quarta-feira, outubro 05, 2005

Campeões do Mundo vs Corja Lampiónica

2500 bilhetes para benfiquistas

Procurando evitar as polémicas que marcaram a realização dos últimos clássicos, o FC Porto resolveu ceder ao Benfica o número de ingressos regulamentarmente estipulado para o próximo clássico. Cinco por cento da lotação do Estádio do Dragão, cerca de 2500 lugares, estará reservada para adeptos do Benfica. Os bilhetes estão à venda desde ontem.

A diferença de comportamento entre a direcção de um clube Campeão do Mundo e a corja que dirige a lampionagem. Elucidativo.

Tudo bons rapazes

Afinal, está viva e aos pontapés. A Comissão Disciplinar da Liga, claro. Como de costume, ressuscitou em vésperas de um "clássico" - os senhores juízes não podem ver a luz de um holofote sem se meterem logo à sua frente - e trouxe consigo sumaríssimos frescos, acabadinhos de espremer. Desta vez não dava mesmo para fechar os olhos, não é?

As entradas de Petit a Targino e de Medeiros a Petit no Benfica-Guimarães dispensam comentários - que mesmo assim se vão multiplicar nos próximos dias - e a cuspidela de Sergipano a Ricardo Costa é inqualificável, embora se possam arriscar palavras como nojenta ou badalhoca para tentar descrevê-la.

Ora, os sumaríssimos são todos iguais, mas há alguns sumaríssimos com mais polpa de que outros. O sumaríssimo a Petit, em vésperas da visita do Benfica ao Dragão, é um verdadeiro néctar: vai alimentar páginas e mais páginas, conversas e mais conversas, polémicas e ainda mais polémicas. Com jeitinho, vai durar até ao "clássico" propriamente dito e ainda vai estar bom para nos consumir depois.

Até ver, o sumaríssimo a Petit coloca-o em risco para o jogo com o FC Porto. A Comissão Disciplinar da Liga propõe uma suspensão de dois jogos para o jogador do Benfica e, graças à paragem do campeonato para os compromissos da selecção, uma decisão definitiva pode muito bem ser conhecida a tempo do "clássico". Pode, mas isso não quer dizer que seja. Ora, ao contrário do que os mais distraídos podem pensar, este não é o primeiro sumaríssimo a jogadores do Benfica.

Na última temporada Simão Sabrosa foi alvo de um processo semelhante na sequência de um Benfica-Guimarães e logo em vésperas de um FC Porto-Benfica. Ele há cada coincidência! Na altura, Simão contestou o processo e apresentou como testemunha nada menos que o seu bom amigo Alex, a alegada vítima da alegada cotovelada que justificou o sumaríssimo, adiando a decisão até depois do jogo no Dragão. Entretanto, Alex garantiu que não, que Simão não o tinha cotovelado, que no fundo tinha sido ele a atingir violentamente com a cara o cotovelo do benfiquista. Ganhou de prémio uma pré-temporada com o Benfica e um contrato com o Wolfsburgo. Nada mau. Simão, um bom rapaz, acabaria absolvido pela CD.

Petit, entretanto, tem problemas mais complicados para resolver. Desde logo porque é improvável que Targino aceite testemunhar o seu bom carácter. Acontece que, exactamente no mesmo jogo que resultou no sumaríssimo a Simão Sabrosa, Petit já tinha sido autor de uma entrada violenta, que a CD não viu, precisamente sobre Targino. As coincidências nunca param de nos surpreender! Depois, há os prazos. Faltam quase duas semanas até ao jogo no Dragão. Até lá, a CD tem tempo para ouvir testemunhas, ver vídeos e tomar decisões. Por outro lado, está agendada para os próximos dias uma greve dos magistrados...

Jorge Maia in Ojogo

terça-feira, outubro 04, 2005

Miguel Sousa Tavares - Exclusivo


AS RAZÕES À VISTA DE ADRIAANSE

Não vejo que vantagem possa haver em pedir a Co Adriaanse que ponha a equipa a jogar com base num sistema que depende do sector em que ela é mais fraca. Se não sabe defender, a umca coisa que o FC Porto pode fazer é atacar.

Nas semanas em que há jogos europeus a desvantagem de escrever no início da semana, como eu, é que os jogos europeus já estão desactualizados face aos jogos do campeonato que, entretanto, tiveram lugar ao fim-de-semana. É o caso, agora: para um portista o grande tema de meditação, esta semana, não pode deixar de ser a incrível derrota europeia frente àquela equipa com nome de agência de publicidade, e as subsequentes declarações que, sobre ela, fez o treinador Co Adriaanse, bem como as inúmeras reflexões que essa derrota e os comentários do treinador portista inspiraram. Só que, entretanto, houve o jogo da Madeira, susceptível ou não de mudar as conclusões que já teriam sido tiradas.

Ora bem. Sucede que, por acaso, eu acho que nem é assim. A derrota contra o Artmedia, o empate contra o Marítimo e as declarações de Adriaanse de que não iria mudar a sua filosofia e o seu estilo de jogo, apesar das sucessivas desilusões motivadas pelos descalabros defensivos dos portistas, permitem um julgamento comum sobre as razões do treinador do FC Porto. Os factos (os resultados) dão-lhe ou não razão, na sua crença de que o futebol de ataque é a solução adequada — em geral e, em particular, para o caso desta equipa do FC Porto? Há ou não razão para lenços brancos?

A minha opinião é que Co Adriaanse tem razão — e julgo que comigo está a generalidade dos adeptos portistas. No geral porque é mil vezes preferível, como espectadores, um futebol de ataque, que traz espectáculo, emoção e beleza ao jogo, que aquele futebol completamente estéril e passivo que a equipa jogava no ano passado. No particular porque, olhando para a actual equipa do FC Porto, é fácil perceber que, face àquela defesa de gelatina, a melhor defesa possível... é o ataque.

Muita gente criticou Adriaanse por ele não saber defender os resultados, ter uma estratégia suicida de ataque, nunca parar em busca do maior número de golos possível. Para esses espíritos desassossegados por tanta coisa nova e diferente Adriaanse deveria ter posto o FC Porto à defesa assim que chegou ao 2-2 em Glasgow e deveria ter parado de atacar assim que chegou ao 2-0 contra o Artme-dia, em lugar de continuar à procura do 3-0. Pois, mas os factos podem ser vistos de outra perspectiva, onde os críticos perdem a razão: mesmo a jogar com 10 o FC Porto teve duas oportunidades de chegar ao 3-2 em Glas-gow e, se o tem conseguido, pelo menos não acabaria a perder o jogo; teve uma oportunidade inacreditavelmente desaproveitada de chegar ao 3-0 contra o Artmedia e, se o tem conseguido, pelo menos não perdia o jogo; e, da única vez que recuou e defendeu o resultado — no Funchal a jogar contra 10, a um quarto de hora do fim —, acabou por consentir o empate. Moral da história, do meu ponto de vista: com uma defesa que, seja contra quem for, sofre habitualmente dois ou três golos, a única salvação possível é que o ataque e o meio-campo ofensivo consigam pelo menos marcar três e, de preferência, quatro.

Deixemos de parte o recente e estranho jogo contra o Marítimo, em que, a par da pior exibição da época, o FC Porto foi surpreendido (como todos fomos) por um Marítimo que, em quatro dias de trei-nador novo, ressuscitou da nulidade e apareceu pujante de futebol e de energia, correndo sem parar, ao ponto de, a jogar com 10, ter conseguido encostar o FC Porto lá atrás a 15 minutos do fim. Vamos ver se esta extraordinária e instantânea ressurreição se confirma e em que termos nos jogos seguintes. (Só dois apartes, para contrariar as verdades feitas: o golo anulado ao Marítimo foi, tal como o golo anulado ao FC Porto, bem anulado, porque entre o jogador do Marítimo e a linha de golo só havia um portista no momento do passe — o Bruno Alves; o invocado penalty que terá sido sofrido por um sujeito do Marítimo que se viria a distinguir por cuspir na cara dos adversários e entrar a matar sobre eles depende da vontade de cada um — para mim trata-se de um .penalty à João Pinto, um estafado número que consiste em adiantar a bola para onde já não se pode ir buscá-la e depois arrastar a perna deliberadamente para encontrar a perna do defesa que tenta cortar a bola.)

Mas, à parte esse atípico jogo com o Marítimo, o que o marcante jogo contra o Artmedia mostrou foi apenas aquilo que já se sabia. O que falta a este FC Porto, em minha opinião, é aquilo que aqui escrevi a seguir ao jogo contra o Glasgow Rangers: o fim do azar e uma defesa minimamente capaz. Compare-se com o Sporting, contra o Halmstads. Perdeu também por 2-3 mas o adversário ainda poderia ter marcado outros três. Já o Artmedia e o Rangers chutaram, cada um deles, quatro vezes à baliza do FC Porto, acertaram três vezes e das três foi golo. Em contraste, o FC Porto chutou 28 vezes à baliza do Artmedia, 25 à do Rangers, perdeu quatro ou cinco oportunidades flagrantes em cada um dos jogos, teve 62% de posse de bola no primeiro jogo e 68% no segundo, teve seis vezes mais ataques e seis vezes mais cantos que ambos os adversários... e perdeu os dois jogos. Independentemente dos erros defensivos, é forçoso reconhecer que apenas um pouco menos de azar e as histórias teriam sido outras.

Agora sobeja a outra verdade incontornável. O FC Porto tem o terceiro ataque entre as 32 equipas Liga dos Campeões, é a equipa que mais ataques fez, mais remates fez, mais posse de bola teve. E a pior defesa. Nenhuma equipa com aspirações europeias se pode dar ao luxo de marcar quatro golos em dois jogos e perder ambos. Ou de sofrer oito remates à baliza e encaixar seis golos. É simplesmente impensável.

Ao longo das últimas décadas o FC Porto habituou os seus adeptos a ter sempre um ou dois grandes defesas-centrais em acção, trás para a frente, foram os ciclos de Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Aloísio (10 anos!), Geraldão, Celso, etc. Nunca, que me lembre, o FC Porto iniciou uma época sem ter um grande central, pelo menos. Aconteceu este ano, em que o melhor deles, Jorge Costa, está, ainda por cima, encostado ou lesionado. A dupla dos últimos jogos — Ricardo Costa e Bruno Alves — é a pior de todas, com a agravante de ter nos flancos dois laterais adaptados. E, quando assim é, não há milagres. Ricardo Costa bem pode justificar dizendo que a responsabilidade de defender é de todos e não apenas dos defesas: é tão verdade como dizer que a responsabilidade de marcar golos é de todos. O que sabemos é que a frieza dos números demonstra que o ataque tem cumprido a sua obrigação, a defesa é que não.

O problema só tem solução de fundo e esta só pode chegar em Dezembro e cara. Daqui até lá, porém, decide-se o destino do FC Porto na Liga dos Campeões. Para que ele seja feliz é preciso que a sorte mude e a defesa portista seja capaz, ao menos, de não encaixar dois ou três golos todos os jogos. Entretanto, não vejo que vantagem possa haver em pedir a Co Adriaanse que ponha a equipa a jogar com base num sistema que depende do sector em que ela é mais fraca. Se não sabe defender, a única coisa que o FC Porto pode fazer é atacar. E quanto mais melhor.

Aonde está o Conselho de Disciplina Lampiónico? Versão 3.0

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Jogo FC Porto-Estrela da Amadora, minuto 64'. Emerson ignora a bola, voltando-lhe as costas para se concentrar no seu alvo: Lucho González. A cotovelada com que o brasileiro agrediu o médio argentino do FC Porto não resultou da disputa acesa de um lance com o adversário, não foi um reflexo de defesa, nem um acidente involuntário. Foi um acto de violência premeditado com a frieza calculista que só pode resultar de patologia do foro psiquiatrico ou de uma sensação de impunidade que o cartão amarelo mostrado por João Vilas Boas só serviu para justificar e que a multa de 50 euros aplicada pela Comissão Disciplinar da Liga reforça.

Fosse a mesma cotovelada disparada à queima-roupa por um jogador do FC Porto e lá teriam os senhores juizes da CD da Liga que voltar a correr das férias, ainda com os calções a pingar e a toalha amarrada no cabelo, para punir exemplarmente o agressor. Assim, repete-se o filme da última temporada. Enquanto os jogadores do FC Porto forem só as vítimas, os meritíssimos juizes do CD da Liga fazem como os três macacos da lenda, embora esses sejam genericamente considerados sábios: não vêm, não falam e não ouvem. Limitam-se a guardar os sumaríssimos na mesma gaveta onde estiveram trancados durante toda a primeira volta da última temporada, para lhes sacudir o pó e pô-los a uso ao primeiro sinal de falta de espírito cristão por parte dos portistas. Quando jogadores como Lucho González se cansarem de oferecer a outra face a cotovelos alheios sem a proteção que lhes devia ser garantida pelos árbitros, quando eventualmente passarem de vítimas a agressores, lá vai estar a CD no papel de Santo Ofício, a explicar que já chega, que há cotoveladas e cotoveladas e que é preciso actuar com firmeza para evitar abusos. De preferência, reclamarão as luzes da ribalta em vésperas de um clássico, porque pura e simplesmente não conseguem evitar a queda para o melodramático. É só uma questão de tempo.

Jorge Maia in Ojogo em 27 Agosto 2005

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Marítimo - FCPORTO

80' Que punição merecia Sergipano por cuspir na cara de Ricardo Costa?

Jorge Coroado: "Em termos futebolísticos, deveria ter visto um cartão vermelho directo. Em termos de urbanidade e civismo, deveria ser punido de forma severa e exemplar. "

Rosa Santos:"Deus escreve certo por linhas tortas, pois mais tarde acabou por ser expulso por acumulação de amarelos. Teve uma atitude porca, muito pior do que atingir um adversário a pontapé. "

Soares Dias:"O jogador do Marítimo teve uma atitude grosseira ao ter cuspido na cara do Ricardo costa e deveria ter visto o cartão vermelho."

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Benfica - Guimarães

65' A entrada de Petit sobre Targino era merecedora de cartão vermelho?


Jorge Coroado: "Petit, de forma feia, violenta e desrespeitadora da ética profissional, foi deliberadamente com a sola da bota aos gémeos do jovem Targino. Mais experiente e mais velho, o jogador do Benfica tem a obrigação de saber o mal que podia ter causado ao colega. O árbitro, assinalando a falta, não deve ter receio e deve ter coragem para agir sobre aqueles que se julgam imunes pelas camisolas que usam. Vermelho era a cor do cartão a usar. "

Soares Dias: "Ficou por mostrar um cartão vermelho pois foi uma entrada violenta sobre Targino que até o levou a sair. Não compreendemos por que razão não foi mostrado um cartão que só podia ser vermelho. "

Rosa Santos:"A lei diz que estas entradas de agressão ao tendão de Aquiles têm de ser punidas pelos árbitros. O senhor Petit foi violentíssimo e tinha de ser expulso. Para se ser um grande árbitro é preciso ter-se coragem e este juiz mostrou não a ter. "


Fico a aguardar pelos sumaríssimos do Conselho Lampiónico da Liga...eu sei que são regras a aplicar exclusivamente em jogadores do FCPORTO, mas podiam por uma vez ou outra cometer uma pequena loucura, como por exemplo castigar esse caceteiro-mor PETIT!!!

segunda-feira, outubro 03, 2005

ANDERSON - MELHOR JOGADOR DO MUNDIAL

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O Brasil perdeu a Final 3-0 contra o México, depois de terem arrumado ANDERSON , logo aos 5 minutos com suspeitas de factura do tornozela direito.O Brasil sem ele , nunca mais foi o mesmo.

Mesmo assim a FIFA nomeou-o O MELHOR JOGADOR DO MUNDIAL SUB-17.

Ganhámos TORNEIO DOS CAMPEÕES

Image hosted by Photobucket.comFCPORTO 74 - 65 Ovarense Image hosted by Photobucket.com

domingo, outubro 02, 2005

Quase...vitória dos críticos

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Quero aqui dar os meus parabéns aos críticos, pois conseguiram uma coisa rara esta época:

Conseguiram que o FCPORTO entrasse TOLHIDO em termos ATACANTES pela primeira vez esta época e o que havia a melhorar , a DEFESA, continuasse na mesma...

Além disso, depois de estar a ganhar por 1-2 , fizeram o contrário do habitual e tanto criticado...recuaram...recuaram...até levar mais um golo.

Depois , faltou aquela pontinha de sorte que este ano não quer nada connosco...

Para o CO ADRIAANSE:

Borrifa-te para o que dizem os críticos e coloca-me a equipa a jogar ao ataque novamente do principio ao fím...


Co Adriaanse:

"Jogou melhor e teve algumas ocasiões de golo. Podia ter feito, inclusive, o dois ou mesmo o três a zero. Não fomos capazes de criar oportunidades e na única que tivemos o Benni estava fora de jogo".

"Estivemos melhor, dominámos e merecemos os dois golos, mas não conseguimos controlar o 2-1 a sete minutos do fim. Foi uma pena. As substituições correram bem. Tivemos novamente oportunidades para vencer, mas quisemos marcar depressa demais e por isso falhámos no remate".

"O primeiro foi outra vez de um livre, repito de um livre, e no segundo, que vou ter de ver melhor na televisão, fiquei com a impressão de que o Baía podia ter defendido, mas talvez tenha visto a bola já muito tarde".

O técnico discordou de que a equipa tenha ficado desequilibrada por ter arriscado tudo com as substituições e lembrou que, após o 2-1, o esquema "voltou ao normal, com quatro defesas, o Lucho e o Ibson à frente deles, o McCarthy atrás do Hugo Almeida e o Jorginho e o Lisandro nas alas".

"É muito diferente do Dragão. Aqui a bola rola muito mais lenta".

"É uma boa equipa e tem excelentes jogadores, sobretudo os avançados. Na primeira parte, jogaram muito bem e mostraram boa técnica".

TOP Marcadores FCPORTO:

César Peixoto 3 golos
Hugo Almeida 2 golo
Ricardo Costa 1 golo
Quaresma 1 golo
Alan 1 golo
McCarthy 1 golo
Jorginho 1 golo
Lisandro 1 golo

TOP Disciplina FCPORTO:

Jorginho 1 amarelo
Pedro Emanuel 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo
Sonkaya 1 amarelo
Bruno Alves 1 amarelo
Ibson 1 amarelo
Cesar Peixoto 1 amarelo
Ricardo Costa 1 amarelo
Lucho Gonzalez 1 amarelo

sábado, outubro 01, 2005

Nem tentem...

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"Se não gostam, vou embora"

PERGUNTA - Que aspectos precisa a equipa de melhorar?
CO ADRIAANSE
- Precisamos de experiência e só a podemos ter ficando mais velhos e com mais jogos. É uma questão de tempo. Temos de melhorar a forma como defendemos nas bolas paradas. Os jornalistas em Portugal dizem que a defesa é má, mas se analisarem os golos, por exemplo o segundo, nasce de um canto a favor do FC Porto. Nesse caso, a organização da equipa não foi a melhor, mas não tem nada a ver com o carácter defensivo ou ofensivo do sistema. Bolas paradas são outra coisa. O terceiro golo também não foi por causa do nosso estilo atacante. Surgiu de um livre numa das faixas em que o Ibson voltou a errar ao fazer uma falta desnecessária porque o Bosingwa estava a seu lado e eram dois contra um. Tínhamos sete jogadores atrás da linha da bola, mais o Baía, contra quatro avançados do Artmedia e eles marcaram... Isso não tem nada a ver com o sistema. É organização. Penso que não há nenhum clube do Mundo melhor organizado nas bolas paradas do que o FC Porto. Estudámos no computar, discutimos e, se forem ao nosso balneário, vêem nas paredes quem marca os penalties, os livres nas faixas ou no centro, os cantos, quem defende e quem ataca... Os jogadores sabem o que fazer e nós, como treinadores, não podemos fazer melhor nesse aspecto. Mas é preciso que os jogadores estejam concentrados e cientes do perigo do adversário. O oponente directo do Ricardo Costa marcou o terceiro golo. Ele estava a marcá-lo, mas deixou-o ir meio metro e foi golo. Não foi uma questão de desorganização, mas de falta de concentração e experiência. A responsabilidade é minha, mas se olharem para a equipa só três jogadores pensam em defender: o Vítor Baía, o Ricardo Costa e o Bruno Alves. O César Peixoto era um extremo e agora está a jogar mais recuado e o Bosingwa também pensa mais no ataque do que na defesa, assim como o Ibson e o Lucho.

P- Mas pode facilmente mudar isso...
R- Sim, mas, em Portugal, toda a gente diz que o FC Porto joga bem no ataque, cria perigo e dá espectáculo. O Diego teve oportunidade para fazer o 3-0. Estava sozinho a poucos metros da baliza, podia ter parado e ver para onde rematava e terminar aí o jogo. Preciso de ensinar os meus jogadores a pensar mais em defender, em determinados momentos. Isso, repito, é uma questão de tempo e de experiência. Se mudar a equipa, também mudo o estilo, a minha filosofia e mudo-me a mim próprio. E não o vou fazer. Tenho 58 anos, muita experiência como treinador e já tive muito sucesso em diferentes clubes com esta filosofia. Penso que é uma excelente filosofia para o futebol. Mas temos de melhorar nas bolas paradas. É uma questão de treino e mais treino. E, claro, de atitude dos jogadores. Se um jogador, pode ser de ténis ou de golfe, quiser melhorar os seus passes e remates, ganha mais facilmente. Rematámos 44 vezes na Liga dos Campeões e somos também a equipa com mais cantos e não ganhámos nenhum jogo. Então, temos de melhorar os nossos remates, as bolas paradas e a concentração. Após o 2-0, devíamos ter fechado o jogo e esperar pelo intervalo, mas isso não aconteceu porque, como já expliquei, houve cinco falhas individuais que originaram o golo do Artmedia. Essa é a verdade e é isso que devemos melhorar e não jogar mais à defesa como todas as outras equipas.

P- A equipa tem de melhorar com o tempo. E os adeptos têm de esperar?
R- Claro e se não quiserem ou puderem esperar têm de tirar os lenços brancos dos bolsos e acenar e aí vou para casa e vem um treinador novo. São os adeptos que decidem: se não gostam de mim, vou embora. O FC Porto trouxe-me porque tenho 58 anos e uma filosofia e um sistema próprios. Se os adeptos não gostam, tudo bem, é porque a direcção cometeu um erro e escolheu mal o treinador. Há tantos treinadores que optam por um estilo defensivo e cauteloso em 4x5x1... Até vocês podem fazer isso, porque é a forma mais fácil de treinar. Para mim, esta é mais difícil, mas penso que é boa para futebol e acredito que posso ter sucesso. Mas para isso preciso do apoio da Imprensa, ou não... Podem achar que sou estúpido por não defender. É a vossa opinião, mas devem pensar no que é melhor para o futebol em Portugal. Vocês são fazedores de opiniões e decidem se eles devem ou não colocar os lenços de fora. Vocês escrevem e eles lêem. Têm muita influência, talvez mais do que eu, que estou sozinho. Todos os dias chegam aos adeptos e aos jogadores. Eles compram O JOGO e "A Bola" e acreditam no que lêem.

P- Sente-se sozinho em Portugal?
R- Não, porque tenho excelentes adjuntos e o apoio do Antero Henrique e do presidente. Eles acreditam em mim e devem fazê-lo, porque me escolheram.

"Este não é o grande Porto de Mourinho"

P- No final do encontro com o Artmedia disse que não conseguia explicar muito bem a derrota. E agora?
R- O futebol é simples e as coisas simples podem ser explicadas. Jogámos muito bem durante 90 minutos. Na primeira parte dominámos e não demos qualquer hipótese ao adversário, mas um minuto antes do intervalo cometemos cinco erros seguidos. O primeiro foi do Ibson que tentou driblar e perdeu a bola no meio-campo quando poderia ter jogado facilmente para o lado ou para trás; o segundo foi a posição do César Peixoto que não estava no lado esquerdo da defesa, mas no meio-campo; o terceiro erro foi do Quaresma que quis fazer um passe habilidoso e perdeu a bola quando podia ter passado ao McCarthy que estava ao lado dele; o quarto foi do Jorginho. O homem que marcou o golo estava a correr à sua frente e o Jorginho mesmo sendo mais rápido do que ele deixou-o ir, não correu nem fez uma pequena falta; o quinto é do Ricardo Costa que fez um carrinho quando devia ter esperado pela bola. Tenho uma equipa muito jovem e inexperiente. As pessoas na Europa pensam que este é o grande Porto do Mourinho, mas ele já não está cá, está no Chelsea. Os jogadores também não são os mesmo. Só o Jorge Costa, que está sempre lesionado, e o Vítor Baía. Os outros são todos novos.

P- Ficou surpreendido com os resultados europeus?
R- Foi uma semana negra para Portugal e para a Holanda. O PSV, o Ajax, o Benfica, o FC Porto, o Sporting e o Setúbal perderam. O Braga empatou mas foi eliminado, assim como o Feyenoord e o Willem II. Foi mesmo uma semana negra.

"Pedro Emanuel está indisponível"

P- Como está o Pedro Emanuel?
R- Está a treinar com uma máscara de protecção na cara, mas os médicos proibiram a sua utilização. Disputar bolas com adversários pode ser muito perigoso para ele. Ainda não está disponível.

P- E os restantes lesionados?
R- O Jorge Costa e o Helton estão a treinar com o António Dias para recuperar.

P- Quando é que o Bruno Moraes poderá jogar?
R- Esta semana juntou-se ao grupo, mas ainda é cedo porque está parado há cinco meses. Precisa de tempo. Ainda assim, voltou um mês antes do esperado, o que é excelente para ele. E marcou o primeiro golo no treino, esta manhã...

"Ainda não abordámos o jogo com o Marítimo"

P- Até que ponto a derrota com o Artmedia poderá afectar a equipa no jogo com o Marítimo?
R- Não é possível determinar. Penso que só o saberemos no final do jogo. É outra competição, mas deve ter alguma influência. Podemos dizer que é passado, e falar é fácil, mas no pensamento há sempre qualquer coisa. Temos de esperar.

P- Mas como está o espírito do grupo?
R- É inegável que a derrota com o Artmedia tem peso no espírito dos jogadores. Queríamos ganhar e perdemos. Por isso, não houve alegria no treino.

P- Vai mudar alguma coisa na equipa?
R- Não posso dizer. Sei, mas não vou dizer.

P- O que conhece do Marítimo?
R- De momento nada. Vou receber informações esta tarde [n.d.r. a conferência de Imprensa foi realizada no final da manhã]. Ontem, foi dia de folga e tivemos de pensar no rescaldo do jogo com o Artmedia. Esta manhã [ontem] voltámos a falar sobre o jogo europeu e ainda não abordámos o Marítimo. Amanhã [hoje] vamos fazê-lo.

in Ojogo

Boa...

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Um clube diferente...pois

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Sessão interrompida por grupo de sócios indignados

Polícia na AG do Sporting

A reunião magna dos leões ficou marcada pela contestação. Um grupo organizado de sócios enveredou pelos insultos, chegando a ameaçar dirigentes e jornalistas naquela que foi a noite mais quente que o emblema verde e branco conheceu nos últimos anos.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Estatistica LIGA DOS CAMPEÕES

É engraçado verificar que o Inter de Milão ainda comete menos faltas do que o FCPORTO...esperemos que continue assim nos próximos jogos...

REMATES QUE FORAM À BALIZA
FC PORTO22
Real Madrid19
Juventus19
Bétis19
Olympiacos17

REMATES PARA FORA
Ajax25
Lille23
FCPORTO22
Werder Bremen20
Juventus20

CANTOS
FC PORTO21
Real Madrid21
Olympiacos18
Bétis16
Arsenal15

FALTAS
Glasgow Rangers53
Werder Bremen46
Artmedia45
18ºFCPORTO32
23ºInter de Milão30

POSSE DE BOLA
Ajax62%
FCPORTO58%
Barcelona58%
Bayer Munique58%
Real Madrid56%

quinta-feira, setembro 29, 2005

Engraçado



Um é criticado por jogar demasiado ao ataque, e não saber defender...

O outro é criticado por ser "cagão"...

Eu adora o futebol do primeiro, e aqueles primeiros 44 minutos ontem no Dragão foram do melhor que tenho visto por essa Europa fora...é uma questão de Co Adriaanse afinar a máquina para ter mais calma, não terem medo de fazer faltas uteis, ser mais matreira quando está a ganhar, os avançados serem mais eficazes, porque o futebol de ataque é delicioso. O apuramento para a CL está em perigo, mas o futuro é risonho...podem crer!!!

quarta-feira, setembro 28, 2005

Co Adriaanse resolve

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Co Adriaanse disse que não era obrigatório ganhar este jogo...foi tudo combinado...fico curioso como ele vai resolver este assunto...


Co Adriaanse, antes do jogo:

"Não é obrigatório vencermos o Artmedia, mas sabemos que na Liga dos Campeões temos que obter nove pontos, que é o resultado de três vitórias. Portanto, quanto mais cedo obtivermos a primeira vitória, melhor"


Co Adriaanse, depois do jogo:

"Peço desculpa aos adeptos"

"É difícil explicar. Temos melhor equipa, mas perdemos".

"Tivemos muitas oportunidades que não concretizamos. Aliás, podíamos ter feito o 3-0 pouco antes do 2-1. Sofremos o primeiro golo num momento crítico, mesmo antes do intervalo, e na segunda parte consentimos dois golos esquisitos".

"Arriscámos, metemos mais avançados, mas não deu resultado. Às vezes a melhor equipa não ganha".

"Em certas alturas do jogo devíamos ter tido mais posse de bola, mas acabamos por perder a bola muitas vezes e em zonas em que não podemos. O segundo golo deveu-se à má organização da defesa e o terceiro também. Nem sei quem marcou o terceiro golo, mas esse jogador devia ter sido vigiado de forma mais apertada".

"Os meus jogadores são muito bons, mas muito novos. Ainda arriscam em zonas onde devem ser mais eficientes. Mas, a responsabilidade é minha já que sou eu que os ponho a jogar e os treino. Mas, continuo a acreditar neles".

"Quando se joga um futebol total todos os jogadores são responsáveis. O Quaresma e o Ibson não são defesas e fintaram quando deviam passar e perderam a bola quando deviam ter jogado mais simples".

"Não vamos mudar o estilo por causa disso. Toda a gente reconhece que o FC Porto é
melhor equipa".

"Tenho bons defesas. Estes são resultados que acontecem. Sou eu o responsável. Sou eu que faço a táctica".

"Se estou envergonhado? Digo com respeito pelo Artmedia - estou envergonhado. Este era um jogo para ganhar. Peço desculpa aos adeptos, pois sou eu que os desafio a vir aos jogos".

"Agora é mais difícil. Foi uma grande decepção para todos e para o clube, que festejava o aniversário".


Top Marcadores Champions

Pepe 2 golos
Lucho 1 golo
Diego 1 golo

Top Disciplina Champions

Lucho 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo
Quaresma 1 amarelo
Bosingwa 1 amarelo

Classificação Grupo H

Inter 2-0 »6 pontos
Rangers 3-3 »3 pontos
Artmedia 3-3 »3 pontos
FC PORTO 4-6 »0 pontos


Assistência: 38708 espectadores

112º Aniversário - PARABÉNS FCPORTO

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Sardoeira Pinto (presidente da Assembleia Geral do FC Porto)



Se os 112 anos passados foram de glória e alegrias, os próximos 112 anos serão ainda maiores. E porquê? Houve um período em que o FC Porto esteve a ganhar dimensão e agora, depois de a ter ganho, tornou-se um clube infinito.


Texto sempre actual:

O F.C. Porto cumpre esta quarta-feira o seu 112º aniversário e vai, por certo, recordar muitas das façanhas e das figuras do passado. Hoje é dia de memórias e de ambições, um dia talhado para sorrir com nostalgia e encher o peito de ar. Para enfrentar novos desafios, para levar o emblema azul e branco muito mais além.

Quando, a 28 de Setembro de 1893, António Nicolau d’Almeida fundou o F.C. Porto, as suas projecções não seriam assim tão empolgantes. O clube era formado por um grupo de vontades da Invicta e queria proclamar o espírito desportivo e o futebol. As bases, todavia, eram demasiados fortes e criaram um gigante, um ícone que passou da cidade para o país e, progressivamente, para o âmbito planetário.

Hoje é dia de festa. É dia de recordar quem amou o F.C. Porto acima de tudo o resto e lutou bravamente na sua defesa. Hoje é dia de relembrar dirigentes, treinadores, atletas, associados e adeptos. Todos merecem a nossa recordação. Hoje e sempre.

A história do F.C. Porto é vastíssima e foi feita ao longo de 112 anos de esforço, dedicação e bravura azul e branca. É um exemplo que muitos respeitam e outros tentam imitar, um emblema para a eternidade, um símbolo partilhado por todos os portistas.
in fcporto.pt

terça-feira, setembro 27, 2005

Miguel Sousa Tavares - Exclusivo



DO QUE O POVO GOSTA


O exemplo prático do FC Porto de Co Adriaanse, a coragem do seu futebol de risco, a beleza dos espectáculos que proporciona e o público que enche o Dragão para o ver vão ser, não tenham dúvidas, o grande motivo de reflexão deste campeonato.

1 - Em Montreal, no Canadá, Luís Filipe Vieira anunciou que o Benfica já é o maior clube do Mundo, com 170.000 sócios e 70.000 kits vendidos. Transportado pelo próprio entusiasmo, o presidente benfiquista atreveu-se até a mais um salto qualitativo: este ano o objectivo e a previsão já não são só chegar à final da Liga dos Campeões mas sim vencê-la e fazer do «maior clube do Mundo» o campeão da Europa. Não mais de 30 mil benfiquistas — os que foram ver a estreia do seu clube na Champions — parecem comungar de igual entusiasmo. Mas pode ser que, aproveitando o momento insolitamente negativo que atravessa o Manchester United e as 10 baixas do seu plantel, o Benfica consiga esta noite em Manchester dar mais asas ao sonho presidencial e provar, no próximo jogo caseiro, que «certos estádios fizeram-se para estar cheios».

Sem nada prometer de semelhante, seja pela boca do seu presidente, treinador ou jogadores, e sem andar por aí a lembrar que o campeão do Mundo em título é ele, o FC Porto lá vai continuando a confundir esperanças com realidades. Quarenta e cinco mil espectadores estiveram no primeiro jogo do campeonato no Dragão; 37.000 no segundo; 41.000 no terceiro. Certos estádios fizeram-se para estar cheios: aqueles onde se joga bom futebol.

A receita de sucesso de Co Adriaanse é simples: futebol de ataque garante o espectáculo e o espectáculo garante o público. Dêem ao povo o que o povo gosta e a lua-de-mel será eterna. Houve quem se melindrasse pelo enunciado tão simples da sua receita; houve quem, num assomo de chauvinismo pacóvio, se melindrasse pelo facto de o holandês, tão verde entre nós, já se permitir considerações sobre os males do futebol luso; houve até quem visse nas suas declarações uma forma de desviar as atenções da sua brandura disciplinar contra McCarthy (que, por razões à vista, eles tanto desejavam que fosse levada aos limites...). Mas a vantagem de Adriaanse é esta: jogo após jogo ele mostra que as suas teorias não são apenas teorias mas sim uma filosofia de jogo, uma ideia do que deve ser o futebol e um projecto para salvar o «maior espectáculo do Mundo», que é levada a cena de cada vez que a sua equipa entra em campo.

Contra um excelente Belenenses viu-se um FC Porto de ataque continuado, incontrolável, insaciável. As jogadas para o golo sucedem-se, umas a seguir às outras, a imaginação anda à solta como uma febre sem controlo, os 90 minutos sabem a pouco. Dá gosto ver futebol assim! E os leitores que me permitam duas satisfações pessoais acrescidas: primeira, o triunfo do futebol de ataque, de que sou e sempre me confessei adepto incorrigível, contra os «meios campos superpovoados» e o «jogo de contenção» que fazem a doutrina dos nossos treinadores; segunda, a satisfação de ver o que vale um FC Porto com o onze que aqui venho defendendo há dois meses, ou seja, com McCarthy e Quaresma a titulares. Por mais voltas que o futebol dê, hei-de morrer sem que alguém me consiga convencer de que os grandes jogadores devem ceder lugar aos jogadores seguros ou disciplinados.

2 - 0 exemplo prático do FC Porto de Co Adriaanse, a coragem do seu futebol de risco, a beleza dos espectáculos que proporciona e o público que enche o Dragão para o ver vão ser, não tenham dúvidas, o grande motivo de reflexão deste campeonato. Foi porque já o perceberam que os sportinguistas despediram a sua equipa com uma assobiadela, após a magra e frustrante vitória caseira contra o V Setúbal e depois de terem visto Peseiro a defender o 1-0, em casa e em superioridade numérica, tirando o Liedson para colocar o Beto. Depois de uma época em que dispôs da melhor equipa nacional e jogou o melhor futebol, mas perdeu sempre nos momentos decisivos, José Peseiro acha que a solução é sacrificar o espectáculo e privilegiar os resultados. Depois do desastre contra o Nacional, a ordem parece ser clara: se a equipa está a ganhar por 1-0, defende-se o 1-0, com assobios ou sem assobios. Adriaanse pensa exactamente o contrário: se a equipa está a ganhar por 1-0, é preciso fazer o 2-0, continuando a atacar. Os resultados de ambos esta época já lhes deram razão, a um e outro, alternadamente. Mas não há dúvidas para que lado balança o coração dos adeptos, com qual das filosofias de jogo se defende melhor o futebol e com qual dos dois tipos de espectáculo se traz público aos estádios. Eu estou com as ideias de Co Adriaanse e ainda bem que elas estão ao serviço do meu clube.

3 - Ao minuto 19 do jogo de Al-valade o árbitro Paulo Baptista resolveu o jogo a favor do Sporting, assinalando penalty contra o Vitória e expulsão do guarda-redes setubalense. Resolveu-o, diga-se, de acordo com as regras e, portanto, nada há a dizer contra a decisão dele: considerou que Deivid foi tocado pelo guarda-redes, quando estava em posição de marcar golo, e, sendo assim, as regras mandam que assinale penalty e mostre o vermelho ao infractor. Não é a decisão do árbitro que está em causa mas a própria regra. Esta regra é equívoca, injusta e contra o espectáculo.

Equívoca porque exige do árbitro um juízo de valor totalmente subjectivo, as mais das vezes fundado num palpite: o jogador derrubado estaria ou não em posição flagrante de poder marcar golo? Cada cabeça sua sentença — o que, numa decisão de tal forma gravosa, não é recomendável...

Injusta porque, na prática, equivale a duas penalidades máximas na mesma jogada: a expulsão directa e o penalty. Faz muito mais sentido que o vermelho directo seja mostrado fora da área, a quem derruba um jogador que se vai isolar, que dentro da área. Porque, dentro da área, o penalty dá quase sempre como resultado um golo, enquanto o livre fora da área só raramente tem essa consequência. Um critério de adequação da justiça estabeleceria como regra que este tipo de jogada, se cometido fora da área, devia dar lugar a livre directo e expulsão e, se cometido dentro da área, a penalty e cartão amarelo.

Enfim, a regra em vigor contribui claramente para estragar o espectáculo, já que oferece uma clara oportunidade de golo a uma equipa e, simultaneamente, uma superioridade numérica que, se adquirida logo de início, como sucedeu em Alvalade, desequilibra o jogo e condena a equipa do infractor a remeter-se à defesa até final.

Mas esta regra tem também um mal acrescido: é que, ponderando todas as suas consequências para o próprio jogo, há muitos árbitros, incluindo alguns dos mais conceituados do Mundo, que se recusam a aplicá-la em todo o seu rigor: ficam-se pelo penalty e pelo amarelo. Mas como, apesar de muitos, não são todos, e há sempre os outros, como Paulo Baptista, que seguem a lei à letra, está estabelecido um critério aleatório, variando de árbitro para árbitro, com toda a incerteza e toda a injustiça a que isso se presta. Anteontem o Sporting beneficiou, e sem contestação possível, de um critério estrito do árbitro nesta matéria. Mas se amanhã o critério for outro, ou for o mesmo contra o Sporting, lá virá o inevitável dr. Dias da Cunha bramar contra a arbitragem e o sistema. Esperem para ver...

4 - Só um grande profissional, um grande jogador e um grande atleta, como o é Marco Aurélio, poderia atingir a marca impensável de 200 jogos consecutivos na I Liga, SuperLiga ou BetandWin qualquer coisa. Duzentos jogos são seis anos e meio a defender as balizas, sem falhar um jogo, por lesão ou por castigo. E, 200 jogos depois, aos 35 anos de idade, ele ainda prova que pode ser o melhor da equipa, como o foi sábado passado, na visita ao Dragão. Eis alguém que certamente merece cada euro que ganha.

Nem o Sócrates se lembrou desta



Luis Filipe Vieira:

"O verdadeiro benfiquista, em vez do bilhete de identidade, deve mostrar o cartão de sócio. Serve como identificação"


Nem o primeiro-ministro Sócrates se lembrou desta...É uma excelente forma de apanhar os vigaristas, os que fogem ao fisco, os ladrões,etc,etc, como toda a gente sabe quando há um jogo do Benfica, a taxa de assaltos baixa 98%...não é preciso cruzamento de dados, fiscalização nada...basta apresentar o cartão de sócio do benfica. Bravo. :-)))

segunda-feira, setembro 26, 2005

És um Fabuloso do caraças...

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Luís Fabiano continua sem marcar

A História repete-se? Parece que não, mas não há certeza! O que se repete e, neste caso, há exemplos a esmo, são as estórias, sobretudo quando o sujeito delas é o mesmo. Ainda todos se lembram dele, de Luís Fabiano, o Fabuloso que esteve no FC Porto. Foi-se embora e disse cobras e lagartos dos dragões, dos seus dirigentes, do futebol português, em geral. Ninguém teve paciência, ninguém esperou pela sua adaptação a uma nova realidade; os golos, com trabalho, apareceriam a seu tempo, que precisava de mais minutos nas pernas, mais oportunidades, como se diz nestes casos. Foi para Espanha, para o Sevilha. Três meses não chegaram para a adaptação ao futebol espanhol.

Em declarações ao diário desportivo "As", foi ao bornal das frases feitas e aí vai disto.

"Ricardo Oliveira (Bétis) também tardou um pouco a marcar o primeiro", disse o Fabuloso, continuando:"Todos os atacantes têm momentos destes. Fernando Torres esteve sem marcar e agora marca. Sei que isto passa se trabalhar e se todos me apoiarem, pois sabem que só aqui estou há três meses e que esta liga é complicada".

Reconheceu, por outro lado não estar "em bom momento". E continuou: "Faz-me falta marcar para ter um pouco mais de confiança", sublinhando que "também é importante ganhar jogos para ganhar essa confiança" e alinhar numa "sequência importante de partidas". No fim-de-semana, o Sevilha jogou em Vigo, com o Celta, e perdeu por 2-1. Houve duas grandes penalidades contra os galegos e Luís Fabiano falhou a primeira. Na segunda, quando se preparava para tentar de novo a sorte, Maresca pediu ser ele a atirar, que estava com "confiança". E marcou. Quanto ao futuro, o Fabuloso diz não temer que os adeptos lhe voltem as costas, pois os "aficcionados do Sevilha são bons e apoiam sempre".

in Ojogo

Aonde é que eu já ouvi isto??? Os franceses já assistiram a este filme, os portugueses idem aspas e os espanhois estão a assistir agora...Fabuloso mesmo, só se for no Brasil...

domingo, setembro 25, 2005

Festival de golos falhados

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Mais uma exibição de LUCHO, com um festival de golos falhados, especialmente o "Sokota" em que por duas vezes isolado não conseguiu marcar e quando o conseguiu estava em fora-de-jogo...oops, não era o Sokota , era o Jorginho( um grande jogador diga-se,das melhores contrações do FCP), mas...se fosse o Sokota já lhe estavam todos a cair em cima...um grande golo à la McCarthy...Ricardo Costa , pela enésima vez a fazer asneiras atrás de asneiras, valendo São Vitor Baía, que mostrou o que vale quando os árbitros cumprem as regras. Mais 3 pontos e o povão satisfeito, só 41109...venha o Artemedia...

Co Adriaanse:

"Um jogo disputado a muita velocidade, com excelentes oportunidades e com muito espectáculo".

"Começaremos agora a preparar este jogo a pensar em vencer no Dragão e em oferecer um excelente espectáculo.É importante celebrar esta vitória sobre o Belenenses e depois estudar as qualidades do Artmedia, esperando que venham cá muitos adeptos".

"Estou muito satisfeito, as pessoas gostaram. Tivemos tudo o que pode haver num jogo: velocidade, espectáculo, excelente execução técnica e muitas oportunidades. Não demos grandes hipóteses ao Belenenses, com excepção do remate de longe de Paulo Sérgio, logo no início, mas depois oferecemos um grande espectáculo. O Belenenses jogou bem, como também o fez contra o Sporting, ao criar três ou quatro oportunidades, pelo que o Sporting sentiu muitas dificuldades para ganhar".

"Ficaria maais satisfeito se tivesse marcado mais dois ou três golo na parte final: Hugo Almeida teve dois bons remates de longe; o Lisandro também; o Jorginho idem e Ricardo Costa mais uma quando o guarda-redes deixou a bola passar. Por isso, os adeptos saem satisfeitos".

" Sim, o Quaresma jogou como eu quero, agora ele joga mais como um jogador experiente não procura só o individualismo e pensa na equipa, mantendo o seu estilo, que eu gosto e os adeptos também. Ele é rápido, habilidoso e remata bem. Fez algumas assistências, está a trabalhar melhor nas transições e ajuda na defesa, penso que em três meses aprendeu muito".

"Não acho que sejam equipas ofensivas. O Braga jogando em casa só defendeu e o Belenenses é uma equipa de contra-ataque. Se essas equipas procurassem mais o golo seria mais complicado para nós. Além disso, as poucas oportunidades que o Belenenses teve surgiam de erros nossos. O Ricardo Costa cometeu dois, felizmente que não resultaram em golo. Acrescento ainda que o Sporting é uma equipa ofensiva, mas o Braga e Belenenses não".


TOP Marcadores FCPORTO:

César Peixoto 2 golos
Hugo Almeida 2 golo
Ricardo Costa 1 golo
Quaresma 1 golo
Alan 1 golo
McCarthy 1 golo
Jorginho 1 golo

TOP Disciplina FCPORTO:

Jorginho 1 amarelo
Pedro Emanuel 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo
Sonkaya 1 amarelo
Bruno Alves 1 amarelo
Ibson 1 amarelo

Assistência: 41109 espectadores

sábado, setembro 24, 2005

Para o Queirozinho...

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Ataque à Mouralândia

Contrato leonino faz Tengarrinha mudar-se do Benfica para o FCPORTO


... a proposta de um contrato cheio de proibições disto e daquilo fez com que Bernardo Tengarrinha, um dos putos maravilha da Selecção de Sub-16, tivesse rejeitado a continuidade no Benfica, e logo agora que o Centro de Estágio do Seixal caminha para a inauguração em Janeiro e Filipe Vieira pensa em fortalecer a formação, lapidando diamantes uns atrás dos outros "nos próximos cem anos".

Calma! Tengarrinha não ficou sujeito às baias desse contrato e tinha quem estivesse atento às suas qualidades de médio-centro - nem mais nem menos do que o FC Porto. Resultado: nos próximos dias Bernardo Tengarrinha muda-se de Lisboa para o Porto e não faltará quem vá seguir muito de perto a sua carreira.

In OPato

Encaixe de 21,2 milhões de euros

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Renegociação com a PT vale mais de 20 milhões


O FC Porto anunciou ontem um encaixe de 21,2 milhões de euros - verba que será parcelada nos próximos seis anos - resultante da renegociação do contrato com a Portugal Telecom, com quem os portistas estenderam a ligação até 30 de Junho de 2011. A informação foi comunicada à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários, cumprindo uma formalidade legal indispensável às empresas cotadas na Bolsa, e esse comunicado dá ainda conta de uma das alíneas inovadoras do acordo entre os portistas e a Portugal Telecom, que continuará estampada nas camisolas dos dragões: os proveitos do FC Porto podem crescer, conforme ficou estipulado, mediante o rendimento desportivo no período em que vigorar a ligação contratual. Por outras palavras, o bolo fixo de 21, 2 milhões de euros, garantido pelo simples prolongamento do vínculo, pode fermentar com as próximas vitórias dos portistas, ficando apenas por saber que triunfos serão mais valorizados nesta parceria comercial.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Agora é o Santos...

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Claudio Pitbull vai representar o Santos, emprestado pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, clube que também o tinha recebido por empréstimo durante o defeso. Numa negociação tripartida - o FC Porto tinha de dar autorização para que a mudança se verificasse -, os esforços de Marcelo Teixeira, presidente do clube paulista, concretizaram-se à quarta tentativa para garantir os serviços do avançado. A verba que os brasileiros tiveram de pagar ao árabes não foi revelada.

Fora dos planos de Adriaanse, o brasileiro foi emprestado ao clube saudita, que pagou cerca de meio milhão de euros pelo empréstimo até 30 de Junho de 2006, exactamente o período que Pitbull vai permanecer no Santos, tendo o futebolista beneficiado ainda de um aumento significativo no vencimento. O empresário Jorge Baidek esteve no centro das negociações, que envolveram contactos com três clubes, tendo a maior dificuldade sido a relutância do Al-Itihad em separar-se do futebolista. in Ojogo



Que raio de treta é esta de emprestar jogadores já emprestados...

quinta-feira, setembro 22, 2005

Traficante lampião na maior...

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Louçã acusa Luis Filipe Vieira


Francisco Louçã, líder do BE, acusa a actual vereação autárquica de Lisboa de alterar o Plano Director Municipal (PDM) para favorecer o negócio entre o presidente do Benfica e a Galp.


Luís Filipe Vieira adquiriu um terreno junto à Expo como loteamento industrial, onde funcionaram umas instalações da Galp. José Sá Fernandes, disse que o terreno valia 40 milhões de euros e passou a valer 460 milhões.

Ninguém pára a "instituição"...é tudo muito transparente...Administradores penhorados,dívidas ao fisco, estádios novos num clube em falência, Centros de Estágios...é um fartar vilanagem...e ninguém os segura!!! Ah Valentes!!!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Quem será?

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Sem assunto de interesse para comentar, deixo aqui uma foto rara, muito rara...eu sei que o tipo está bem conservado e será fácil descobrir, mas mandem bitaites.

Só uma pista...não sou eu:-)))))

terça-feira, setembro 20, 2005

Miguel Sousa Tavares - Exclusivo

Quando a sorte não ajuda os audazes

Adriaanse tem razão quando defende a sua filosofia de que quanto mais se atacar mais possibilidades se tem de ganhar. É verdade que, ao contrário do que reza o ditado, nem sempre a sorte sorri aos audazes.Mas, indiscutivelmente,são eles que dignificam o espectáculo e levam público às bancadas.

No espaço de cinco dias vi o FC Porto fazer duas corajosas e convincentes exibições em jogos de risco elevado e terminar ambos com resultado negativo. Das duas vezes, o FC Porto foi a única equipa em campo que, do princípio até ao fim, lutou pela vitória, dominou, rematou, correu riscos, enquanto os adversários viveram entrincheirados lá atrás, esperando escassas oportunidades de contra-ataque e confiando na sorte, que acabou sempre por lhes sorrir. Mesmo eu, que me reconheço um espírito talvez demasiado crítico e exigente para com as prestações do meu clube, não tenho — fora críticas de pormenor — nada a apontar-lhes. No futebol também é preciso sorte e eles nunca a tiveram na frustrante semana passada.

Em Glasgow, a soma de factores de fortuna adversos foi quase impossível de repetir: a lesão de Pedro Emanuel, que teria justificado um cartão vermelho a quem lhe partiu o nariz; à lesão de Sokota, deixando a equipa reduzida a dez quando faltavam quinze minutos, o jogo estava empatado e só o Porto é que tentava ganhá-lo, como, aliás, continuou a tentar mesmo depois disso; o episódio das cabeleireiras de McCarthy, que deixou a frente de ataque confiada ao inofensivo Sokota; a quantidade incrível de situações de golo desperdiçadas frente à baliza do Rangers, em contraste com o aproveitamento do adversário que em duas oportunidades... marcou dois golos, ambos em remates tão felizes que os marcadores nem sequer olharam para a baliza antes de rematarem; enfim, o incrível segundo golo do Rangers, de tal maneira faltoso que não se entende como é que um árbitro da Liga dos Campeões consegue validá-lo. Raras vezes me lembro de assistir a uma derrota tão injusta quanto esta e a sensação de frustração só não foi ainda maior porque a imensa superioridade demonstrada em campo pelo FC Porto (21 remates contra seis, por exemplo!), deixa antever o restabelecimento relativamente tranquilo da hierarquia desportiva no Grupo H da Champions. Mas não deixa de ser impressionante o facto de o FC Porto, que entrou no inferno de Glasgow com uma autoridade e uma personalidade de que apenas ele é capaz em todo o panorama das equipas portuguesas, tenha sido a única que terminou derrotada neste primeiro round europeu.

Em Braga, o FC Porto entrou igual a Glasgow, e acabaria por assinar a exibição mais dominante e pressionante feita por aquelas paragens desde há largos anos. Bem pode Jesualdo Ferreira declarar que ambas as equipas poderiam ter ganho. Não é verdade: apenas poderia ter ganho a única equipa que fez por isso, que criou oportunidades várias, contra absolutamente nenhuma do Sporting de Braga, e que acabou até a jogar com três defesas, dois médios e cinco avançados. Bem pode ele vir com o estafado argumento dos penalties por marcar (num deles teve a concordância do comentador da Sport TV, sempre diligente a ver erros de arbitragem a favor do FC Porto; no outro só mesmo ele é que o inventou). E bem pode ainda queixar-se do cansaço do jogo europeu de 5ª-feira, gasta desculpa de outros tempos e de equipas que não sabem o que é jogar na Europa de Setembro a Maio. Aquilo que ficou à vista de todos, e sem desprimor para o Sporting de Braga, foi a equipa da casa a defender sempre com dez jogadores atrás da linha da bola e sem sequer ser capaz de, de quando em vez, organizar contra-ataques dignos desse nome. O Braga ganhou um ponto, o Porto perdeu dois. Por mais que Jesualdo Ferreira disfarce, só pode estar feliz com o que lhe aconteceu no domingo.

Já o FC Porto, episódios de cabeleireiras e excessos disciplinares à parte, vive uma situação paradoxal: joga claramente um futebol muito acima daquilo que por aqui, e mesmo lá fora, se vai vendo. Ataca desde o apito inicial de qualquer jogo, seja contra a Naval ou o Arsenal, domina territorialmente em todos os aspectos, cria oportunidades em série, remata sem descanso em cada jogo, deixa os adversários de gatas e no fim, ou ganha sofridamente ou nem isso. O que fazer?
Há uma parte da resposta a esta pergunta que não tem solução imediata, só o tempo a pode resolver: a falta de sorte. A sorte não se ensaia nem se treina. Pode aparecer ao minuto 91 do jogo do Benfica contra o Lille ou logo ao minuto 3 do Benfica-Leiria. E pode não aparecer nunca, a não ser ao adversário, como aconteceu aos portistas em Braga e em Glasgow. Mas estou de acordo com Adriaanse: a solução não está em mudar de filosofia de jogo e começar a jogar como os outros, com cautelas e caldos de galinha, renunciando ao futebol de ataque e ficando lá atrás, à espera do golpe de sorte. Quando se ostenta na camisola o símbolo de campeão do Mundo em título há responsabi-lidades acrescidas perante o espectáculo e o nome do clube. Adriaanse tem razão, quando defende a filosofia oposta: quanto mais se atacar mais possibilidades se tem de ganhar. É verdade que, ao contrário do que reza o ditado, nem sempre a sorte sorri aos audazes. Mas, indiscutivelmente, são eles que dignificam o espectáculo e levam público às bancadas. Por isso é que o Dragão enche e a Luz fica sempre a meio.

Agora, não desfazendo na ideia de que este futebol do FC Porto, versão 2005/06 não tem nada que ver com o da época passada e está no bom caminho para satisfazer os adeptos e renovar títulos, a verdade é que há outros males, para além da falta de sorte, que justificam os dissabores. Em primeiro lugar, a gritante inépcia de avançados e médios na hora de chutar à baliza. Em Glasgow, a jogar já com dez e com 2-2 no marcador, Lucho González falhou dois remates frontais em que bastaria ter acertado com a baliza para ganhar o jogo; e em Braga, Diego fez o mesmo, ainda a primeira parte decorria. E estes são apenas dois exemplos entre muitos. Não é aceitável que jogadores de topo, que se supõe passarem a semana a treinar remates à baliza, cheguem aos jogos e pareçam principiantes, borrados de medo de marcar golo, e com deficiências técnicas do próprio remate que não se entendem.

A segunda fraqueza está atrás, na defesa. Primeiro no lado direito, onde está à vista que Sonkaya não irá melhorar aquilo que mostra, e aquilo que mostra é pouco. Depois, no centro da defesa, onde também não existe um único grande central, como o eram Ricardo Carvalho ou Jorge Andrade. E, se um só já é pouco quando se tem ambições europeias, nenhum é quase uma garantia de não se conseguir ir longe. Manifestamente, o FC Porto tem de ir às compras em Dezembro, para o centro da defesa. E nem precisa de ir muito longe: o grande central dos próximos anos do futebol português joga a cem quilómetros de distância, na Académica de Coimbra, e chama-se José Castro.

Se conseguir começar a acertar na baliza e começar a inverter a falta de sorte que o parece perseguir, não tenho dúvida alguma de que este FC Porto, mesmo com dez baixas ocasionais ou dispensáveis conflitos disciplinares, chega e sobra para um ano de vitórias a nível interno. Não se trata de sobranceria, mas da mesma análise, necessariamente pessoal, que, no ano passado me levou a reconhecer ao longo de toda a época que o melhor futebol era o do Sporting. Este ano, parece-me que é o do Porto, mas com uma vantagem sobre o Sporting do ano passado e deste: é mais consistente, mais contínuo e mais forte. Mas se o FC Porto quiser passar ainda além da Taprobana, vai precisar de mais qualquer coisa, aquilo que a sua natural vocação de ataque contínuo faz disfarçar, internamente: uma defesa que dê confiança e permita que jogos da Liga dos Campeões em que o ataque consegue marcar dois golos fora terminem obrigatoriamente com uma vitória.

Anedóticas

Co Adriaanse está a revelar-se um homem de boas ideias e é bom que o escutem. Falou da estúpida regra dos ‘amarelos’, da fraca assistência na Luz no jogo da ‘Champions’, dos resultados curtos (1-0, 0-0, 1-1), dos jogos aborrecidos e da qualidade do futebol que pode melhorar em Portugal. Alguns jornalistas, em vez de valorizar as ideias do holandês, ficaram chocados porque o homem irritou-se. Irritou-se? Quem não se irrita com esta falta de rigor, de disciplina, de método e, sobretudo, de falta de exigência?!!!


Rui Santos no CM


Depois das reacções anedóticas de Peseiro e Paulo Andrade às palavras de Co Adriaanse...o resultado de ontem também foi muito engraçado!!!

segunda-feira, setembro 19, 2005

Muita parra, pouca uva...

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Parece que foi o que aconteceu em Braga...muito caudal ofensivo, mas fraca finalização, nem com São McCarthy...está a faltar um bocadinho de sorte, também é preciso, pois perante o futebol desenvolvido o FCPORTO merecia mais...

TOP Marcadores FCPORTO:

César Peixoto 2 golos
Hugo Almeida 2 golo
Ricardo Costa 1 golo
Quaresma 1 golo
Alan 1 golo

TOP Disciplina FCPORTO:

Jorginho 1 amarelo
Pedro Emanuel 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo
Sonkaya 1 amarelo
Bruno Alves 1 amarelo

sábado, setembro 17, 2005

Ainda diziam que 28 no plantel eram muitos...



HOSPITAL DO DRAGÃO


Helton
Jorge Costa
Pedro emanuel
Bosingwa
Pepe
Sokota
Bruno Moraes
Lisandro
Raul Meireles




Hugo Almeida e Helder Postiga recuperaram.


Horário das visitas: Quando o Co Adriaanse der ordem...

Aviso importante: Proibido visitas de cabeleireiras e pessoas com aneis, pulseiras e tranças...

Co Adriaanse ao ataque


Co Adriaanse:

O deserto lampião e os cartões amarelos

"A minha primeira tarefa é dar espectáculo por isso escolho os dois. Ganhar jogando mal é um acidente. Jogando no nosso estilo e melhorando aos poucos pode-se ganhar muitos jogos. Considero estúpido ter que escolher entre jogar 34 vezes muito bem e dar espectáculo ou ter zero pontos. Já vi muitos jogos na televisão e estou muito preocupado com o futebol em Portugal.


Porque não há adeptos nas bancadas. O Benfica é o campeão nacional e no primeiro jogo europeu pensei que teria o estádio esgotado. Mas não. Estiveram apenas trinta mil. No primeiro jogo da Liga dos Campeões? Não é nada bom. Vi o jogo do Setúbal e só imagens de uma varanda com pessoas a espreitar, de borla, para o relvado. Não havia adeptos. É sobre isso que devem escrever. O futebol pode melhorar se as pessoas em Portugal amarem o jogo e forem aos estádios.

Há também uma regra estúpida cá, pois um jogador só é suspenso ao fim de cada cinco cartões amarelos. Assim, estão a promover as faltas e o anti-futebol. Na Holanda, um jogador é suspenso ao fim de quatro amarelos. Ao quinto não é suspenso, mas depois por cada amarelo mais apanha um jogo de suspensão. Com estas regras em Portugal haveria mais espectáculo. Da forma como está as equipas podem defender e fazer muitas faltas. Apanham um amarelo, mas não se importam porque podem ver cinco. A Federação tem de pensar bem em promover o futebol, chamar mais pessoas aos estádios, ter mais futebol de ataque e mais entretenimento. É por isso que os estádios aqui estão vazios. Cada jogo é 0-0 ou 1-0. Dá sono, é aborrecido. Precisamos de jogos como o Rangers-FC Porto, assim as pessoas ficam excitadas com o jogo. É como um espectáculo musical. Temos o dever de entreter as pessoas e vencer. Prometi às pessoas que íamos ser campeões e que íamos marcar golos. Marcámos sete no campeonato e dois na Liga dos Campeões, mas não é suficiente. Temos de marcar mais."


McCarthy

P- Tem tido vários problemas com McCarthy desde que chegou. O que é que se passou no treino de ontem?

R- Ontem? Penso que a questão que estão a colocar não está correcta. Estão a dizer que eu tenho problemas com o McCarthy, mas não tenho. Por que pensam isso? Também podem dizer que o McCarthy tem dificuldades de funcionamento no grupo. Se estiveram a conduzir têm de parar com o sinal vermelho e se isso não acontecer não se pode dizer que a polícia tem um problema convosco, mas sim o contrário. É preciso colocar a questão de outra forma: como é possível que sempre, ou muitas vezes, o Benni tenha problemas com as regras profissionais do grupo? Essa é que é a questão. Eu sou um profissional de topo e não tenho problemas. Ele é que tem, com as regras.

Adriaanse e os de sempre

Os comentadores que agora partem à descoberta do exibicionismo de Adriaanse fazem-no porque o treinador do FC Porto não parece disposto a abrir-lhes canais privilegiados. Em vez de exultarem com alguém ainda mais sem papas na língua que José Mourinho, reagem mal por se sentirem ameaçados na sua forma de trabalhar os círculos do intimismo e do amiguismo.


A mistificação principiou a ser desenhada: Adriaanse é exibicionista e assim se entende que não tenha qualquer pejo em criticar os seus futebolistas mesmo quando há jornalistas por perto. Trata-se de uma construção que remete para o famigerado espírito de grupo (o mau, é claro) segundo o qual o treinador até pode tratar os seus jogadores abaixo de cão mas somente no balneário porque em público deve patrocinar a imagem de família feliz.

Há jornalistas que adoram o espírito de grupo, ou de balneário, porque acham que o princípio do segredo os favorece no reino das chamadas fontes especiais. Adriaanse, que teve o cuidado de prevenir que não é de cá -- ou seja: que não tem amigos especiais, designadamente na opinião publicada --, vai ter pela frente os mesmos de sempre. Ou seja: aqueles que sempre criticaram dirigentes, técnicos e jogadores do FC Porto por não serem prestimosos em esclarecimentos e que, mesmo correndo o risco da contradição, agora apontam o dedo a Adriaanse pela forma aberta como o treinador holandês se refere a si próprio, aos seus jogadores, aos adversários, exprimindo sem cerimónias os seus pontos de vista. Como não é de cá, Adriaanse tem a vantagem de poder poupar energias ignorando esse género de críticos. Mourinho, que era de cá, gastava os neurónios a manipulá-los e gozava o prazer de o declarar em público.

Os comentadores que agora partem à descoberta do exibicionismo de Adriaanse fazem-no porque o treinador do FC Porto não parece disposto a abrir-lhes canais privilegiados. Em vez de exultarem com alguém ainda mais sem papas na língua que José Mourinho, reagem mal por se sentirem ameaçados na sua forma de trabalhar os círculos do intimismo e do amiguismo. É toda uma vasta área de sombras que lhes foge, tornando muito mais difícil a construção de enredos intriguistas e bombásticos boatos baseados na intermediação de fontes que não dão a cara.

De resto, Adriaanse já conseguiu duas coisas em muito pouco tempo: colocar o FC Porto a jogar um futebol ofensivo como já não se lhe via desde os tempos de Robson e atacar o Portugal dos primos e da má língua. Só por isto já valeu a pena ter vindo.

O resto, como sempre acontece no futebol, serão os resultados a definir. Se forem bons para Adriaanse, os de sempre saberão virar o bico ao prego.

Manuel Tavares in Ojogo

Fífias, o que tens a dizer?

O treinador do Halmstads, Jan Andersson:

"Nos últimos minutos da primeira parte, jogámos contra 12, sendo o 12.º jogador contrário o árbitro. No lance do penálti, o guarda-redes do Sporting tinha de ser expulso. Não gosto de justificar os resultados com as arbitragens, mas o juiz tomou quatro decisões muito más em três minutos."

quarta-feira, setembro 14, 2005

Não é falta...foi só um tufão!!!

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Isto é tudo ilusão de optica...não foi falta nenhuma...o tipo nem sequer lhe toca como podemos ver, aliás nem prende o braço nem nada...foi limpinho, não foi???

Inacreditável...

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Depois deste jogo, o empate já era um mau resultado, quanto mais uma derrota...

- O Co Adriaanse também inventa largo...

- Primeiros 30 minutos bons, com boas oportunidades de marcar, mas nada...

- Apartir dos 30 minutos adormecimento total até ao inevitável golo escocês...

- O primeiro golo pareceu-me falta sobre o Ricardo Costa, mas aonde estava o nosso defesa-direito?? Ah, já foi para o Everton...está explicado...

- Aquela cabeçada de Psro sobre Pedro Emanuel, que lhe partiu o nariz e atirou-o para fora do jogo, se não é cartão vermelho vou ali e já venho...

- Segundo golo do Glasgow irregular...falta nítida sobre Baía...sem dúvidas...o Baía foi muito calmo, sofreu toque, mas se lhe estivesse espetado um soco na cara do Psro o árbitro marcava logo falta sobre o guarda-redes.

- Pepe marcou dois golos...um até de barriga...

- Terceiro golo do Glasgow , mais uma vez graças aos nossos fantásticos defesas, que o Co continua a não crer ver que são uma nódoa.

- Lucho está um lixo a rematar...

- O Glasgow é pior do que aquilo que imaginava e mesmo assim não ganhámos...

- Fizemos 12 faltas...que limpeza...e por isso mesmo os escoceses agradeceram...

- Já há muito tempo que não ficava tão lixado com uma derrota...

- Ouviram-se gargalhadas num casa de um sul-africano no Porto...

- E pronto...venha o próximo...fosga-se!!! Saia um Kompensam. :-)))


Top Marcadores Champions

Pepe 2 golos


Top Disciplina Champions

Lucho 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo

Classificação Grupo H

Inter 1-0 3 pontos
Rangers 3-2 3 pontos
Artmedia 0-1 0 pontos
FC PORTO 2-3 0 pontos

terça-feira, setembro 13, 2005

Miguel Sousa Tavares - Exclusivo :-)

OS QUE FAZEM A DIFERENÇA

Ricardo Quaresma,com dois rasgos só ao alcance dos bem-aventurados,ofereceu quatro pontos em bandeja de prata ao seu treinador,tão relutante em render-se à eficácia do seu génio.


1- Depois de assistir àquele fabuloso golo com que Ricardo Quaresma salvou o FC Porto de perder dois pontos em casa contra o Rio Ave, o comentador da TVI saiu-se com a extraordinária sentença de que Quaresma ainda não tinha qualidade para ser titular de início, mas que era bom para jogar os últimos dez ou quinze minutos de cada jogo. E não sei que mais me espantou: se aquela obra de arte arrancada pelo moço cigano, se o comentador que acha que o perfume de um génio não se pode prolongar durante mais do que um quarto de hora num jogo de. futebol, devendo, no resto do tempo, ceder o lugar a alguém que dê menos nas vistas, para o bem e para o mal. É, infelizmente para o espectáculo, uma maneira de pensar muito enraizada em certos espíritos, particularmente o dos treinadores: perdoa-se muito menos coisas a quem é capaz de um golpe de génio do que a quem apenas é capaz de passar pelo jogo esforçadamente. Para muitos parece que o génio é inimigo da eficácia.

Porém, desmentindo essas teorias e jogando não mais do que os dez minutos finais de cada um dos jogos, Ricardo Quaresma, com dois rasgos só ao alcance dos bem-aventurados, ofereceu quatro pontos em bandeja de prata ao seu treinador, tão relutante em render-se à eficácia do seu génio. Na Figueira da Foz, com um toque de calcanhar, acompanhado de uma fabulosa rotação de corpo, isolou-se sobre a esquerda e daí arrancou um centro mortífero que terminaria no golo decisivo da vitória do FC Porto; contra o Rio Ave e um aparentemente inultrapassável guarda-redes, entrou na área pela direita e, com um defesa pela frente, aplicou o seu célebre remate em arco, de "trivela", que deixou o defesa e o guarda-redes pregados ao chão que pisavam e, com isso, abriu o caminho de outra vitória, mesmo ao cair do pano.

Quem me segue, sabe que aqui defendi, por duas vezes, em semanas recentes e, antes disso, na época passada, a tese de que deixar de fora jogadores como o Ricardo Quaresma não é apenas empobrecer o espectáculo, mas também diminuir as hipóteses de vitória. Mas, aí está: se o Quaresma está em dia não, se os números de prestidigitação não lhe saem como ele queria, cai-lhe tudo em cima, porque parece que se a normalidade tem sempre des culpa e nunca choca, já õ génio é exigível todos os dias. Pois eu tenho a tese contrária: há grandes jogadores que valem pela sua regularidade e há grandes jogadores, que vivem da inspiração repentina e que, necessariamente, são irregulares. Quem quer que viva da inspiração sabe que esta é um dom com regras próprias e alturas imprevisíveis. Agora, o que de todo me parece insustentável é que se exija de um génio que faça em dez minutos o que dos outros não se espera nem se exige em noventa.

Foi exactamente por perceber isso e teimar em manter Liedson na equipe, apesar da sua aparente "ausência" dos jogos, que José Peseiro colheu os frutos de duas vitórias decisivas, contra Marítimo e Benfica, ambas pela fórmula "Liedson resolve".

Porque só um predestinado para o golo, como aquele franzino brasileiro, poderia ter ganho nas alturas a Luisão, adivinhando o ponto exacto onde a bola iria cair, saltando nas costas do gigante, rodando a cabeça para atacar a bola de testa num golpe perfeito, e enfiá4a, sem defesa, no canto superior direito de Moreira. E é por isso que há jogadores como Liedson e Quaresma, ou o saudoso Jardel, que marcam golos e resolvem jogos, e outros, como Nuno Gomes, Hélder Pos-tiga ou Sokota, que é só estilo e promessas por cumprir. Eu prefiro os que marcam e resolvem jogos, mas há quem tenha opinião contrária...

2- Benni McCarthy é também um dos que fazem a diferença. É verdade que, como diz Co Adriaanse e reza a estatística, o FC Porto ganhou os três primeiros jogos do campeonato e marcou seis golos sem o McCarthy. só que três dos seis golos foram marcados por defesas e os restantes por suplentes. Adriaanse pode continuar a tentar marcar golos com postiga e Sokota (e preterir estranhamente Hugo Almeida): não o conseguirá.

Não discuto o código de disciplina interna do treinador portista, nem a necessidade, que era palpável, de introduzir disciplina naquele grupo profissional (é fantástica a transformação que ele conseguiu em campo: a equipe praticamente não comete faltas nao discute com o árbitro não vê cartões). Mas sempre achei que castigar os jogadores faltosos ou indisciplinados retirando-os da equipe é um castigo maior para a equipe do que para o jogador. No sábado passado, contra o Rio Ave a falta que McCarthy fez à equipe íoi sentida até ao minuto 87 e so nao foi irremediável, porque o também subaproveitado Quaresma fez questão de lembrar , Adriaanse que os grandes jogadores são normalmente decisivos. E hoje à noite, em Glasgow, vai ser necessário que outros tenham a inspiração suficiente para disfarçar a falta que um verdadeiro "matador" faz no centro do ataque portista.

3- Ronald Koeman já está a ferver em lume brando: se quarta-feira, começar mal a caminhada na Champions, contra o Lille, os lenços brancos e os "papagaios a voar" desabarão fatalmente sobre a sua cabeça.

Todavia, aquilo que lhe criticam não faz grande sentido. Dizem que tem a mesma ou melhor equipe que no ano passado e os resultados são piores. Mas, não só ainda a procissão vai no adro, como também a equipe recebida de Trapattoni nunca, ao que conste, passou por boa, e só a sorte, o haraquiri dos adversários e a associação com Valentim Loureiro na Liga permitiram arrastar - é o termo - até ao sofrido título de campeão. A equipa é, de facto, tão fraca, que, apesar de ter recebido os tão anunciados reforços na véspera do derby com o Sporting, Koeman nem hesitou em lançá-los na batalha: e, se o não tivesse feito, teria sido crucificado - em especial por uma imprensa que relata os treinos do Benfica como se fossem jogos da Champions e desde logo apresentou Micolli como um avança-do-maravilha que iria pôr Alva-lade a tremer de medo.

Também criticam a Koeman ter mudado o esquema com que Camacho e Trapattoni enfrentaram a triste realidade que tinham disponível por um mais ousado e ofensivo 3x4x3. Mas esquecem-se que o sistema de jogo anterior não produziu mais do que duas ou três exibições em cheio em duas épocas e gerou inúmeras sessões de lenços brancos e espectáculos para bancadas semi-vazias, ao contrário do que anunciava a publicidade benfiquista. É verdade que Koeman também cometeu o erro de ter apostado para Alvalade no mais qUe sabidamente ineficaz Oarhtos, mas não é ele o culpado de ter apostado na contratação de Carlitos como jogador-sensação O que falta ao Benfica, gritantemente, é aquilo que abunda no Sporting e no FC Porto: bons jogadores. Extraordinário não é que o Benfica tenha perdido em Alvalade: extraordinário é que não tivesse perdido. Mas dêem a Koeman um João Moutinho, um Liedson, um Douala, ou um Quaresma um Jorginho ou um McCarthy, e, então sim, exigam-lhe resultados e espectáculo.

Sonhos...

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Co Adriaanse:

P - O FC Porto pode ficar no primeiro lugar do grupo?
R - Claro. Por que não? Nós podemos ganhar. O Glasgow Rangers pode ganhar. O Artmedia pode ganhar. O Inter. Vocês viram o Inter jogar no sábado e perder com o Palermo. É possível.

P - E ganhar a Liga dos Campeões?
R - Também. Qual de vocês teria apostado dinheiro na Grécia, no último campeonato da Europa? Acho que nenhum. Na Liga dos Campeões, quem teria apostado no FC Porto? Ninguém. Mas eles ganharam, porque tinham uma organização muito, muito boa e um treinador muito, muito bom, talvez o melhor treinador do Mundo, Mourinho. É muito importante. Se estamos a construir uma equipa, então o treinador é muito importante. Se temos duas ou três estrelas, já não é tanto, porque as estrelas fazem o jogo.

segunda-feira, setembro 12, 2005

FCPORTO 3 - Rio Ave 0

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Gostei muito, em particular os últimos minutos :-)))Futebol vistoso, mas com falta de pontaria...gostei do Sokota, porque mesmo falhando aquele lance isolado talvez fruto da falta de confiança e muito tempo parado, fartou-se de lutar, ganhou muitas bolas que deu sempre jogáveis...Diego este muito bem...e mais uma vez Alan revolucionou o FCPORTO...o golo de Quaresma??? Sem palavras...McCarthy??? Se aquele golo de Quaresma não tivesse aparecido, ía-se falar muito da sua falta,mas como correu tudo bem e McCarthy anda preocupado com a trancinhas...Enfim..Este FCPORTO promete...

Co Adriaanse:

"Ganhar por 3-0, fazer três substituições e os três substitutos marcarem golos é o cenário de sonho para um treinador"

"Essa é a prova de que o FC Porto fez uma selecção excelente de jogadores para o meu plantel. Tenho muitas escolhas, posso optar entre jogadores rápidos, tecnicistas ou de estatura elevada. Inclusive, posso ter dois pontas-de-lança altos a jogar ao mesmo tempo. Disponho de todas essas possibilidades, o que é difícil para o adversário, porque durante 90 minutos nunca enfrenta o mesmo tipo de jogadores e o mesmo esquema de jogo"

"Fizemos um jogo muito bom na primeira parte, criámos boas oportunidades, mas precisávamos de um pouquinho de sorte para marcar nos primeiros dez ou 15 minutos. O jogo ficaria mais fácil se assim fosse"

"Para os adeptos este é o melhor cenário. É como um combate em que se está constantemente a desferir golpes e o adversário morre por KO só ao 15.º round. Foi assim que matámos o Rio Ave."

"Jogámos como uma equipa e este foi o melhor jogo dos três que já fizemos. Estamos a melhorar e reconhece-se um estilo. A equipa tem jogado da mesma forma, a tentar dominar atacando"

"O McCarthy estava nos 18 convocados e ia jogar como número 9, mas por motivos disciplinares saiu do estágio de manhã. Já tomámos o pequeno-almoço com o Bruno Alves, que entretanto foi chamado"

"Ainda vou pensar e discutir a questão com os meus adjuntos. De qualquer maneira, estou muito satisfeito com estes 18 jogadores, que mostraram ser uma verdadeira equipa. Até o Vítor Baía fez um sprint para vir à área do adversário festejar com os companheiros"

"numa equipa há regras e quem não as respeita sai"


TOP Marcadores FCPORTO:

César Peixoto 2 golos
Hugo Almeida 2 golo
Ricardo Costa 1 golo
Quaresma 1 golo
Alan 1 golo

TOP Disciplina FCPORTO:

Jorginho 1 amarelo
Pedro Emanuel 1 amarelo
Hugo Almeida 1 amarelo

Assistência: 38421 espectadores

sábado, setembro 10, 2005

Hihihi...

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Qualquer resultado me serve , desde que o FCPORTO ganhe...mas ver lampiões a 8 pontitos seria engraçado...gostaria de ver quais seriam as mudanças que o presidente do conselho fiscal do benfica falava em caso de derrota...:-)))

Podes crer

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Pinto da Costa:

"Neste último ano, que toda a Imprensa considerou mau para o FC Porto, por acaso até fomos campeões do Mundo, algo que nunca mais ninguém em Portugal conseguiu. Mas como queremos sempre mais, estamos de acordo que o ano foi mau. Quem tem a mão numa taça de água quente e a põe numa com água morna sente frio; quem a tiver na geladeira e a puser em água morna, sente calor. Como as nossas mãos estão sempre no quente, é evidente que mesmo campeões do Mundo nos sentimos mornos. Outros, se calhar, escaldar-se-iam".

Também eu...

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Sá Pinto:
" Temos saudades do Ricardo "

Também eu...:-)))

sexta-feira, setembro 09, 2005

Quase 100 mil sócios reais



O processo de actualização do número de sócios do FC Porto terminou com uma taxa de sucesso que ronda os 80 por cento. Significa isto, que, neste momento, o FC Porto tem mais de 95 mil associados com a situação regularizada e as cotas em dia. Um número expressivo, sobretudo para o panorama nacional.

Apesar de a grande maioria já ter renovado, alguns processos ainda se encontram incompletos, o que impede que seja emitido o novo cartão, sem o qual nenhum sócio poderá entrar no Estádio do Dragão para assistir aos jogos. Os sócios que ainda não procederam à renovação e aos que não receberam o novo cartão devem dirigir-se à Loja do Associado ou não lhes será possível assistir ao encontro com o Rio Ave.

Nada mau...sem operações coração, sem campanhas Estamos Kites, sem Indomáveis, sem gastar fortunas em publicidade em TVs e afins...aliás basta ver as assistências nos primeiros jogos em casa dos 3 grandes:

FCPORTO - Estrela : 48 217 espectadores
Sporting - Belenenses : 31 784 espectadores
Benfica - Gil Vicente : 20 000 espectadores (olhómetro, vergonha de torniquetes)

AHAHAH

Record de mentiras

quarta-feira, setembro 07, 2005

Miguel Sousa Tavares

O «espírito Maniche»

Sem nenhuma vantagem desportiva colhida dos imensos investimentos financeiros realizados em Portugal e com o espírito Maniche a ditar leis, durante muitos e muitos anos a simples ideia de voltar a contratar jogadores portugueses vai fazer arrepiar os dirigentes, os adeptos e a imprensa russa.

TENHO pena de o não ter escrito na altura, porque hoje teria acertado à vista de todos na previsão que, afinal, acabei por fazer apenas em círculo restrito: que o Maniche não tardaria muito a dizer que se queria ir embora do Dínamo de Moscovo. Bastou-me olhar para uma fotografia aqui publicada, do Maniche acabado de chegar a Moscovo, posando no meio da rua, com uns óculos escuros indescritíveis e uma atitude de vedeta acabada de chegar, sei lá, ao Festival de Cannes, para perceber tudo: ele não sabia ao que ia, não fazia a mais pequena ideia de onde tinha desembarcado, e estava ali numa atitude de «venha a mim o vosso reino, porque eu não vou de certeza incomodar-me a ir a ele».


Só não tinha previsto, apesar de tudo, que bastasse um simples mês, o mês de Agosto em Moscovo, para Maniche concluir que não gosta do país, não gosta da cidade, não gosta do clube, não gosta do campeonato, não gosta do povo, não gosta da imprensa local, não gosta da vida e não gosta do clima (e ainda ele está longe de ter experimentado o célebre Inverno russo, que derrubou ilusões e importâncias bem maiores do que a sua...). «Aquilo não é o que eu esperava», diz Maniche, como se a culpa fosse da Rússia ou de Moscovo por não serem aquilo que a sua santa ignorância desconhecia. O caso de Maniche, a leviandade das suas declarações e desabafos, é eloquente de um certo espírito de irresponsabilidade e vedetismo provinciano que é uma imagem de marca de tantos e tantos futebolistas portugueses que desesperam por um contrato milionário no estrangeiro, mas que não estão à altura do que a aventura implica. Gostam muito dos euros, dos dólares e dos rublos, que, escritos preto no branco num contrato, os deixam de cabeça à roda, mas depois realizam com espanto e desconforto que não lhes basta saber jogar futebol para se sentirem felizes no estrangeiro: falta-lhes os amigos, a língua que não entendem, a cultura e o estilo de vida que ignoram, a imprensa que não os bajula como estavam habituados, o Paulo China e o bacalhau com todos.


Diz Maniche que «a família não gostou de Moscovo», que os russos acham que os futebolistas estrangeiros «só estão ali em busca de dinheiro» e que «o campeonato russo não condiz com o valor dos jogadores portugueses». Extraordinárias declarações! A família não gosta de Moscovo, mas de certeza que gosta do contrato que ele fez. Os estrangeiros são mal acusados de só estarem ali pelo dinheiro,mas, ouvindo o Maniche dizer que não gosta de nada, que outra razão terá ele para estar ali, que não o dinheiro? E os jogadores portugueses são bons de mais para o campeonato russo, mas, com onze jogadores do campeonato português colocados por Jorge Mendes no Dínamo de Moscovo, a verdade é que a equipa progride de derrota em derrota e vegeta algures pelo 10.º lugar da classificação! Maniche custou 3,6 milhões de contos ao Dínamo de Moscovo (mais do que o Robinho custou ao Real Madrid), passou um mês de verão em Moscovo, nada tendo até agora acrescentado à equipa, segundo rezam as crónicas, e já se acha com o direito de dizer que é tudo horrível, o campeonato não é digno do seu valor e, embora tenha cinco anos de contrato, quer ir já embora e espera que, entre o clube e o seu empresário, alguém lhe resolva este equívoco de preferência, claro, sem que o seu sumptuoso vencimento seja beliscado. Pergunto: o que sentirão os jogadores e os adeptos do clube que acabou de contratar um jogador com este espírito profissional?


A venda de Maniche ao Dínamo foi talvez o melhor negócio que a Direcção de Pinto da Costa fez. Três anos antes, o FC Porto tinha-o ido buscar ao anonimato do Benfica B, onde ele vegetava de castigo, e, em dois anos, o clube fez dele bicampeão nacional, vencedor da Taça UEFA, campeão europeu e campeão do mundo, titular indiscutível da Selecção Nacional. Passados esses dois anos e tendo visto sair da equipa campeã europeia Deco, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, Maniche achou que também ele tinha o direito natural de sair, bastando que o quisesse. O seu contrato era por cinco anos mas aparentemente ele achava que lhe bastavam dois anos de trabalho para conquistar o direito de sair quando quisesse. É o mesmo princípio advogado pelo empresário de McCarthy e tantos outros empresários e jogadores: se eles «deram muito ao clube», isto é, se jogaram o que sabiam para justificar o ordenado de luxo que nunca lhes faltou, têm o direito de mudar de ares, se e quando lhes apetecer, independentemente do contrato que, em hora de maior humildade, assinaram. Pinto da Costa recusou a saída e Maniche não se coibiu de dizer que ficava contrariado e contrariado ficou mais um ano. E, quando essa contrariedade ostensiva do jogador que acha que «pode jogar em qualquer campeonato» ameaçou tornar-se ingerível, Pinto da Costa despachou o problema para o Dínamo de Moscovo, a troco de 16 milhões de euros, assim como recentemente Luís Filipe Vieira despachou o problema de arrogância do Miguel a troco de oito milhões, para o Valência. Esta bom de ver que nem o Dínamo nem o Valência fizeram bom negócio: jogadores que não demonstram nenhuma gratidão, nenhum amor ao clube que lhes paga e que os fez crescer, nenhum respeito pelos contratos que assinam, são jogadores que, mais tarde ou mais cedo, vão criar problemas. Ao Maniche bastou-lhe um mês, ao Miguel é só esperar para ver.


Infelizmente, este espírito tornou- se quase banal e, quando se trata de jogadores portugueses no estrangeiro, goza até da infinita compreensão da nossa imprensa. O melhor exemplo é o emblema nacional chamado Luís Figo, que começou a sua carreira internacional assinando dois contratos por dois clubes diferentes e que, depois, capitão de equipa do Barcelona, apareceu no mesmo dia, de manhã no Sport a beijar a camisola do Barça e à noite, na Marca, de camisola do Real ao peito. Mas ainda hoje, a nossa imprensa desportiva, continua a passar a mensagem de que foi o Barcelona e a Catalunha que se portaram mal para com Figo.


Está fácil de ver que a invasão portuguesa no futebol russo vai acabar mal e vai deixar as portas de lá definitivamente encerradas para qualquer jogador português. Sem nenhuma vantagem desportiva colhida dos imensos investimentos financeiros realizados em Portugal e com o espírito Maniche a ditar leis, durante muitos e muitos anos a simples ideia de voltar a contratar jogadores portugueses vai fazer arrepiar os dirigentes, os adeptos e a imprensa russa. Em benefício próprio, os nossos empresários deveriam deixar de pensar apenas nos lucros a curto prazo e ter mais cuidado com os jogadores que colocam lá fora.