Exactissimamente
Há 22 horas
Vou tentar exprimir tudo o que me vai na alma portista... "FAZEM FALTA PESSOAS COM LIBERDADE PARA DIZER O QUE PENSAM." Rui Madeira
À pergunta sobre por que têm os políticos falta de vontade para combater a corrupção, Luís de Sousa presidente da associação cívica Transparência e Integridade (TIAC), responde: «Essa é a pergunta de um milhão de dólares». A corrupção é uma das «doenças» da sociedade portuguesa e os dados mostram que estamos cada vez pior, não fosse Portugal um país onde toda a gente sabe que «toda a gente pratica a cunha». Um mal enraizado que não é o mais grave. «O pior é a corrupção política, sistémica, tolerada».
No ranking do Índice de Perceção da Corrupção da «Transparency International»>conhecido esta quarta-feira, Portugal, com 63 pontos, está em 33º lugar. Na mesma posição encontram-se o Butão e Porto Rico. Numa análise aos países da União Europeia (UE), Portugal surge em 15º lugar, tendo abaixo apenas alguns países de leste, Grécia, Itália e Malta. Em 2002, há 10 anos, Portugal ocupava o 25ºlugar, oito posições acima do lugar atual. Mas não é apenas aqui que perdemos pontos.
«O índice corrupção não pode ser visto isoladamente, Portugal caiu 18 lugares na competitividade. Estávamos em 27º, agora em 45º», alerta o responsável que admite que os «dados são alarmantes» e atribui as culpas, «à imprevisibilidade fiscal, ao favoritismo, à burocracia, ao deficiente acesso à informação».
A principal recomendação do relatório para Portugal consiste na elaboração de uma «estratégia global de combate à corrupção», ou seja, numa «vontade política» de não só colocar as leis que o país já tem a funcionar, como melhorar outras, nomeadamente, a proteção ao denunciante. «Portugal tem um fraco enquadramento legal neste aspeto e cria a ilusão de que oferece proteção, quando na realidade não protege», explica.
Falhas num sistema que parece bater sempre na mesma porta: a do poder. «A falta de vontade política traduz-se, por exemplo, no financiamento das campanhas. É escandaloso que quando se pede tanto esforço aos portugueses que os partidos não façam essa contenção. Com as autárquicas é o desgoverno total», acusa.
Luís de Sousa não se coíbe em falar na «bandalheira da despesa pública» e na vergonha das «negociatas» escondidas ao eleitor, referindo-se, por exemplo, as negociações sobre as PPP em que os níveis de transparência são muito deficitários. Um acesso à informação que em muitos casos é inexistente e que condiciona não só a opinião pública como também a credibilidade do país. «O discurso de que os eleitores decidem nas urnas não é válido. Há uma assimetria no acesso à informação. O eleitor não faz ideia das negociatas, nem as entidades fiscalizadoras muitas vezes conseguem as informações», afirma.
Se a falta de vontade política é um dos problemas chaves do combate à corrupção em Portugal, a «ineficácia da justiça» é o outro. O presidente da TIAC, afirma que as conclusões do relatório são «a péssima reposta da Justiça» à corrupção. O documento sustenta as dificuldades que as diversas entidades têm na articulação ao combate, assim como a falta de meios e pessoal especializado em crimes financeiros.
«A explosão de casos que envolvem políticos é vergonhoso», lembra, referindo-se também aos longos casos judiciais que apesar de em alguns terem ocorrido condenações, não existirem ainda prisões, como o caso de Isaltino Morais.
Portugal é o país dos grandes casos mediáticos que nunca chegam ao fim, mas também o país da cunha. «Toda a gente pratica a cunha. Há a pequena luva, há a cunha para o emprego que hoje tem mais relevância, mas todos têm que fazer o seu trabalho no combate», lembra.
Questionado sobre as diferenças entre os países que lideram o índice da corrupção como mais limpos e Portugal, Luís de Sousa explica: «Lá há muita contenção na despesa pública, você não vê farras e jantaradas no enceramento de campanhas. Olhe, são honestos a gerir o dinheiro público». 2012
Vídeos | Onde é que tu estavas do 25 de Abril de 74? pic.twitter.com/qrN0doX1TT— Geringonça (@_geringonca) December 10, 2018
"o jogo não valeu um corno...fomos medíocres até dizer chega...era um dos últimos classificados da Liga...a conversa do excesso de aplicação do adversário é patética...mais patética se pensarmos que é um dérbi...onde há sempre energias extras pelo orgulho... pode-se criticar alguma dureza...mas vi muita gente histérica logo desde o minuto inicial desde os bancos que nunca deu tranquilidade a ninguém...e já vi lá coisas muito piores...e também não nos pudemos queixar do relvado...da aplicação adversária sempre que não jogámos um corno...e parece que está a tornar-se moda..."
Sobre a expulsão, o técnico diz ter sido devido aos aplausos que fez aos seus jogadores, e aproveitou para deixar muitas críticas à arbitragem e alguns pedidos.
"Fui expulso porque estava a gostar tanto da minha equipa, que aplaudi e de que maneira a forma como eles estavam a jogar, continuei a fazê-lo e mesmo quando árbitro marcou o penálti, aplaudi os meus jogadores, fui até meio do campo aplaudir. O quarto árbitro não gostou dos aplausos e talvez o árbitro e o quarto árbitro podiam estar aqui a dizer porque fui expulso. Se não posso aplaudir a minha equipa...", começou por dizer.
"São sempre os mesmos a dar a cara. É penálti? É penálti, eu vi o lance. Mas o jogador do Sporting quando cabeceia já está em queda. Se há contacto? Há. Se é para marcar contactos, então é. Mas porque é que aos 15 minutos não marcaram penálti contra o Nildo? Depois dizem que sou contra vocês, mas não sou. Vi os lances na TV, nunca passou a imagem do Nildo aos 15 minutos. Pois o lance do Sporting estiveram meia hora, aos 15 minutos há um lance sobre o Nildo que podia dar penálti porque é penálti. Aos 45' há contra o Amilton. Fala-se de intensidade? Então no do Sporting há e no do Amilton não?", atirou sobre os vários lances duvidosos de alegadas grandes penalidades.
Já sobre o VAR, lamentou que ainda não tenha sido justo para o Aves e falou em "futebol da hipocrisia": "Vocês andam no futebol, eu também, na semana passada perdemos 3-2 porque o VAR decidiu, o VAR está lá para decidir e foi justo a forma como abordou. Mas aos dois minutos há um lance que decide ao contrário. Então para que é o VAR? Grande penalidade no jogo passado, não há VAR. Ainda não tive uma decisão do VAR a meu favor, quero eu dizer, que tivesse justiça. "Ene", "ene" de situações. O VAR é para todos ou só para alguns? Como hoje. Lance do Nildo, lance do Amilton, são para ser ajuizados pelo VAR, como foi o do Sporting. Continuamos a ter o nosso futebol da hipocrisia. Todos os dias falamos das mesmas coisas".
Em jeito de conclusão, José Mota fez um pedido e afirmou, convicto, que o Aves estava "a ser melhor do que o Sporting" e que ganhava o jogo caso os lances tivessem sido bem ajuizados. "Vocês sabem o que é ser treinador de um clube pequeno? Tenho pena de estar aqui a dizer, porque amanhã estão vocês a ajuizar na vossa poltrona 'Este gajo é mesmo...'. Fui expulso porquê? Porque bati palmas? Por aplaudir os meus jogadores? Foi num lance do Sporting, não gostou? Também não gostei que tivessem marcado penálti. Peço a Deus, vocês por favor ponham termo neste tipo de situações. São sempre os mesmos. O VAR veio para quê? Dar transparência? Estamos todos a lutar pelos mesmos objetivos".
"A minha equipa portou-se muito bem, mas quando são melhores que os grandes, neste caso do que o Sporting, há sempre qualquer coisa. Porque estávamos a ser melhores que o Sporting. Ganhávamos este jogo, tenho quase a certeza. Se o árbitro assinalasse o penálti sobre o Nildo, tinham de certeza um Aves a mostrar como se joga futebol. Depois é muito fácil expulsar o treinador".
🚨ATENÇÃO, AS IMAGENS QUE SE SEGUEM PODEM FERIR A SENSIBILIDADE DOS ESPECTADORES🚨— Insónias em Carvão (@insoniascarvao) December 10, 2018
Jogador do Sporting ferido gravemente em acidente rodoviário pic.twitter.com/UFdkol1RJJ

