terça-feira, dezembro 04, 2007

MIGUEL SOUSA TAVARES



NÃO ERA PRECISO TANTO!



1- E à 12.ª jornada, Sporting e Benfica resolveram entregar de vez o campeonato ao FC Porto e ficarem a discutir entre si o segundo lugar. Agora, tudo está nas mãos dos azuis e, por isso, o único mal que lhes pode suceder é convencerem-se que, daqui até final, é apenas um passeio. O FC Porto não pode baixar a guarda, mas apenas por razões próprias e não pelo perigo alheio. Porque, como já aqui o disse várias vezes e como ainda na semana decorrida se viu em Liverpool e na Luz, a equipa não tem segunda linha.

As razões pelas quais de há já muitos anos para cá se vem repetindo esta situação de o FC Porto descolar precocemente dos seus dois rivais não são conjunturais e justificariam uma análise profunda. As «crises» de Benfica e Sporting vêm de trás e têm razões fundas e o motivo para a sua persistência, em minha opinião, tem que ver justamente com o facto de nunca serem assumidas como tal e, portanto, nunca se procurarem as causas verdadeiras. Ambos cometeram tremendos erros de gestão e de «cultura» e ambos os procuraram esconder atrás de «apitos dourados», sistemáticas queixas das arbitragens, pseudo-combates a uma coisa que baptizaram de «sistema», e por aí fora. E assim foram lançando fumo para os olhos dos crédulos e dos fanáticos, evitando que o juízo comum extraísse as conclusões lógicas de factos tão evidentes como o de o FC Porto ser sistematicamente o único dos três grandes que se bate na Europa muitas vezes de igual para igual com os tubarões financeiros do «Velho Continente». Se ele é o único dos grandes capaz de competir ao mais alto nível europeu com vontade, determinação e classe, por que estranha razão não seria igualmente o campeão habitual de Portugal?

Mas, enfim, cada um sabe de si, mesmo que se prefira o caminho da vaidade e da ilusão ao de enfrentar a realidade.

2- Não me lembro de um Benfica-FC Porto tão consensual e tão pacífico de controvérsias. A demonstração de poder e de superioridade que o FC Porto deu na Luz foi uma espécie de duche escocês que se abateu sobre os benfiquistas de todos os meios, de todas as idades, de todos os lados. Não encontrei ainda um único benfiquista capaz de contestar a justiça da vitória azul e branca. Encontrei, sim, foi uma profunda depressão instalada entre benfiquistas e sportinguistas, na justa medida em que se viram resignados a reconhecer a grande distância que ainda existe entre o seu futebol e as suas pretensões e a realidade chamada FC Porto.

Corrigidos alguns erros de «casting» evidentes em Liverpool, o FC Porto desceu à Luz com uma determinação e uma autoridade tais que parecia estar a executar um plano cientifico, estudado ao pormenor, de como vencer o jogo sem espinhas. Não houve desequilíbrio evidente em posse de bola, iniciativas de ataque ou oportunidades de golo. Mas houve uma diferença abissal entre a qualidade do futebol jogado, a atitude de conquista e os valores individuais. Numa palavra, aquilo que Pedroto imortalizou como «o estofo de campeão». O FC Porto mostrou que o tinha e o Benfica que não.

Quaresma foi genial no golo da vitória e não só, mostrando uma vez mais porque é que aos génios tem de ser reconhecido, de vez em quando, o direito à desinspiração; Lisandro foi o melhor em campo, um gigante atrás, à frente, aos lados; Lucho, jogador de grandes jogos, esteve imperial; Paulo Assunção foi a formiga que trabalha para as cigarras, sem descanso nem exibicionismo; Pedro Emanuel foi estóico e firme, num dia em que estranhamente quem oscilou foi Bruno Alves; Helton ofereceu um golo, com mais uma saída em falso, mas depois teve duas boas defesas a guardar a vitória; Fucile e Bosingwa chegaram tranquilamente para as encomendas, Meireles foi regular e Tarik, enquanto pôde, ajudou a lançar o pânico na defesa do Benfica. No todo, foram uma equipa a sério, «competente», como gostam de dizer os treinadores, determinada até chegar ao golo, inabalável a defendê-lo. Deixaram atrás de si, no relvado da Luz e perante 60 mil pessoas, um rasto de temor e respeito que tão cedo não se desvanecerá.

3- Há coisas cujo entendimento me escapa e uma delas é as razões pelas quais Miguel Veloso será tão desejado — pelas «passerelles» e supostamente pelo Manchester United e outros grandes dessa Europa. Mas, enfim, gostos não se discutem.

Já me parece que Carlos Queirós não disse nada de tão extraordinário e que pudesse motivar tanta indignação ao presidente do Sporting. Disse que o Manchester seguia Miguel Veloso, como segue outros jogadores portugueses, entre os quais Bosingwa e Bruno Alves. Toda a gente sabe que os grandes clubes seguem todos os potenciais bons jogadores e todos os presidentes dos clubes portugueses, que estão habituados a receber os seus «olheiros» nos estádios e que nunca se furtam a ouvir propostas, sabem-no melhor do que ninguém. Só o Liverpool tem um banco de dados de jogadores sob observação que abrange 6 mil nomes!

Claro que eu também sei que notícias destas complicam as relações entre um clube e os seus profissionais e servem para dar a volta a cabeças mais frágeis. Também sei que muitas vezes estas notícias são «plantadas» pelos agentes dos jogadores para tentarem melhorar os contratos, às vezes ainda mal acabados de assinar. Há para aí meninos que acham que lhes basta fazer meia dúzia de bons jogos cá dentro para logo baterem à porta da direcção a gritar que o mundo inteiro os cobiça e que é altura de os seus contratos serem melhorados, se não querem ir-se embora — basta ler as declarações de Miguel Veloso, anteontem, para o perceber. Mas Filipe Soares Franco também sabe que o facto de o Manchester cobiçar jogadores do Sporting e seduzi-los a meio dos seus contratos tem sido o balão de oxigénio financeiro que tem permitido a sobrevivência das direcções sportinguistas. Pelo que deveria ter tido mais pudor ao indignar-se com a revelação do suposto ou real interesse do Manchester em Veloso.

Dito isto, resta acrescentar que nada justifica a profunda falta de educação de Carlos Queirós a responder a Soares Franco. Tantos anos a viver em Inglaterra e a conviver de perto com Sir Alex Ferguson, pelos vistos não lhe ensinaram ainda a ter maneiras. Aliás, também compreendo mal de onde vem esta arrogância com que Queirós fala habitualmente dos outros e de si próprio. Tenho para mim, desde há muito, que Queirós é um dos bluffs mais bem cultivados do futebol português. É verdade que foi campeão do mundo de juniores em Riad, mas teve ao seu dispor uma geração de oiro — a melhor de sempre do futebol português — e ainda com idades e num tempo em que os meninos talentosos não se imaginavam vedetas mundiais aos 17 e 18 anos. Mas, depois disso, o que fez Queirós que justifique tanto inchaço? Falhou no Sporting, falhou na Selecção Nacional, falhou na África do Sul e falhou no Real Madrid — e em todos os lados saiu sempre a acusar outros da responsabilidade do falhanço. Desde aí que vive na posição cómoda de n.º 2 de Ferguson, compartilhando os seus triunfos e sendo irresponsável pelos seus desaires. Daí é fácil cantar de galo, sobretudo quando se tem 50 milhões de euros para ir às compras todos os Verões. O «professor» faria melhor em guardar as suas lições para reflexão interna.

4- Os sorteios da qualificação para o Mundial e para a fase final do Europeu vieram confirmar o que já aqui escrevi: nunca vi ninguém com tanta sorte como Scolari.

PS: Teria sido interessante e eloquente que os repórteres televisivos, em vez de fugirem da notícia e do acontecimento quando lhes cheira a esturro, como habitualmente fazem, nos tivessem deixado ver o incidente entre Nuno Gomes e Jesualdo Ferreira. Nunca hei-de perceber este jornalismo que consiste em virar a câmara para o lado e fingir que nada se está a passar!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Ouçam o grande Capitão



O Pedro Emanuel foi um grande capitão tanto dentro do campo, todo aleijado no rosto,a comer ligadura e com uma raça à dragão que nos tempos que correm já há poucos, mas também fora das quatro linhas, quando foi incisivo nos comentários que fez à corja que nos tenta sempre desvalorizar. Estiveste em grande, Pedro!!

Quanto ao jogo,foi um banho de bola. Então aquela primeira parte!!! Ui,ui,ui!!!

Até Pinto da Costa e comitiva riram-se à brava nos camarotes da Luz!!!

Mas já sabiamos que o FCPORTO é de outro campeonato. Por vezes as coisas não correm bem, mas quando os jogadores mais influentes estão bem , então não há hipóteses. Lucho, Quaresma, e o impressionante Lisandro quando em forma fazem do FCPORTO uma equipa imbatível a nível interno e coloca em sentido todos os grande da Europa.

Uma nota especial para Quaresma: Anda por aí muita mente doente, tentando fazer crer que a malta do FCPORTO não gosta do Quaresma e que o assobia porque está farto dele e o quer ver longe. Isso queriam vocês!!! Não sou um assobiador, mas por vezes também me enervo com ele, quando tentar fintar uma e mais outra e as coisas não estão a correr de feição e ele insiste, mas os génios são assim.Por vezes, são mal compreendidos, mas depois temos lances como na Luz e muitos, muitos outros.Ele habitua-nos mal e nós queremos o Quaresma fabuloso em todos os jogos a 100%. Já se sabe que mais cedo ou mais tarde ele partirá, deixando o FCPORTO com títulos e com os cofres recheados, mas nunca será por ingratidão.

Mas, e como quando se ganha normalmente se esquece os erros , também podemos ver as coisas de uma outro ângulo, como já li por aí e que também concordo:

Em primeiro lugar a categoria Liverpool não se compara à do Benfica. Mas se desta vez o falhanço de Helton não deu golo,em Liverpool deu; desta vez o falhanço de Lisandro frente ao guarda-redes não foi decisivo como o falhanço em Liverpool; desta vez o falhanço de Bruno Alves ao deixar Nuno Gomes isolado não deu em golo como em Liverpool; desta vez a falha de marcação onde Nuno Gomes mais uma vez surge isolado solicitado por Cardozo não deu golo como em Liverpool; desta vez um alegado penálti contra o FCP não foi marcado, ao contrário do penálti contra o FCP que não existiu em Liverpool.

Ou seja, houve erros e erros graves só que as consequências não foram as mesmas de Liverpool.

Agora depois desta vitória, sem espinhas como diz o José, não podemos é pensar que já temos o campeonato ganho senão vão aparecer mais jogos como o da Amadora: muito relax!!


Notas finais: A emissão da SportTV foi execrável. O lance de penálti sobre Lisandro deu uns breves flashs, já no de alegado penalti sobre Di Maria "meteram" em acção todos as câmaras possíveis e imaginárias a ver se descobriam alguma coisa.

Mas tão grave como isso, é o Jorge Cornado, depois de ver uma série de repetições onde Lisandro foi agarrado claramente para penalti, vir afirmar , mesmo assim, que não houve nada...Enfim, para quem lê as suas análises fica claro que o seu critério é não ter critério.

Mas pronto, um Bom Natal para todos:-)



P.S: Para os não crentes: Digam agora que a N.Sra.Carravaggio não faz milagres?:-) Vejam isto:

GRUPO A: Suíça, República Checa, Portugal e Turquia.
GRUPO B: Áustria, Croácia, Alemanha e Polónia;
GRUPO C: Holanda, Itália, Roménia e França.
GRUPO D: Grécia, Suécia, Espanha e Rússia.

sábado, dezembro 01, 2007

SEM ESPINHAS...



Foi curto...

Na primeira parte deviamos estar a ganhar por dois ou três...

Sim, perdoaram a EXPULSÃO de David Luiz...

Sim, houve PENÁLTI sobre Lisandro....

E pronto...vitória normal...7 pontos ? A diferença de potencial entre as equipas é muito maior, não fossem os erros estúpidos cometidos recentemente.

Pronto, a Abola amanhã começa já a preparar a equipa de sonho 2008/2009!!!

Rellô...

De volta para o meu aconchego:-)) Antes de mais nada, quero agradecer ao Fernando por ter tomado conta do blog e de que maneira, excelente. Nem penses deixar de postar...agora passas a efectivo mas com recibos verdes:-))))) Pena é que a nossa fonte da Abola ( o colega Pedro) não renovou a subscrição da Abola:-(. Lá teremos de voltar aos velhos métodos:-))

Bem, é melhor não falar do jogo da quarta-feira. Os números em si, assim nuzinhos, são humilhantes, mas o que está por detrás desses números não. Fizemos um bom jogo durante perto de 70 minutos e depois veio o descalabro e a mãozinha do árbitro. Sim, os dois últimos golos são irregulares


Para logo, um empate já me satisfaz. Temos todas as condições para ganhar, pois somos a melhor equipa só que as equipas pequenas costumam agigantar-se...O FCPORTO é que nem precisa de se agigantar para os vencer, mas não podemos cometer os mesmos erros da Amadora e Liverpool...

Curioso, é o que tenho lido dos opinadores lampiões sobre o árbitro deste jogo. Dizem eles que é um bom árbitro, mas sempre vão fazendo pressão lembrando casos onde alegadamente prejudicaram o Benfica e há quem vá buscar casos de 2004!?!?! Bem, que não me façam ir ao arquivo...Só espero que não lhe dê o tique (que normalmente acontece aos árbitros do Porto) para mostrar uma sua imparcialidade apitar tudo contra a equipa da sua zona...De Paulo Paratys já estamos fartos...

sexta-feira, novembro 30, 2007

CONTAS À MODA DO PORTO

BENFICA-FCPORTO: FORA DAS QUATRO LINHAS




FRANCISCO JOSÉ VIEGAS FESTEJA EXUBERANTEMENTE A CARREIRA DA EQUIPA DE JESUALDO

«Mesmo quando se comportam como um bando de repolhos»

Por ANTÓNIO BARROSO

ESCRITOR, gastrónomo, cronista, várias são as facetas do trasmontano Francisco José Viegas. De parabéns hoje, pelo 14.º aniversário da Casa Fernando Pessoa - que dirige - este filiado dos Dragões confessou a A BOLA já ter passado pela experiência de não ter com quem festejar o triunfo do seu clube numa Supertaça. Hoje é menos difícil ser-se do FC Porto na capital, reconhece quem não esquece a metamorfose porque passava o seu vice-reitor nos jogos do Desp. Chaves, perdendo toda o verniz que exibia de segunda a sexta-feira para desancar árbitros e adversários aos domingos. À Luz, gosta de ir ver jogar... «o Sporting».

— Desde quando se lembra de ser portista? Porque se tornou adepto, tem ideia? Influência familiar, identificação pessoal?

— Desde que me perguntaram és do Benfica ou do Sporting?, há muito tempo. Por outro lado, o FC Porto era o clube da resistência aos clubes que ganhavam sempre. Eu vivia em Chaves, terra do Pavão, uma das glórias do clube, que morreu em 1973, durante um FC Porto-Setúbal, 13.ª jornada, ao 13.º minuto. A BOLA chegava a Chaves ao fim da noite de segunda-feira. Corri para ler a notícia, saber como foi. Nunca esquecerei a crónica de Carlos Pinhão. E também não esqueci as grandes datas de glória do FC Porto.

— É sócio? Porque se filiou?

— Sou sócio, sim. Para mostrar o cartão aos amigos.

— Como tem visto a carreira da equipa esta época?

— Com alguma tranquilidade e alguns sustos, o coração ao pé da boca, insultando a equipa toda quando é preciso... e festejando-a na maior parte das vezes, mesmo quando ela não merece e se comporta como um bando de repolhos. E com alguma indignação de vez em quando. O empate com o Estrela da Amadora foi o aviso mais importante. Mas acho que é uma equipa organizada, praticamente consolidada, com maturidade. Talvez precise de mais combatividade.

— Vai ao Estádio da Luz ver o jogo, estará a trabalhar ou já reservou o «sofá» e um lauto repasto a condizer, com família e/ou amigos? Ou prefere não ver, de todo?

— Preferia não ver Mas vou, pela televisão. À Luz prefiro ir ver jogos do Sporting: é rigorosamente verdade.

A taça que nunca saiu de Chaves

— Qual foi a coisa que mais o impressionou até hoje nos estádios portugueses, que tenha testemunhado ou visto pela televisão? Lembra-se de alguma cena caricata ou lamentável?

— O futebol é sempre caricato, todas as semanas. Mas a coisa mais divertida da minha vida de estádio acontecia, também todas as semanas, no estádio do Grupo Desportivo de Chaves: um dos nossos professores, vice-reitor do Liceu, pessoa muito séria, educada e conservadora, transfigurava-se completamente durante os jogos. Gritava, levantava o guarda-chuva, pedia invasão de campo, exigia agressões aos adversários. Depois, no dia seguinte, segunda-feira, voltava ao normal. Aliás, lembro-me de um torneio que uma equipa, e o pudor impede-me de nomeá-la, ganhou ao Desp. Chaves, mas em Chaves. Cometeram um erro fatal: dar a volta ao campo exibindo o troféu. Quando se aproximaram demasiado da velha zona do peão, roubaram-lhes a taça. Acho que não a levaram mesmo.

— Como é ser-se portista na capital?

— Hoje é razoável ser-se portista em Lisboa. Mas já foi difícil. Lembro-me dos tempos de faculdade, depois de termos ganho uma Supertaça: no dia seguinte, de manhã, éramos apenas dois em toda a faculdade. Não tínhamos com quem festejar. Em caso de derrota, os meus amigos fazem o favor de me felicitar com galhardia.


JOGUE «HARRY POTTER»

«Nem que seja para irritar»

— «Ferido» pela goleada de Liverpool, o FC Porto será mais perigoso? Ou vai «pagar a factura» da eliminação do Benfica da Champions, como diria Mourinho?

— O Benfica foi eliminado? Lendo bem A BOLA, não parece. Sinceramente, sem ironia: acho que o Benfica tem uma equipa com grandes momentos, que sabe jogar futebol rápido em grandes jogos e que, por vezes, impõe respeito pela garra. O jogo com o Milan é a prova. Não gostava de ter dito isto, mas pronto, estava distraído. Que não volte a repetir-se. De resto, a Liga e a Champions não têm nada a ver uma coisa com a outra.

— Olhando para a equipa do FC Porto, o que o descansa e/ou quem lhe dá confiança para crer na vitória?

— A equipa principal dá-me confiança. Lisandro, Lucho, Assunção, Meireles, Bruno Alves, todos. Quaresma deve entrar nem que seja para irritar as bancadas. É um artista que deve ser sempre aproveitado.


DAVA «UM PUXÃO DE ORELHAS A HELTON»

«Pavão e Cubillas foram os meus ídolos»

— Acha que se dá demasiada importância, enquanto fenómeno social, a jogos destes? Confia que não haverá incidentes a registar?

— Dá-se demasiada importância, sim. Não suporto as transmissões de tv com horas de antecedência, cheias de reportagens sem interesse algum. O jogo são 90 minutos, e isso seria quase suficiente. Quanto a incidentes, espero que não haja. Se houver, que os responsáveis sejam identificados logo e impedidos de ir aos estádios.

— Qual o jogador do FC Porto que tem saudades de ver jogar e/ou, se fosse Jesualdo, colocaria em campo?

— Madjer. Gostava muito dele. Tal como de Fernando Gomes. O meu ídolo, na altura, além do Pavão, também foi o Cubillas. Gostava muito da equipa que ganhou a Taça dos Campeões em Viena [n.d.r. — 1987, 2-1 ao Bayern Munique] e da que José Mourinho usou no segundo ano em que foi campeão. E Seninho. Oliveira, esse mesmo. Gostaria de ter visto jogar Hernâni, Jaburu e Barrigana. Jesualdo tem muitas escolhas.

— Um desafio de treinador de bancada: substitua-se a Jesualdo Ferreira. Que onze apresentaria?

— Helton... com um puxão de orelhas, Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Marek Cech, Meireles, Paulo Assunção, Lucho, Lisandro, Quaresma. Não tem nada que saber. Não sei onde encaixava o Kazmierczak, mas acho que entrava.






JÚLIO MACHADO VAZ SÓ NÃO CANTA O HINO DOS DRAGÕES «PARA EVITAR QUE O PLANTEL RESCINDA»

«Terei álibi para o pecado da gula!»

Por ANTÓNIO BARROSO

Àboa maneira portuguesa: sentado à volta de uma mesa farta, com a «tribo» de família e amigos reunida, a ver o clássico pela televisão. Desta invejável forma irá acompanhar o seu Benfica no clássico que se jogará no ninho da águia. Um sexólogo prevenido vale por dois: reservou, como confidenciou a A BOLA, munições para festejos... que também servem para afogar eventuais mágoas, pois claro. Quanto à táctica, não há segredos, se pudesse mandava lá para dentro Eusébio e José Águas... e estava ganho.

— Desde quando se lembra de ser benfiquista? Porque se tornou adepto, tem ideia?

— Até onde a memória alcança. Todos os meus primos o eram, bem como Mãe e Avó lisboetas. Meu Pai, que era portista e jogara nos juniores dos dragões - mercê de um promissor pé esquerdo! -, nunca se arriscou a contestar o matriarcado reinante.

— É sócio? Porque se filiou?

— Claro! Também escrevo para a revista que vai sair em Dezembro e ajudo no que puder, só não canto o hino para evitar que o plantel rescinda com justa causa. O Benfica é de todos; e todos não seremos de mais, se quisermos que o maior clube do mundo seja também um dos melhores.

— Como tem visto a carreira da equipa esta temporada?

— Não escondo que considerei um erro a permanência da equipa técnica anterior. Com Camacho os níveis de empenhamento individual e colectivo subiram claramente e algumas das exibições satisfizeram-me, pese embora a dificuldade em concretizar. Outras não, mas espero que essa inconstância diminua.

— Vai ao Estádio da Luz ver o jogo, estará a trabalhar ou já reservou o «sofá» e um lauto repasto a condizer, com a família e amigos?

— Vou ver no sossego de Cantelães. Com a tribo reunida à volta de mesa farta, que permita depois festejar ou carpir as mágoas. Assim, de um modo ou de outro, terei alibi para o pecado da gula!

— Como é ser-se benfiquista na cidade Invicta? Em caso de resultado negativo, os seus amigos dragões entopem-lhe o correio electrónico com mensagens ou o telemóvel de sms com piadas brejeiras?

— Nunca tive problemas, talvez por toda a gente me reconhecer o fervor tripeiro e perdoar a traição. Mas das piadas ninguém me livra, claro. É justo: durante muitos anos aturaram eles as minhas!

— Qual o jogador do Benfica que tem saudades de ver jogar e/ou, se fosse Camacho, colocaria em campo?

— Eusébio, claro, mas também chamava um figo a José Águas naquela área!

— Um desafio de treinador de bancada: Se fosse Camacho, que onze apresentaria?

— Quim; Nelson, Luisão, David Luiz e Léo; Petit e Katsouranis; Maxi Pereira, Rui Costa e Rodriguez; Nuno Gomes. Com o decorrer do jogo logo se veria...

«Esperançazinha de ficar a um ponto»

— Acha que o FC Porto «ferido» pela goleada sofrida em Liverpool torna tudo mais perigoso? Que prognóstico para amanhã?

— Cheira-me a empate. O Porto está muito mais consolidado como equipa e quatro pontos de avanço dão uma certa paz de espírito, mas mentiria se dissesse que não tenho uma esperançazinha de ficar a um ponto, esfregar as mãos e dizer à tribo:Temos campeonato, carago!

— Olhando para a equipa do Benfica, o que é que o descansa e/ou quem lhe dá confiança para acreditar na vitória?

— A fibra. Escrevi-o no blog a propósito do jogo com o Milan e repito: quando suam daquela forma a camisola, têm sempre o meu obrigado à espera no fim dos 90 minutos.


não aos VÂNDALOS

— Qual foi a coisa que mais o impressionou ver até hoje nos estádios portugueses? Presenciou alguma cena lamentável ou caricata? Qual?

— Recordar a morte de um adepto no Estádio Nacional ainda hoje me deixa consternado. É preciso expurgar o futebol de vândalos, sob pena de as bancadas ficarem vazias e a consciência de uma sociedade muito cheia de culpa...


especialista acredita que quem vencer puxa pelo parceiro...

«Diferentes opções clubísticas não costumam envenenar as relações eróticas»

— Acha que se dá demasiada importância, enquanto fenómeno social, a jogos destes? Confia que, desta vez, não haja incidentes a registar? Como sexólogo, com certeza já teve queixas de o futebol ser uma barreira na vida a dois, não? Era só antigamente ou ainda se verificam?

— Acho que o futebol assume demasiada importância na vida de muita gente, torna-se escape de quotidianos cinzentos e frustrações que nada têm a ver com ele. Mas que fazer contra a paixão? Aos 58 continuo a ter insónias quando aqueles mafarricos perdem! Quanto a Sábado, tenho esperança que tudo corra bem no relvado e nas bancadas. Curiosamente, as diferentes opções clubísticas não costumam envenenar as relações eróticas. Talvez quem ganhe esteja feliz e disponível para embalar a tristeza do outro. Mas ainda me lembro dos meus tempos de clínico geral e de mulheres batidas porque a vitória não sorrira ao clube do marido.


Na Abola

Dados do Clássico




Que joguem os melhores




Por Rui Moreira


Há dias em que é difícil escrever... Depois da humilhante goleada que o meu clube sofreu em Liverpool, confesso que passei horas de irrequietude, deambulando pela casa e adiando esta minha espinhosa missão. Para os observadores e alguns adeptos que olham o futebol com racionalidade, a derrota em Anfield Road não é um resultado anormal. Há, como é evidente, uma diferença enorme no orçamento e também na qualidade individual dos jogadores. Com alguma benevolência, haveria três ou quatro dos nossos jogadores que caberiam no plantel dos «reds». Além disso, o Liverpool jogou tudo por tudo, já que não podia desperdiçar pontos, enquanto o FC Porto sabia que continuaria a depender apenas de si, qualquer que fosse o resultado. Nada está perdido e bastará vencer o Besiktas em casa para garantir não só o apuramento como também o importante primeiro lugar do grupo. Ainda assim, esta foi uma derrota que custa a digerir, porque me chegou a parecer evitável e porque — por culpa de Pinto da Costa — estou muitíssimo «mal habituado».Como o jogo não era crucial e ocorreu em vésperas da importante visita à Luz, Jesualdo decidiu poupar algumas peças do seu xadrez habitual e rodar o plantel, tal como eu previra. Viu-se mais uma vez quão infelizes foram as contratações e porque é que Jesualdo não gosta de chamar reforços a tão triste safra. Ainda assim, e depois de um mau início, o magistral golo de Lisandro equilibrou a contenda e o argentino teve até uma boa oportunidade para colocar a equipa em vantagem mas, como tantas vezes acontece, esse desperdício viria a sentenciar o jogo, que na segunda parte, e à medida que o tempo se esgotava, foi tendo só um sentido. O que me impressionou, quando o árbitro resolveu inclinar o relvado e o Liverpool iniciou o vendaval ofensivo dos últimos minutos, foi a enorme dificuldade portista para travar a avalanche, por falta de uma voz de comando e por fragilidades individuais que se vão repetindo e que se repercutem no colectivo.Em vésperas do clássico da Luz, o jogo que os portistas mais gostam de ganhar ,não é altura de crucificar jogadores que só se devem lembrar dos disparates de Anfield para não os repetirem. Hoje é pois dia de dar alento à equipa e de lembrar a Jesualdo que este é um jogo em que nem pode fazer economias nem se pode deixar intimidar pelos nomes estampados nas camisolas. Este jogo, professor, é mesmo para ganhar, com aqueles que estiverem em melhor forma e em condições de bem jogar!

quinta-feira, novembro 29, 2007

GOLO À TAP




GOLO À AVENIDA DA BOAVISTA




SIGAM, É SEMPRE EM FRENTE!!!





GOLO À APAF 1





GOLO À APAF 2


FALTA CLARA DE KUYT SOBRE HELTON ANTES DO CROUCH CABECEAR

quarta-feira, novembro 28, 2007

O que vêm a ser isto?

Já não bastava a parte final na Amadora, agora tivemos mais do mesmo a 20 minutos do fim com os mesmos protagonistas?

Sinceramente,um jogo onde tinhamos tudo para ganhar ou no minimo empatar,parecia completamente controlado e acabamos goleados?!!!

Bem, continuamos em primeiro e pode bastar um empate para ficarmos apurados, mas isto dá cabo do coração do pessoal!!!

Exigimos que o próximo adversário pague por isto.:-))

Ah, não falo na arbitragem(dois golos ilegais, não foi?), deixo isso para o próximo jogo...

Para entreter a malta...



A Liga Intercalar é uma competição regional criada pela Associação de Futebol do Porto, e conta com a participação do Boavista, Porto, Braga, Vitória de Guimarães, Trofense, Varzim, Gondomar, Leixões, Penafiel e Desp. Aves.

O objectivo da nova competição é dar ritmo competitivo aos jogadores menos utilizados, júniores e jogadores vindos de lesões.

A Taça Intercalar disputa-se de 28 de Novembro a 30 de Abril e os encontros serão jogados às quartas-feiras durante a tarde.

A nova competição tem um regulamento bastante diferente da liga principal.

Numa fase inicial há dois campeonatos (Inverno e Primavera) que apuram duas equipas para a fase final. A fase final disputa-se em duas meias-finais e numa final.

A primeira meia-final disputa-se entre o vencedor do campeonato de Inverno e o segundo classificado do campeonato, a segunda entre o vencedor do campeonato de Primavera e o segundo classificado do campeonato de Inverno.

A primeira-mão joga-se a 9 de Abril, a segunda-mão a 23 de Abril. A final joga-se num estádio neutro, no dia 30 de Abril.

O sistema de pontuação também é original. A vitória vale 3 pontos, o empate com golos vale 2 pontos, o empate sem golos vale 1 ponto e a derrota vale 0 pontos.

Para conferir alguma qualidade à competição, as equipas são obrigadas a incluir na ficha de jogo 7 jogadores profissionais e manter 5 deles em campo. As regras permitem 3 substituições e mais duas no intervalo.

* vitórias = 3 pontos
* empate com golos = 2 pontos
* empate sem golos = 1 ponto
* derrota = 0 pontos.


Calendário:

1ª jornada - 28 de Novembro e 6 de Fevereiro

Boavista-Leixões
Braga-Guimarães
FCPORTO-Trofense ( Hoje, 15h00)
Varzim-Gondomar
Penafiel-Aves

2ª Jornada - 5 de Dezembro e 13 de Fevereiro

Gondomar-Boavista
Guimarães- FCPORTO
Aves-Braga
Trofense-Varzim
Leixões-Penafiel

3ª Jornada - 12 de Dezembro e 20 de Fevereiro

Boavista-Trofense
Varzim-Guimarães
FCPORTO-Braga
Penafiel-Gondomar
Aves-Leixões

4ª Jornada - 19 de Dezembro e 27 de Fevereiro

Guimarães-Boavista
Braga-Varzim
FCPORTO-Aves
Trofense-Penafiel
Gondomar-Leixões

5ª Jornada - 2 de Janeiro e 5 de Março

Boavista-Braga
Penafiel-Guimarães
Varzim-FCPORTO
Leixões-Trofense
Aves-Gondomar

6ª Jornada - 9 de Janeiro e 12 de Março

FCPORTO-Boavista
Braga-Penafiel
Varzim-Aves
Trofense-Gondomar
Guimarães-Leixões

7ª Jornada - 16 de Janeiro e 19 de Março

Boavista-Varzim
Gondomar-Guimarães
Leixões-Braga
Penafiel-FCPORTO
Aves-Trofense

8ª Jornada - 23 de Janeiro e 26 de Março

Boavista-Aves
Guimarães-Trofense
Braga-Gondomar
FCPORTO-Leixões
Varzim-Penafiel

9ª Jornada - 23 de Janeiro e 2 de Abril

Penafiel-Boavista
Aves-Guimarães
Trofense-Braga
Gondomar-FCPORTO
Leixões-Varzim






Convocados para o primeiro jogo:

Seniores: Adriano, Castro, Edgar, João Paulo, Leandro Lima, Lino, Rui Pedro e Ventura.

Juniores: André Pinto, André André, Eridson, Graça, Marco Aurélio, Ruca e Tengarrinha

Juvenil: Caetano

Treinadores: Rui Barros e João Pinto alternadamente

Já aquece o ambiente:-)

Análises tácticas à Lobo


Ataque aos bifes:-)




terça-feira, novembro 27, 2007

MIGUEL SOUSA TAVARES







CLIQUE NA IMAGEM PARA VER MELHOR

Marketing



É impressionante a campanha de marketing para venderem o Miguel Veloso...Ele é jornais, ele é revistas, ele é passagens de modelos, ele é entrevistas com potenciais compradores, ele é...tudo e mais alguma coisa.

Como já vários jogadores do FCPORTO constataram, a imprensa lisboeta faz grande embrulhos mesmo de repolhos , já os jogadores do FCPORTO para mereceram alguma atenção têm de por exemplo: serem campeões europeus, mundiais , ganhar campeonatos atrás de campeonatos, fazer exibições ao mais alto nível por essa europa fora, e mesmo assim basta aparecer um repolho lisboeta com muito gel na cabeça para que todos os holofotes se voltem para ele. É impressionante.

Tirem o autocarro da frente.



Ao contrário do que previ, o Setúbal sofreu do mesmo sindrome de Liverpool, Chelsea e tantos tantos outros quando chegam ao Dragão: vão jogar ao ataque com um autocarro em frente à sua baliza. Se juntarmos a isto uma arbitragem à maneira da segundo circular( penáltis claros? tá quieto; faltas para amarelo? tá quieto; aliás, parecia um ensaio geral , mais brando é claro, do que nos espera na lampiolândia), então 2-0 foi excelente, pois deviam ser 4 ou 5. Desta vez, até poderiamos jogar sem guarda-redes...Lisandro continua em grande, bem como Lucho, Meireles , Bosingwa e até Pedro Emanuel teve um santo dia.

Agora, antes do inferno do estádio APAF e seus acólitos , temos uma viagem a Liverpool. Parece que os tipos estão fortes, mas acredito que o FCPORTO vai colocá-los em sentido, e independentemente do resultado o que interessa é passar à próxima fase.

Entretanto já temos os nossos espiões de grande categoria a dar-nos dicas:

McCarthy ao Ojogo :

"O Licha que vá pelo lado do Hyypia"


E já agora, Carlos Pereira Santos na Abola:

"O Rabah Madjer, por exemplo, é um paz de alma. Todos querem ter um calcanhar igual ao dele. Ele não se chateia. Também se deve rir, agarrado à barriguita."

domingo, novembro 25, 2007

São OFERTAS sr.



Esteve negro: A segunda circular só a 5 minutos do fim obtiveram pontos. É neste período que o FCPorto costuma perdê-los.

Bem, depois de ter visto os lances dos golos do Benfica, só me apetece rir!!! Aliás, se aquelas camisolas encarnadas fossem azuis e brancas neste momento teriamos a Maria José Morgado à perna com tamanhas ofertas do guarda-redes adversário. Por muito, muito, muito menos há jogos investigados por isso. Mas naaa, não passa nada. Sopram-me ao ouvido, que depois de 500 faltas o "ainda hei-de partir uma perna" Bynia não viu sequer um amarelo. É obra.

Agora só falta o FCPOrto cumprir o seu dever. Vai ser difícil é certo, pois o Setúbal é uma excelente equipa, ainda não perdeu e pratica bom futebol. É contra estas equipas que dá gosto jogar e aí normalmente a categoria do FCPORTO vêm ao de cima.

O Jesualdo Ferreira deixou de fora Stepanov. Se foi por cansaço competitivo ,como ele justificou a possível ausência, compreende-se; se foi por castigo por ter estado envolvido em alguns golos sofridos pelo FCPorto, não concordo , tanto mais que tanto Pedro Emanuel como João Paulo não me dão as mesmas garantias, na minha modesta opinião. Pedro Emanuel têm muita experiência e isso pode ser importante, mas se apanhar uns avançados rápidos é sempre um ai Jesus. Se fosse eu a escolher até colocaria João Paulo.

Na baliza, é evidente que manteria Helton, mesmo tendo-o criticado violentamente no jogo anterior. Eu acho que tanto Helton como Nuno são excelentes entre os postes, já fora deles, mal por mal, prefiro o Helton, dá outra segurança, pouca mas sempre mais do que o Nuno. Não me venham é com elogios à capacidade aérea de Helton, como um dos seus grande trunfos...por essa capacidade aérea é que perdeu a titularidade do Brasil para o Doni( e mesmo este não é nada de especial); Vitor Baía mesmo sendo mais pequeno em estatura era um oásis...

Vamos lá a ganhar isto, pois de hoje a oito quero estar a 7 pontos do segundo.


Frases do dia:

"Benfica estava francamente em apuros mas Luisão encontrou num golpe de génio o grande impulso que faltava. Não foi uma sorte para a águia, saiu-lhe foi a taluda
A clássica chama imensa e uma tal estrelinha intensa"

"Ricardo: Primeiro num erro colossal (86) num mau alívio para os pés de Luisão, que fez o golo. Depois (90+3) também mal batido por Adu. Já antes (80) agarrara bola a fora da área. Final de jogo para esquecer..."

"Bynia: recupera muito jogo, por vezes á margem das leis.."

"Sporting deixou dois pontos no mar, mas no fim das contas todas até se pode dar por feliz porque os matosinhenses, apoiados de forma excepcional por um público sempre em festa, até estiveram bem perto do 2-0.

sábado, novembro 24, 2007

"A VENCER DESDE 1893"



No OJOGO

Como a lampionagem não pode dizer o mesmo vai adoptar o Azeite Galo :-))

Exactamente...





SÓ PANELEIRISSE!!:-)

Está pago:-))







Quaresma vale 1,5 M

O FC Porto vende cerca de 100 mil camisolas por ano. O número é interessante, até porque se trata da realidade portuguesa e dos resultados do clube sistematicamente apontado como o "terceiro" dos grandes. Contas feitas, os cofres do clube acolhem, números arredondaods, qualquer coisa como seis milhões de euros. Um total a repartir pelo equipamento principal e pelo alternativo, mas com um responsável principal. Ou seja, Quaresma. O craque tem vindo a representar 25 por cento dessas vendas, o que, feita a contabilidade, traduz-se em 1,5 milhões de euros que resultam da comercialização da camisola número sete. Um exercício pouco matemático e partindo da suposição que é assim desde que chegou ao FC Porto em 2004, Quaresma chegaria ao final da quarta temporada representando 6 milhões de euros em venda de camisolas, o preço exacto do valor calculado do seu passe quando deixou o Barcelona.

No OJOGO

Sorteio da Fruteira

IV eliminatória

Jogos entre clubes da:

Bwin Liga
Benfica - Académica
Belenenses - Paços de Ferreira

Bwin Liga e Liga Vitalis
Estrela da Amadora - Fátima (LV)

Bwin Liga e II Divisão
Sporting - Louletano (II)
Chaves (II) - FC Porto
Camacha (II) - Braga
Leiria - Nelas (II)
Leixões - Torreense (II)
Atlético (II) - Guimarães
Operário (II) - Setúbal

Bwin Liga e III Divisão
Nacional - Cova da Piedade (III)
Serzedelo (III) - Naval

Liga Vitalis
Penafiel - Vizela

Liga Vitalis e II Divisão
Lagoa (II) - Santa Clara
Carregado (II) - Olhanense
Real (II) - Aves
Feirense - Lusitânia (II)
Anadia (II) - Freamunde
Messinense (II) - Gil Vicente

Liga Vitalis e III Divisão
Rio Ave - Rebordosa (III)
Beira Mar - Torre de Moncorvo (III)
Sertanense (III) - Portimonense

II Divisão
Moreirense - Machico
Infesta - Juventude de Évora

II e III Divisões
Valdevez - Tocha (III)
Oliveirense - Mondinense (III)
Abrantes - Monsanto (III)

Isentos: Boavista e Marítimo


Parece que vamos arrumar com esta Fruteira outra vez à primeira, com o frio de Chaves...




HISTÓRICO:

sexta-feira, novembro 23, 2007

Memória de dragão



Por Rui Moreira:

O meu amigo Olímpio Bento apelou aos portistas para serem hospitaleiros para com Scolari. Ora, o seleccionador foi sempre bem recebido nas Antas e no Dragão, apesar de não nos faltarem razões de queixa, porque foi ele quem assumiu a estratégia de confronto, certamente «bem aconselhado» a agradar a esse importante sector da opinião pública que vive consumido pelo revanchismo antiportista. Mais tarde, aproveitou o clima que criou, em que a exclusão de Baía e a ignóbil provocação com a convocatória do seu segundo suplente foram apenas alguns dos episódios mais óbvios, para se fingir de vítima de uma cabala, acusando os jornalistas que questionaram as suas opções de estarem ao serviço das obscuras forças do Norte. Ignoro se a estratégia foi concertada com Madail mas é óbvio que o ajudou a eximir-se às culpas do desastre na Coreia, que passou a ser visto como uma consequência dos diabólicos vícios dos jogadores portistas. Baía foi proscrito e a Selecção foi depurada, tendo Scolari ignorado os jogadores do fabuloso FC Porto de Mourinho até perder com a Grécia na abertura do Europeu. Foi depois desse deplorável jogo que Scolari se viu obrigado a ceder ao «povão», escalando essa equipa base que utilizaria até à final do torneio e, depois, no Mundial. Desde então, aliás, Scolari tem sido incapaz de montar uma nova equipa e foi por isso que, mesmo sem assobios, voltou a perder a cabeça, após o triste jogo com a Finlândia.

Ao contrário do que Olímpio Bento pensa, não há pois uma excessiva valorização do episódio Baía. Discordo, de resto, totalmente da sua análise desse caso, quando sugere que os motivos da sua exclusão não terão sido revelados por Scolari para proteger o bom-nome do jogador. Bem pelo contrário, esse caso desmente as tão propaladas qualidades de liderança de Scolari. Se estava a cumprir ordens superiores e não as podia ou queria revelar para defender o jogador, bastaria ter dito que esta era uma das suas muitas e incompreensíveis opções técnicas. Como não o fez, e aproveitou a situação para exibir o seu autoritarismo, Scolari fomentou por omissão estas intoleráveis conjecturas e boatos de que o professor faz eco e que ainda pesam sobre um atleta extraordinário e de carácter.

Pela minha parte, não esqueço e nunca aceitarei que Scolari possa ser treinador do FC Porto, hipótese que Olímpio Bento coloca e que já ouvi admitida por gente responsável do clube mas que nunca será consentida por sócios e adeptos. Nem sequer por aqueles que lhe reconhecem competência.

quinta-feira, novembro 22, 2007

É chamar a PJ :-)



Deslarguem-me...

Um olhar do norte

Jorge Olimpio Bento na Abola:

Há algumas semanas, em Macau, eu e o presidente do Comité Olímpico de Moçambique, um adepto entusiasta e indefectível dos dragões, comentámos o momento do FCP. E concluímos que, se forem corrigidos pequenos aspectos, a equipa pode alimentar e realizar ambições muito elevadas na Liga dos Campeões. Para tanto não pode continuar a sofrer golos em cruzamentos que pouco vão além de inofensivos, para mais tendo na baliza e no centro da defesa jogadores com alto porte atlético. A isso acresce a obrigação de tirar proveito dos livres e pontapés de canto, cuja cobrança tem deixado muito a desejar.

Mas há outros contras a enfrentar. É que o facto do FCP ser o único clube português com cultura e postura de vitória no plano internacional tira o sossego e sono a muita gente cerzida em ponto pequeno. Vai daí não cessa de, em canais televisivos e em jornais cada vez mais convertidos à causa da rasteirice e alienação, lançar sobre ele perguntas, lucubrações e arrotos travestidos de luz e sapiência. A ignorância e a perversidade não têm limites, sobretudo quando os analistas e perguntadores estão perplexos com a noite que tinge as bandas do clube do seu vermelho e dorido coração. Aí mantém-se em cena a farsa de um enganador que se esfalfa a pregar a cruzada contra os pares e se arvora no único santo, honesto e justo no reino do futebol. Devia ter presentes os ditados «quem semeia ventos colhe tempestades» e «pela boca morre o peixe». Mais cedo do que ele pensa. Sobre isso os sábios nada dizem.

Sempre os mesmos...

Benfica não cumpriu regulamento de cedência de bilhetes para o clássico

FC Porto pediu bilhetes sem saber os preços

Dentro dos prazos legais, o FC Porto solicitou ao Benfica os bilhetes a que tem direito para o clássico do dia 1 de Dezembro, ainda que tivesse sido obrigado a fazê-lo praticamente "às escuras". Sucede que desde o início desta época, com a finalidade de precaver situações como as vividas no Benfica-FC Porto e no Sporting-FC Porto de 2004/05, os clubes visitados têm de preencher e enviar, 15 dias antes do jogo, um documento à Liga e ao adversário, designado modelo L, em que consta a lotação do estádio, bem como o preço dos bilhetes para cada bancada. Ora, como o Benfica não cumpriu a parte a que está obrigado pelo regulamento da Liga, os portistas requisitaram o envio de bilhetes apesar de nem sequer saber o seu custo. O clube azul e branco deverá receber cerca de 3200 bilhetes para colocar à venda. Aliás, o pedido foi feito antecipadamente pelos serviços do FC Porto - 24 horas antes do último dia para o fazer -, aproveitando também para enviar um ofício à Liga Portuguesa de Futebol Profissional solicitando que o organismo informasse o Benfica das regras. A verdade é que, só ontem, ou seja, fora do prazo estipulado pelo regulamento, é que o Benfica terá enviado o modelo L.


Nada ou no local errado

Desde a época de 2004/05 que o clássico inclui a discussão dos bilhetes. Nessa época, alegando um atraso portista no pedido de entradas, o Benfica limitou a 1008 a quantidade de ingressos disponíveis para os adeptos portistas, acabando por ver chegar ao estádio mais de três mil adeptos munidos de bilhetes, entretanto adquiridos nas Casas do Benfica pela claque SuperDragões. A história não se repetiu, mas na época passada, o problema teve que ver com a localização dos adeptos do FC Porto no Estádio da Luz, colocados num anel superior do estádio e com as consequências conhecidas ao nível de segurança.

No Ojogo

O NOJO Seleccionador voltou a atacar




ÉS.


Depois de mais uma exibição medíocre,o aborto arrogante mal criado voltou a atacar. Quem quiser que o ature e vá bater-lhe palminhas aos estádios.Da minha parte estou farto!! Perdeu-se uma excelente oportunidade para ver esse aborto longe. Valeu-lhe São Pepe!!!


Miguel Sousa Tavares:

Quando joga a Selecção de Scolari, os portugueses têm que se abstrair de que estão perante um espectáculo e um jogo de futebol: trata-se, sim, de um momento de veneração patriótica, que não admite críticas nem objecções. O mesmo pode valer para outras coisas: quem não gostar dos livros do Saramago ou da arquitectura do Siza Vieira é um português indigno de o ser.

E, à conta desta chantagem patriótica, vamos assistindo, conformados, a sucessivas exibições miseráveis da Selecção de Scolari. Há, pelo menos, meia dúzia de equipas na Liga portuguesa que jogam melhor futebol do que esta equipa de supervedetas e há meia dúzia de treinadores portugueses que seriam capazes de demonstrar muito melhor serviço do que o intocável seleccionador. É difícil, de facto, entender como é que tantos e tão talentosos jogadores são capazes de jogar tão mal durante tanto tempo. Por que é que o Ronaldo e o Nani rendem muito mais no Manchester United do que na Selecção de Scolari? Por que é que o Quaresma rende muito mais no FC Porto? E o Deco no Barcelona? E o Simão rendia muito mais no Benfica? Etc, etc. Haverá alguma espécie de epidemia colectiva que lhes tolhe o talento quando envergam a camisola da Selecção? Ou, como escreveu o Paulo Sousa e eu subscrevo, qual é a explicação para o facto de a equipa de Scolari não aparentar ter qualquer estratégia ou plano de jogo, nada ensaiado ou treinado, como se bastasse mandar lá para dentro onze grandes jogadores e esperar pelos resultados consequentes?

Enfim, esperemos que amanhã, contra a Finlândia, este grupo triste de grandes jogadores, possa ao menos sacar o empate que lhe garante uma qualificação que seria um escândalo não se conseguir.


Alexandre Pereira na Abola:

Lamentável a forma como Scolari não soube ganhar (empatar...) ontem. É só alergia à crítica ou mania da perseguição, mesmo?

Óptima estreia de Pepe na Selecção. É curioso como ninguém fala de dois congoleses e há tanta contestação aos luso-brasileiros.

terça-feira, novembro 20, 2007

sábado, novembro 17, 2007

O regresso dos repolhos




1. Já vos falei do Estrela da Amadora-F. C. Porto? Creio que sim. Falo do Estrela-F. C. Porto desde há uma semana, e alguém me deve ter ouvi­do. A primeira sensação, mal o jogo terminou, foi a de vergonha. Não por mim, que não joguei - nem por Jesualdo Ferreira, que vi fora das quatro linhas. Mas por aquele grupo de re­polhos que vagamente se movimen­tava em campo. Vergonha sem re­missão aparente é isto: ser a equipa campeã nacional, estar a ganhar por 2-0 a cinco minutos do fim do jogo com o Estrela da Amadora, e acabar por garantir o empate. Ou seja, foi uma derrota. Como é que isto acon­teceu? Da forma que todos vimos: por infantilidade. De quem é a culpa? Isso é outra questão.

2. Uma coisa é dizermos que a culpa é de Jesualdo Ferreira porter permiti­do que aquele conjunto organizado de repolhos preguiçasse a partir do 2-0. Não estou a desvalorizar o Estrela da Amadora, que até poderia ter ga­nho o jogo (se empatou a dois golos, é porque esteve a um passo da vitória); simplesmente trata-se da equipa que é candidata ao título pelo terceiro ano consecutivo, num fim-de-semana decisivo antes de outra paragem desmobilizadora no futebol português. Jesualdo alertou a equipa para os pe­rigos da preguiça, ou mandou que eles preguiçassem? E precisava?

3. Outra coisa é dizermos que a culpa é daqueles rapazes. Eles são maiores de idade, aparentemente responsá­veis e quase adultos, com um lastro de futebol em ambos os pés. Então, porque aconteceu o que aconteceu? Porque estava previsto que isto acontecesse e porque é esse o jogo do F. C. Porto depois de marcar e de aproximar-se do fim do jogo com a vitória na trouxa.
Está na altura de mudar. Definitiva­mente, se me faço entender.

4. Depois do último jogo europeu do S.C. Braga escrevi aqui que tinha sido futebol de primeira, uma coreo­grafia de elasticidade e de controlo dos corredores de ataque diante da baliza adversária. Contra o Sporting, em dois fragmentos da partida, o Bra­ga marcou três vezes. Muita gente perguntou: onde estava este Sporting de Braga? Estava lá. Sempre esteve lá, mas desta vez saltou o muro.

5. Sem pôr em causa a gravidade da agressãoao jogador do Celtic, gosta­ria de deixar uma pergunta lateral sobre a pena de seis jogos de suspen­são ao camaronês Binya, do Benfica: se se tratasse de um jogador branquinho, belga ou alemão, ou inglês, teria apanhado seis jogos?

6. Luiz Felipe Scolari faz um balanço positivo do seu afastamento do ban­co. Para o treinador da selecção, "o grupo uniu-se" depois do castigo aplicado pela UEFA. Sem querer cor­rer o risco de fazer piada fácil, não me parece uma conclusão muito positiva para Scolari.

Digitalizado da edição papel do JN

Eh,eh,eh





«Callate, ya!», disse presidente venezuelano

Hugo Chávez manda calar Filipe Vieira

na mesma semana em que o Don Juan Carlos, rei de Espanha, mandou calar o presidente da Venezuela por este ter chamado fascista ao antigo primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar, Hugo Chávez fez algo ainda mais insólito e, durante o seu programa «Allô Presidente», mandou calar Luís Filipe Vieira. «Se eu dizer que o Aznar é um fascista é uma bacorada e faz com que eu me deva calar, então, antes disso, o presidente do Benfica tem de calar-se e deixar de dizer à boca cheia que o Benfica é o maior clube do mundo e que vai ganhar a Champions League. Para além do mais, eu só falo seis horas seguidas por semana no meu programa, enquanto o Filipe Vieira fala, pelo menos, o dobro, nos noticiários das televisões portuguesas», explicou Hugo Chávez.

Pois é...

Alcide Freire no OJOGO:

EXEMPLO

Europeus


Em Portugal, já se sabe, partir a perna a um adversário não custa nem um cartão amarelo. Imagine-se a surpresa quando se sabe que para a UEFA basta a intenção para que a um cartão vermelho se juntem seis jogos de suspensão. A Europa tarda em aprender connosco.

sexta-feira, novembro 16, 2007

ESTÁDIO DE SONHO!!!











16-11-2007 FUTEBOL
Três títulos, quatro anos, cinco estrelas

O Palco de Emoções portista é, a partir de hoje, data do seu quarto aniversário, o primeiro estádio de cinco estrelas do Mundo com os certificados de Qualidade e Ambiente, títulos entregues por Miranda Coelho, presidente da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), que faz do anfiteatro azul e branco um exemplar único a nível planetário.

A dupla certidão atribuída pela APCER, que distingue os sistemas de Gestão e Qualidade de todas as instalações do F.C. Porto e de Gestão Ambiental do Estádio do Dragão, funcionou como epílogo e síntese de uma efeméride farta em momentos altos, que um vídeo de dez minutos não pôde resumir em rigor. «Conquistámos, em quatro anos, três títulos nacionais», explicou o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. «Mais do que conseguiu qualquer outra equipa nos últimos 15 anos».

A dificuldade do processo de compilação de imagens resumiu-se à variedade de momentos particularmente intensos vividos em quatro anos de Estádio do Dragão, prova da multifuncionalidade do espaço. O sumário audiovisual recordou, por exemplo, a vitória sobre o Barcelona na noite da inauguração, as festas de apresentação do plantel e do título, o triunfo sobre o Manchester United, no primeiro jogo das competições europeias acolhido no majestoso espaço, o regresso de Gelsenkirschen com a Taça dos Campeões na mão, o concerto dos Rolling Stones, o bailado de Joaquín Cortés e a apresentação do livro «Largos Dias Têm Cem Anos», da autoria de Jorge Nuno Pinto da Costa.

No decorrer do breve discurso com que assinalou a data, o presidente do F.C. Porto sublinhou o vanguardismo azul e branco, referindo-se ao facto de o Estádio do Dragão ser o único certificado em Portugal e o único de cinco estrelas certificado no globo. «Somos pioneiros e, para não variar, este título ninguém nos poderá tirar», observou, aproveitando a ocasião para revelar o fascínio recente do Marselha, disposto a enviar uma equipa de especialistas para adoptar o conceito do palco portista.

«Todos que cá vêm dizem que este é o estádio mais bonito e o melhor», acrescentou o presidente, seguro dos poderes de sedução e magnetismo exercidos pelo «aniversariante», que continua a atrair uma vasta legião de admiradores. Com projecto para a construção de um novo estádio, o Panathinaikos, da Grécia, chegou a propor um decalque ao arquitecto Manuel Salgado, antes de enviar um grupo de projectistas ao Dragão, e vários clubes brasileiros mantêm o propósito de adaptar a concepção portista aos seus recintos.

A jornada festiva prossegue ao longo do dia, franqueando as portas do estádio aos sócios e a crianças até aos 12 anos para visitas guiadas gratuitas.


Do site www.fcporto.pt

Mais vale doze do que oito e oitenta





Rui Moreira na Abola:

Mais vale doze do que oito e oitenta

A Reboleira aconteceu tudo o que não podia suceder. Não pelo resultado, já que não se pode ganhar sempre. É normal perder-se pontos, seja pelo mérito ou pelo catenaccio do adversário seja por erros de arbitragem. Desta vez foi diferente: o FC Porto esbanjou a vantagem de dois golos que merecera e conseguira sem grande esforço e desperdiçou os pontos por culpa própria. Por azar e aselhice, e sem grande mérito do Estrela.

Jesualdo atribuiu as culpas à falta de atitude da equipa, evitando crucificar Helton e Stepanov, cujos lapsos individuais foram a causa próxima do descalabro. Quem não gostou do remoque foi Bosingwa, que reagiu a quente e contrariou o treinador. Com mais prudência e tacto, também Bruno Alves discordou do diagnóstico do professor. Ora, percebe-se que, por pedagogia e a bem do espírito do grupo, Jesualdo tenha resistido a imolar os dois principais culpados mas talvez devesse, então, ter assumido também uma parcela desse ónus, como fez Paulo Bento em Braga. A verdade é que quando Lucho saiu (e via-se que estava a jogar em sacrifício) toda a equipa oscilou. Desta vez as substituições e as alterações tácticas não ajudaram, se calhar porque não estavam no banco os jogadores mais apropriados, ou porque faltam os Ibsons e Jorginhos (os tais brasileiros de que falei há tempos) para congelar a bola longe da nossa área.

Felizmente, não creio que este conjunto de desventuras se vá repetir e seria um escândalo se esta equipa não chegasse para uso doméstico. O único motivo para alarme é o estado de espírito dos adeptos que, mimados por anos de ouro, oscilam entre o oito e o oitenta, entre a exaltação e a depressão. Há mesmo aqueles que exultam de forma acrítica quando a equipa ganha mesmo que nada jogue mas que não toleram qualquer mau resultado e, à primeira contrariedade, soltam os assobios.

Lembro-me dos anos cinzentos em que, apesar dos insucessos ditados pela fraca gestão e pelo sistema instalado, nada ganhávamos. Apesar disso cerrávamos fileiras, apoiávamos a equipa até ao último minuto e só depois, se as coisas corriam mal, exibíamos o nosso desgosto, atirando para o relvado as almofadas alugadas aos meninos do Terço. É natural que sejamos exigentes mas a equipa precisa do nosso apoio sensato.

Espero que não seja preciso um novo ciclo de reveses para readquirirmos a garra que fazia de nós todos, e não apenas das incansáveis claques, o 12.º jogador em campo.

Quem dá 8 milhões? E 4 milhões? Pronto, vai por 2...

Itália - 11 brasileiros:-)))






Começa hoje o Europeu de Fubebol de salão, mas o mais extraordinário são os 11 BRASILEIROS DA EQUIPA ITALIANA, Itália como sabemos não têm tradição nenhuma em futebol:-)))