terça-feira, novembro 14, 2006

GATO FEDORENTO NO CANAL BENFICA

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DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE CLUBE.

É um dos programas da grelha de António Pedro Vasconcelos


O panorama audiovisual português vai de mal a pior. O telelixo tomou conta dos ecrãs e, como não há nada mau que não possa ficar ainda pior, vem aí a televisão do Benfica. Sei de fonte segura (Dias Ferreira) que este canal será gerido pela SIC e que agitou o mundo da publicidade. Os grandes patrocinadores ficaram eufóricos, nomeadamente os vinhos Camillo Alves e Teobar e cerca de 25 comerciantes da contrafacção da Feira do Relógio.


Estúdio Vieira

A programação será para todas as idades, excepto durante as intervenções de José Veiga, altura em que aparecerá uma bolinha vermelha. Os estúdios vão funcionar no armazém de pneus recauchutados de Filipe Vieira.

APV

O director de programas da TV Benfica, António Pedro Vasconcelos, já pôs Francisco Penim, Nuno Santos e José Eduardo Moniz a tremer. Vasconcelos prometeu que, em menos de um ano, vai ser líder de audiência, despedir Scolari e arrebatar o Óscar para melhor Filme Estrangeiro.

Grelha

Fonte bem segura (Dias Ferreira) fez-me chegar às mãos a grelha para a primeira semana de emissões, que pode ser consultada ao fundo da página. Parece ter acção, romance, sexo, lesões graves, telefonemas para árbitros e mistério.

Cabeçada

Bruno Alves disse ontem, mostrando ter realmente nervos de aço, que «Katsouranis é um profissional leal». Ou seja, por ir contra a linha oficial do clube, o central portista está de malas aviadas para o Standard Liège.

«Guiness»

Entretanto, os provincianos da capital estão todos inchados porque entraram para o Guiness como o clube do mundo com mais sócios. Como nós dizemos no Conselho Leonino, trata-se de uma proeza tão interessante como outras de que este livro trata. Por exemplo: ter os maiores pêlos nas orelhas, o maior espeto para marisco ou a abóbora mais pesada do mundo. Ou melhor ainda: o inglês Ken Edwards que ingeriu 36 baratas num minuto. Parece que é sócio do Benfica.


Esta semana na TV benfica


Terça-feira

15h - Diz Que É Uma Espécie de Clube (História do Benfica pelo Gato Fedorento)

16h - Boletim clínico de Rui Costa

20h - Telejornal com apresentação de João Querido Manha

22h - O Dia Seguinte  - Com Fernando Seara, taxista Jorge Máximo e Leonor Pinhão. Programa de debate moderado por João Querido Manha e com entradas inesperadas de Filipe Vieira


Quarta-feira

15h - Presidente Vieira e Vítor Pereira escolhem os árbitros da jornada  - Directo

16h - Boletim clínico de Rui Costa

18h - Malucos do Riso  - Os melhores frangos de Moretto, Moreira e Quim

21h - Jura - telenovela com todas as promessas eleitorais por cumprir de Filipe Vieira

23h50 - Mantorras entra nos últimos 10 minutos de emissão


Quinta-feira

16h - Boletim clínico de Rui Costa

17h - Na Tasca com os Tachos  - Programa de culinária apresentado pelo Barbas

19h - Directo do Seixal - Insulto semanal de José Veiga a Pinto da Costa

21h - Floribella - Com Kikin Fonseca e Nuno Gomes nos principais papéis

22h - Noite de Cinema: O Massacre - Katsouranis, Van Damme e Petit num filme de grande acção e extrema violência


Sexta-feira

15h - SLB Vida Selvagem - rituais de acasalamento no mundo animal com as águias Vitória, Glorioso, com o milhafre e José Veiga

16h - Boletim clínico de Rui Costa

19h - Preço Certo - Concurso em que vários clube europeus tentam comprar Simão

21h - Aqui Não Há Quem Viva - Série que retrata o quotidiano do departamento médico do clube


Sábado

16h - Boletim clínico de Rui Costa

19h - Serviço de Urgência - mantenha-se actualizado sobre as últimas lesões do clube

21h - Doce Fugitivo - Série dramática sobre o jovem Manuel Fernandes e a sua fuga para Inglaterra para escapar ao departamento médico do Benfica

23h - CSI Luz - Uma equipa de cientistas investiga os cadáveres e estropiados do monstro Rodolfo Moura


Domingo

9h - Missa Dominical em directo da Catedral da Cerveja acolitada por Fernando Santos

16h - Boletim clínico de Rui Costa

19h - Hora de Baco - Reunião mensal dos corpos sociais do clube

20h - Jornal de Domingo - Apresentado por Leonor Pinhão

2h - Televendas: Beto, Alcides, Marco Ferreira, Diego, João Coimbra e Moreira



( Retirado de uma fonte supercredivel no que respeita a lampiões: o jornal Abola)

Os pensadores do futebol

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Os pensadores do futebol

Bem-vindos sejam, pois, o Jorge Valdano, o Paulo Sousa e todos aqueles que, porque insistem em pensar, nos ajudam a pensar também e fazem de nós «pseudo-intelectuais». No futebol, como em tudo o resto


PAULO SOUSA já ontem aqui o escreveu e eu subscrevo: a chegada de Jorge Valdano como colunista de A BOLA é uma grande aquisição deste jornal e, para mim pessoalmente, uma honra tê-lo como companheiro de escrita. De há muito que sigo, mais ou menos regularmente, as suas crónicas sobre futebol e também acho que ninguém escreve como ele, reunindo em si duas qualidades raras: a experiência do futebol vivido por dentro, como jogador, treinador e director desportivo, e a capacidade de abstracção e reflexão vista de fora.

Justamente, e como dizia também Paulo Sousa, Valdano é um bom exemplo da capacidade de observação e reflexão que o futebol de hoje exige a todos: jogadores, treinadores, comentadores. Longe vai o tempo em que os jogadores se poderiam dividir simplesmente entre bons e maus, conforme a sua técnica e a sua força. Longe vai o tempo em que a um génio inato e autodidacta, como Eusébio, bastava apenas soltar o seu instinto e o seu génio para fazer toda a diferença. O verdadeiro génio dos tempos modernos é um jogador como o infortunado Anderson (por isso mesmo infortunado...), que pensa e executa em movimento e que, tal como os grandes jogadores de bilhar, quando está a executar uma tacada, já está a pensar na seguinte.

Hoje, o futebol, quer jogado, quer ensinado, quer pensado, exige essa outra qualidade, cada vez mais decisiva: a inteligência na leitura do jogo, do seu fluxo, do seu movimento. Como escreveu ontem Paulo Sousa, se ele chegou ao topo não foi por ser capaz de fintar três adversários numa cabina telefónica (como Valdano escreveu sobre Futre), ou por ser capaz de correr os 90 minutos sem parar. Foi porque teve a lucidez suficiente para perceber que o futebol requer inteligência de jogo e que essa se aprende ouvindo, lendo, observando, reflectindo. Aliás, e perdoem-me mais um elogio à gente desta casa, mas as próprias crónicas de Paulo Sousa (que leio sempre com imenso prazer e utilidade) reflectem a continuação dessa mesma atitude que o caracterizou como jogador e onde o conhecimento por dentro do futebol se alia ao seu estudo e observação visto de fora. E não é por acaso, certamente, que ainda há tempos, ouvindo na televisão os comentários a um jogo, feitos por um jogador ainda no activo — Rui Costa — pude constatar igualmente que a mesma inteligência que o distinguiu sempre como jogador continua a acompanhá-lo quando, esporadicamente, o vemos no papel de observador.

E lembrei-me de tudo isto também a propósito dos comentários de outro ex-jogador e ex-treinador, João Alves. Alves foi um grande jogador, mas no tempo em que o ritmo e a dinâmica do futebol eram diferentes e ele tinha tempo e espaço para o seu futebol, o que hoje não aconteceria. Mas Alves foi também um treinador fracassado e dá-me ideia, a avaliar pelo seu desabafo contra os «pseudo-intelectuais» que falam sobre futebol, que ele não percebeu as razões do seu fracasso. Devo dizer, em primeiro lugar e com o devido respeito, que sempre que oiço o discurso depreciativo contra os «intelectuais», sei que estou em presença de alguém que acha que a ignorância é uma virtude e que na vida, seja em que actividade for, é possível progredir e ter sucesso sem se dar ao trabalho de ler alguns livros, aprender algumas coisas com os outros e reflectir de vez em quando. Faz-me sempre lembrar a frase do general Newton Cruz, expoente larvar da antiga ditadura militar brasileira: «Quando oiço alguém falar de cultura, apetece-me puxar da pistola!» Também constato que, de cada vez que alguém quer diminuir o valor da cultura ou inteligência alheia, trata-a por «pseudo-intelectual». Parece assim que para esta gente nunca ninguém é suficientemente credível para merecer simplesmente a classificação de «intelectual»: todos os que sabem mais do que eles ou pensam melhor do que eles, não passam de «pseudo-intelectuais». O que será, para eles, pergunto-me, um verdadeiro «intelectual» — alguém que leu mais de mil livros, viu mais de 500 filmes, visitou mais de 50 museus?

Esta fobia de alguma gente do nosso futebol à presença em cena de «pseudo-intelectuais» discorrendo sobre futebol não é apenas um reflexo corporativo de treinadores fracassados ou comentadores encartados defendendo o seu feudo. É um verdadeiro instinto de medo, de autoprotecção. Que alguém possa ver da bancada mais e melhor do que eles vêem sentados lá em baixo, que alguém possa explicar que o futebol é um jogo simples de entender e não uma ciência oculta de conhecimento reservado a quem faz aqueles cursozecos de Verão, que alguém possa gozar e usar de uma liberdade de pensamento e de opinião que a eles, por interesses envolvidos com as partes envolvidas no jogo, lhes está vedada ou não é exercida, seguramente mete-lhes medo. O seu estatuto ficará certamente em perigo no dia em que a Sport TV, por exemplo, perceber que não basta ser treinador no desemprego para se ser capaz de saber comentar um jogo de futebol na televisão (há quem o faça bem e comedidamente, como Rui Águas, e há quem só seja suportável com o som desligado...).

O futebol moderno está carregado de exemplos de grandes jogadores que foram treinadores falhados e, inversamente, de jogadores sem história que se tornaram grandes treinadores: Arsène Wenger, Alex Ferguson, José Mourinho. De novo, o que fez a diferença não foi o conhecimento empírico sobre os meandros do futebol, mas a capacidade de aplicar a inteligência e a reflexão à estratégia escolhida para triunfar. Aliás, quando penso em alguns treinadores que vi actuar — desde logo, o exemplo que mais me vem à cabeça é José Mourinho — é impressionante constatar como quase sempre as suas opções e variações — tácticas, estratégicas e de jogadores — coincidem com o diagnóstico da bancada. É claro que por vezes discordamos e muitas vezes sem razão, pois escapam-nos dados de conhecimento que eles têm sobre o estado físico ou anímico de determinado jogador, sobre os pontos fortes e fracos do adversário, sobre o critério disciplinar do árbitro, etc. Mas, ao contrário do que alguns treinadores encartados pensam, da bancada vê-se muito bem o jogo e não é raro ouvir opiniões fundamentadas e inteligentes ou verificar que há um largo consenso de opiniões, que deriva daquilo que é fácil de ver a olho nu, sem necessidade daquele palavreado oco sobre as «compensações», a «equipa compacta e coerente» e outros chavões que tais. Mas nunca vi a bancada tomar por génio um banal caceteiro ou tomar por dispensável um desequilibrador. E constantemente vejo treinadores a fazer isso.

Bem-vindos sejam, pois, o Jorge Valdano, o Paulo Sousa e todos aqueles que, porque insistem em pensar, nos ajudam a pensar também e fazem de nós «pseudo-intelectuais». No futebol, como em tudo o resto.





sábado, novembro 11, 2006

Quanto pior...melhor me pagam...





Vá lá perceber isto...A fazer uma época fraquíssima....com contrato até 2010...renova-se o contrato mais 1 anito, até 2011!!! e ainda aumentam o ordenado!! Só percebo isto se estiver próximo da saída...

sexta-feira, novembro 10, 2006

...mais um ano...



Com tranquilidade...jogam com tranquilidade...trabalham bem com tranquilidade...fazem bem as coisas com tranquilidade...excelentes resultados com tranquilidade...muitos golos com tranquilidade...logo, renovação com tranquilidade...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Momento Off-topic

“Plasmawall” no Dragão


(imagems do www.fcporto.ws e algures por aí:-))

"Plasmawall" no Dragão

A sala de Imprensa do FC Porto, no Estádio do Dragão, tem instalado o maior PlasmaWall do País, com tecnologia Dead Zone Free – sem zonas mortas nas junções dos plasmas. O equipamento, com a dimensão de 4x3, incorpora um conjunto de 12 plasmas de 42 polegadas, formando uma única superfície. Localizado atrás da mesa de conferências de Imprensa, será o novo suporte de publicidade dinâmico, que vai substituir o tradicional painel de publicidade estática. Com a nova tecnologia, o FC Porto pode alterar e actualizar “online”, a qualquer momento, os conteúdos que pretende difundir.


Olha que boa ideia...dá para meter umas mensagens engraçadas quando o orelhas traficante lampião ou o penhorado Veiga lá forem falar :-))) Eles que são tão sensíveis aos insultos dos adeptos do FCP... é ver o anedótico comunicado da lampionagem...é de ir às lágrimas...Dizem eles que são muitos sensiveis aos cânticos e frases:

" SLB, SLB, SLB, FILHOS DA PUTA, SLB, FILHOS DA PUTA SLB", ou

" EM CADA LAMPIÃO HÁ UM CABRÃO"

" VEIGA FILHO DA PUTA"



Quais destes cânticos são falsos? Não compreendo...Para mais vindo de exemplos de juganços com a classe do Traficante de Droga e do Jose penhorado Veiga...

9ª Jornada: SETÚBAL 0 - FCPORTO 3

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E vão mais 3...Tivesse Jesualdo o marketing da tal escola holandesa que por aqui passou e ninguem parava de falar na veia goleadora, do futebol ofensivo do FCPORTO...assim é tudo normal...é aos 3 de cada vez...

Álvaro Costa no Ojogo:

"Tem a ver com aspectos psicológicos"

P- Como se explica o reaparecimento de Hélder Postiga?

R - Pode ser do ar das Caxinas, por estar a viver de novo em casa. Acho que o Co Adriaanse deu cabo da cabeça a alguns jogadores, entre eles o Hélder Postiga. Sofreu bastante com o holandês voador. Ora, o Postiga é daqueles jogadores que precisa de ser acarinhado, mais ainda depois de dois ou três anos complicados, em que não conseguiu afirmar-se. Para além da recuperação psicológica, o reaparecimento também tem a ver com os excelentes alas que a equipa tem, como o Quaresma e o Lisandro. Estou convencido de que ainda pode ser um jogador fantástico.

"Com Jesualdo o futebol é mais português"

P - O facto de o FC Porto ter saído de um ciclo complicado de jogos com resultados positivos tornam-no o candidato mais forte ao título?

R - Esta época a competição entre os três grandes vai ser renhida e não há para já um favorito. É claro que o FC Porto ficou com alguma vantagem depois dos resultados nos clássicos, mas o campeonato ganha-se com as equipas pequenas. Depois de uma pré-época desastrosa, com um novo treinador antes do início do campeonato e um plantel à imagem de Adriaanse, a equipa melhorou bastante. Com Jesualdo o futebol é mais português. O FC Porto tem uma matriz de jogo que passa de geração em geração e o Jesualdo interpreta bem essa ideia. Com Jesualdo é mais caldo verde.



MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 6 golos (conto com o golo roubado pela Liga)
QUARESMA 4 golos
LUCHO 2 golos
LISANDRO 2 golos
ADRIANO 1 golo
RAÚL MEIRELES 1 golo
CECH 1 golo
TARIK 1 golo
BRUNO MORAES 1 golo

INDISCIPLINA:

PAULO ASSUNÇÃO 4 amarelos
PEPE 2 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
QUARESMA 2 amarelos
LUCHO 2 amarelos
LISANDRO 2 amarelos
FUCÍLE 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BRUNO ALVES 1 amarelo
JORGINHO 1 amarelo
DIOGO VALENTE 1 amarelo


ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores
FCPORTO-MARÍTIMO: 33 023 espectadores
FCPORTO-BENFICA: 50 223 espectadores

MODALIDADES

ANDEBOL
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1ª Jornada: FCPORTO 24 - Ginásio do Sul 23
2ª Jornada: ISAVE 22 - FCPORTO 33
3ª Jornada: FCPORTO 26 - Vitória de Setúbal 24
4ª Jornada: Sp. Horta 17 - FCPORTO 30
5ª Jornada: FCPORTO 23 - Sporting 22
6ª Jornada: Sp. Espinho 23 - FCPORTO 31
7ª Jornada: Folgou
8ª Jornada: FCPORTO 26 - Belenenses 27

CLASSIFICAÇÃO

1º ABC 24
2º Madeira ACF 22
3º Belenenses 22
4º FCPorto 19 ( - 1 jogo)

HOQUEI EM PATINS
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1ª FASE

1ª Jornada: FCPORTO 4 - Juventude de Viana 1
2ª Jornada: Oliveirense 2 - FCPORTO 4
3ª Jornada: FC Porto 4 - Candelária 2
4ª Jornada: Física 3 - FCPORTO 4
5ª Jornada: FCPORTO 6 - Paço de Arcos 3
6ª Jornada: H. Sintra 2 - FCPORTO 3

CLASSIFICAÇÃO

1º FC Porto 18
2º Oliveirense 15
3º Benfica 13


ELIMINATÓRIA DE APURAMENTO PARA FASE DE GRUPOS DA LIGA DOS CAMPEÕES

1ªmão: FC Porto 6 - La Vendéenne 1


BASQUETEBOL
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1ª FASE

1ª Jornada: Folgou
2ª Jornada: FCPORTO 82 - CAB Madeira 64
3ª Jornada: Lusitânia 73 - FCPORTO 84
4ª Jornada: FCPORTO 71 - Benfica 68

CLASSIFICAÇÃO

1º FC Porto 100% (-1 jogo)
2º Ovarense 100% (-1 jogo)
3º Benfica 75%

FUTEBOL JOVEM

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JUNIORES A

ZONA NORTE

10ª Jornada:Académica 0 - FC Porto 2

1º FC Porto 25
2ª Académica 21
3ª Boavista 20 (-1jogo)


JUNIORES B

SÉRIE B

7ª Jornada: U.Coimbra 1 - FCPORTO 1

1º FCPORTO 16
2º Boavista 16 +1 jogo
3º Leixões 13


JUNIORES C

SÉRIE B

8ª Jornada: Paços de Ferreira 2 - FC Porto 5

1º FC Porto 24
2º Feirense 24
3º Leixões 19

terça-feira, novembro 07, 2006

NÃO ACONTECEU NADA

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NÃO ACONTECEU NADA

Pelo que se tem visto ultimamente, e mesmo sem contar com Anderson, o FC Porto é, uma vez mais, o principal candidato ao título.




1- Passou mais de uma semana desde que Katsouranis partiu a perna a Anderson e lhe provocou uma ruptura de ligamentos do pé. Sim, já sei, vão dizer que foi sem querer, que entrou à bola, etc e tal. Que fosse: o facto é que, com dolo, com negligência ou sem culpa, partiu-lhe a perna e rompeu-lhe os ligamentos. Ou há dúvidas sobre isso?

Passou-se uma semana... e nada se passou. O Conselho de Disciplina da Liga (outrora tão rápido a suspender preventivamente jogadores do FC Porto, através dos célebres sumaríssimos), entendeu que o assunto não merecia sequer a abertura de um processo de inquérito ao jogador do Benfica— muito menos a sua suspensão preventiva, a sua condenação a alguns jogos de suspensão ou, no limite e como alguns espíritos ingénuos poderiam imaginar, a suspensão do jogador benfiquista até que o portista estivesse de volta ao campeonato — que, sem ele, ficou infinitamente mais pobre. Nem Katsouranis foi minimamente incomodado por aquela entrada, pelos vistos, banal, nem o impávido Lucílio Baptista viu a sua complacência questionada pelo Conselho de Arbitragem. Não fosse o pobre do Anderson ter sido operado, estar agora a sofrer com dores e ter pela frente apenas a perspectiva de um longo, incerto e doloroso processo de recuperação fisioterapêutico, e dir-se-ia que, de facto, nada se passou no Dragão, ao fatídico minuto 23 do jogo da semana passada. Lucílio Baptista foi renomeado para um jogo desta semana e Katsouranis tem até sido o jogador mais decisivo do Benfica: marcou o primeiro golo no Dragão, quando poderia estar já expulso, e marcou contra o Beira-Mar, quando poderia estar suspenso. Pelo contrário, se alguém ainda, dez dias depois, regressa ao assunto, é para dizer, muito a propósito, que já basta de falar nele. Mas quando um jogador do Beira-Mar tem uma entrada dura, mas infinitamente mais suave que a do Katsouranis, sobre o Miguelito, o público da Luz e os comentadores reclamam em uníssono a sua expulsão. Assim se vê a força do Benfica!

O que não iria por aí agora se, em lugar do Anderson, tem sido o Simão a sair do Dragão com uma perna partida e uma ruptura de ligamentos, depois de um corte «perfeitamente normal» de um jogador portista!

E se tivesse sido o terceiro jogador do Benfica a sair arrumado, no mínimo para um mês, após menos de meia hora de jogo contra o Porto, em três dos últimos quatro derbies?!

Entretanto, achei deliciosas as explicações avançadas pelos simpatizantes benfiquistas para justificarem a limpeza com que o melhor jogador do campeonato foi despachado para o hospital e para o estaleiro. Para além da entrada «perfeitamente normal e legal» do Katsouranis, houve dois outros argumentos invocados, qual deles o mais extraordinário. O primeiro, sustentava que o Anderson já tinha entrado em campo lesionado, pressupondo, portanto, que o Katsouranis não teve nada a ver com o assunto: foi o departamento médico do FC Porto que, por sugestão maquiavélica de Pinto da Costa, tinha mandado o miúdo para o campo com uma perna partida e uma ruptura de ligamentos... e ele foi! O segundo, aliás também veiculado no site oficial do Benfica, dizia que o Anderson havia regressado ao jogo após a entrada do Katsouranis (de facto, regressou, durante trinta segundos e a pé coxinho...) e que, no final, até havia festejado em campo a vitória. Logo... Logo, das duas uma: ou foi a tentativa de regresso e os festejos que lhe causaram fractura do perónio e ruptura de ligamentos, ou ele, realmente, não tinha nenhuma dessas lesões e foi operado, engessado e retirado dos relvados durante largos meses apenas para que o FC Porto se pudesse queixar da dureza do Benfica. Isto ouvi eu da boca de pessoas que tenho como inteligentes e intelectualmente honestas. Caramba, o que o futebol nos faz! Custa assim tanto reconhecer que o futebol não pode consentir jogadas daquelas, sob pena de se resumir a um jogo onde o talento tem de pagar tributo no hospital?

2- Com a mesma facilidade e o mesmo resultado, os três grandes da Liga dos Campeões desembaraçaram-se dos seus adversários domésticos, não acusando o cansaço que outras equipas da Champions acusaram neste fim-de-semana.

Domingo, na Luz, o Benfica fez uma boa e convincente exibição contra o Beira-Mar — além do mais, levantando uma questão que já aqui me coloquei: como se justifica que uma equipa que, ao fim de dez jornadas de campeonato, já tem mais seis jogos oficiais disputados que o seu adversário e que, a meio da semana teve um compromisso europeu de grande grau de exigência, apresente uma condição física infinitamente melhor que a outra? É que, se a qualidade técnica de uma equipe depende do talento dos seus jogadores e este depende da capacidade financeira do clube, já a preparação física, a mim, parece-me depender apenas do trabalho feito durante a semana. E aí não há diferenças justificáveis entre «grandes» e «pequenos».

Mas, além do mais, porque o jogo já estava ganho e a exibição tinha sido bem aceitável, pior se compreendem os assobios que o público da Luz reservou à entrada em campo de Mário Jardel. Será porque ele foi um extraordinário avançado que para sempre ficará ligado à história dos nossos campeonatos? Porque, depois de vários trambolhões na vida, tenta, com todo o brio e dignidade, regressar, aos 34 anos, ao jogo que o imortalizou? Ou será porque jogou nos rivais, Porto e Sporting e não jogou no Benfica? Mas, se é por isso, o público da Luz faria bem em lembrar-se que, se ele não jogou no Benfica, é porque Manuel Vilarinho — que ganhou as eleições a Vale e Azevedo acenando com um contrato assinado com Jardel — posteriormente não honrou o contrato, nem perante o Benfica, nem perante o próprio Jardel.

Em Alvalade, frente a um Braga que, não consigo perceber porquê, alguém inventou também como candidato ao título, o Sporting obteve mais uma vitória sem grande esforço nem talento. Não só o Braga se encarregou de entregar logo o jogo, em autogolos, antes mesmo de o Sporting ter feito um remate, como, no resto do tempo, a equipa de Carlos Carvalhal exibiu um futebol indigente.

Em Setúbal, finalmente, o FC Porto tratou de ganhar rápida e esclarecedoramente e o único verdadeiro obstáculo que enfrentou foi mais um árbitro complacente com entradas de arrepiar ás pernas dos jogadores azuis e brancos. E aí vão três vitórias consecutivas sem Anderson e o fim de um ciclo terrível ultrapassado com distinção. É um FC Porto a subir de forma e de convicção, com um ressuscitado Postiga, um Quaresma regressado aos grandes dias e um Lucho, enfim, a aproximar-se do que vale. E um treinador «normal», que não complica nem inventa. Este é, uma vez mais, o grande candidato ao título.

3- Depois de ter dado ao Benfica 15 milhões de euros, em troca da utilização do ridículo nome de Caixa Futebol Campus para o centro de estágios do Seixal (nome que, obviamente, ninguém utiliza), a Caixa Geral de Depósitos é agora suspeita de ter dado idêntica quantia pela utilização dos direitos de imagem do seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari. Parece que, lá pela Caixa, estarão muito contentinhos por terem vencido a «concorrência» e terem obtido o exclusivo da imagem do seleccionador. Mas eu temo que seja outro exemplo de investimento sem retorno publicitário adequado: é que, à força de emprestar a sua imagem para tudo e mais alguma coisa, os anúncios com Luiz Felipe Scolari já não conseguem interessar ninguém, apenas incomodar ou irritar as pessoas. Mas, enfim, cada um sabe de si e tudo estaria muito bem se a Caixa, ao mesmo tempo que nega o valor de 15 milhões avançado para o contrato com Scolari, não se negasse igualmente a dizer qual é, então, o valor acordado. Serei eu que estou desactualizado, ou a Caixa ainda é um banco 100% público e Portugal ainda é uma democracia, onde o destino dado aos dinheiros públicos não pode constituir segredo de Estado?




segunda-feira, novembro 06, 2006

Ratzinger só há um


(imagem digitalizada por mim do JN)

Joel Neto na revista JN:

PRESIDENCIAVEIS

Ratzinger só há um

José Veiga jamais será presidente do FC Porto. Dessa chuva pode ele tirar o cavalinho.

Os nomes desfilam. Agora são Jorge Costa, António Oliveira, Fernando Gomes. No passado foram Oscar Cruz, Pôncio Monteiro, Alexandre Pinto da Costa. No futuro hão-de ser Vítor Baía, Antero Henriques, Jorge Mendes. Não interessa. Pinto da Costa não vai sair da presidência do FC Porto enquanto for vivo - e procurar sucessores, sejam eles da oposição ou da própria posição, é para já um mero exercício de coleccionador. De todos os ditos pré-candidatos, porém, um está garantidamente posto de parte: José Veiga, actual director desportivo do Benfica e antigo presidente da Casa do FC Porto no Luxemburgo. Tido como candidato a candidato à sucessão de Pinto da Costa, o ex-agen-te geriu sempre mal o processo. Primeiro, zangou-se com o ídolo dos portistas. Depois, falidas as suas empresas, fez-se empregado do rival de Lisboa. Finalmente, festejou um golo do Benfica no Dragão com gestos obscenos que, sendo talvez dirigidos a Pinto da Costa, todos os adeptos do FC Porto entenderam como dirigidos ao clube ele próprio. Processá-lo por isso é uma tolice, claro. Recordá-lo no futuro, pelo contrario, é justo castigo. Foi sábado passado: acabou-se tudo para Veiga.

PINTO DA COSTA





A não perder...fotografias e histórias inéditas...com continuação na próxima semana na revista do semanário SOL...

JESUALDO supera ADRIAANSE


(imagem digitalizada por mim do JN)


No JN:

JESUALDO supera ADRIAANSE


Jesualdo Ferreira ganha a Co Adriaanse, no balanço feito à 8.ª jornada da liga portuguesa, mais os quatro jogos da Liga dos Campeões. Apesar do reconhecido, e na altura polémico, sentido ofensivo das equipas de Adriaanse, o F. C. Porto de Jesualdo leva a melhor, com mais pontos, mais vitórias, mais golos marcados e menos golos sofridos. Hélder Postiga, proscrito pelo holandês, é o melhor marcador do actual elenco.

À 8.ª jornada, Adriaanse era vice-líder (17 pontos), atrás do Braga (20 pontos). Jesualdo já lidera (19 pontos), com o segundo classificado, Sporting, a dois pontos, e tem a mais valia de ter derrotado o Benfica, no Dragão, por 3-2, ao passo que o holandês saiu derrotado, por 0-2.

Na Liga dos Campeões, em 2005/06, três derrotas (Glasgow Rangers e Inter de Milão, fora, Artmedia, em casa) e apenas uma vitória (Inter, no Dragão), pintavam o quadro de negro. O desaire com os eslovacos do Artmedia, 2-3, surpreendeu o mundo do futebol e constituiu uma humilhação. Decididamente, foi uma noite não para os portistas. Na presente temporada, o objectivo mínimo, a ida à Taça UEFA, já está garantido, e há mais pontos (e dinheiro) ganho, resultante dos triunfos frente ao Hamburgo e do empate com o CSKA de Moscovo.

Em número de golos, o F. C. Porto de Adriaanse sofria mais e marcava menos. Por isso, o holandês averbou menor número de vitórias (seis, contra as oito de Jesualdo) e mais derrotas. Por quatro vezes, Adriaanse não pontuou. O melhor saldo de Jesualdo tem os dois pontos negros nas saídas a Braga (1-2) e ao Arsenal, de Inglaterra (0-2).

No capítulo da finalização, a "escola holandesa" fica a perder. Agora não há McCarthy, nem Hugo Almeida, mas existe Postiga, recuperado por Jesualdo, e começa a aparecer Bruno Moraes. Estão contabilizados 25 golos, mais seis do que na era Adriaanse. Na Champions, o ataque portista é o melhor do Grupo G, com sete golos. Em 2005/06, à cabeça do top dos artilheiros surgia Hugo Almeida (quatro tentos), seguido por McCarthy e Pepe, ambos com dois remates certeiros. Esta época, mais recheada, há outros jogadores em evidência, a começar pelo renascido Postiga, com cinco golos, tantos como Lisandro. Ao Hamburgo, lá e cá, o argentino facturou por três vezes. O compatriota Lucho também está bem colocado foram quatro os tiros coroados de êxito. O mais recente, no AOL Arena, é digno de figurar nos compêndios da modalidade.

quinta-feira, novembro 02, 2006

LC: 4ª Jornada : HAMBURGO 1 - FCPORTO 3




Gostei muito. Dei por bem empregue os 9 dólares que paguei a uns russos para assistir online ao jogo...Só o golo de Lucho valeu isso...Muita entrega, golos fantásticos, personalidade...só houve uma tremideira quando os tipos reduziram ,logo após o nosso 2º golo que suspostamente seria da tranquilidade, mas depois mais uma vez Bruno Moraes sossegou as hostes...e nem precisámos que os adversários nos oferecessem dois golos:-)))

Este grupo está renhido como ó caraças, e o CSKA têm tido uma sorte desgraçada...esperemos que acabe no próximo jogo...Há aí muita gente contente porque já temos a UEFA garantida...eu não quero essa fruteira :-))) Ainda quero ir F**** os cornos do Mourinho :-)))) Estou a delirar!!!





Viram o "novo" adjunto do FCPORTO? Viram o Jesualdo Ferreira a trocar impressões quando ía fazer uma substituição?





"Se não comprarmos um bom avançado, continuaremos a jogar bonito e a perder"

Acabou o fantasma...

FUTEBOL JOVEM

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JUNIORES A

ZONA NORTE

9ª Jornada: FC Porto 1 - Sp. Braga 1

1º FC Porto 22
2ª Académica 21
3ª Boavista 17 (-1jogo)
4ª V. Guimarães 17

JUNIORES B

SÉRIE B

6ª Jornada: FCPORTO 2 - Repesenses 0

1º FCPORTO 15
2º Boavista 13 +1 jogo
3º Leixões 10


JUNIORES C

SÉRIE B

7ª Jornada: FC Porto 6 - Pasteleira 0

1º FC Porto 21
2º Feirense 21
3º Boavista 18

MODALIDADES

ANDEBOL
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1ª Jornada: FCPORTO 24 - Ginásio do Sul 23
2ª Jornada: ISAVE 22 - FCPORTO 33
3ª Jornada: FCPORTO 26 - Vitória de Setúbal 24
4ª Jornada: Sp. Horta 17 - FCPORTO 30
5ª Jornada: FCPORTO 23 - Sporting 22
6ª Jornada: Sp. Espinho 23 - FCPORTO 31

CLASSIFICAÇÃO

1º ABC 24
2º Madeira ACF 22
3º Belenenses 19 ( - 1 jogo)
4º FCPorto 18 ( - 2 jogos)

HOQUEI EM PATINS
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1ª FASE

1ª Jornada: FCPORTO 4 - Juventude de Viana 1
2ª Jornada: Oliveirense 2 - FCPORTO 4
3ª Jornada: FC Porto 4 - Candelária 2
4ª Jornada: Física 3 - FCPORTO 4
5ª Jornada: FCPORTO 6 - Paço de Arcos 3

CLASSIFICAÇÃO

1º FC Porto 15
2º Barcelos 11
3º Benfica 10
4º Portosantense 10


BASQUETEBOL
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1ª FASE

1ª Jornada: FCPORTO 82 - CAB Madeira 64

CLASSIFICAÇÃO

1º Benfica 4
2º Lusitânia 4
3º CAB Madeira 3
4º Ginásio 3
5º FC Porto 2 (-1 jogo)

terça-feira, outubro 31, 2006

CRIMES SEM CASTIGO?

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CRIMES SEM CASTIGO?

Dirigentes que passam a semana a acirrar os ódios, antes de enfrentar o adversário e que fazem gestos obscenos para o público; uma equipa que entra a jogar duro e feio até arrumar o melhor jogador adversário; e um árbitro que assiste, impávido. E tudo deve passar impune?


PEÇO desculpa ao Vítor Serpa e a todos os benfíquistas cuja opinião respeito, mas eu não posso concordar com o raciocínio que está subjacente ao editorial que ele ontem aqui assinou. Escreveu ele: «Era legítima a esperança que, terminado o jogo no Dragão, FC Porto e Benfíca não se envolveriam numa discussão que continuasse o destrambelho de toda a semana... seria do mais elementar bom senso dar o caso por encerrado... E, se ambos insistirem, ao menos que a Liga encontre «maneira de castigar os dois, pelo mal que andam a fazer ao futebol. »

Não poderia estar mais em desacordo: não era legítima a esperança que aquilo que de muito grave rodeou o FC Porto-Benfica de sábado morresse após o jogo; passar uma esponja sobre tudo o que aconteceu, não seria um sinal de bom-senso mas de impunidade; castigar ambos, não seria uma justiça salomónica, mas apenas hipócrita. Aconteceu que um dos lados passou a semana a insultar o outro; que uma das equipas entrou em jogo com uma atitude de intimidação e provocação a roçar a arruaça; um jogador de uma das equipas teve uma entrada de uma violência extrema sobre um adversário, arrumando-o para o jogo e para o futebol, durante os próximos meses, com graves prejuízos financeiros e desportivos para o seu clube; um dirigente de um dos clubes provocou o público com gestos obscenos; e um árbitro consentiu tudo o que viu numa atitude de vamos lá, que isto não tem importância. E tudo isto foi feito apenas por um dos lados em confronto: o Benfica.

É fácil dizer que o bom-senso mandaria encerrar o caso ou então castigar ambos por igual. Mas seria o mesmo que um ladrão assaltar uma casa, espancar o marido, violar a mulher, roubar as pratas e atemorizar os filhos e, à saída, dizer para o dono da casa: «Vamos por fim a isto e decretar tréguas». Talvez se possa achar de bom-senso não reagir, mas achar justo, isso é que, desculpem-me lá, só mesmo por temor reverenciai ao ladrão

Luís Filipe Vieira passou a semana a atacar, ofender e provocar o presidente do FC Porto e o clube. Na semana anterior, Pinto da Costa reagiu às provocações, mas na semana que passou, antecedendo o jogo, manteve-se em silêncio, não ajudando a contribuir para a criação de um clima de crispação e ódio entre ambos os clubes e os seus adeptos. Agora é fácil mandar calar os dois, mas teria sido mais útil e mais pedagógico ter mandado calar o presidente do Benfíca, quando ele era o único a acirrar ódios e destilar insultos. Sim, eu sei, que ele tinha uma eleição difícil na sexta-feira: candidato único, precisava de atrair as atenções para que alguém fosse votar e nada melhor para tal do que atacar o FC Porto — é uma receita clássica dos presidentes do Benfíca, raramente com sucesso, conforme o outrora muito idolatrado Vale e Azevedo demonstrou. Mas ninguém tem culpa que, no segundo maior clube do mundo, com 160.000 sócios, menos de 8.000, representando menos de 5%, se tenham dado ao trabalho de votar em Vieira, apesar das facilidades do voto electrónico, nas casas e etc. (Sócrates também era candidato único ao PS e votaram nele 25.000 dos 80.000 militantes registados)... Se a ideia de Vieira era arranjar problemas para si próprio, para depois se arvorar em vítima, não o conseguiu: pelo terceiro ano consecutivo, ele só pode reconhecer que esteve no camarote presidencial do Dragão «sem problema algum». Pergunto-me se o mesmo poderia dizer Pinto da Costa, se se arriscasse à experiência...

Na atitude habitual de comigo o puto vai sempre atrás, também o inacreditável José Veiga, (juntamente com Valentim Loureiro, um dos mais bem apanhados no Apito Dourado), veio chegar-se à conversa, tendo até o supremo desplante de falar no Apito Dourado. E acabou a fazer aquele eloquente gesto para o público do Dragão que Cristiano Ronaldo fez para o da Luz e que tanta popularidade lhe vale lá por aquelas bandas. Não adianta a Vieira falar em transparência, exigência, isto e aquilo: enquanto o seu José Veiga estiver no futebol, não há credibilização possível - nem para o que diz Vieira, nem para o Benfica, nem para o futebol.

Enfim, aquilo que mais interessa, o que verdadeiramente me dói e revolta. Os meus leitores sabem o quanto vinha elogiando, deslumbrado, o génio desse miúdo Anderson. Não apenas nem sobretudo, porque ele veste a camisola do meu clube, mas porque ele faz parte daquela rara categoria de jogadores que tornam o futebol um espectáculo incomparável, arrebatante, lindo. Quem passa à história e divulga o futebol são jogadores assim: é o Eusébio e não o Stiles, o Pele e não o Morais, o Cruyft e não o Nando, o Anderson e não o Katsouranis, o génio e não o seu carrasco.

Pois o miúdo acaba de ser arrumado — no mínimo por quatro meses, na realidade, hão-de ver, por uns seis. Foi arrumado, varrido dos estádios e do nosso deslumbramento, para que no seu lugar fiquem os caceteiros ou os jogadores medíocres, de que alguns treinadores tanto gostam. E porquê? Porque era bom de mais, reduzia à insignificância os que tinham que o marcar e perseguir. Porque o seu talento ofendia a mediocridade, desequilibrava as forças em campo, desesperava o facciosismo clubístico. Sem ele em jogo, os adversários podem até afectar um pesar de circunstância, mas, lá no fundo e no íntimo, esfregam as mãos de contentes: o adversário ficou mais fraco e os medíocres têm mais chances. E viva o futebol!

Há várias hipóteses para explicar aquela entrada para arrumar de Katsouranis. Premeditação, resultado de uma estratégia táctica? Não, sinceramente, não acredito, apesar da coincidência ser terrível: em três Benfica-Porto dos últimos dois anos e meio, foram arrumados, com entradas semelhantes, três jogadores do FC Porto que eram decisivos na altura — Diego (um mês de paragem), Lisandro (um mês e meio) e Anderson (três a seis meses). Mas, se calhar apenas e só pelo carácter de Fernando Santos, eu não acredito nesta sinistra hipótese.

Outra hipótese, a benevolente: foi sem querer. Também não acredito. Não foi sem querer. Não, não deu na bola (vejam a decomposição das imagens no Jogo de ontem). A entrada era escusada, a jogada passava-se na lateral do meio-campo, sem perigo para o Benfica, e nada justificava aquela violência, que, conforme o relatório médico, causou fractura grave do perónio por «traumatismo directo» (isto é, pela porrada directa na perna), rotura dos ligamentos do tornozelo e da membrana de ligação.

Resta portanto perceber o porquê daquela violência. A minha tese é que se tratou de uma atitude de violência induzida. Porque Anderson é um génio que dá cabo da cabeça a jogadores banais como o Katsouranis, porque o Benfica estava a perder por 2-0 aos 20 minutos e de cabeça perdida. Mas também pelo clima de incitamento ao ódio que toda a semana foi atiçado pelos dirigentes do Benfica. E é por isso que nem uns nem outros podem passar impunes, se é que alguém pretende verdadeiramente defender o futebol-espectáculo. É face aos casos concretos que se mede a seriedade das propagadas boas intenções. O Inferno está cheio delas.

Mas há outro protagonista desta vergonha pública que não pode passar impune: o Excelentíssimo Senhor Lucílio Baptista. Que ele seja, manifestamente, o mais incompetente dos árbitros portugueses e continua a ser chamado para os grandes jogos envolvendo o FC Porto, já é grave. Que, de há três ou quatro anos para cá, seja, de encomenda, nomeado para todos os derbys do FC Porto com o Sporting e o Benfica e sempre, sempre, prejudicando o FC Porto, e continuando a ser nomeado, é sintomático. Que seja um dos suspeitos do Apito Dourado e continue como uma eminência parda da nossa arbitragem, é chocante. Mas que assista de braços cruzados a duas entradas que arrumam com dois jogadores do FC Porto em dois jogos consecutivos contra o Benfica no Dragão, sem ao menos mostrar uma amarelo, isso já é mais do que grave: é insustentável para a integridade física dos jogadores. Este árbitro não respeita o espectáculo nem os jogadores. Que apite em Malta ou em Chipre, aqui não. Reconheço que este texto não tem, porventura, o bom-senso recomendável. Mas se o bom-senso é pactuar ou amochar perante o discurso grosso do Benfica, então que se lixe o bom-senso! Jogadores como o Anderson merecem que quem gosta de futebol os defenda. E não é só com lágrimas de carpideira.

Balanço

Jorge Maia no OJogo:


E eis-nos chegados ao fim do mês de Outubro, que afinal não foi tão vermelho como muitos esperavam e outros temiam. Com os dias a ficarem mais pequenos e o campeonato também, o FC Porto está na frente depois de ter defrontado Braga, Sporting e Benfica, os outros candidatos ao título, mesmo que uns sejam candidatos mais histéricos, perdão, históricos do que os outros. Dois pontos de vantagem sobre o Sporting pode parecer pouco e mesmo seis sobre o Benfica – que leva menos um jogo disputado – não é nada do outro mundo, mas o facto é que o FC Porto está na frente depois de ter jogado dois clássicos, após a sempre complicada visita a Braga e numa altura em que o Sporting, Benfica e os minhotos ainda não se cruzaram. E isso significa que antes de terminar a primeira volta, um, dois ou até os três rivais dos portistas na corrida ao título vão, inevitavelmente, perder pontos nos jogos que vão disputar entre si. Para além disso, a liderança do FC Porto é tanto mais de assinalar nesta fase do campeonato quanto prova que a transição entre Jesualdo Ferreira e Co Adriaanse, e entre as respectivas filosofias de jogos, foi feita sem danos de maior apesar de algumas, inevitáveis, oscilações de rendimento. De resto, considerando a vaga de lesões que tem varrido o plantel – algumas vezes nas barbas dos árbitros - e o facto de os compromissos das selecções terem deixado Jesualdo Ferreira sem matéria prima já por duas ocasiões – o que complica a introdução das mudanças no sistema de jogo idealizadas pelo treinador dos portistas – o facto de o campeão nacional liderar a classificação com o melhor ataque da prova e a segunda melhor defesa apesar de já ter defrontado os principais rivais é um facto digno de nota. Se, finalmente, considerarmos que o FC Porto já foi apitado duas vezes por Lucílio Baptista, aí então a liderança no campeonato surge aos olhos mais pios como um pequeno mas feliz milagre.

Veiga
Vá pelos seus dedos


Na mesma semana em que foram tornadas públicas – e não desmentidas - mais algumas gravações de chamadas realizadas por José Veiga para Pinto de Sousa a pedir determinados favores de um determinado árbitro para os jogos do Estoril, o agora responsável pelo futebol do Benfica festejou o segundo golo dos encarnados no Dragão dirigindo gestos obscenos para a bancada. Ficamos a saber de quem fala Luís Filipe Vieira quando diz que há dirigentes que estão a mais no futebol. Já agora, quando for embora, faça como naquele anúncio: vá pelos seus dedos.

domingo, outubro 29, 2006

FILHOS DA PUTA

CLIQUEM AQUI: LEIAM E ASSISTAM

8ª Jornada: FCPORTO 3 - BENFICA 2





Estava tão aterafado e distraído que só comecei a acompanhar o jogo a 5 minutos do intervalo, pois pensei que começaria às 20h30...e apanho logo o resultado em 2-0...a partir daí foi sempre a descer...Fiquei a saber que um jagunço lampião já tinha arrumado o Anderson, mas nada mais saboroso do que um golo nos descontos e especialmente por Bruno Moares,um puto que merece ser feliz. Parece que Lucho continua um lixo e que Hélder Postiga está a surpreender tudo e todos... Deixo a crónica de Francisco José Viegas no JN:


Um passo em frente,e bem feito

1. Jesualdo Ferreira pode pensar em melhorar as vitaminas que distribui aos seus jogadores; não seja sovina, dê-lhes a dose completa. A avaliar por este jogo, eles só estão a tomar metade do necessário. Durante toda a segunda parte, os jogadores do F. C. Porto comportaram-se como uma manada em pleno remanso, bovinamente interessada em manter uma vantagem periclitante. Aliás, a partir do minuto 45, todas as jogadas de perigo do Benfica nasceram de maus passes e de distracções infantis (eu ia a escrever "imbecis") dos portistas. Não havia jogada do F. C. Porto concluída com cabeça e compostura.

Ao minuto 89, lembram-se?, Cech sai da sua área e leva a bola até a entregar à defesa contrária. Não só ele; quase todos foram simpáticos com o Benfica Paulo Assunção, Pepe, Fucile, Lucho, Lisandro - todos fizeram passes magistrais para o campo do Benfica. Recomendo que se vejam os últimos jogos do FC Porto e se contabilize a quantidade de passes falhados e de brincadeiras de péssimo efeito praticadas no seu meio-campo. Eu contei. E não compreendo como a equipa pode abrandar daquela forma trágica na segunda parte, completamente negligente. Exemplo de negligência foi toda a série de passes que antecederam o primeiro golo do Benfica.

Dito isto, o Benfica poderia ter ganho o jogo pela boa segunda parte (em vinte minutos fatais, depois da entrada de Mantorras e de Fernando Santos ter mandado aquele papelinho para dentro do campo); o F. C. Porto podia ter ganho por quatro na primeira parte, antes de o grego ter abalroado Anderson. Para o F. C. Porto, é bem feito.

2. Ontem escrevi aqui que um jogo bem jogado e bem disputado seria uma boa lição aos selvagens que durante a semana tentaram estragar tudo. Levam que contar. Para eles é bem feito.

3. E é bem feito para o magnífico golo de Quaresma e para a movimentação que deu o golo de Postiga/Lisandro. E os dois golos do Benfica foram merecidos pela distracção bovina dos dragões. Bem feito.

4. Finalmente, o seguinte como portista gostei do golo de Bruno Moraes. Mário Filho, o grande criador do Maracanã, dizia que gostava dos triunfos da sua equipa por um único golo de vantagem. Apenas um - que fosse. Um golo solitário, marcado depois dos noventa, precedido de falta sobre o guarda-redes, em fora-de-jogo e, até, marcado com a mão. Bruno Moraes marcou no último minuto. Se me entendem, foi bem feito.




MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 5 golos
QUARESMA 3 golos
LUCHO 2 golos
ADRIANO 1 golo
RAÚL MEIRELES 1 golo
CECH 1 golo
LISANDRO 1 golo
TARIK 1 golo
BRUNO MORAES 1 golo

INDISCIPLINA:

PEPE 2 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
PAULO ASSUNÇÃO 3 amarelos
QUARESMA 2 amarelos
LUCHO 2 amarelos
LISANDRO 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BRUNO ALVES 1 amarelo
JORGINHO 1 amarelo
DIOGO VALENTE 1 amarelo
FUCÍLE 1 amarelo

ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores
FCPORTO-MARÍTIMO: 33 023 espectadores
FCPORTO-BENFICA: 50 223 espectadores

sexta-feira, outubro 27, 2006

SONDAGEM SURPREENDENTE

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Os provincianos da capital vão hoje a eleições.Uma mega-sondagem ditou resultados surpreendentes. Segundo o estudo, Luís Filipe Vieira terá de disputar uma segunda volta contra os votos nulos dos sócios que vão escrever o nome de Carlos Quaresma nos boletins de voto. Eis o quadro:

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(imagens da Abola)

quinta-feira, outubro 26, 2006

O VERDADEIRO PINÓQUIO

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No jornal "O CRIME " de hoje o VERDADEIRO PINÓQUIO...a resolução é o melhor que se pode arranjar...

CLICAR PARA VER MELHOR

(imagens digitalizadas por mim do jornal "O Crime")

Maior taxa de ocupação em Portugal



Maior taxa de ocupação em Portugal

O Dragão enche mais

As médias das assistências têm subido nos recintos dos três grandes, mas o estádio do FC Porto é o que deixa menos lugares vazios nos jogos do campeonato.

Como de costume, o Estádio do Dragão deve ter lotação esgotada para o clássico de depois de amanhã com o Benfica embora desta feita, e pela primeira vez desde a sua inauguração a 16 de Novembro de 2003, com as bancadas preenchidas exclusivamente com espectadores portistas. O Benfica deixou passar o prazo limite para o pedido de ingressos e o FC Porto revelou-se intransigente, negando-se a ceder qualquer bilhete ao clube encarnado. Apesar disso, e quando ainda faltam dois dias para o jogo, o Dragão está muito perto de esgotar, sendo que até agora os bilhetes foram vendidos exclusivamente a sócios portistas. Mas os clássicos não são os únicos jogos que fazem o Dragão encher semana sim, semana não até apresentar a taxa de ocupação mais elevada do campeonato português. Durante as três últimas temporadas, e considerando os estádios mais visitados do país, concretamente Dragão, Luz e Alvalade construídos de raiz para receber o Euro'2004, o recinto do FC Porto foi sempre aquele que registou a maior taxa de ocupação ou, por outras palavras, aquele em que houve menos lugares vazios em cada jogo para o campeoanto. Curiosamente, em 2004/05, ano em que o Benfica foi campeão, o Dragão registou mais espectadores que a Luz, posições que se inverteram na última temporada, quando foram os portistas a vencer o campeonato. Registe-se, contudo, que o FC Porto também registou mais espectadores em 2005/06 do que em 2004/05, mas o crescimento das assistências na Luz durante a última época foram assinaláveis. Na terceira posição, mas muito perto dos dois rivais históricos, fica o Sporting, com médias ligeiramente mais baixas. Diferenças claras, só mesmo na taxa de ocupação, sempre mais elevada no estádio dos portistas.




Lotações

Épocas

2004/05

FC Porto

Benfica

Sporting

Médias

35 922

34 935

30 237

Totais

610 682

593 902

514 033

taxa de ocupação

69,1%

53,8%

51,8%

2005/06

FC Porto

Benfica

Sporting

Médias

38 326

43 070

32 127

Totais

651 549

732 196

546 166

taxa de ocupação

73,7%

66,3%

61,8%

2006/07

FC Porto

Benfica

Sporting

Médias

34 725

31 558

34 343

Totais

104 174

94 674

137 372

taxa de ocupação

66,8%

48,6%

66,1%



Maiores enchentes

Épocas

2004/05

FC Porto

Benfica

Sporting

Lotação

50 218

64 000

49 032

Adversário

Benfica

Sporting

Benfica





2005/06




Lotação

50 109

63 489

48 018

Adversário

Benfica

Sporting

FC Porto





2006/07




Lotação

40 728

36 590

37 136

Adversário

Leiria

Nacional

FC Porto

SAPO

Ausências

Jorge Maia no Ojogo:

Houve, nos últimos dias, quem garantisse que a expulsão de Miccoli no jogo entre o Benfica e o Estrela da Amadora tinha como objectivo não sancionar a tentativa de agressão do italiano a Rui Duarte, como as mentes menos retorcidas poderiam imaginar depois de confrontadas com as imagens televisivas, mas sim prejudicar os encarnados na deslocação ao Estádio do Dragão. Houve quem fosse mais longe no - à falta de melhor palavra - raciocínio, e garantisse que tal já é uma tradição do futebol português, tendo inclusivamente ocorrido "centenas de vezes" nos últimos anos, um evidente exagero justificado pelas ancestrais dificuldades de alguns dirigentes desportivos para o cálculo matemático mais simples, conforme revelação das respectivas professoras primárias. Ora, a menos que a expressão "últimos anos" se refira aos últimos 30 a 40 anos, não faz sentido falar de "centenas de vezes" em referência a, quando muito, algumas dezenas de clássicos entre o FC Porto e o Benfica nos tais "últimos anos". Mas que fossem dezenas de vezes e já seriam dezenas de vezes a mais. Ora, nesta, como noutras coisas, não há como tirar as dúvidas. Fui ver.

As duas primeiras palavras que nos surgem quando tentamos perceber se nos últimos anos houve jogadores impedidos de jogar nos clássicos entre o FC Porto e o Benfica são... "processo sumaríssimo". Houve uma mão cheia deles instaurados pela Comissão Disciplinar em vésperas de clássicos e, curiosamente, quase todos a jogadores do FC Porto. Mais curiosamente ainda, apesar de tudo, nos últimos cinco anos, apenas um jogador das duas equipas foi suspenso de véspera, falhando um clássico: aconteceu a Benni McCarthy em 2003/04 num jogo que, por sinal, o FC Porto venceu por 2-0, mesmo sem o sul-africano.

Há o caso de Nuno Assis, suspenso por seis meses devido a uma análise positiva no controlo antidoping, mas não quero acreditar que isso tenha acontecido centenas de vezes nos últimos anos.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Ora nem mais...



MIGUEL SOUSA TAVARES:

" Prefiro três Miccolis a um Lucílio Baptista".

AHAHAHAHAHAHAHHA




Benfica não gostou da escolha de Lucílio

O JOGO procurou obter ontem uma reacção do Benfica à nomeação do árbitro Lucílio Batista para apitar o clássico, de sábado à noite, com o FC Porto. Embora não tenha sido possível obter uma reacção pública sobre a escolha do juiz de Setúbal para arbitrar o jogo mais importante da 8.ª jornada, O JOGO sabe que esta nomeação causa "alguma apreensão" nos responsáveis pelo futebol encarnado e que ainda antes do clássico, vão tomar uma posição sobre a decisão da Comissão de Arbitragem (CA) de colocar Lucílio Batista a arbitrar o encontro.

Entre as razões para discordância com a escolha da CA, o Benfica recorda, entre outro factos, as mais recentes incidências verificadas no Paços de Ferreira-Benfica referente à quarta jornada do Campeonato. Recorde-se que, nessa partida dirigida por Lucílio Batista, o jogo terminou empatado a um golo. Um dos casos mais contestados pelos encarnados é a decisão do juiz de exibir dois cartões amarelos a Léo no seguimento do mesmo lance.



AHAHAHAHAH...Isto dá mesmo vontade de rir!!! Então não foi neste jogo que o Traficante de droga no final do jogo responsabilizou o Léo pelo sucedido???? Nos provincianos da capital é só jagunços, traficantes de droga, paneleiros, corruptos, penhorados até à medula, mas que têm um sentido de humor fantástico, lá isso têm!!!!

O que nós poderiamos dizer do Lucílio Calabote Baptista...nem vale a pena, são tantas e tantas as situações contra o FCPORTO que dava um dossier de várias páginas...