domingo, dezembro 10, 2006

 Terrorismo

Jorge Maia no Ojogo:


Horas antes de ir à sua vida, que nos dias que correm passa pelo competitivo campeonato ucraniano e pela ambiciosa equipa do Metalurg Donetsk, Co Adriaanse, ainda com as faixas de campeão e vencedor da Taça de Portugal dobradinhas no colo, pediu resgate pelas ambições europeias do FC Porto em conferência de Imprensa. Garantiu que se não lhe dessem o avançado que queria, o FC Porto continuaria a jogar bem e a perder. E para provar que estava a falar a sério, nem sequer teve problemas em sacrificar Hugo Almeida, Postiga e McCarthy, assim à moda da Jihad islâmica. O FC Porto, como é evidente, não cedeu às ameaças e aos amuos e Adriaanse optou pelo último recurso dos terroristas: fez-se implodir pela causa. Hoje, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado no campeonato, apurado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e com uma média de mais de dois golos por jogo, o FC Porto já provou que não precisava de contratar nenhum avançado para voltar a ser competitivo interna e externamente. Bastava-lhe um treinador equilibrado, com a sensibilidade suficiente para perceber o ponta-de-lança de nível internacional que existia, encolhido e humilhado, em Postiga. Um treinador suficientemente flexível para não fazer questão de vergar um plantel inteiro aos seus caprichos. Um treinador capaz de retirar o máximo rendimento daquilo que tem à sua disposição. Em quatro meses, o FC Porto deixou de ser uma equipa para consumo interno e voltou a ter legítimas ambições europeias. O mais curioso é que, se esgravatarmos bem, lá fundo percebemos que tudo o que mudou de essencial nestes quatro meses foi o treinador. E foi o suficiente.

Diferenças

"Nunca me ouviram dizer que não fui eu que escolhi estes jogadores ou que não gostava deles"

Jesualdo Ferreira, treinador do FC Porto

sábado, dezembro 09, 2006

 Loiro

Alcides Freire no OJOGO:


Não se desse o caso de pertencer à minoria silenciosa das pessoas com limitações capilares - um azar no tempo que corre - e era bem capaz de perder algum tempo no trânsito para ir à sede da Liga juntar a minha dúvida à da maioria silenciosa que busca a explicação para o castigo imposto pela comissão disciplinar a Nuno Gomes. E pediria então que me explicassem como se fosse loiro, muito loiro, a base que fundamenta a punição de um jogo de castigo ao avançado do Benfica. E certamente ficaria boquiaberto perante qualquer explicação da Comissão Disciplinar para atribuir ao vermelho no clássico o mesmo valor atribuído ao duplo amarelo visto no Boavista-Benfica. À segunda expulsão, o mesmo castigo. Certo, portanto.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Olha o ARGUIDO LAMPIÃO





Lembram-se da notícia do 24horas e da invasão do jagunço traficante lampião às instalações do jornal por causa deste notícia? Aqui está o arguido...


Vieira já é arguido no caso Mantorras

Luís Filipe Vieira surge na transferência de Mantorras do lado do vendedor e, mais tarde, já no Benfica, do lado do comprador



Luís Filipe Vieira já foi constituído arguido no chamado caso Mantorras, cuja transferência do Alverca para o Benfica está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ). O presidente do clube da Luz junta-se a outros dois arguidos no mesmo processo, os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o interrogatório formal de Vieira como arguido aconteceu no dia 17 do mês passado nas instalações da DCICCEF da PJ. A diligência foi realizada sob grande discrição, na mesma semana em que Vieira e Veiga foram inquiridos pelo Ministério Público italiano sobre a transferência de Miccoli.

Em causa nesta investigação da PJ, está o apuramento do rasto de parte importante dos cerca de cinco milhões de euros que em 2000 foram pagos pelo Benfica por 50% do passe do futebolista angolano. É que, depois de entrar nas contas do Alverca, uma fatia substancial da verba não ficou no clube. Vieira ter-se-á dito alheio a esta situação.

Na transferência, Luís Filipe Vieira surge, no entanto, envolvido do início ao fim. Inicialmente do lado do vendedor, enquanto presidente do Alverca, e do lado do comprador, quando tomou posse como gestor do futebol do Benfica, sob a presidência de Manuel Vilarinho. Acresce que Vieira chegou a deter, em nome pessoal, uma quota sobre o passe de Mantorras, aquando da aquisição ao clube angolano. O mesmo dirigente cedeu, depois, essa posição ao Alverca.

São estas circunstâncias que podem levantar suspeitas em torno da actuação do actual líder do clube da Luz, num processo em que são investigados eventuais crimes de burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Este crime surge associado a uma operação detectada pela PJ relativa a um levantamento, pelo lado do Alverca, de cerca de 1,5 milhões de euros em notas. A esta saída de verbas correspondeu a contratação de um jogador boliviano de nome Ronald Garcia, que foi posteriormente transferido do Alverca para o Benfica. A PJ está a passar a pente fino as contas de Jorge Manuel Mendes.

Antes de Luís Filipe Vieira ter sido constituído arguido - mas depois de o jornal "24horas" ter noticiado, a 24 de Agosto passado, que a PJ iria interrogá-lo nessa qualidade -, as autoridades colocaram o empresário Paulo Barbosa como suspeito no processo, uma vez que, desde há bastante tempo, tinha uma relação informal bastante próxima com Vieira, no âmbito de vários negócios do futebol do Alverca. Muito antes disso, o agente Jorge Manuel Mendes tinha sido constituído arguido.

Contactado pelo JN e depois de inteirado do assunto, Luís Filipe Vieira não quis prestar declarações. "Não falo sobre isso. Desculpe lá, não quero incomodar-me com isso. Peçam informações à Polícia Judiciária". E desligou o telemóvel.


O passe de Mantorras

"Deve o Alverca assumir os direitos e obrigações por mim contraídos por força do referido contrato, mediante qualquer das formas previstas na lei, designadamente mediante um novo contrato a celebrar directamente entre o Alverca e a supra-referida PGD [empresa de Jorge Manuel Mendes]". Esta transcrição consta do contrato de cedência da quota sobre o passe de Mantorras por Vieira ao Alverca.

"Não faz sentido"...

"Não faz sentido o meu nome estar ligado a isto. A não ser pelo facto de ter sido interveniente na negociação, como muitas pessoas", disse o presidente do Benfica em entrevista ao "24horas" a 25 de Agosto.

...e o Apito Dourado

"O único dirigente deste país que tem tido coragem de falar no Apito Dourado para não cair no esquecimento sou eu. [...] Mas eu não me vou calar. Quem não deve não teme. Assumo perante toda a gente que tenho as minhas mãos limpas", alegou, na mesma entrevista.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

O Gil Vicente é que têm razão...





Esta cambada de corruptos que pululam os Conselhos de Justiça...foi através de vergonhas como esta que colocaram o Gil na 2ªdivisão...Vejam agora o DOPADO DO BENFICA:


Nuno Assis: CJ violou a lei e a FPF pode perder estatuto de utilidade pública


A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) violou a lei quando arquivou o processo de dopagem de Nuno Assis, jogador do Benfica. De acordo com linhas do parecer consultivo da PGR, a que a agência “Lusa” teve acesso, a decisão de arquivar o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), tomada pelo CJ em 14 de Julho, deve ser revogada e a FPF pode ficar com o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva suspenso se não o fizer. Além do Estatuto de Utilidade Pública, caso o acórdão não seja revogado, podem ficar igualmente suspensos os contratos-programa celebrados entre a FPF e o Estado que estão em execução e cujo valor é superior a 500 mil euros. Cabe agora à Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto homologar e mandar cumprir o parecer consultivo pedido à PGR pelo secretário de Estado, Laurentino Dias. Em 19 de Julho, este governante afirmou que o acórdão do Conselho de Justiça da FPF violava "grosseiramente as normas e regulamentos nacionais e internacionais da luta contra a dopagem", anunciando ainda o pedido de parecer à PGR e que o Governo daria conhecimento do processo às instâncias internacionais. Nesse âmbito, o governante disse que o caso Nuno Assis seria exposto à UEFA, à FIFA e à Agência Mundial Antidopagem, que depois o poderia remeter, como aconteceu, para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que deve tomar uma decisão na segunda-feira, em Lausana, Suíça. Nuno Assis teve um controlo positivo por norandrosterona em 3 de Dezembro de 2005, no final do Marítimo-Benfica, tendo sido suspenso por seis meses pela Comissão Disciplinar da LPFP, castigo que não cumpriu na íntegra devido ao arquivamento do processo pelo CJ da FPF.

Jogador poderá ter de cumprir o resto da suspensão

Nuno Assis terá de cumprir os cerca de dois meses de suspensão que lhe restavam, caso a Federação Portuguesa de Futebol cumpra o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e revogue a decisão do seu Conselho de Justiça. De acordo com linhas do parecer consultivo da PGR, a que a agência “Lusa” teve acesso, a decisão de arquivar o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), tomada pelo CJ da FPF a 14 de Julho, viola a lei e deve ser revogada. O caso remonta a 3 de Dezembro de 2005, quando o médio do Benfica acusou o metabolito 19-norandrosterona num controlo antidopagem no final do jogo com o Marítimo, referente à 13ª jornada da Liga portuguesa de futebol. A 3 de Fevereiro, Nuno Assis foi suspenso preventivamente e a 12 de Junho a Comissão Disciplinar (CD) da Liga suspendeu-o por seis meses. O jogador poderia, no entanto, voltar à competição a 4 de Agosto, antes do início da Liga de 2006/07, por já ter cumprido parte do castigo. Mas o Benfica não concordou com o castigo aplicado ao jogador e recorreu para o CJ da FPF, alegando a inocência de Nuno Assis. Os departamentos médico e jurídico do Benfica acusaram, a 20 de Junho, o Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) e a CD da Liga de terem cometido "irregularidades científicas e jurídicas graves", respectivamente, na condução do processo. Em causa estavam, segundo o Benfica, irregularidades que "deveriam ter sido suficientes para o atleta ser absolvido" no caso de dopagem. Nuno Assis, por seu lado, também recorreu da decisão, alegando que a substância em causa podia ter sido produzida pelo seu organismo. A 14 de Julho, o CJ da FPF decidiu pelo arquivamento do processo, dando razão ao futebolista, por considerar que "o procedimento disciplinar (_) pautou-se pela violação das garantias de defesa" de Nuno Assis. O organismo federativo concordou com a defesa do jogador, que invocava a nulidade da acusação por falta de factos, uma vez que aquela não lhe imputava qualquer acto consciente que tivesse levado ao resultado da análise. Para o CJ, houve ainda um erro processual, uma vez que foi refeita a acusação, depois de a CD da Liga ter reconhecido a existência das nulidades apontadas por Nuno Assis, o que não está previsto nos regulamentos da Liga. A decisão levou o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, a acusar o CJ da FPF de "violar grosseiramente as normas e regulamentos nacionais e internacionais da luta contra do doping", ao mesmo tempo que anunciava o pedido de um parecer à PGR. No mesmo âmbito, o governante disse que o caso de Nuno Assis seria exposto à UEFA, à FIFA, e à Agência Mundial Antidopagem, que depois o poderia remeter, como aconteceu, para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que deve tomar uma decisão na segunda-feira, em Lausana, Suíça. A FPF vai estar presente na audição em Lausana e "cumprir" o que for decidido pelo TAS, segundo afirmou o presidente do organismo Gilberto Madail, a 2 de Novembro.


Este FCPORTO me encanta...



Mais uma bela exibição, a que só faltaram os golos...ai aqueles postes...os últimos 20 minutos não foram muito dignificantes para o espectáculo, mas o CSKA não deu descanso...Quem diria que o FCP atingiria este nivel??? Perante um Arsenal pressionante a todo o campo, com um excelente toque de bola, aqueles primeiros 30 minutos e depois o início da segunda parte foram fantásticos...Já acredito em tudo...se até o Bruno Alves deu num grande central:-)))






Já agora:


O F.C. Porto ficará a conhecer o adversário nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões no próximo dia 15 de Dezembro, em Nyon.

Os vencedores dos grupos ficarão no pote 1 e jogarão primeiro fora. Os segundos classificados, como o F.C. Porto, estarão no pote 2.

Eis a distribuição das 16 equipas:

Pote 1

Chelsea
Bayern Munique
Liverpool
Valência
Lyon
Manchester United
Arsenal
Milan

Um destes sairá à equipa de Jesualdo Ferreira.

Pote 2

Barcelona
Inter Milan
PSV
Roma
Real Madrid
Celtic
F.C. Porto
Lille

Ou seja, nem tudo é mau. O F.C. Porto já evitou colossos como Real Madrid, Barcelona e Inter.

in maisfutebol


Entretanto:



Co Adriaanse no Metallurg Donetsk (Ucrânia)

O técnico holandês Co Adriaanse, ex-FC Porto, aceitou a proposta do Metallurg Donetsk e vai assumir o comando da equipa ucraniana.

Adriaanse vai substituir Alonso Herrera na liderança do Metallurg, mas apenas irá começar a trabalhar a partir de 10 de Janeiro de 2007, ou seja, vai preparar a equipa para a segunda fase da época.

Co Adriaanse abandonou o FC Porto no início de Agosto, alegadamente por ter perdido a confiança da direcção e por ter entrado em rota de colisão com o grupo de trabalho, tendo rescindido o contrato que o ligava ao campeão nacional, condição essencial para trabalhar noutro clube. Contudo, mantém-se na FIFA - que está a analisar o assunto - uma queixa e respectivo pedido de indemnização por parte dos portistas pela forma como o técnico abandonou, de um dia para o outro, o clube. Ao contrário do que se chegou a pensar, esta queixa não impede o técnico de manter a sua actividade profissional. O que vai acontecer agora na segunda cidade da Ucrânia e num clube que vive na sombra do gigante Shakhtar.


As primeira afirmações de Co Adriaanse foram:

"Se não comprarmos um bom avançado, continuaremos a jogar bonito e a perder"


EHEHEH

terça-feira, dezembro 05, 2006

Futebol e violência

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Futebol e violência

Vendo jogar as equipas do Boavista que ele treina, pergunto-me se o Jaime Pacheco gostará de futebol. Talvez goste, mas não seguramente, do mesmo futebol de que eu gosto e do mesmo que leva as pessoas a deslocarem-se aos estádios

1- Tanto Vítor Pereira, novo presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, quanto Ricardo Costa, novo presidente da Comissão Disciplinar, se declararam recentemente procupados com a violência que vêm observando em algumas jogadas do actual campeonato. Preocupados, mas — se bem percebi — impotentes ou indisponíveis para fazer alguma coisa. Li algures que a entrada de Katsouranis sobre Anderson, que retirou por longo tempo dos relvados portugueses o melhor jogador da Liga, foi considerada «banal» pela CD, e o árbitro que também a considerou banal — Lucílio Baptista — estava de regresso aos jogos da Superliga logo na jornada seguinte. Há três anos atrás, em Alvalade, Benny McCarthy, caído no chão, viu Rui Jorge aterrar-lhe involuntariamente em cima, ficando sentado sobre a sua cara. Esbracejou para se libertar e, ao esbracejar, terá atingido com o cotovelo o traseiro do defesa sportinguista. O mesmo Lucílio Baptista (sempre o árbitro de serviço aos jogos entre o FC Porto e os seus rivais) nem hesitou: considerou aquilo agressão e mostrou o vermelho directo a McCarthy. Já a CD da Liga (com outros dirigentes), resolveu agravar a pena normal, de dois para quatro jogos de suspensão, por entender que aquilo foi violência pura. Mudam-se os tempos, revê-se a doutrina: uma cotovelada no traseiro de um adversário que está sentado em cima da cara do outro, causando-lhe, talvez, um ligeiro desconforto, é um acto de violência; uma entrada a varrer, levando a bola e a perna do adversário e causando-lhe fractura do perónio e rotura de ligamentos do pé é uma entrada banal. Oxalá não haja muitas banalidades destas ao longo do campeonato!

Falando acerca deste assunto e outros co-relacionados, o novo presidente da CD da Liga deu a semana passada uma conferência de imprensa destinada a expor a nova filosofia disciplinar, a qual foi amplamente elogiada. Segundo o que li, Ricardo Costa afirmou que só em «situações limite, intoleráveis e absolutamente chocantes» é que serão doravante instaurados os célebres processos sumaríssimos. Por um lado, enquanto portista, não posso ficar senão aliviado, lembrando-me de que, no passado, os processos sumaríssimos mais pareciam processos azulíssimos, de tal modo era esmagadora a percentagem de casos em que eles eram aplicados a jogadores do FC Porto, em contraste com a raridade de vezes com que eram aplicados a jogadores de todos os outros clubes. Mas, por outro lado, fico preocupado: sabendo já que, de acordo com a nova doutrina, uma entrada como a do Katsouranis é banal, o que será preciso para que uma entrada seja julgada «intolerável e absolutamente chocante», ao ponto de justificar a atenção da CD? Será preciso o coma ou morte de um jogador?

Em abono da sua tese, disse o dr. Ricardo Costa que «esta Comissão Disciplinar não é órgão de recurso das decisões dos árbitros». Muito bem: a regra ficou clara. Só me pergunto para que servirá, então, a CD da Liga? Se é para aplicar de forma meramente formal e burocrática a lei (Fulano levou amarelo: um jogo de suspensão, Beltrano levou vermelho: dois jogos de suspensão), parece-me que qualquer funcionário administrativo serve, não havendo necessidade de ter um órgão integrado por magistrados e juristas para desempenhar a função.

Por exemplo: quase a terminar o FC Porto-Boavista desta jornada, o austríaco Linz teve uma entrada às pernas do Quaresma, quando a bola já nem sequer lá morava, que não foi exactamente uma entrada mas sim uma agressão a pontapé. Colocado a três metros de distância e de frente para a jogada, o árbitro Elmano Santos — que passou o jogo a contemporizar com a violência do futebol boavisteiro — ficou-se por um escandaloso cartão amarelo. Ora, segundo a doutrina exposta por Ricardo Costa, não há nada mais a fazer — ele não está lá para corrigir disciplinarmente em defesa do futebol as decisões dos árbitros. Nem mesmo se, por infortúnio, o Linz tem partido uma perna ao Quaresma e — se por coincidência, naturalmente — o FC Porto se visse agora com os seus dois principais artistas no estaleiro...

2- Vendo jogar as equipas do Boavista que ele treina, pergunto-me se o Jaime Pacheco gostará de futebol. Talvez goste, mas não, seguramente, do mesmo futebol de que eu gosto e do mesmo que leva as pessoas a deslocarem-se aos estádios. Como se pode gostar de futebol, quando se entra em campo a jogar deliberadamente para o 0-0, sempre com os onze jogadores atrás da linha da bola (inclusive nos pontapés de canto do adversário), renunciando ostensivamente a qualquer ensaio de contra-ataque, cortando todos os ataques organizados do opositor com faltas na zona intermediária e dando rédea solta aos seus jogadores para usarem de uma dureza, às vezes violenta, que não é apenas uma atitude defensiva mas uma estratégia de intimidação e desgaste físico planeado dos adversários?

Seguramente que João Loureiro não tem culpa que Pinto da Costa lhe tenha ido roubar o treinador que ele contratara para a época e que a experiência de emergência com um desconhecido treinador sérvio tenha fracassado. Mas o recurso, em desespero, ao regresso de Jaime Pacheco e dos seus conhecidos métodos é um sinal claro dado pelo presidente do Boavista: «Que se lixe o espectáculo, que se lixe o prestígio, que se lixe o futebol, que se lixem os adeptos e os críticos! É preciso é alguém que nos dê pontos!» O resto pode esperar. Mesmo que as bancadas do Bessa, e muito compreensivelmente, estejam sempre às moscas.

3- A diferença entre uma equipa de vencedores e as outras, é que, se todas elas são, ora vítimas de erros de arbitragem, ora beneficiadas com erros de arbitragem, uma equipa de vencedores tenta sempre lutar pela vitória, independentemente do que faz o árbitro, enquanto que uma equipa de perdedores vive a justificar as derrotas com os erros dos árbitros. Anda para aí muita gente que tenta diminuir o valor das vitórias de quem mais vence — o FC Porto — lançando mão de um arquivo de memórias selectivo onde repousam todas as situações em que, nos últimos 20 anos, o FC Porto terá sido beneficiado com erros de arbitragem. Escusado será dizer, porém, que a situação inversa — os erros contra o FC Porto — não constam nunca do arquivo, não ficam na memória e não merecem atenção.

Esta época, e já lá vão doze jogos, sucedeu que, felizmente, não há a registar nenhuma situação em que o FC Porto tenha ganho pontos graças a erros de arbitragem. E manda a verdade que se diga que o contrário também não. Mas, se o FC Porto não se pode queixar de nenhum erro de arbitragem que se tenha revelado decisivo, não é porque eles não tenham ocorrido, mas porque a tal atitude de vencedores levou a equipa a superar esses erros e a ganhar, apesar deles. Na penúltima jornada, no Restelo, com 0-0 no marcador, marcou um golo que só o árbitro e o assistente não viram: sem se incomodarem, continuaram à procura da vitória e alcançaram-na. Na jornada de sábado, contra o Boavista, também com 0-0, tiveram um penalty claro que só o árbitro não viu e outro mais discutível que ele também não viu, além de um já referido critério disciplinar de Elmano Santos de mãos largas para o antijogo boavisteiro: continuaram a porfiar até chegar à vitória. É assim que se limpam os arquivos e é assim também que se forjam os campeões.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

12ª Jornada: FCPORTO 2- BOAVISTA 0

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Com tranquilidade...jogámos q.b...o Boavista só queria adiar a derrota, não fez mais nada..alías, fez: quero agradecer ao seu guarda-redes por aquele golpe de vista:-) A partir daí , tudo foi mais fácil, mais tranquilo...mas a APAF mais uma vez queria-nos roubar um golo limpo...vá lá imperou o bom-senso...Parece que o jogo deixou alguns jogadores do FCP no estaleiro, mas esperemos que não seja nada de grave...Agora vêm aí a equipa mais difícil da época...acho que mesmo com uma derrota chegará para passarmos...não acredito que o CSKA vença na Alemanha.

Estamos a fazer uma campanha brilhante, sempre em crescendo. Vejámos:

Melhor ataque
Melhor defesa
Jogos sem sofrer golos
Menos cartões amarelos
Menos cartões vermelhos
Série de vitórias em curso
Série de jogos sem perder em curso
Maior série de vitórias

FCPORTO-Setubal: VITÓRIA
FCPORTO-Leiria: VITÓRIA
E.Amadora-FCPORTO: VITÓRIA
FCPORTO-Cska: EMPATE
Naval-FCPORTO: VITÓRIA
FCPORTO-Beira-mar: VITÓRIA
Arsenal-FCPORTO: DERROTA
Braga-FCPORTO: DERROTA
FCPORTO-Marítimo: VITÓRIA
FCPORTO-Hamburgo: VITÓRIA
Sporting-FCPORTO: EMPATE
FCPORTO-Benfica: VITÓRIA
Hamburgo-FCPORTO: VITÓRIA
Setúbal-FCPORTO: VITÓRIA
FCPORTO-Académica: VITÓRIA
Cska-FCPORTO: VITÓRIA
Belenenses-FCPORTO: VITÓRIA
FCPORTO-Boavista: VITÓRIA


MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 9 golos (conto com o golo roubado pela Liga)
QUARESMA 5 golos
LUCHO 2 golos
LISANDRO 2 golos
ADRIANO 1 golo
RAÚL MEIRELES 1 golo
CECH 1 golo
TARIK 1 golo
BRUNO MORAES 1 golo
PEPE 1 golo

INDISCIPLINA:

PAULO ASSUNÇÃO 5 amarelos
PEPE 3 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
QUARESMA 2 amarelos
LUCHO 2 amarelos
LISANDRO 2 amarelos
FUCÍLE 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BRUNO ALVES 1 amarelo
JORGINHO 1 amarelo
DIOGO VALENTE 1 amarelo
IBSON 1 amarelo

ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores
FCPORTO-MARÍTIMO: 33 023 espectadores
FCPORTO-BENFICA: 50 223 espectadores
FCPORTO-ACADÉMICA: 30 207 espectadores
FCPORTO-BOAVISTA: 38 729 espectadores

sábado, dezembro 02, 2006

Faz parte do espectáculo



Francisco José Viegas no JN:


1- 0 Sporting-Benfica já não é o que era. Como dizem os "misters", é só mais um jogo, e Fernando Santos até insistiu em que não era decisivo. Não era. Se o Benfica perdesse, ficava a boa distância dos vizinhos da Segunda Circular; se o Sporting perdesse, o F. C. Porto podia estender mais a fita métrica a separá-lo do segundo lugar. Paulo Bento comportou-se com decência: assumiu que o Sporting era favorito. Fez bem; isso dá ânimo e deita poi terra aqueles treinadores que estão sempre a fazer o papel de coitadinhos, muito humildes e pobrezinhos. Gosto de treinadores arrogantes e não me importo de ouvir Manuel José a esganiçar-se, no Egipto, a dizer que é o melhor do Mundo. Faz parte do espectáculo. O Benfica ganhou. Tirem as conclusões.

2- Dito isto, o jogo foi bom e o Benfica provou que fez bom futebol a partir do terceiro minuto, quando Ricardo Rocha marcou. O Sporting sofreu de uma doença chamada Sporting: jogaram como miúdos queixinhas, de beicinho e aceitando o destino.

3- A polícia fez buscas no estádio do Benfica e parece que encontrou o que não devia encontrar: armas (e algumas drogas na casa de um membro da claque) , entre outras coisas ilegais. O fenómeno não é fenómeno e não é novo, sequer, por mais que se inclinem para este tom com ares de sociólogo -os dirigentes desportivos. As claques são fundamentais, fazem parte da aparelhagem festiva dos jogos. Há amigos meus e comentadores encartados que têm sempre armado o seu discurso contra as claques e que as indicam como principal inimigo do espectáculo. Não são. Fazem parte do espectáculo, como as luzes, os golos, os falhanços e as vaias. Infelizmente, não é possível exigir um atestado de bom comportamento e de elevada inteligência a cada um dos membros das claques. Mas é possível obrigá-los a cumprir a lei e a puni-los por desacatos, assaltos, crimes como o incitamento ao racismo ou o consumo e a distribuição de drogas ilegais. Nenhum clube pode encobrir esse enevoado de más relações. Os clubes também deviam precaver-se. Mas uma cousa é certa, se me entendem: cada clube tem as claques que tem. Faz parte do espectáculo.

4- Tenho duas campanhas pessoais, até ao final da época. Uma, em defesa de Cristiano Ronaldo contra as manigâncias e os maus humores de Scolari, o amargo. A outra consiste em relembrar ao F.C. Porto que Diego joga no Werder Bremen. No primeiro caso, Scolari teve de recorrer ao "Benuron" de novo: o miúdo marcou novo golo ao serviço do Manchester. Ataca-o, Scolari, ataca-o. Ataca-o, que ele marca. Faz parte do espectáculo.

5-No segundo caso, Diego foi de novo distinguido como uma peça essencial no Werder Bremen. O que não servia no Dragão, serve para os teutões. Mas, claro, eles não sabem jogar à bola. Eu obrigava Co Adriaanse a indemnizar os adeptos do F. C. Porto.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

BOM GOSTO



Porto Alegre (Brasil) copia estádio portista

O Dragão vai servir de modelo ao estádio do Porto Alegre. Paulo Odone, o presidente do clube (onde jogava Anderson), ficou fascinado com o recinto portista e a ideia vai passar á prática. Arranca em 2008 e fica concluído em 2010. Custa 35 milhões de euros.


Boas notícias:

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Projecto do pavilhão pronto em Janeiro

Os estudos para o pavilhão ficam concluídos em Janeiro, devendo as obras arrancar também em 2007. 0 projecto, da autoria de Manuel Salgado, o arquitecto responsável pelo Dragão, está a ser reajustado, em função dos meios financeiros. O pavilhão ficará situado a Nascente do Dragão, entre o estádio e a VCI.O acesso principal será feito pela estação de Metro e a lotação será de 2000 espectadores. Com o projecto concluído, segue-se a negociação com a firma construtora.

Os discípulos do Presidente Lampião

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No JN:

PJ faz buscas na Luz e apanha balas na sede dos "No Name" .Munições e o bastão proibidos estavam nas instalações cedidas pelo clube à claque.


PJ faz buscas na Luz e apanha balas na sede dos "No Name"

Um jovem de 27 anos, destacado elemento da claque benfiquista "No Name Boys" e conhecido pela alcunha de "Maniche", foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação relacionada com o tráfico de estupefacientes. Na sequência da detenção, a PJ viria a realizar uma busca nas instalações da claque dentro do complexo da Luz, onde apreendeu dezenas de munições de calibre proibido e um bastão.

Durante todo o dia de ontem, a Direcção do Sport Lisboa e Benfica não tomou qualquer posição sobre o sucedido, mas o JN sabe que o assunto terá sido abordado numa reunião de Direcção, que decidiu abrir um inquérito e aguardar o seu desfecho até tomar uma decisão. Fonte da Direcção admitiu, no entanto, ao JN, a realização das buscas. Das duas claques que o Benfica possui, chegou apenas silêncio, apesar das tentativas efectuadas pelo nosso jornal. Os "No Name Boys" existem desde 1992 e o detido era um dos seus e lementos mais antigos.

Droga nunca encontrada

A operação "Erva Daninha IV", como foi designada a acção da PJ, foi desencadeada anteontem, após investigações que decorriam desde Agosto e que ligavam "Maniche" a crimes relacionados com o tráfico de substâncias ilícitas. O JN soube que, da rusga efectuada à casa do suspeito, resultou a apreensão de 420 gramas de pólen de haxixe (mais forte e mais caro no mercado que o vulgar haxixe), 164 gramas de liamba, pequenas quantidades de LSD e MDMA, uma balança de precisão.

As autoridades descobriram ainda uma quantidade não divulgada da substância 2C-B (fenitilamina) em pó. Trata -se da primeira vez que este produto é encontrado no nosso país. A mesma substância química está na base do fabrico do MDMA, mais vulgarmente designado por ecstasy. A proveniência desta última droga não foi ainda confirmada pelas autoridades, mas suspeitam que terá sido comprada na Europa, designadamente na Holanda. O suspeito, que também é conhecido por "Holandês", tem ligações ao referido país.

Inspectores da Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária dirigiram-se depois para as instalações desportivas da claque, no Estádio da Luz, onde apreenderam 21 munições de calibre 38 e um bastão extensível, considerado uma arma.

O suspeito encontra-se em prisão preventiva depois de ter sido ouvido por um juiz e deverá permanecer nessa situação até ao julgamento.

Esta é a quarta fase da operação "Erva Daninha" usada para desmantelar pequenas redes responsáveis pelo abastecimento de drogas em "raves" (festas de dança) e que já levou à detenção de oito indivíduos. "O mercado está polarizado. Há muitos grupos a operar no mercado interno e são, geralmente, compostos por poucas pessoas, o que dificulta o trabalho das autoridades", explicou ao JN uma fonte da PJ.


2C-B (fenitilamina)


Mais potente do que ecstasy e LSD

O 2C-B (fenitilamina) é a substância sintética que está na base de drogas como o MDMA (ecstasy) e o LSD, mas bastante mais potente. Aparece sob a forma de pó ou líquido e é consumida por via oral. Provoca alucinações e euforia. Em Portugal, faz parte lista dos psicotrópicos desde 2004.

quinta-feira, novembro 30, 2006

SKIP



( Agradecimentos ao O Gil)

MODALIDADES

ANDEBOL
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12ª Jornada: FCPORTO 35 - S.Bernardo 27

CLASSIFICAÇÃO

1º Belenenses 30
2º Madeira ACF 30
3º ABC 29
4º Benfica 26
5º FCPorto 26 ( - 1 jogo)


HOQUEI EM PATINS
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1ª FASE

11ª Jornada: Óquei de Barcelos 2 - FCPORTO 3

CLASSIFICAÇÃO

1º FC Porto 31
2º Benfica 26
3º Óquei de Barcelos 23



BASQUETEBOL
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1ª FASE


8ª Jornada: FCPORTO 96 - Belenenses 84

CLASSIFICAÇÃO

1º Ovarense 85.71% (7J/6V)
2º FC Porto 85.71% (7J/6V)
3º Benfica 85.71% (7J/6V)

Era mais fácil de trivela...




Drulovic dispensado


Depois de uma série de maus resultados, um início de campeonato algo atribulado e o afastamento precoce da Taça de Portugal, a goleada sofrida frente ao Oliveira do Bairro (0-3) levou a Direcção do Tourizense, presidida por Jorge Alexandre, a abdicar dos serviços da equipa técnica liderada por Ljubinko Drulovic. Numa reunião realizada a seguir ao jogo, houve acordo para a rescisão, tendo o presidente revelado que ainda não tem nomes de substitutos, por a situação requerer ponderação.

(notícia de 20 Novembro 2006)

Ficas bem...



Enrico Cerezo reconheceu que o Atlético de Madrid está à procura de "boas soluções e bons jogadores" para reforçar a equipa em Janeiro, uma vez que encerraram o dossier Quaresma. "O FC Porto não o quer vender", sublinhou de forma contundente o dirigente, poucos dias depois do próprio jogador ter enviado uma carta à SAD portista a dizer que não está interessado em abandonar o Dragão nos tempos mais próximos.


Não quererá vender..agora...mas vai sair ...não sei é quando e para quem...

Alcides Freire no Ojogo:

Consequências


O Atlético de Madrid já não quer Quaresma. O amuo dos colchoneros é a terceira consequência "gravosa" da carta que "Harry Potter" enviou à SAD do FC Porto, pedindo, antes de mais, para que não o deixasse ir para o clube espanhol. O que se compreende, já que seria o mais ou menos o mesmo do que optar por ver de graça o Quim Barreiros porque a outra opção era gastar dinheiro para ir ver os Rolling Stones a Copacabana. Mais de um milhão esteve na praia do Rio Janeiro, Quaresma não se importou de perder dinheiro e manter-se num clube que joga para ganhar no discurso e nos actos. O clube colchonero é um evidente caso de quem gasta para sustentar o discurso e por aí se fica, pelas meras palavras. O Atlético de Madrid é o actual quinto classificado e jura que luta apenas por um lugar na Liga dos Campeões. Em 2004, Quaresma assinou pelos campeões europeus a tempo de ser campeão do Mundo de clubes e de perder uma supertaça europeia... A outra consequência danosa do anúncio do presidente madrileno atinge de forma certeira o coração da competitividade do Bwin Liga. Basta atentar na importância de Quaresma na equipa azul e branca, capaz de resolver a tragédia com que foi encarada a lesão de Anderson. Sem o brasileiro, Quaresma foi a solução para um FC Porto que sobreviveu ao período pós-Katsouranis sem um arranhão e apenas com vitórias. A terceira consequência, selada agora com a declaração do presidente do Atlético, atinge em cheio as finanças do FC Porto porque fez evaporar dos cofres eventuais 15 milhões de euros, o preço pelo qual o jogador teria sido negociado pelos clubes. Feitas as contas, só Jesualdo Ferreira pode dar-se por feliz, porque continuará com Quaresma. Até ver.

Renovação, parte V
Uma mão cheia


Mais um voto confiança. Como fizera com Jesualdo Ferreira, Lucho, Pepe e Vieirinha. Desta feita o FC Porto accionou o direito de opção e comprou o passe de Fucile por 400 mil euros.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Pepe

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Enquanto aquela corja por lá andar, assuntos como Pepes e outros que tais não me interesam nada...quero que a selecção do escorrali se f***.

Ao ataque da Fruteira...



O sorteio da IV eliminatória da Taça de Portugal :

FCPORTO - Atlético » 7 Janeiro 2007

Líderes na disciplina




No Ojogo:

Líderes na disciplina

O FC Porto tem uma média de apenas 2,3 amarelos por jogo. Quanto aos vermelhos, nem vê-los...


Não há ranking estatístico que consiga escapar ao FC Porto ultrapassado que está o primeiro terço de temporada. A equipa de Jesualdo Ferreira lidera a tabela classificativa do campeonato, com mais golos marcados e menos sofridos (em igualdade com o Sporting) do que qualquer outro adversário, para além de ter Hélder Postiga como melhor goleador da competição, com sete tentos apontados até ao momento. Mas não é tudo. O FC Porto também comanda a classificação referente à disciplina, sendo a equipa que menos vezes foi admoestada com cartões pelos árbitros. Depois de ultrapassadas as 11 primeiras jornadas, os dragões contabilizam apenas 25 amarelos, perfazendo uma média ligeiramente superior a dois cartões por jogo (2,3 para ser mais preciso), contra os 27 vistos pela equipa do Sporting, a segunda classificada neste particular. No entanto, a formação orientada por Jesualdo Ferreira ainda não teve nenhum jogador expulso no decorrer da época, sendo a única equipa que se pode gabar de ter terminado os 11 jogos disputados até ao momento com todos os jogadores em campo.

Esta tendência da equipa do FC Porto foi herdada do ano passado, quando, sob o comando técnico de Co Adriaanse, chegou ao final da época como a terceira formação mais disciplinada. O técnico holandês conseguiu, na altura, inverter a tendência assustadora da temporada de 2004/05, na qual os azuis-e- brancos se transformaram na equipa mais indisciplinada da época, com um total de 115 cartões, nove dos quais de cor vermelha. Outros tempos.

Para quem dizia há tempos,no ínicio do campeonato, que a equipa de Co Adriaanse é que era disciplinada...e que esta já não era, por falta de Co Adriaanse...está à vista...

Além disso como diz Alcides Freire no Ojogo:

"O FC Porto é líder em itens sem lugar para subjectividade: ataque mais concretizador, defesa menos batida, equipa penalizada com menos cartões e, com naturalidade, líder isolado da Bwin Liga."

Anderson candidato a prémio «Golden Boy»



O médio brasileiro do FC Porto Anderson é um dos três finalistas do prémio «Golden Boy», galardão do jornal italiano Tuttosport que distingue o melhor jogador sub-21 a actuar no futebol europeu.

Além de Anderson, actualmente lesionado, os finalistas são o argentino Leo Messi (Barcelona), que venceu no ano passado, e o espanhol Cesc Fabregas (Arsenal).

O vencedor será anunciado este fim-de-semana após a votação de 30 jornalistas desportivos de diferentes países.


Mesmo com a perna partida...

11ª Jornada: BELENENSES 0 - FCPORTO 1

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Uma miserável exibição...naaa, foi uma brilhante exibição tendo em conta que só meia dúzia de jogadores estiveram em campo...valeram os três pontos, o mais importante.

Dizem que estavam cansados!!! Pois..A fadiga é uma coisa que afecta muito os clube portugueses, depois de uma jornada europeia...curiosamente os adversários que não jogaram competição nenhuma, apresentam a mesma fadiga...e depois vemos jogos noutros campeonatos super competitivos, com dois jogos por semana, onde essa fadiga não se nota ou nota-se menos. Mal habituados? Trabalha-se mal em Portugal? Mentalidade? Não faço a minima ideia...só sei que quando jogam aqui andam sempre fatigados, mas quando vão para outros campeonatos mais competitivos nunca se queixam...ninguem os ouve...

Para memória futura: Segundo jogo consecutivo que marcámos um golo que não foi validado...



MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 8 golos (conto com o golo roubado pela Liga)
QUARESMA 4 golos
LUCHO 2 golos
LISANDRO 2 golos
ADRIANO 1 golo
RAÚL MEIRELES 1 golo
CECH 1 golo
TARIK 1 golo
BRUNO MORAES 1 golo
PEPE 1 golo

INDISCIPLINA:

PAULO ASSUNÇÃO 5 amarelos
PEPE 3 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
QUARESMA 2 amarelos
LUCHO 2 amarelos
LISANDRO 2 amarelos
FUCÍLE 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BRUNO ALVES 1 amarelo
JORGINHO 1 amarelo
DIOGO VALENTE 1 amarelo
IBSON 1 amarelo

ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores
FCPORTO-MARÍTIMO: 33 023 espectadores
FCPORTO-BENFICA: 50 223 espectadores
FCPORTO-ACADÉMICA: 30 207 espectadores

terça-feira, novembro 28, 2006

Quaresma no Natal seria fatal

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Quaresma no Natal seria fatal

A tentação de vender o Ricardo Quaresma deve ser grande, assim como deve ser grande o medo dos danos desportivos devastadores que isso poderia causar à equipa e da previsível revolta dos adeptos.

1-Faz agora um ano, gastei grande parte da tinta destas páginas a tentar dizer à distância ao teimoso do sr. Co Adriaanse que o Ricardo Quaresma era o MVP e o jogador imprescindível do FC Porto. O Quaresma vegetava então na reserva ou na bancada, porque esse originalíssimo holandês não gostava dos brincos ou dos penteados dele, ou porque achava que o génio futebolístico de Quaresma poderia ofuscar o seu génio táctico. Com o apoio quase geral da crítica desportiva — que sempre esteve do seu lado —, Adriaanse conseguiu fazer estabelecer como doutrina que Quaresma não era jogador de equipa. Mas aconteceu que, tendo-se visto à rasca em dois jogos consecutivos, Adriaanse mandou saltar o Quaresma do banco e ele resolveu-lhe os dois jogos, a golpes de génio. E foi aí que o holandês sem currículo nem vitórias percebeu finalmente que, se algum dia queria poder dizer ao menos que tinha sido campeão de Portugal, não poderia continuar a deixar no banco o homem que lhe resolvia jogos. E foi assim que Adriaanse foi campeão à boleia do FC Porto e de Ricardo Quaresma e com os críticos rendidos à perspicácia do homem que tinha feito do Quaresma «um jogador de equipa». Lendas... A verdade é que foi preciso que Adriaanse tivesse um daqueles seus ataques de personalite aguda e se fosse embora para que o FC Porto — a mesmíssima equipa que ele tinha ao seu dispor — desatasse a jogar futebol, a ganhar jogos e a marcar golos, apesar de, avisadamente, ter abandonado o tão elogiado sistema ofensivo de 3x3x4, que tinha a particularidade de só se aguentar lá trás graças a um super-Pepe e não conseguir marcar golos lá à frente. E foi só depois de ele se ir embora que o Quaresma se instalou definitivamente na equipa, com a liberdade de criação de que necessita, e que também Anderson passou a ter oportunidades de expor o seu deslumbrante talento — até que a banal entrada de katsouranis (conforme a classificou o CD da Liga), o remeteu para o estaleiro durante longos e saudosos meses. De uma coisa eu estou certo: a grande aquisição do FC Porto esta época foi ter-se visto livre desse crânio do Adriaanse.

Agora fala-se, à boca cheia e à boca pequena, que o Quaresma já está de malas aviadas para o Atlético de Madrid. É verdade que houve uns vagos desmentidos e as declarações do próprio interessado (?) afirmando a sua vontade de ficar. Nele, isso só revela sensatez, porque do FC Porto para o Atlético de Madrid iria de cavalo para burro, e quem gosta tanto de jogar futebol como ele, não pode pôr o dinheiro acima de tudo. Mas também há outros indícios preocupantes: o FC Porto deve precisar urgentemente de dinheiro fresco para acorrer a apertos de tesouraria que o fantástico défice de seis milhões de contos na gestão do último ano comprovam. Há uma subscrição em curso de obrigações até ao montante de três milhões de contos, mas destina-se, na sua maior parte, a resgatar o último empréstimo obrigacionista lançado no mercado e falta ver se esta consegue ser toda vendida. Manifestamente, vai faltar dinheiro e não se vê outra forma de o realizar que não através da venda dos anéis. No FC Porto há quatro jogadores com hipóteses de mercado ao nível do seu valor: Pepe, Lucho, Anderson e Quaresma. Noutro patamar de preços, há também o Helton, agora que chegou à selecção do Brasil — embora um bom observador perceba que o Helton, pese a todas as suas evidentes qualidades, tem um pequeno-grande defeito, semelhante ao do Ricardo (e é por isso que, apesar de todas as notícias fabricadas, o Ricardo nunca encontrou um interessado firme lá fora): não domina o jogo aéreo. Assim, dos quatro que têm mercado assegurado, os mais tentadores são o Anderson e o Quaresma, porque são dois desequilibradores natos e ambos ainda muito novos. O Anderson está gravemente lesionado e ninguém sabe quando e em que condições regressará, pelo que a sua venda no final da época é, neste momento, incerta. Resta o Quaresma, que está disponível e em grande forma e que permitiria, saindo já em Dezembro, equilibrar a tesouraria até Julho.

Tudo isto são especulações minhas, embora, como disse, apoiadas em notícias recorrentes, in e off the record, e em deduções que, infelizmente, me parecem lógicas. A tentação de o vender já deve ser grande, assim como deve ser grande o medo dos danos desportivos devastadores que isso poderia causar à equipa e da previsivel revolta dos adeptos, a quem primeiro seria necessário explicar muito bem como se esfumaram os milhões ganhos há dois anos com a venda de toda a equipa campeã europeia e como se consegue perder seis milhões de contos num ano de gestão corrente. E também seria preciso explicar a venda por 12, 15, ou mesmo 18 milhões de euros, de um jogador que vale bem mais do que isso. Por 15 milhões foi vendido o Paulo Ferreira há dois anos!

2- Como aqui previ, terça-feira passada, o FC Porto foi ganhar, e autoritariamente, a Moscovo. Não foi uma previsão feita à toa nem um acto de adivinhação: à força de a seguir atentamente, aprendi a ler os sinais da mentalidade e do estado de espírito deste clube e daquele balneário, independentemente das transformações naturais que vão ocorrendo. E senti que o FC Porto estava a crescer e a evoluir, paulatinamente de regresso ao espírito de campeão que José Mourinho ali instalou. Jesualdo Ferreira tem sido impecável no aproveitamento das potencialidades da equipa e na sua transformação dos esquemas loucos de Adriaanse para um sistema natural de jogo. Não foi apenas o jogo de Moscovo que o mostrou, foram vários jogos anteriores e mesmo o jogo subsequente, aquela infinita chatice do Restelo, onde, sem ter jogado nada, a equipa mostrou que também sabe, quando é necessário, descansar em serviço sem perder de vista a vitória. Verdadeiramente, até agora, só discordo de Jesualdo Ferreira em questões de pormenor, como a desaposta dele em Vieirinha, uma das grandes promessas do início da época.

3- Também penso ser justo e consensual dizer que Paulo Bento continua a demonstrar talento e inteligência como treinador, à frente de uma equipa que, nunca é de mais lembrá-lo, tem um orçamento que é metade ou um terço do que tem a equipa do FC Porto. Paulo Bento não tem um Pepe, um Lucho, um Anderson ou um Quaresma. Tem o que tem e duvido que alguém conseguisse melhor com o que ele tem. Ainda anteontem mostrou como é que, a partir do banco, é possível ir à procura de uma vitória que não se desenhava em campo. Também, com toda a franqueza, achei que a vitória, que o Sporting só procurou nos últimos quinze minutos, ficou a dever-se ao grande simulador Liedson (como lhe chamou José Mourinho), que lá arrancou uma falta completamente forçada e denunciada. Aliás, a partir dos minutos finais do jogo, tornou-se evidente que essa era a táctica do Sporting — para o que contou com a compreensão e apoio de um árbitro que, se a memória não me falha, já é tradicional nestas coisas. E lá vieram mais dois pontos arrancados de livre ao cair do pano, naquela que foi a quinta vitória tangencial do Sporting em oito, e a quarta por 1-0.

Se o critério de aposta fosse a qualidade do futebol até aqui exibido, eu apostaria no favoritismo do Benfica para o derby da próxima sexta-feira, em Alvalade. Apesar de toda a sua irregularidade exibicional e de resultados, manda a verdade que se diga que o Benfica tem mostrado, em várias ocasiões, uma qualidade de jogo que ao Sporting só vi uma vez e contra o Inter. Mas, como todos sabemos e ainda agora se viu na Figueira da Foz, há uma diferença entre merecer ganhar e conseguir ganhar.

domingo, novembro 26, 2006

A máfia...



O GIL vêm avisou antes do Benfica-Marítimo:

"Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses", lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este."Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero!".Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. "O João pode ser",disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.

Ulisses Morais inconformado com a derrota.Treinador do Marítimo indignado com trabalho da equipa de arbitragem


"Perdemos o jogo, mas não a dignidade"

"Sofremos um autogolo na sequência de uma falta que não existiu. Ao intervalo, sentimos que podíamos discutir o resultado durante a segunda parte, mas, depois, jogámos 45 minutos com menos um elemento e sofremos o segundo golo com menos dois, pois, incompreensivelmente, o árbitro não permitiu a substituição com o jogo parado”, comentou.

“Mas aconteceram situações muito mais graves durante a partida”, continuou Ulisses Morais: “No lance que deu origem à lesão de Kanu, o jogador do Benfica deveria ter sido castigado com o cartão vermelho. Existiu um conjunto de situações que fizeram com que saíssemos daqui com a derrota. Quando formos respeitados mais vezes no futebol, talvez consigamos outros resultados.”

Camisolas

Álvaro Magalhães, escritor no JN:

De que cor é a camisola do Benfica? Às vezes é como sempre deveria ser vermelha, cor de papoila quando saltita. Outras vezes, porém, olhamos e vemos lá uma espécie de cor de burro quando foge, algures entre o cinzento e amarelo.

"Os jogadores têm de saber o que é vestir a camisola do Benfica", foi o recado que Luis Filipe Vieira deu aos rapazinhos que correram em Braga. E onde estava ela, a camisola do Benfica? Os próprios adeptos encontram aí um estorvo à sua identificação com a equipa e têm-se queixado da anomalia. E como eles têm razão. Aliás, com a ocultação da verdadeira camisola esbatem-se também conceitos como "amor à camisola" ou "sentir, suar ou defender a camisola". E como querem os dirigentes que os jogadores defendam a camisola se eles próprios não foram capazes de o fazer?

Dantes, as actualizações ficavam-se pelo design das golas, debruados, decotes, e o equipamento alternativo era de uma cor neutra salpicada com notas da cor de referência. Depois passou-se a ousadas variações dos padrões e, aos poucos, chegou-se a um outro equipamento, sem as cores do clube, e que é usado mesmo quando não é necessário (contra o Celtic, por exemplo).

Está mal. As camisolas do futebol não precisavam de ir aos salões de moda. Símbolos são coisas sagradas e intocáveis, não devem mudar de aspecto ou de lugar sob pena de deixarem de o ser.

Esta ofensiva mercantil que varre o futebol, autêntica barbárie disfarçada de modernidade inevitável, onde tudo, sem excepção, se compra e vende, está a devastar sem piedade as conotações simbólicas dos clubes. É que estes rapazinhos também se fartam de correr. Primeiro, fizeram das camisolas painéis publicitários. Agora estão a comprar os nomes de estádios e os mais rápidos já começaram a comprar os nomes dos clubes. Sim, é verdade, o Inter de Milão tem negociações adiantadas para a venda do nome do clube a um Banco. E, sendo assim, já não está longe o Vodafone-F. C. Porto, o Somague-Sporting e o Caixa Geral de Depósitos-Benfica. E as camisolas, claro, terão as cores que tiverem.

Há salvação? Não me parece. Quem pode agora parar a marcha do comboio infernal? A própria FIFA, a quem competia zelar pelos aspectos simbólicos e totémicos, dorme descansadamente com o inimigo. Mas há sempre alguém que resiste e gera a possibilidade da esperança. Os adeptos mais inconformados do Manchester United fundaram um novo clube, o United of Manchester, que joga no escalão mais baixo e tem sempre três mil adeptos nas bancadas.

Ora, isto não é ainda a salvação, até porque esses adeptos continuam certamente a seguir os jogos do outro Manchester, mas quando eles se dirigem, nas tardes de sábado, ao campo do United of Manchester, à procura de mais pureza, devem voltar a sentir a consolação de quem regressa gloriosamente á infância para voltar a contar, do princípio, a mesma história.

Quando vemos que o mundo, à nossa volta, se desmorona, só nos resta recomeçar a criação do mundo.

sexta-feira, novembro 24, 2006

SONHOS



"No fim deste mês vou estar mesmo muito bem. Assim dificilmente vou falhar golos", afiança, embora igualmente certo de que a sua simples presença em campo é o suficiente para "preocupar" os defesas contrários. "O Jardel gordo é uma coisa; o outro é totalmente diferente. Dentro de uma semana conto recuperar a titularidade e ser decisivo, como aconteceu contra o Sporting e o Setúbal. Sinto-me como se tivesse 25 ou 26 anos. E como estou bem, acredito que poderei jogar até aos 36 anos", avalia.

Até lá, Jardel sonha concretizar dois sonhos especiais.

"Se fosse possível, gostaria de voltar ao FC Porto e quero ser outra vez o melhor marcador do campeonato português. Quero provar que o Jardel está aí e não acho isso tão impossível esta época. Quem vai na frente, tem seis golos, eu tenho dois. Tudo dependerá da sorte e da vontade de Deus", observa.
Se já estivesse num grande, o seu registo seria por esta altura bem superior.
"Já teria uns 10 ou 15 golos. O esquema do FC Porto, por exemplo, seria muito bom para mim nesse aspecto; lá teria mais oportunidades", explica.

EHEHEH

O próximo livro de Pinto da Costa:

«Os Três Mafiosos»



(imagem roubada DAQUI)

SAPO

Alcides Freire no OJogo:


1)

José Veiga esteve num dos camarotes do Estádio da Luz como convidado da antiga entidade patronal para assistir ao jogo com o FC Copenhaga. Como não faz mais parte da SAD encarnada e, que se saiba, não comprou o kit sócio que levou o Benfica até ao Livro do Guiness, terá sido graças a um convite que viu o Benfica regressar às vitórias. Esta coincidência entre o regresso de José Veiga e das vitórias é que pode ser perniciosa para Luís Filipe Vieira. Mas, adiante. Há uma fotografia - e sabe-se como ela pode valer mil palavras - que é, contudo, capaz de desmentir a ideia de um afastamento absoluto. De dedo erguido - o polegar direito, explique-se - saudou a multidão desfrutando da companhia de um ex-árbitro assistente. E se é público o poder de influência de um restaurante, de que Devesa Neto gosta, no futebol, então é caso para dizer que não é uma decisão judicial que afastará Veiga do universo do pontapé da bola, pelo menos, dos momentos que antecedem o pontapé de saída.

2)

Agora parece oficial. Luiz Felipe Scolari apresentou a candidatura a treinador do Benfica. Pelo menos essa é a leitura que se pode fazer da presença do seleccionador nacional no Estádio da Luz para assistir ao jogo dos encarnados com os campeões dinamarqueses. A conclusão não pode sequer ser contestada pelo candidato, que viu na presença de Carlos Queiroz no Portugal-Cazaquistão a razão para revelar as intenções do treinador português do Manchester United. Os outros 15 treinadores da Bwin Liga podem estar praticamente descansados, em especial os que estão em equipas fora de Lisboa.

Contas
Passivo

Pinto da Costa afirmou que bastaria ter vendido alguns jogadores para resolver o passivo de 30 milhões, resultante do último exercício. Pode ser que não seja preciso. O sucesso do empréstimo obrigacionista já atingiu os seis milhões de euros e a Liga dos Campeões já rendeu, pelo menos, outros seis milhões...

LC: 5ªJornada: CSKA 0 - FCPORTO 2





Show de bola...Quando vi o FCPORTO na primeira parte a desperdiçar 5 ou 6 perdidas de golo feito, duas vezes com a baliza aberta, temi o pior: quem não marca sofre, mas a a equipa demonstrou uma classe, uma personalidade fantástica, fazendo relembrar outros tempos gloriosos...e até me está surpreender...nunca pensei que na LC, depois de jogarmos à Co Adriaanse ,chegássemos a este nível.

Por falar em Co Adriaanse...não o ouço!!! Deve estar deliciado com o nosso Hesselink:-))))

E chegámos à última jornada com 10 pontos, 3 vitórias seguidas e ainda não estámos apurados...grupo do caraças...com os mesmos 10 pontos o Chelsea de Mourinho e o Milan já estão apurados...e até o Celtic com 9 pontos já está apurado...este grupo do Celtic é tão fraco que até os rapazinhos já se apuraram para a UEFA, mesmo assim é coisa que nem Adriaanse conseguiu com o FCPORTO:-)) Agora vamos defrontar a melhor equipa do grupo, e até podemos perder, pois não estou a ver os russos a ganhar na Alemanha...a sorte que os protegeu durante esta campanha na LC acabou.







"Se não comprarmos um bom avançado, continuaremos a jogar bonito e a perder"

Continuo a relembrar...

Rapazinho...

10ª Jornada: FCPORTO 2 - ACADÉMICA 1

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Sem grande pachorra para escrever no blog, mas cá vai...não vi..não ouvi...parece que se jogou bem na primeira parte e depois sofremos desnecessáriamente...parece que o FCPORTO marcou um golo que não foi validado( já estaria dentro da baliza), mas no pasa nada...fosse ao contrário e tinhamos assunto para toda a semana...enfim, uma vitória natural. Estamos num ciclo vitorioso fantástico. Quem têm saudades do Co?

Parece que um rapazinho armado em presidente chamou rapazinhos aos palhaços jogadores da sua equipa,depois de ter levado três. Só descobriu agora? Aquilo é um circo!!!




MARCADORES:

HÉLDER POSTIGA 7 golos (conto com o golo roubado pela Liga)
QUARESMA 4 golos
LUCHO 2 golos
LISANDRO 2 golos
ADRIANO 1 golo
RAÚL MEIRELES 1 golo
CECH 1 golo
TARIK 1 golo
BRUNO MORAES 1 golo
PEPE 1 golo

INDISCIPLINA:

PAULO ASSUNÇÃO 4 amarelos
PEPE 3 amarelos
BOSINGWA 2 amarelos
QUARESMA 2 amarelos
LUCHO 2 amarelos
LISANDRO 2 amarelos
FUCÍLE 2 amarelos
ADRIANO 1 amarelo
RAÚL MEIRELES 1 amarelo
BRUNO ALVES 1 amarelo
JORGINHO 1 amarelo
DIOGO VALENTE 1 amarelo


ASSISTÊNCIAS:

FCPORTO-LEIRIA: 40 728 espectadores
FCPORTO-BEIRA-MAR: 31 423 Espectadores
FCPORTO-MARÍTIMO: 33 023 espectadores
FCPORTO-BENFICA: 50 223 espectadores
FCPORTO-ACADÉMICA: 30 207 espectadores

quinta-feira, novembro 23, 2006

Carta de Quaresma





Carta de Quaresma à Administração da F.C. Porto, SAD

Ricardo Quaresma endereçou esta quinta-feira uma missiva à Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD dando conta da sua vontade de permanecer nos Campeões Nacionais. O www.fcporto.pt reproduz na íntegra o teor da carta do extremo azul e brancos.

«Exma. Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD:
Face a inúmeras notícias que têm sido veiculadas em diversos Órgãos de Comunicação Social, venho por este meio informar a Exma. Administração de que não pretendo representar o Atlético de Madrid. A minha vontade é manter-me no F.C. Porto.

Ricardo Quaresma
Porto, 23 de Novembro de 2006».


Que raio de treta é esta???

E ainda estou para perceber o que esta carta significa...aliás ainda estou para perceber porque é que o FCP a tornou publica, se é que o Quaresma escreveu mesmo:-)) Há lápis azul na carta...mas não percebo o alcance da mesma.

O FCP precisa de fazer grandes vendas e o Atlético de Madrid é um dos que podem pagar bem, e mesmo que o Quaresma não gostasse de ir para lá não compreendo porque motivo o FCP tornou publica a carta.

Enfim...

terça-feira, novembro 21, 2006

A semana «horribilis» do Benfica

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A semana «horribilis» do Benfica

Será que, quando reclama justiça para o Apito Dourado, Luís Filipe Vieira está a incluir os casos em que ele próprio e José Veiga aparecem implicados, ou o seu critério de justiça só abrange o Norte e, mais especificamente, Pinto da Costa?

1- Esta deve ter sido uma das piores semanas da centenária existência do Sport Lisboa e Benfica. Por razões desportivas, mas, sobretudo, por razões extradesportivas e que mexem com a justiça — a pior imagem possível para um clube que, pela voz do seu presidente, está autonomeado campeão da «transparência e do rigor».

Terça-feira foi a cena do arresto dos bens do seu director desportivo, José Veiga, às ordens do Tribunal Cível de Cascais, que acabaria por motivar a demissão de Veiga. A este respeito, devo dizer, primeiro que tudo, que não concordo com a divulgação das imagens do arresto por parte da TVI. Não eram imprescindíveis à notícia e constituíram uma desnecessária humilhação e desrespeito pelo seu direito à privacidade — que não desaparece por se tratar de figura pública. Agora, também é verdade que Veiga só se sujeitou ao arresto dos bens móveis para garantir eventual crédito de 1,5 milhões de euros porque, seguramente, não tinha a casa em seu nome. E eu desconfio sempre dos motivos que levam quem não teme a não ter em seu nome os bens de que é dono: quase sempre a intenção é fugir ao fisco ou aos credores.

Seja como for, a defesa de Veiga foi contraditória nos seus próprios termos: disse que se demitia porque não queria escudar-se atrás do seu cargo no Benfica, mas, ao mesmo tempo, disse que aquilo só tinha acontecido por ele ser quem era no Benfica. Ou seja, escudou-se, de facto, atrás do Benfica para justificar um aperto decorrente da sua vida comercial privada. Custa-me a perceber como é que alguém ainda conseguiu ver na demissão um acto de coragem e de dignidade!

Pior ainda foi a defesa de Veiga feita por Luís Filipe Vieira, recuperando pela enésima vez a sua cassete encravada para os momentos difíceis, de modo a insinuar que tudo está relacionado com o Apito Dourado e a mão invisível de Pinto da Costa. Ou seja, foi a mando de Pinto da Costa e daqueles que Vieira gostaria de ver como os únicos implicados no Apito Dourado, que um banco luxemburguês se lembrou, já há uns anos, de reclamar este crédito, que o maior escritório de advogados do País se lembrou de pedir o arresto dos bens de José Veiga, e que uma juíza do Tribunal de Cascais, consultadas as razões do requerente, entendeu decretar o arresto. Tudo isto parece absurdo para qualquer pessoa que entenda como funciona a vida comercial e a justiça. Mas não para o presidente do Benfica, que tanto reclama que a justiça funcione: para ele, e vezes de mais, dá ideia de que a instituição e quem a serve deve estar acima da lei e fora de alcance da justiça comum.

Ainda o primeiro episódio Veiga estava ao rubro e eis que ele e Luís Filipe Vieira são ouvidos, logo no dia seguinte, pela Judiciária italiana, por suspeitas de fuga ao fisco, envolvendo a Juventus, no contrato de empréstimo de Micolli ao Benfica.

Quinta-feira, sem deixar respirar ninguém, foi a vez do vereador da CML, José Sá Fernandes, denunciar que a vereação presidida por Carmona Rodrigues havia pago ao Benfica 8 milhões de euros a mais do que constava no contrato (já de si inacreditável de benesses) que Santana Lopes havia negociado com o clube para a construção do novo Estádio da Luz. Interrogado sobre o assunto, o presidente do Benfica limitou-se a assobiar para o ar e a dizer «ele que apresente as provas». Justamente: Sá Fernandes tinha-as apresentado.

Sábado, equipada com o fatal traje de minhoca desenterrada, a equipa de futebol saiu derrotada de Braga, depois de uma exibição confrangedora. Tão confrangedora que o próprio Vieira não resisitiu a chamar-lhes «rapazinhos» que não sabem o que é a camisola — muito embora, logo a seguir, se tenha lançado na habitual explicação sobre os resultados falsificados que impedem o «maior clube do Mundo» de exibir em pleno todo o seu esplendor e reclamar, de direito, a vassalagem a que se acha predestinado.

Enfim, ontem, ainda nem sete dias estavam decorridos sobre o começo de todas as tragédias, e eis que José Veiga é detido para responder, em processo-crime desta vez, às suspeitas de ter desviado, quando ainda «empresário», cinco milhões de euros do negócio da ida de João Pinto para o Sporting. Há muito, muito tempo, estava ainda longe de imaginar que José Veiga viesse a ter a importância no Benfica que lhe deu Luís Filipe Vieira, escrevi que um dia gostaria, só para dissipar dúvidas, de saber quanto pagava de impostos o empresário José Veiga. Hoje, sei que ficou a dever, provados em tribunal, dois milhões de euros e que, ao que parece, ainda a montanha não foi toda escavada. Aliás, esta azia ao fisco parece ser natureza do Benfica e de vários dos seus dirigentes, ao longo dos anos. Será que também se acham acima das obrigações fiscais, só porque se auto-designam arautos da «transparência e do rigor» e do combate a Pinto da Costa?

2-Ao fim de meses e meses de paralisia, o Apito Dourado mexeu-se, mas poucochinho: o juiz de Gondomar decretou finalmente a abertura da instrução contraditória (fase processual de defesa dos arguidos), no que respeita aos processos pendentes naquela comarca. Por outras comarcas do País há processos já com a instrução a decorrer, outros arquivados por falta de indícios de crime e outros já aguardando marcação de julgamento.

Luís Filipe Vieira tem reclamado sem cessar o avanço do processo — quer na justiça criminal, quer na justiça desportiva. E eu, como já aqui o escrevi, estou de acordo, mas com uma ressalva: todos, mas todos os suspeitos, devem ser investigados e, quando for o caso, acusados — quer num, quer noutro foro. Mas todos, e não apenas os que residem a norte ou nas ilhas.

Ora, como se sabe, o Apito Dourado não parece conter outras provas que não as escutas telefónicas feitas a alguns agentes desportivos e que têm sido objecto de criteriosas fugas de informação para a imprensa. E é aqui que eu não compreendo o zelo justiceiro do presidente do Benfica e a complacência com que a comunicação social o deixa desempenhar o papel de Robin ds Bosques da «verdade desportiva»:

— Se há alguma escuta no processo em que, claramente, um dirigente de clube negoceia a nomeação de um árbitro do seu agrado para um jogo do seu clube, essa é a da transcrição da eloquente conversa entre o então presidente da Liga, Valentim Loureiro, e o seu apoiante n.º 1 — justa- mente o presidente do Benfica. Curiosamente, sobre esta conversa não racaiu qualquer investigação nem abertura de processo...

— Se há alguma escuta onde, claramente, se detectam indícios seguros de tráfico de influências e batota desportiva é a das escandalosas conversas divulgadas entre Valentim Loureiro e o então presidente do Estoril-Praia, José Veiga. Curiosamente, também nenhum andamento processual foi dado a este assunto...

Será que, quando reclama justiça para o Apito Dourado, Luís Filipe Vieira está a incluir os casos em que ele próprio e José Veiga aparecem implicados, ou o seu critério de justiça só abrange o Norte e, mais especificamente, Pinto da Costa?

3-E esta noite o FC Porto vai ganhar ao CSKA em Moscovo.

sexta-feira, novembro 17, 2006

SÓ VIGARISSES



Sá Fernandes acusa EPUL de ter pago indevidamente oito milhões ao Benfica



O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa acusou hoje a EPUL de ter pago indevidamente cerca de oito milhões de euros ao Benfica para construção dos ramais de ligação às infra-estruturas do novo estádio.

“É uma situação de gravidade extrema”, afirmou à Agência Lusa o vereador bloquista José Sá Fernandes, que apresentou hoje em conferência de imprensa os dados relativos ao pagamento para a construção dos ramais, fiscalização e consultadoria da obra. Sá Fernandes adiantou que a Assembleia Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal tinham decidido que não iria haver qualquer comparticipação financeira por parte da autarquia ou da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) no projecto do Sport Lisboa e Benfica. Os órgãos autárquicos decidiram ainda que a “construção dos ramais de ligação às infra-estruturas de subsolo para o novo estádio, bem como a fiscalização e consultadoria da obra”, seria assegurado pela autarquia, através da EPUL, e através de uma empresa sua participada, mas o custo “nunca representaria um valor superior a um milhão de euros”, adiantou. Sá Fernandes questiona porque é que Carmona Rodrigues, na altura vice-presidente da autarquia, “decidiu por sua iniciativa que a EPUL viesse a pagar ao SLB uma verba superior a seis milhões de euros”, que na prática acabou por ser 8,1 milhões de euros devido ao Imposto de Valor Acrescentado (IVA).

Para o vereador, Carmona Rodrigues não podia ter dado instruções à empresa para pagar ao Benfica cerca de 6,8 milhões de euros e “muito menos podia ter dado instruções para celebrar um contrato de execução com um texto diferente” do contrato-programa.

“Porque é que o professor Carmona Rodrigues decidiu, por sua responsabilidade, modificar o texto do contrato-programa, alterando a expressão ‘bem como a fiscalização e consultadoria da obra’ para 'bem como a fiscalização e consultadorias do projecto’”, questionou, alegando que “obra é só uma e projecto pode ser relacionado com várias obras”. “Primeiro a autarquia não devia ter feito nenhum pagamento, depois nem devia ter aceite o pagamento de facturas cujos justificativos foram emitidos em datas anteriores ao próprio contrato”, disse à Lusa. O autarca acrescentou que enviou hoje estes dados para a Inspecção-geral das Finanças, Tribunal de Contas, Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) e Procuradoria-Geral da República. Sá Fernandes exige ainda esclarecimentos de Carmona Rodrigues sobre este assunto e defende a cessação de funções dos membros do Conselho de Administração da EPUL que trataram do processo. Confrontado com estas acusações, Carmona Rodrigues disse que o processo foi “transparente” e disse ter ficado “surpreso” com estas críticas. “Se houve processo transparente foi o relacionamento da câmara com o projecto do Euro’2004, o Governo, o Sport Lisboa Benfica e o Sporting Clube de Portugal”, afirmou o autarca à margem de uma cerimónia da autarquia para oficializar o apoio ao evento "As novas sete maravilhas do Mundo".

quinta-feira, novembro 16, 2006

Oh, Mantorras...


 

Uma foto ao nível da denúncia do Mantorras...

A mobília

José Manuel Ribeiro no Ojogo:

O futebol tem graça. José Veiga abandona empurrado por um assunto que não faz dele mau (nem bom) director-geral. O caso não tem a ver com a Federação nem com a Liga, e, em princípio, também sai grátis ao Benfica. Nenhum animal foi molestado durante a cobertura da TVI anteontem à noite. Nenhum árbitro foi ofendido. Nenhum pai teve de inventar uma artrose para explicar ao filho o que tinha no dedo aquele senhor tão bem penteado por fora. José Veiga retira-se porque, a partir de agora, terá de comer a sopa sentado no chão, uma realidade que, objectivamente, só diz respeito ao José Veiga e à sopa. O futebol não melhora só porque se corre com as pessoas que comem a sopa sentadas no chão. Enquanto motivo para desertar é confrangedor.

Veiga não se demite depois de ter sido apanhado a exibir o dedo médio num estádio, como se tivesse saído do liceu apenas na semana passada, e demite-se porque o tribunal lhe levou os sofás?

O Benfica aguenta nos quadros pessoas sem maneiras, mas não pode lá ter pessoas sem sofás?

Infelizmente para a saúde do recente FC Porto-Benfica (ver trabalho na página 26), Veiga perdeu a mobília demasiado tarde. Se fizermos contas ao papel que teve em tantas das escusadas controvérsias do clássico, é fatal concluir que um arresto dos móveis três semanas mais cedo teria feito muito bem ao clássico. E maravilhas à coluna de Veiga.


Dedo no ar

As testemunhas do FC Porto foram ouvidas anteontem na Liga no âmbito do processo disciplinar levantado ao director-geral do Benfica. Uma diligência que servirá, quanto mais não seja, para ver até que ponto a nova Comissão Disciplinar quer realmente meter o dedo nesta matéria.



Artigo de José Manuel Ribeiro no Ojogo:

Benfica esteve na origem de nove das controvérsias que rodearam o jogo com o FC Porto, contra duas levantadas pelos dragões.


Clássico que se farta

O racismo é a quinta acusação feita ao FC Porto em 25 dias de "jogo", incluindo 11 polémicas, cinco queixas à Liga, 40 chamadas à primeira página, três comunicados, etc, etc, etc.


Vinte e cinco dias. Talvez não seja um recorde, porque o Benfica-FC Porto de há duas épocas levou quase um ano inteiro a acabar, às costas de Olegário Benquerença e do golo fantasma de Petit, mas vinte e cinco dias é sempre um prazo anormal para um jogo de futebol, mesmo um clássico. Não foram, ressalve-se, vinte e cinco dias desaproveitados. A acusação de insultos racistas, reafirmada agora por Mantorras, encerra (?) uma antologia sociológica do futebol nacional das mais completas que já se viu: houve problemas de distribuição de bilhetes; árbitros acusados (antes e depois do jogo); insultos de grande valor estilístico ("engavetado", "Pinóquio"); um jogador arrumado por três meses e outro acusado de o ter magoado de propósito; discutiu-se se a Direcção do Benfica devia ou não comparecer no estádio; analisou-se ao detalhe o dedo médio de José Veiga; houve queixas formais contra, pelo menos, seis pessoas e, a fechar o ciclo de amplos debates temáticos, este do racismo, que Portugal nunca teve e, pelos vistos, estava mortinho por ter.

O futebol nacional saiu, portanto, mais rico do FC Porto-Benfica e, feitas as contas, as honras do enriquecimento devem ser atribuídas ao clube de Lisboa, responsável por nove das onze polémicas levantadas durante estes 25 dias, bem como por cinco das seis declarações públicas que vários comentadores responsabilizaram pela degradação do ambiente - ou sete, se quisermos considerar o dedo médio de José Veiga uma declaração pública. Na troca de acusações, também há uma ligeira vantagem do Benfica. O FC Porto foi acusado de ter levado o árbitro Carlos Xistra a expulsar Micolli no jogo entre o Benfica e o Estrela da Amadora; de xenofobia; de intrusão irregular de uma ou mais pessoas no túnel dos balneários e, de forma subreptícia, de ter manipulado o relatório de, pelo menos, um dos delegados da Liga. Em contrapartida, o dono da casa acusou as visitas de lhe terem lesionado propositadamente um jogador. A nível pessoal, Pinto da Costa recebeu os cognomes habituais: Luís Filipe Vieira insinuou corrupção, ao afirmar que ele estaria "engavetado" se não fosse presidente do FC Porto, e José Veiga chamou-lhe mentiroso através da tradicional e sempre refrescante metáfora do Pinóquio.

A cobertura jornalística deste evento longo e multifacetado ficou-se por 40 chamadas às primeiras páginas nos três jornais desportivos. A maioria delas foram manchetes, mas a duplicação das capas, uma para o sul e outra para o norte, complica demasiado a contagem. Dos envolvidos, só os treinadores intervieram mais do que o presidente do Benfica; três vezes Jesualdo Ferreira, quatro vezes Fernando Santos. Segue-se José Veiga, autor de duas declarações a respeito do clássico, a do Pinóquio e outra para reclamar a flagelação de Carlos Xistra, garantindo, em simultâneo, a vitória no Dragão "mesmo sem Miccoli".


11 polémicas diferentes

5 queixas à Liga
3 comunicados
2 árbitros contestados
40 chamadas à primeira página nos jornais desportivos
1 lesão grave
5 declarações públicas de dirigentes do Benfica
1 declaração pública de Pinto da Costa


- Benfica esquece-se de pedir bilhetes para o clássico dentro do prazo regulamentar. Segue-se um primeiro pedido de compreensão ao FC Porto, depois o silêncio dos dragões e por fim a notícia de que o Sport Lisboa se conforma com as consequências do lapso.

Origem: Benfica

- Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa repartem primeiras páginas. O primeiro diz do segundo que precisa do FC Porto "para não ser engavetado"; em resposta, o segundo comenta o tema de conversa escolhido pelo primeiro: "De que vai ele falar? Do Benfica europeu que vai ao Celtic levar 3-0?"

Origem: Benfica

- Acabado o jogo com o Estrela da Amadora, Fernando Santos primeiro e José Veiga depois, um mais directo do que o outro, acusam o árbitro Carlos Xistra de ter ajudado o FC Porto com a expulsão de Micolli.

Origem: Benfica

- A Direcção do Benfica, pela boca do presidente Luís Filipe Vieira, anuncia que não comparecerá no Dragão.

Origem: Benfica

- A Comissão de Arbitragem nomeia para o jogo o árbitro Lucílio Baptista. O Benfica faz saber que a escolha lhe desagrada.

Origem: Benfica

- Culminando um par de dias repletos de declarações feitas por grandes personalidades benfiquistas, Luís Filipe Vieira anuncia que, afinal vai ao Dragão, "porque nunca deixou de acompanhar a equipa". Perdida nos arquivos da memória fica uma outra garantia do presidente do Benfica, dada à estampa uns dias antes: "Quem quiser saber as pessoas que estão envolvidas no processo [referia-se ao dossiê anónimo sobre o Apito Dourado que lhe foi entregue em casa] basta estarem atento aos jogos a que eu não vou"

Origem: Benfica

- No dia a seguir ao jogo, o FC Porto decide apresentar duas queixas na Comissão Disciplinar da Liga, uma contra o médio Katsouranis, pedindo a suspensão pelo tempo que durasse a recuperação de Anderson (lesionado pelo grego) e a outra contra José Veiga, pelos gestos obscenos que o director-geral do Benfica dirigiu ao público, durante o clássico.

Origem: FC Porto

- Benfica queixa-se do FC Porto à Liga por causa da presença de "pessoas estranhas ao jogo no túnel dos balneários".

Origem: Benfica

- Remetendo a uma declaração semelhante de Fernando Santos sobre o árbitro Carlos Xistra, Jesualdo Ferreira diz que também teve a premonição de que Anderson se ia magoar no FC Porto-Benfica. Santos mata a polémica, respondendo-lhe apenas que não é "adivinho".

Origem: FC Porto

- Benfica queixa-se do conteúdo dos relatórios do árbitro e dos três delegados da Liga. A respeito destes últimos, alega a presença irregular de um deles no jogo.

Origem: Benfica

- Benfica queixa-se de insultos racistas dirigidos por adeptos do FC Porto ao angolano Mantorras.

Origem: Benfica

ESTÁDIO DO DRAGÃO




3º ANIVERSÁRIO DE SUCESSOS



P.S: Hoje as vistas ao Estádio do Dragão são gratuitas aos sócios...

Que duo...



Homens de princípios e que prezam a família:-))))))))

Escorrali...