Este é dos tais jogadores que nunca me agradou. Eu sei que é jovem, com margem para progressão, mas eu vejo-o sempre como um Romeu mais novo. É bem emprestado.
Vou tentar exprimir tudo o que me vai na alma portista... "FAZEM FALTA PESSOAS COM LIBERDADE PARA DIZER O QUE PENSAM." Rui Madeira




Não deixa de ser curioso que os três melhores jogadores estrangeiros que jamais passaram pelos três grandes fossem todos africanos e que nunca tenham tido seguidores da sua nacionalidade e ao seu nível nesses clubes: o Benfica nunca mais encontrou um moçambicano como Eusébio, o Sporting nunca mais encontrou um maliano como esse fabuloso Salif Keita e o FC Porto nunca mais encontrou no Magrebe uma sombra que fosse do fantástico Rabat Madjer.
ATRIBUI-SE a José Maria Pedroto a célebre frase de que se um brasileiro numa equipa de futebol é bom e dois é aceitável, três já é uma escola de samba.
O que a frase pretende simbolizar é que os futebolistas brasileiros têm tanto de bons, tecnicamente, como de maus, disciplinarmente. Juntem-se três ou mais brasileiros numa equipa europeia e imediatamente abranda o ritmo de jogo em campo, facilita-se o ambiente disciplinar no balneário e forma-se um «grupo parlamentar» à parte, que vai pôr em causa o bom funcionamento da maioria de governo e encher de cabelos brancos treinadores e dirigentes. É claro que há excepções e algumas bem notáveis. Há casos de jogadores brasileiros, ao longo de gerações, que se adaptaram a Portugal de tal maneira que ficaram como referência eterna dos clubes por onde passaram, quer em termos de classe futebolística quer em termos de profissionalismo e dedicação ao clube.
Nas gerações mais recentes o caso mais impressionante é o de Aloísio, que, depois de ter comandado com uma classe incomparável a defesa do FC Porto durante mais de 10 anos, jogando até aos 37, por cá ficou, ligado ao clube, já lá vão mais de três anos. Mas as excepções confirmam a regra e não será por acaso que não encontramos nenhum grande clube europeu que tenha ao seu serviço simultaneamente mais de dois, excepcionalmente três, jogadores brasileiros.
Os clubes espanhóis, também por afinidades culturais, preferem reforçar-se no mercado espanhol-americano, o que também acontece em parte com italianos relativamente à Argentina. Os alemães preferem pesquisar nos mercados de Leste, e os ingleses, franceses, belgas e nórdicos no mercado africano. E há também quem recorra a mercados emergentes, como o norte-americano, o coreano ou australiano.
Não é o caso português: entre nós, os brasileiros levam a quota de leão no mercado das importações, fazendo de Portugal, de longe, o maior importador de futebolistas brasileiros. Benfica, Sporting e FC Porto têm, todos eles, duas escolas de samba ao serviço da equipa principal, para além de alguns outros que andam pelas equipas B ou emprestados a outros emblemas.
E não são só os três grandes: da Liga de Honra às Distritais há centenas de jogadores brasileiros ao serviço dos clubes portugueses. Em muitos casos, a maior tarefa de dirigentes de clubes completamente obscuros é a viagem anual que fazem ao Brasil para ir buscar «reforços» para o treinador. O excesso de concentração no mercado brasileiro tem, aliás, prejudicado em muito um trabalho mais sério, mais difícil e porventura mais profícuo, que seria o da prospecção de outros mercados, como o sul-americano e, em especial, o africano.
Não deixa de ser curioso que os três melhores jogadores estrangeiros que jamais passaram pelos três grandes fossem todos africanos e que nunca tenham tido seguidores da sua nacionalidade e ao seu nível nesses clubes: o Benfica nunca mais encontrou um moçambicano como Eusébio, o Sporting nunca mais encontrou um maliano como esse fabuloso Salif Keita e o FC Porto nunca mais encontrou no Magrebe uma sombra que fosse do fantástico Rabat Madjer.
Não encontraram, isto é, nem sequer procuraram. Descansar no mercado brasileiro é mais cómodo, mais fácil e ao alcance de todos. Alguns factores objectivos contribuem, decerto, para isso, mas outros relevam apenas da preguiça ou dos interesses instalados. Temos, em primeiro lugar, a língua, que, sem dúvida é um factor que ajuda à integração mais rápida dos brasileiros. Mas não apenas a eles: como a generalidade dos nossos dirigentes, treinadores e «empresários» não falam outra língua que não o português, o Brasil é o único local que lhes permite falar de negócios sem medo de não perceberem o que se diz e combina. E é muito mais agradável viajar em negócios para o Brasil do que viajar para o Mali, a Argélia, o Peru ou a Bulgária. Temos, depois, a abundância de bons jogadores no mercado brasileiro, o que faz com que os seus preços sejam ainda relativamente baratos, embora já não o eldorado de tempos antigos. É possível, no Brasil, comprar, por um terço do que custaria um jogador português, um brasileiro que cá se revela a estrela da companhia.
Mas também sucede o contrário: pagar uma fortuna por alguém que lá é uma estrela e cá joga a ritmo de samba, pouco disposto para a maior combatividade do futebol europeu. O caso paradigmático é Roger, que acaba de regressar para a sua terceira tentativa no Benfica, onde apenas tem sido uma caríssima decepção. E Diego, do FC Porto, tanto lhe pode seguir as pisadas como, pelo contrário, meditar no exemplo do Deco, que, também ele, esteve à beira de se perder mas que acabou por ser o que é (entre outras coisas, o jogador que mais correu durante um jogo da Liga dos Campeões do ano passado—em Manchester, segundo um estudo da UEFA).
Neste talvez excessivamente prolongado defeso natalício, estas considerações vêm a propósito dos problemas que Sporting e F.C. Porto têm vivido com os seus brasileiros. Vale a pena meditar no que lhes tem acontecido e pensar friamente se as vantagens dos jogadores brasileiros valem os inconvenientes. Neste defeso, o Sporting viuse obrigado a fazer um «cut-loss», como dizem os economistas, e a livrar-se do Tinga — uma grande aposta que não se cumpriu. Ao mesmo tempo, e depois de ter visto o Liedson dar toda a ideia de ter forçado o quinto amarelo em Guimarães, para se pôr de fora do jogo contra o Benfica e prolongar as férias no Brasil, vive agora o suspense de todos os dias esperar que ele se digne aparecer pela Academia de Alcochete.
Mas, porque, de facto, o «Liedson resolve», o Sporting, não só não se envergonhou de recorrer a um expediente tão-pouco desportivista como o da antecipação do jogo com o Pampilhosa para queimar a suspensão do Liedson, como, inevitavelmente, terá de engolir segunda vez o orgulho e colocá-lo em campo contra o Benfica, nem que ele desembarque na manhã do jogo. E, dê-se o caso de ele marcar mais um golo decisivo, e tudo estará perdoado—como era perdoado ao Jardel, que, do alto do seu extraordinário estatuto de jogador que valia 40 golos por época, era praticamente inimputável a nível disciplinar.
No FC Porto as férias natalícias dos brasileiros foram ainda mais escandalosas. Excepção feita ao Luís Fabiano, que depois de passar dois meses a descansar de uma lesão contraída ao serviço da selecção brasileira e dois jogos a descansar em offside ao serviço do clube, e ao Leandro, que já tinha passado mais de um mês de férias no Brasil, depois de contratado directamente para a mesa de operações, e que agora vai passar mais uns tempos a «ganhar ritmo competitivo», ninguém mais apareceu ao trabalho quando o deveria ter feito. E se o Carlos Alberto teve mais férias porque ninguém sabe o que fazer ao seu imenso talento, se os novatos Diego e Pepe já era de esperar que não voltassem antes do réveillon, se o Maciel apenas confirmou a sua falta de profissionalismo, já o atraso do Derlei só pode ser tido como sinal dos tempos e exemplo prático dos malefícios da tal segunda escola de samba, esta época instalada no Dragão.
Anuncia-se que o FC Porto vai pôr todos de castigo no próximo jogo contra o Rio Ave, o que é uma forma de manter a face e dar o exemplo ao balneário, mas que não deixa de ser, também e prioritariamente, um castigo ao próprio clube que, sem o esquadrão brasileiro, arrisca terceira derrota caseira para o campeonato. O dilema não é fácil de resolver: o clube tem de fazer alguma coisa, sob pena de aquilo descambar na anarquia. Também não se pode prejudicar a si próprio e não pode igualmente alienar desde logo a motivação de jogadores que são miúdos de 19 e 20 anos e que, por mais bem pagos que sejam, não podem ter ainda maturidade para perceber todas as implicações de um estatuto de profissional de alta competição e resistirem, como se não fossem humanos, a todas as tentações que os seus verdes anos, o dinheiro e o prestígio de que dispõem e as oportunidades que lhes surgem tornam quase impossível contornar. Para mais, estão longe da pátria e da família, era Natal e ano novo, lá é Verão, faz calor e samba, e cá é frio, triste e longe. Por mais que se fuja à questão, só a língua os une a nós e só o dinheiro os prende aos clubes. A questão é de fundo e estes episódios natalícios devem levar a reflectir se é boa política para os clubes portugueses continuarem a investir, cega e exclusivamente, no mercado brasileiro.



estes por lá andaram....
vai pô-los na linha...
Um colega de uma ML chegou às seguintes conclusões sobre a antecipação do jogo da Taça de Portugal entre o Sporting e o Pampilhosa para dia 4 de Janeiro.
- Já tinham sido alugados uma série de autocarros para a deslocação a Lisboa… quem é que vai suportar a despesa? Certo! O Sporting...
- Já tinham sido feitos cachecóis com a data inicial do jogo (13 de Janeiro) … quem é que vai suportar a despesa? Certo! O Sporting...
- Foram alugados novos autocarros para dia 4 de Janeiro… quem é que vai suportar a despesa? Certo! O Sporting...
- Foram mandados fazer novos cachecóis com a nova data (4 de Janeiro) … quem é que vai suportar a despesa? Certo! O Sporting...
- Sabem de que clube é simpatizante e sócio o actual presidente do Pampilhosa? Certo. Do Sporting...
- Para finalizar, quanto é que o Pampilhosa recebeu para antecipar o jogo? Eu dou uma ajuda. É um valor que tem a seguinte formatação: ?0.000,00 €…
Estou ansioso pela próxima entrevista do Trapatonni, pois estou a adorar os seus comentários sobre o polémico lance no último Benfica-Porto, pois em entrevista recente disse que a bola afinal tinha entrado 30cm!!!! Isto é uma evolução porque numa entrevista anterior tinha dito que estava dentro 80cm !!!!!
Com esta margem de progressão, a próxima entrevista será para confirmar em definitivo que a bola não entrou em 20cm !!! ehehe
Vou deixar para outro post, as afirmações que Trapattoni têm feito...está a candidatar-se ao despedimento, pois a lampionagem não pode com tamanhas verdades.!!!
Fim de ano é época de balanços. Fazem-se balanços para a frente, fazem-se balanços para trás, fazem-se balanços para um lado e para o outro e acaba por ser natural que depois de tantos balanços algumas almas mais sensíveis percam o equilíbrio.
Há os que ficam enjoados, os que ficam ainda mais tontos do que é costume e os que acumulam esses sintomas com uma natural dificuldade em engolir.
Não é um fenómeno recente mas há, por exemplo, quem tenha uma dificuldade tremenda em engolir o sucesso que o FC Porto alcançou na última temporada.
Ora, como é de todo impossível ignorar o facto dos portistas terem vencido o campeonato, a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental, como é impossível contornar o facto de 2004 ter sido um ano preenchido pelos triunfos do FC Porto há quem faça verdadeiras proezas de contorcionísmo verbal para evitar pronunciar o nome proibido nos respectivos balanços.
Em vez disso diz-se que foi "uma equipa portuguesa" a ganhar a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental. Uma equipa portuguesa, nem mais.
Qual? O Sporting da Covilhã? O Benfica de Castelo Branco?
É melhor não dizer. Afinal, foram dois anos inteiros a digerir as vitórias do FC Porto com a ajuda de Kompensan e esta é uma época particularmente propícia ao pecado da gula e ninguém quer perder o apetite.
Foi uma equipa portuguesa que ganhou a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental. Podemos estar todos, sem excepções de raça, credo, religão e cor clubística, orgulhosos. Pelo menos tão orgulhosos como ficámos com o segundo lugar no Europeu depois de uma derrota contra a Grécia, provavelmente o finalista mais fraco de sempre na história dos Europeus de futebol.
E depois, por muito que algumas pessoas fiquem despenteadas de tanto enfiarem a cabeça na areia para não terem que ver o que está mesmo à frente dos olhos, todos sabemos o nome da equipa portuguesa que ganhou o campeonato, a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental.
Quero acreditar que Jorge Sampaio não vai terminar o seu mandato sem honrar aqueles que desportivamente mais orgulho nos deram
Termina o ano de 2004 e mais uma vez temos pouco a que nos agarrar para dizermos que foram doze meses em cheio.
Tal como aconteceu em 2003, no balanço de mais um ano, o FC Porto volta a estar, obrigatoriamente, no topo dos “eleitos” na escassez das “coisas” positivas que fizeram os portugueses sentir algum orgulho e esquecerem os dias cada vez mais difíceis.
Campeão Nacional, Campeão Europeu, Campeão do Mundo, noites inolvidáveis como a de Manchester, alavanca de uma selecção que estava à beira da tragédia grega quando demos o primeiro pontapé no Euro, o FC Porto voltou a demonstrar que é um oásis neste deserto de mediocridade e um exemplo para quem quer, de facto, preocupar-se em ser melhor, em vez de viver permanentemente na intriga, na mentira e no pântano da ignorância.
Não é que o futebol deva ser transformado numa actividade decisiva para um país. Na verdade, temos coisas que nos devem preocupar muito mais e merecer da parte de quem governa, e de quem tem responsabilidades de Estado neste país, uma atenção e uma dedicação mais intensa. Ainda assim não deixa de ser estranho que, chegados ao fim deste ano, o Presidente da República se tenha “esquecido” de homenagear o FC Porto.
Receber a selecção por ter conseguido um segundo lugar no Europeu, receber Luís Figo por causa de um livro e certamente pela importância que o jogador tem não são atitudes estranhas. Reconhecer o mérito fica sempre bem e serve de motivação a quem trabalhou para isso.
O que não se percebe é esta discriminação que todos os anos atinge os mesmos: no caso o FC Porto. São atitudes destas que nos levam a pensar que a regionalização faz falta. Para não nos tornarmos repetitivos, para não termos que estar sempre a “maçar”, com as mesmas queixas, quem manda.
Para que quem manda não tenha a obrigação de se preocupar com coisas que não gosta. Ainda que sejamos obrigados a ouvir de um Presidente, quando é eleito e a quente na noite da vitória, que a partir daquele momento passa a ser o presidente de todos os portugueses.
Estou em crer e quero acreditar que Jorge Sampaio não vai terminar o seu mandato sem cumprir uma obrigação: honrar aqueles que (desportivamente), durante o seu “reinado” em Belém, mais contribuíram para o fazer sentir orgulhoso de ocupar o mais alto cargo da Nação.
Ocorre-me pensar o que teria conseguido o FC Porto, nestes últimos três anos, se tem sido mandado a partir do governo ou da câmara do Porto. Se tivesse apostado tudo na participação em sessões partidárias do PSD, em entrevistas pedidas aos ministros ou em favores esperados da câmara
SE não tiver mudado de ideias à última hora, invocando «dificuldades de agenda», o primeiro-ministro Santana Lopes terá estado ontem ao fim da tarde no Porto, a condecorar o FC Porto pela sua recente conquista do título de campeão mundial de clubes.
É um acto de simples justiça que, julgo, ninguém se atreverá a contestar. Mas é também, obviamente, um acto de gestão política—matéria em que Santana Lopes é especialista. Por um lado, ao condecorar o FC Porto, ele antecipa-se e marca pontos relativamente a Jorge Sampaio — sempre tão pronto a condecorar e comover-se com supostos feitos desportivos mas a quem, estranhamente, as conquistas da Taça UEFA, dos títulos europeu e mundial, por parte do FC Porto, não mereceram um sorriso nem uma lágrima de comoção ou de orgulho patriótico. Por outro lado, e com eleições à vista, Santana Lopes tenta, comeste gesto, minimizar os estragos causados pela persistente guerra movida ao FC Porto pelo autoproclamado número 2 do partido e presidente da câmara do Porto, Rui Rio.
Rio, é claro, não terá estado presente nem se atreverá a abrir a boca para criticar este gesto do número 1: ele sabe também que há interesses eleitorais que, circunstancialmente, fazem remeter a um prudente silêncio mesmo alguém, como ele, que gosta de cultivar a imagem de um político diferente.
Rui Rio, também auto-designado campeão da luta contra a promiscuidade entre política e futebol, não é, aliás, virgem em matéria de silêncios convenientes.
De facto, só por má-fé ou má memória é que, volta e meia, aparece alguém a querer lembrar que Pinto da Costa desafiou Rio na pugna eleitoral do Porto e perdeu.
Basta consultar os jornais da época para constatar que não é verdade: ninguém desafiou ninguém.
Quanto a Pinto da Costa, limitou-se, por inércia, hábito e gratidão a um portista que sempre reconheceu o prestígio dado pelo clube à cidade, a apoiar nominalmente a impossível ressurreição autárquica de Fernando Gomes.
Já quanto a Rui Rio, limitou-se a deixar correr as coisas, evitando tudo o que pudesse alienar votos e, especialmente, evitando cuidadosamente insinuar o que quer que fosse que permitisse aos eleitores adivinhar o que viria a ser, depois, a sua sanha patológica contra o FC Porto.
Convém recordá-lo: foi só depois de se ter visto sentado no cadeirão da câmara que Rui Rio partiu em guerra contra o clube que, no dizer de Vítor Baía e no sentimento geral, se confunde quase com a cidade. Se o tem feito antes, durante a campanha eleitoral, teria revelado coragem e ninguém teria tido legitimidade para questionar a sinceridade das suas convicções na matéria. Só que teria também perdido a eleição. Porque o sabia, ele ficou calado. E, tendo ficado calado, transformou em oportunismo o que deveria ter sido coragem.
Agora, à boleia do Apito Dourado e sentindo o adversário fragilizado, Rui Rio achou que o momento era adequado para voltar à carga, antecipando-se mesmo a qualquer conclusão ou até acusação judicial, passando desde logo a incluir Pinto da Costa no rol dos criminosos do futebol, como Tapie ou Gil y Gil. Mas, assim que levou com a resposta de Pinto da Costa e onde mais lhe dói—a ameaça de o enfrentar a sério nas próximas autárquicas —, tratou logo de meter a viola ao saco. Fala quando se imagina forte, cala-se quando lhe parece prudente. É a tal forma diferente de estar na política.
De facto, a prudência mais que aconselha o presidente da câmara do Porto a estar calado. Em primeiro lugar porque o Apito Dourado ainda vai dar muito que falar e muito que rir: e talvez ria melhor quem rir no fim.
Em segundo lugar porque o dito apito começou, como todos se lembram, com suspeitas sobre o major Valentim Loureiro, e suspeitas essas que ultrapassam o âmbito meramente desportivo e remetem directamente para a tal promiscuidade entre política e futebol que ele (e eu) execra. E o major Valentim Loureiro, ao contrário de Pinto da Costa, nunca entrou no rol das figuras do futebol de quem Rui Rio achava higiénico manter-se afastado.
Pelo contrário, foram ambos e simultaneamente dirigentes do PSD, foram ambos e simultaneamente frequentadores do camarote de honra do Estádio do Bessa e foi graças ao apoio de Rio que Valentim ganhou a Junta Metropolitana do Porto. Sobra ainda o facto relevante de à roda das intenções do Boavista relativamente à urbanização dos terrenos do Bessa e às acessibilidades do próprio estádio se levantarem algumas dúvidas pertinentes e algumas notícias preocupantes que, a confirmarem-se, farão das supostas malfeitorias cometidas por Nuno Cardoso a favor do FC Porto e do Estádio do Dragão (razão invocada para a cruzada de Rio) um simples fait-divers administrativo. A ver vamos.
Mas a razão final que aconselha ao silêncio do presidente da câmara do Porto, sobretudo com eleições legislativas e autárquicas à porta, é a comparação daquilo que cada um fez, nestes três últimos anos, desde que Rui Rio chegou aos Paços do Concelho.
Que eu tenha visto (e tenho visto com atenção), nada de substancial mudou no Porto para melhor sob a presidência de Rui Rio. Pelo contrário, em muitos aspectos concretos só tenho visto a cidade piorar e tudo o que de bom foi feito é ainda obra de Fernando Gomes e, em menor parte, de Nuno Cardoso. Basta, aliás, lançar um olhar para o lado de lá do rio para perceber o quanto Gaia foi mudando para melhor, enquanto do lado do Rio a única coisa que se vê, à vista desarmada, é mais e mais urbanizações, pior trânsito e uma cidade que parece estagnada e resignada à falta de ideias e de projectos.
E o que fez, comparativamente, o adversário de Rui Rio nestes três anos?
Fez apenas isto: foi duas vezes campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal e Supertaça, conquistou a Taça UEFA, foi campeão da Europa e campeão do Mundo, levando o nome do clube e o da cidade aos quatro cantos do planeta, é campeão nacional em título de futebol, hóquei, andebol, basquetebol e natação e mantém centenas de atletas em actividade, todos os dias e em vários pontos da cidade e de Gaia.
Mais: demoliu um estádio velho e construiu um novo, que é por muitos considerado o estádio mais bonito do Mundo e é hoje um ex-líbris da cidade e uma referência da arquitectura portuguesa contemporânea, e, apesar da tenaz oposição do presidente da câmara em exercício, conseguiu acabá-lo a tempo de servir de abertura ao Campeonato Europeu de futebol.
Para além disso, o Estádio do Dragão é o único caso, entre todos os estádios construídos para o Euro- 2004, que não apenas não prejudicou a cidade como contribuiu decisivamente para a reabilitação e requalificação de toda a zona envolvente, criando uma nova centralidade periférica na cidade, pensada e planeada como raras vezes o são as urbanizações novas.
Por ironia do destino, a obra tão atacada por Rui Rio, alvo de todas as suas suspeitas e obstruções, é a única que, no decorrer do seu mandato, ficará a assinalar um momento de visão, planeamento integrado e qualidade arquitectónica na cidade do Porto. E não só não foi feita por ele mas contra ele.
A verdade remanescente é esta:
-Rui Rio faz quanto pode para que notem que despreza o FC Porto;
-o FC Porto não precisa de fazer nada para desprezar Rui Rio.
-O clube fez obra, Rio não fez nada.
-O clube, que tirou o nome da cidade, prestigiou-o e levou-o ao Mundo inteiro.
-E a Rui Rio, se alguém o conhece, é tão-somente por ser o autarca que odeia o clube que prestigia e representa a cidade que ele chefia administrativamente.
Estas reflexões ocorrem-me no momento em que alguns, como o presidente do Sporting, clamam abertamente pela ingerência do poder político no futebol.
Ocorre-me pensar o que teria conseguido o FC Porto, nestes últimos três anos, se tem sido mandado a partir do governo ou da câmara do Porto. Se tivesse apostado tudo na participação em sessões partidárias do PSD, em entrevistas pedidas aos ministros ou em favores esperados da câmara.
Não tenho dúvidas quanto à resposta: seguramente, não teria sido campeão nacional e muito menos campeão europeu e mundial. E não teria acabado a tempo o Estádio do Dragão ou, se o tivesse feito, teria gasto três vezes mais do que o orçamentado— como sucedeu com o estádio de Braga e todos aqueles que foram pagos, não pelos clubes, mas pelos contribuintes. É isso que deve matar de inveja o número 2 do partido.
Mais uma casa do CAMPEÃO DO MUNDO, CAMPEÃO DA EUROPA que vai ser inaugurada. Sempre a crescer!!!
Pinto da Costa devia ser um nome, mas é um número. Se o nome nem sequer tem direito ao benefício da dúvida - e já há vinte anos não tinha -, o número não dá hipótese de contestação. O que aqui fica diante dos olhos de toda a gente ultrapassa em muito o Inferno de Dante que nos tem sido contado em fascículos por Dias da Cunha e tantos outros livres pensadores antes, durante e atrás dele.
Se o sistema explica os campeonatos ganhos, explicará também a Taça UEFA, a Liga dos Campeões, as quatro finais europeias?
E se for a razão desses êxitos, justificará aqueles dos infantis, juvenis e juniores?
Seria pedir muito que esclarecesse ainda a hegemonia no hóquei em patins, nascida do zero absoluto?
Caso esclareça, servirá de fundamento para os triunfos do FC Porto no hóquei em patins internacional, que são muitos?
Para o domínio mais recente no andebol?
No básquete, pelo menos, com toda a certeza. E a provar que o sistema é anfíbio, que outro segredo poderia haver para a natação?
Ainda bem que não precisamos de um exército de árbitros extraterrestres, nascidos como ervilhas em vagens descomunais, para explicar estas duas últimas décadas do desporto português. O sistema é mais razoável. Pinto da Costa será como diz a mitologia, um mestre do crime, cujos tentáculos se estendem por todas as áreas e dimensões, mas convenhamos que um mestre do crime genial, um megacampeão dos mestres do crime.
Isto, claro, se fosse bem educado chamar criminoso às pessoas, mesmo tendo bons indícios de que esta dirige um exército de árbitros-ervilha, vindos da constelação de Centauro em terrinas voadoras para dar ao FC Porto o domínio do Mundo. E, quem sabe, da Avenida dos Aliados.


1- Os tempos são de louvor e confiança. A justiça funciona, totalmente alheia a motivações ou pressões de ordem política ou afim. O facto de os acontecimentos surgirem em determinadas conjunturas não passa de mera coincidência. Tudo corre conforme à tramitação normal dos processos, independente das inclinações e preferências dos responsáveis. Quem vir o contrário ou é vesgo ou cego ou então mal-intencionado. Espero que o leitor não vá por aí e seja lúcido e inteligente. Comunguemos do espírito da quadra natalícia; sejamos pessoas puras, ingénuas e de boa-fé!
2- Como se sabe, o marquês de Pombal-talvez o mais esclarecido governante da nossa história - não era pessoa para ceder a ameaças e chantagens. Conta-se que, certa feita, o embaixador de Espanha o terá ameaçado com a invasão do nosso país. O firme e sábio Sebastião José de Carvalho e Melo respondeu, sereno e de pronto, que isso não o fazia recuar nas suas posições, porquanto um homem em sua casa vale tanto que, mesmo depois de morto, são precisos quatro para o levar. Foi mais ou menos assim que o dragão respondeu à bazófia de gente do Chelsea. E não será de outra maneira que reagirá a todas as tentativas de o apoucar e subestimar. Aos que sofrem de amnésia é bom lembrar que aquilo que não mata nos torna mais fortes. Foi sempre deste jeito que nos erguemos em todas as quedas e delas arrancámos em direcção ao alto. Como se viu no Japão. Não é uma qualquer contrariedade que nos arrefece o ânimo e tolhe os passos. Nos nossos hábitos não se inscreve o da cobardia, nem o da ingratidão e deslealdade. Foram muitos anos, dias e noites a entoar cânticos, a plantar sorrisos e a colher sonhos, a dizer aos nossos filhos e netos que o Porto ganhou. A ensinar que o azul não é uma cor mas a tonalidade ideal da mistura de todas as cores. Isso não se varreu da nossa memória, nem na nossa consciência grata e obrigada secou o nome do seu obreiro. Da nossa boca e do nosso coração só podem ser esperadas palavras e gestos de solidariedade. No resto seremos mudos. Aos fracos convém recordar que Roma não paga a traidores.
3- Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras para a casa do vizinho.
Já se sabe que não é este o caso da instituição. Nela tudo é e sempre foi limpo, correcto e transparente. Não há perdões, mais ou menos encapotados, de dívidas fiscais. Não há negociatas ou promiscuidades político-partidárias. Não há favores e arranjos autárquicos na construção do estádio. Nunca ganha com erros (que palavra tão cândida!) dos árbitros. Não, não há nada disso ou de parecido. A instituição é um monte de alvura e claridade, donde irradia o fogo de regeneração do sistema, das organizações e das mentalidades. A instituição é um exemplo das mais altas virtudes e das mais nobres e rectas condutas. Nela arde uma fogueira, mais quente e voraz
que a da Inquisição, para queimar a peste das almas perdidas. A instituição é a chama moral da hora que passa. Acabaram a hipocrisia e a falsidade.
4- Há muita, mesmo muita gente envolvida na política (e até em altos cargos) que não sabe a história de Portugal. Não sabe a epopeia lusitana, os seus feitos e autores, nem os lugares por onde ela se derramou. São também muitos os pretensos políticos que não conhecem sequer a geografia do País. São igualmente muitos os que não fizeram nada de palpável em qualquer área profissional e não exibem nada de substancial no plano das ideias. Saltam directamente das fraldas para a política; sobem nela à custa de compadrio e carreirismo, de fretes e colagens, e não por vocação, formação, convicção e competência. É este o baixo perfil de muita gente que enxameia lugares cimeiros e fulcrais da administração. Não me vou meter em juízos acerca dos seus gostos e carácter mas sempre direi que nunca pensei que fosse possível um país como o nosso, tão conservador em termos de ética e moral, cair nas mãos de figuras tão desviadas do estereótipo tradicional. Que proposta ou visão de Portugal poderemos esperar desta gente? Que noção de governo do País ou de responsabilidade pública é que ela tem para oferecer? É duro dizê-lo mas não podemos esperar nada de positivo de personagens marcados pela aridez de princípios e ideias. Esta gente não tem qualquer sentido de missão; é seca de paixões e emoções patrióticas; move-se em função de interesses. Na sua consciência não cabem preocupações e obrigações em relação ao bem comum, nem abertura à alteridade. Sim, muitas figuras de proa esquecem que o bem-estar individual e o geral são conciliáveis, que a felicidade pessoal implica a dos outros. Falam do Natal e dizem-se cristãos mas calam as razões da vinda de Jesus e a mensagem dos evangelhos que Ele deixou. Para eles o outro e o diferente não existem. Os pobres são cada vez mais pobres e ignorados; só contam como eleitores manipuláveis e alienáveis.
Com tal gente não há futuro. Aos que fazem este jornal e aos que o lêem,incluindo as suas famílias, desejo um santo e feliz Natal.
Eu não sei como vai acabar esta novela, se vêm ou não para o benfica, mas estou a gostar muito...
Robinho jamais iria para o Benfica
Robinho regressou ontem aos relvados e festejou a conquista do título brasileiro pelo Santos Wagner Ribeiro, empresário de Robinho, que ontem se sagrou campeão
brasileiro pelo Santos, garante que o avançado não vem para o Benfica porque é bom de mais para os ‘encarnados’.
"Sem querer desmerecer o Benfica, o Robinho é ‘top’ e vai querer o melhor. É um jogador para o Real Madrid, o Manchester United, o Arsenal ou a Juventus. Jamais o Robinho iria para o Benfica”afirmou Ribeiro à edição ‘on-line’ do jornal ‘Folha de São Paulo’.

recambiados para a equipa B. O primeiro viu um amarelo estúpido, para não ir à Madeira e o segundo brinca mais do que aquilo que joga.
Deve ter sido a Prenda de Natal do Lucílio Calabote Baptista.
...e segundo o insuspeito JC mais um penáltezinho por marcar a favor do FCPORTO...mas isso agora não interessa nada!!!
VS