sua maneira de ser, deixando de ser uma equipa naturalmente de ataque, para passar a ser uma equipe de posse de bola essa muleta teórica e saloia que não é mais do que uma lição mal aprendida com o futebol que Pep Guardiola inventou para o FC Barcelona. Não sei se Pinto da Costa actualmente tem tempo e paciência para se ocupar destas minudências, mas, se o tem ainda, tal vez não fosse má ideia um dia destes chamar de parte Paulo Fonseca e, como quem não quer a coisa, dizer-lhe: «Ó homem, deixe lá de se louvar dos 55% de posse de bola em Alvalade! Eles tiveram cinco oportunidades de golo e nós uma: está ver a diferença?»
2- Duas notas ainda sobre o jogo de Alvalade: uma sobre a arbitragem, outra sobre os comentários na TVI. Sobre a arbitragem de um árbitro malquerido por ambos, é fatal que alguém do Sporting vai descobrir três penalties contra o Porto por assinalar e duas jogadas de golo iminente do Sporting cortadas por offsides inexistentes. Mas isso é tão banal que já ninguém liga, só eles. Olegário Benquerença teve uma arbitragem perfeita tecnicamente e sem qualquer interferência no desfecho do jogo: nos tempos de eterna desconfiança que se vivem, já é imenso. Porém, não foi equilibrado, do ponta de vista disciplinar. O cartão amarelo a Danilo aos 14 minutos, e ainda por cima por uma falta simulada, foi um erro e um exagero, mesmo que estivesse convencido da falta; o segundo amarelo e vermelho a Carlos Eduardo, sendo o primeiro por supostas palavras, foi outro exagero; em contra-partida, o amarelo a William Carvalho, ao ceifar Varela com uma entrada por trás, foi de uma enorme generosidade.
Quanto aos comentários de Dani, na TVI, recomendo-lhe um pouco mais de contenção nas suas preferências. Ele tem, obviamente, o direito de torcer pelo Sporting, mas, para fazê-lo, o seu lugar é na bancada e não no comentário. Ao ouvi-lo, parecia que, do primeiro ao último minuto, nada mais se passou do que uma equipa de sonho a esmagar um grupo de amadores. E a insistência em querer um cartão amarelo para cada falta cometida por um portista, com o argumento de que todas elas evitavam que o Sporting tirasse partido de um «desequilíbrio» nas hostes portistas, que prenunciava um contra-golpe fatal (incluindo até uma falta ofensiva dentro da área do Sporting), foi um bocado... como dizer... demasiado ostensiva. Mas a suprema ironia foi afirmar que, com menos um jogador, o FC Porto tinha mais hipóteses de criar perigo, explorando... «a velocidade de Varela»!
3- Foi um clássico anormal pela ausência de provocações prévias de parte a parte. E, até à hora a que escrevo, não tomei conhecimento de nenhum comunicado dos Calimeros a queixarem-se de forças obscuras que fizeram com que Fabiano Freitas tivesse impedido a vitória do Sporting.
Mas, de véspera, li, no Expresso, mais uma interessante entrevista do presidente sportinguista, a propósito de um qualquer plano de reestruturação do futebol português que ele terá entregue ao governo e à Assembleia da República, na esperança de que os queixumes do Sporting se possam transformar em lei, ditada pelo Sporting. Não conheço o plano salvador e portanto estou apenas a discorrer com base no que li sobre ele, na entrevista do Expresso. Sobre a necessidade de travar os lucros indecoroso dos mal-chamados empresários, tem mais do que toda a minha compreensão e aplauso, como já aqui o escrevi. Sobre o restante, concluí que ele, reiterando ter vergonha de habitar no mundo do futebol, acha, toda via, que, em consequência, a sua missão é continuar lá: Brune de Carvalho foi enviado por Deus,no ano da graça de 2013, para cumprir a sagrada missão de tornar o futebol português «transparente». Coisa que, concluí também, só acontecerá quando o Sporting for campeão vários anos de seguida: se não no terreno de jogo, ao menos por lei da Assembleia ou decreto do governo. A fidalguia é isto mesmo: um direito de berço.
in abola

«Ele sofreu um traumatismo grave no lado direito da cabeça, apesar do capacete. Aliás, se não tivesse o capacete, não teria sobrevivido ao impacto», começou por explicar Jean-François Payen, do hospital de Grenoble. «Inicialmente ele foi transportado para o hospital de Moûtiers. Chegou muito agitado e piorou muito rapidamente. Entrou depois em coma e quando aqui chegou [a Grenoble, para onde foi levado de helicóptero] já estava numa situação grave de coma», frisou.
Schumacher foi então de imediato operado «para aliviar a pressão craniana» e ficou em coma induzido. «Ainda assim, e apesar de termos feito tudo o que podíamos para tratar a situação, Schumacher sofre ainda de hipertensão intracraniana, hematomas e contusões cerebrais e um um edema cerebral», acrescentou o médico. «Além disso, tem uma hemorragia cerebral. Está a lutar pela vida», explicou.
«A equipa está à cabeceira a fazer tudo o que é preciso, mas não sabemos ainda o que vai acontecer a Michael Schumacher», admitiu.
Ainda assim, os médicos dizem que «o acidente aconteceu no local certo, já que o socorro chegou muito rapidamente».
O ex-piloto, sete vezes campeão Mundial de Fórmula 1, foi hospitalizado no domingo devido a acidente de esqui Meribel, nos Alpes franceses, em que embateu com a cabeça contra uma rocha.
in maisfutebol
O Inter de Milão pondera exercer a opção de compra sobre o passe de Rolando até ao final da temporada, de acordo com o que adianta o site "goal.com".
O treinador dos "nerazurri", Walter Mazzarri, está muito satisfeito com o rendimento do central português, cedido pelo FC Porto, tendo indicado aos dirigentes do clube milanês a necessidade de garantir a continuidade do atleta.
Confrontado com a notícia, o empresário de Rolando preferiu adiar uma definição sobre o futuro do defesa de 28 anos para o próximo Verão.
"O passe do jogador ainda pertence ao FC Porto mas a única coisa que interessa é o rendimento dele no Inter, que é onde ele quer ficar. No verão vamos analisar a situação com os dois clubes", disse João José da Silva, em declarações ao "Tuttomercatto".
Esta temporada, o central de 1m90 realizou já onze jogos ao serviço do Inter de Milão, na Serie A, tendo apontado um golo.
in rr
1- A grande notícia para nós, portistas, não é apenas o súbito aparecimento de Carlos Eduardo, mas também a certeza de que, desta vez, Paulo Fonseca não se vai atrever a descartá-lo e arrumá-lo, como fez com talentos como Atsu, Iturbe, Kelvin, Quintero e o próprio Carlos Eduardo - que esteve cinco meses a vegetar na equipa B, afastado do Dragão e da Champions, porque, segundo a luminosa visão de Paulo Fonseca, tinha de aprender a jogar em 60 metros e não em 30 ou 40. Seja isso o que for, presume-se que o terá aprendido na equipa B, a tempo de ter aparecido no Dragão, na segunda parte do jogo contra o Braga, para mudar de alto a baixo, não apenas aquele soporífero meio-campo, mas igualmente todo o futebol congeminado por Paulo Fonseca, feito de triângulos invertidos, extremos que não iam à linha, um ponta-de-lança de luxo sem ninguém que o servisse, fantasmas vagueando sem espaços definidos nem missões inteligíveis e uma abundância de passes e mais passes para o lado e para trás numa enjoativa estratégia de coisa nenhuma a que ele chamava, todo contente, «posse de bola».
Dilecto membro da escola de treinadores portugueses que se batem pelo resultado e não pelo jogo, que preferem as estatísticas aos riscos da vitória, mestres de um futebol inspirado no xadrez, feito de contenção, cautelas e espreita de uma oportunidade bastante, Paulo Fonseca, tal como o seu antecessor, teme, por natureza, os jogadores que desequilibram, que rompem e rasgam, que se estão nas tintas para aqueles laboriosos esquemas cheios de setinhas e linhas de progressão que os adjuntos lhes mostram antes de os deixar ir a jogo, como se de uma ciência oculta se tratasse. Nunca mais me hei-de esquecer de que foi graças àquilo a que Vítor Pereira, num momento de honestidade involuntária, chamou a «irresponsabilidade de Kelvin» que o FC Porto ganhou o último campeonato ao Benfica. Se, ao minuto 92 do jogo do Dragão, o jovem extremo portista se tem lembrado de cumprir as instruções constantes do esquema que lhe foi apresentado quando, em desespero de causa, Vítor Pereira o mandou a jogo, em lugar de resolver romper por ali adiante, tirando um adversário da frente e rematando cruza do a 30 metros de distância, jamais teríamos visto Jesus de joelhos.
Contando com o jogo com o Braga, Carlos Eduardo vai em três exibições consecutivas de encher o olho, jogando permanentemente para a frente, com os olhos postos na jogada seguinte e sempre com um sorrido de miúdo que se diverte a jogar. Cobra livres e cantos na perfeição (mas estes apenas do lado esquerdo do ataque, como é próprio de um jogador dextro, coisa que Paulo Fonseca ainda não conseguiu perceber). Jogando numa equipa como o FC Porto, ele assimilou um estatuto que o seu treinador ainda não realizou: a obrigação de jogar para o golo, jogar para ganhar, desde o primeiro ao último minuto. E, por isso, esta «fábrica de bom futebol», como lhe chamou Luís Freitas Lobo, não apenas empurra toda a equipa para a frente, abrindo espaços e inventando linhas, como aparece até a finalizar de meia distância, conforme compete a um médio ofensivo. Scolari, que logicamente nunca tinha ouvido falar dele e que foi ao Dragão ver o Fernando, parece que saiu de lá com a pulga atrás da orelha, depois de ver Carlos Eduardo.
Obviamente, com Paulo Fonseca, nada disto chegaria para garantir que o rapaz tinha o seu futuro assegurado como titular da equipa. É típico dos treinadores da escola dele exigirem tudo e sempre dos grandes jogadores, ao passo que aceitam que os jogadores banais prossigam eternamente a sua banalidade. (Desta vez, e já por misericórdia, nem vou revelar a estatística do desempenho de Varela, no jogo contra o Olhanense. Direi apenas que, num jogo em que a equipa esteve sempre ao ataque e fez quatro golos, ele, além de um golo inacreditavelmente falhado na cara do guarda-redes, em nada contribuiu para o caudal ofensivo da equipa. E, quando digo nada, é nada mesmo. Estatisticamente). Mas, voltando ao destino de Carlos Eduardo, direi que Juan Quintero, um talento de excepção, também começou assim, resolvendo logo dois jogos de entrada a Paulo Fonseca. Porém, na primeira oportunidade e aproveitando até uma lesão passageira do colombiano, Paulo Fonseca encostou-o logo às boxes, para dar o lugar ao Defour, o tipo de jogador de que ele gosta. Só que, desta vez, já seria demais: creio que até Pinto da Costa se sentiria obrigado a meter-se ao barulho, evitando que o treinador que escolheu continue a aniquilar todos os talentos que lhe puseram nas mãos e a desbaratar os investimentos feitos em jogadores como Iturbe ou Quintero — que, passados uns meses, já só querem é ir-se embora, e com toda a razão. Quem prefere Defour, Josué, Varela e Licá, não merece o Iturbe, o Atsu, o Quintero, o Carlos Eduardo. Mas, depois de ter enxovalhado o símbolo do clube numa participação má de mais na Liga dos Campeões, depois de conseguir que o Sporting, que só tem dois jogadores bons, se bata de igual para igual contra um plantel de 100 milhões, eu quero acreditar que a condescendência para com a cultura Paços de Ferreira de Paulo Fonseca tenha, finalmente, chegado ao fim. A tempo de, pelo menos, salvar a pele ao Carlos Eduardo e, talvez assim, devolver os espectadores às bancadas do Dragão.
2- É sabido que o FC Porto parece ter assumido já uma maldição em relação à Taça da Liga, o único troféu português que continua a escapar-lhe. De tal forma que todos os anos os treinadores hesitam entre apostar em pôr termo à maldição ou assumi-la, desvalorizando a participação nela e assim, por antecipação, desvalorizando também novo falhanço. Há quem agradeça esta última opção, a começar por Jorge Jesus, que, à conta da Taça da Liga, se pode gabar dos troféus conquistados e assim justificar os quatro milhões de euros que recebe anualmente do Benfica...para conquistar Taças da Liga.
Paulo Fonseca parece ter optado também por entregar à partida esta nova edição da Taça da liga. Só assim se compreende que tenha dado quatro dias de férias de Natal aos seus jogadores, sabendo que muitos deles viajarão para a América do Sul e, após dois voos de longo curso em quatro dias, regressarão a 27 para jogar em Alvalade a 29. Há dois anos, a Liga de Clubes também resolveu marcar o Benfica-Porto que iria decidir o título para dois dias depois de vários jogadores portistas terem jogado em diversas partes do mundo pelas suas selecções. Mas isso foi uma jogada pensada, que o FC Porto denunciou e reclamou, em vão. Também é conhecida a forma como o FC Porto deu a volta a essa jogada de bastidores, em especial no que tocou ao seu jogador mais importante, na altura: James Rodriguéz. James terminou um jogo pela Colômbia, em Miami, à meia-noite da véspera do jogo; foi metido num avião particular que chegou a Lisboa ao fim da manhã do dia do jogo e foi posto a dormir toda a tarde no Hotel Aleis; André Villas Boas levou o para o banco e, a meia-hora do fim, soltou-o; James marcou um golo e assistiu o outro; o FC Porto ganhou e foi campeão em pleno Estádio da Luz, com as luzes desligadas e a rega ligada. Foi das maiores lições e dos maiores enxovalhos que o anti-desportivismo alguma vez levou entre nós.
Mas agora é diferente: agora e o FC Porto que renuncia à partida a tudo fazer para vencer em Alvalade.
3- Às 8 da manhã de domingo, a TSF abre o seu noticiário com a notícia de que Bruno de Carvalho diz ter vergonha de pertencer ao mundo do futebol português. E eu sinto vergonha do jornalismo que se faz. É que a primeira vergonha é fácil de resolver: se o presidente do Sporting tem vergonha de estar no mundo do futebol, o remédio é simples, é sair. O problema é que, como todos sabemos, ele não tem outro mundo nem existiria sem este. Mas a segunda vergonha - a vergonha de abrir um noticiário como uma notícia destas, na manhã seguinte à tragédia ocorrida poucas horas antes, com seis pescadores desportivos mortos nas areias da Capacarica essa é bem mais difícil de apagar.
in abola
A pressão para o colocar em campo, admitiu o treinador argentino, é "cada vez maior", mas Pekerman, tal como Paulo Fonseca no FC Porto, não se cansa de pedir calma no lançamento de um jogador que ainda está a dar os primeiros passos ao mais alto nível:
"Entendo a ansiedade que as pessoas têm em pedir Quintero, é uma grande pressão e se eu fosse adepto faria o mesmo (risos). No entanto, a responsabilidade a este nível é muito grande e as pessoas nem sempre percebem isso. Os jogadores são muito queridos quando jogam bem, mas quando fazem um jogo mau todos se esquecem deles e até os assobiam", afirmou José Pekerman.
O experiente selecionador colombiano fez questão de voltar a colocar um travão na euforia instalada à volta do reforço portista numa espécie de repetição da retórica utilizada por Paulo Fonseca durante as últimas semanas:
"Por vezes, as pessoas ficam pacientes e pensam que este tipo de jogadores podem solucionar tudo. Em primeiro lugar devem ganhar maturidade. Ele está na seleção pela sua importância e qualidade mas nesta fase somará os minutos que forem possíveis", referiu.
"É um jogador com um grande talento e que está a começar a escrever a sua história rodeado de outros grandes jogadores",concluí
in ojogo umdiadestes